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2020-05-26

lexandre gonçalves - palmela

 

OBLIQUIDADES

Ao Aventino, à perturbação que semeou por estes lugares. Ao silêncio com que agora nos adormece colectivamente e sem remorso. À grandeza das suas razões e à intensidade comovida que paira nos seus textos. A isso tudo, e o mais que não importa agora referir, dedido este soneto oblíquo como reconhecimento preferencial do seu paciente perfil para este género de leituras. Com amizade e admiração. AG

 

Já nem redondas são as mãos que temos.

Oblíquos são os gestos e cortantes.

Amámo-nos sem termos sido amantes,

vazios nos tornámos e pequenos.

 

Não rimos, não lembramos, não dizemos.

O  silêncio disfarça por instantes.

Fazemos ironias elegantes

para esquecer os beijos que nos demos.

 

Que amor obscuro nos aconteceu?

Qual de nós na cidade se perdeu,

para ficarmos ambos tão sozinhos?

 

Das mãos nos distraímos sem remorso.

O tempo original já não é nosso.

Cedo o vento o levou por vãos caminhos.

                              

2020-05-10

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

 

                  Política corrupta e desumana

          Com políticos despidos de ideologia

          Alimenta a malandragem à fartazana

          E pelo povo distribui mortífera epidemia

 

 

          Mas se para este sistema que tanto mal contém

          O desejado fim ainda não se avista

          É porque o mundo se sente bem

          Debaixo da pata deste sistema esclavagista ...

 

              Das margens do rio cávado junto a Crespos , mando - vos aquele abraço .

 

   Zé Lamas .


2020-04-12

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Caros confrades,

apesar do "confinamento" desejo que todos tenhamos tido uma Páscoa, se não feliz, na verdadeira acepção da palavra, pelo menos calma, sossegada e, à falta de melhor, com os contactos "internéticos" suficientes para abrandarem um pouco o afastamento físico de familiares, e os sentimentos de solidão e reclusão que a todos nos tocam.

A propósito desta situação tenho-me lembrado algumas vezes do nosso amigo Peinado. A designação de "ex-reclusos", de sua autoria ou apenas preferência, como a apresentaria ele hoje? "Ex-ex-reclusos", embora já não da nossa antiga e comum prisão; de novo "reclusos" ou auto-reclusos pelo facto de tão pacata e naturalmente aceitarmos este "aprisionamento?

Fisicamente ele não  pode responder-nos e eu apenas usufruí da evocação de um comum amigo.

Deus queira que na próxima Páscoa ainda nos encontremos cá todos, de boa saúde e, aliviados, recordando a aprisionada Páscoa deste ano.

Abraços "mediáticos". "volto já".

2020-04-11

manuel vieira - esposende

Caro amigo,

A dinâmica pascal tem este ano condicionantes bem diferentes sobretudo a nível da mobilidade, com o propósito evidente de proteção da nossa saúde e que são importantes, mesmo muito importantes...
Por isso "ficar em casa"  merece de cada um o propósito prudente de contribuir para a boa saúde de todos e também a oportunidade de apreciar melhor e pausadamente uma
mesa rica que é cartaz de tradição nesta época.

Os bons folares da aldeia levam muitos de nós às boas recordações e há quem lhes console o gosto, mas  as generosas fatias do pão de ló amarelinho , o tenro cabrito assado no forno e outros consolos são presença garantida em boas mesas.  

Lembrando a todos estes aconchegos, a cada um eu envio o meu abraço e os Votos de uma Páscoa Feliz,

Manuel Vieira
2020-04-08

Aventino - Porto

FINALMENTE:

 

No more kisses on my face.

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