fale connosco


2018-07-21

Arsénio de Sousa Pires - Porto

O MEU GRAU DE DEMÊNCIA

 

Fui à Escola de Atenas

falar com o Rafael,

perguntar por que razão

não pintou, junto a Platão,

um AAR no seu painel.

 

Tertulianos nós somos

em asas de anjos formados;

letrados em misogenia,

ocupamos noite e dia

a pastar em secos prados.

 

As Primeiras Sextas-Feiras

com confesso, em cada mês,

ao Céu nos davam direito!

Se as de agora dão efeito,

mesmo sem confesso feito

vou-me a elas outra vez!

 

A hora é que é do catano!

Não lembraria a nenhum!

Se, ao menos, houvesse morfos

sem esquecer alguns copos...

É que os números somados

dão um grande "trinta e um"!

 

Venham daí! Batam asas!

Pousem no jardim, na horta.

Filosofem sobre o mal

na rua do Marechal,

mas não procurem a casa!

Falta o número da porta!

 

2018-07-18

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - Lis

Meu caro Aventino

Assim não vale...........

Acho interesssante a ideia que lançaste mas tenho algumas objeções à mesma e que me parecem ser de monta.

É certamente aliciante passar  um serão a palrar e discutir, de forma livre e elevada,  sobre um tema escolhido. Todavia, não sendo a hora do começo  um óbice já a do seu terminus pode ser inoportuna pelo menos para mim. Será um bom horário para quem mora no Porto e arredores mas, no meu caso, fico sem transporte para regressar a penates e eu não quero dormir num banco de jardim ou num vão de escada. Mas , atenção, não te estou a pedir alojamento, nada disso.

Essa ideia de discutir  " sem comes nem bebes" é muito sádica pois, sem molhar o bico, a garganta seca e o raciocínio atrofia.

Quanto às outras alíneas  não tenho objeções a opor e até as acho interessantes.

Sendo omissa a forma sobre a acomodação dos filosofantes, eu proponho que se vá falando e passeando ( uma vez que não há petisco ) e o grupo poderá passar à história como  « OS PERITATÉTICOS DO JARDIM DO AVENTINO » .

VALE

2018-07-17

Aventino Pereira - Porto

PARA APURARMOS O NOSSO GRAU DE DEMÊNCIA:

Meus caros AAR´s:

Cá estou eu empurrando o barco. Meto combustível, limpo o convés, tiro a amarração, iço as velas, o vento sopra, sopra de feição e, mais uma vez, tento fazer-me ao mar.

Aqui vai:

1.      Constitui uma tertúlia.

2.     Mensal; encontro na primeira sexta feira de cada mês às 18,13 horas, com início no dia 07 de setembro próximo.

3.     No jardim da minha casa da Rua Marechal Saldanha, no Porto.

4.     Mulher não entra.

5.      Acesso exclusivo a Redentoristas.

6.     Em cada reunião só pode haver um convidado NÃO AAR.

7.      Objetivo: a discussão inteletual, APENAS.

8.     Não há comes nem bebes.

9.     Em cada reunião haverá um tema (apenas um) para discussão.

10.  Far-se-á um ata de registo do dia e do tema debatido. E é só: nem nome dos presentes, nem a opinião de cada um.

11.   O tema não será préviamente anunciado. Os primeiros dez minutos destinar-se-ão a votar as propostas que houver sobre o assunto a filosofar.

12.   Quando o primeiro que estiver presente quiser sair, termina aí, nesse instante, a reunião.

E é TUDO (a não ser que venha daí a vossa voz).

 

2018-07-05

ANTONIO ROSA GAUDENCIO - Lisboa

Depois de um longo período de silêncio em que estive mudo e quedo porque o meu computador teimava em me dizer que o site da Aaar era pirata e não oferecia segurança e por esse motivo não  enviava os meus escritos para o Fale connosco, eis que hoje, numa tentativa feita por "teimosia", parece que um vergonhoso «PORRA» seguiu mesmo. Talvez tenha convencido o bicho de que ele estava enganado e por isso vou continuar a escrever mas sempre com a expectativa de, ao fim, o texto não seguir e desaparecer de imediato como tantas vezes me tem sucedido. Vou tentar mais uma vez.

Felizmente ( não há só luar ) há também na Aaar boas cabeças e boas penas que pensam e escrevem muitíssimo bem para gáudio de todos nós.  Nem vale a pena referir nomes pois a qualidade dos seus textos, quer no fundo quer na forma, destacão-se e são sempre uma delícia para quem gosta de ler. E eu gosto.

Lamento que companheiros, que escreviam com alguma frequência, se tenham, ultimamente, remetido a um silêncio que espero não seja de morte. Para além do Alexandre e do Aventino ( ordem alfabética ) também fazem falta o Ismael Vigário, o Ribeiro, o António Rodrigues, o Zé Lamas, o R. Morais e todos os que nos tinham habituado a frequentar o site. Por isso o meu apelo é que se tiverem algo a dizer que escrevam. E façam-no enquanto têm pio pois qualquer dia vamos todos cantar fados para outras paragens.

Lamento não ter podido corresponder ao convite do Aventino mas, naquelas datas, andava eu pelo Douro a apanhar frio, chuva e, por vezes, granizo. Depois, numa breve incursão a Vidago, para compensar levei um dia ou dois com mais de 35º. Só espero é que, num outro qualquer momento, surja novo convite ............

Sobre o textos do Alexandre já falei com ele e ele sabe o quanto admiro aquele manancial de ideias, figuras, palavras e poesia que ele nos oferece.

Também já aqui  expressei  a minha admiração pela escrita do Aventino. Lembro-me duma poesia espantosa que, se bem me lembro, era dedicada a sua mãe. Agora fiquei de queixo caído com esta poesia publicada hoje.

Parabéns, Aventino, pois gostei muito desse poema e tanto me identifiquei com ele que, ao fim, tive a louca ideia de "pensar" que isto foi escrito pelo Aventino mas a expressar o que eu penso. Está dito mas não faças caso porque eu nasci em Maio!!!!

Espero que o calor que se aproxima ( isso penso eu ) não seque a veia dos nossos escitores e que tenhamos um verão  com muitas intervenções no site.

2018-07-05

Aventino Pereira - Porto

 

MORIBUNDOS DE NÓS


Aparte o texto do nosso maravilhoso Alexandre e, apesar do repasto ser de borla, “ninguém” respondeu ao meu convite.

Toda a nossa turma tem sofá e televisão em casa e a companhia de uma grande MOCA; então para que fiqueis, ainda, com mais sofá, com mais televisão e com muito mais MOCA, TOMAI e COMEI:

 

POEMA INÚTIL

 

O que me apetece é não me apetecer!

Não sentir nem ser.

Ir além, mais além e ainda mais além,

em busca de alguém

que me ajude a morrer.

 

Eutanáso-te e eutanáso-me;

corto os pulsos, corto as veias,

parto co’a minh’alma cheia

de um triste tardar em amanhecer.

 

Amanhã?! Amanhã não haverá amanhã!

Nem sol nem água nem sequer as sombras dos nossos universos.

Que fizemos nós dos nossos versos

com que à tardinha,

a tua mão na minha

nos enganávamos?!

 

Se for abril, quero ir em abril.

Foi em abril que nasci

e logo, logo nesse sentir, senti

que não queria nascer.

Aqui estou na esquininha desse mesmo lugar onde a minha mãe me deixou há sessenta e quatro anos,

à espera dos doces beijos

que continuo a querer.

 

Agora mingua-se-me o corpo.

Tenho cansaço, dor no peito, dor nos ossos,

o passo curto, tímido e lento

e até mesmo o pensamento

teima em não me perceber.

 

Houve um tempo em que tinha fé,

acreditava:

divindade; vida eterna; paraíso.

Houve um tempo em que tinha medo:

o inferno; o castigo; um final juízo.

Agora são desgraças

a entrarem-me pela vidraça

de um mundo vazio, colorido em segredo.

 

AVENTINO, em julho de 2018

 

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