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2019-12-09

Arsénio de Sousa Pires - Porto

Depois deste tão belo e inocente poema do Aventino sobre o António Pina (ou sobre a morte?), será melhor deixar um longo espaço de silêncio. (Também eu privei, algumas vezes, com o António Pina...). 

SILÊNCIO.


Depois, venho dar-vos conhecimento do nosso Almoço de Natal.

FOMOS 21 À VOLTA DA MESA.

Às vezes desce a amizade

sobre nós

como as folhas deste outono

sobre as ruas desgastadas da cidade.

Desejos ocres de passadas primaveras

no inverno da nossa longa idade.

(As fotos deste nosso Almoço foram colocadas na página da PALMEIRA no Facebook)

2019-12-08

Aventino Pereira - Porto

POEMA INFANTIL PARA ADULTOS

 

Encontrei o Pina no Orfeuzinho.

Em que pensas, Pina?

Oh!

Num poemazinho!

 

Encontrei o Pina à porta do tribunal.

Julgamento?

Vamos entrar?!

Oh! Não, não, vou fugir. Vou faltar.

Aventino, leva-me ao jornal.

 

Última vez.

Encontrei o Pina, pela última vez, no Orfeuzinho.

Estás a poetar?

Sim; sobre a morte e a busca da sorte

de a encontrar.

 

NOTAS:

1.       Manuel António Pina frequentava, com alguma regularidade, o Café Orfeuzinho na Rua Júlio Dinis, no Porto.

2.      Manuel António Pina foi meu contemporâneo em Coimbra, foi advogado durante uns curtos anos e o exercício dessa profissão trazia-lhe, quase sempre, um grande sofrimento emocial.

3.      Manuel António Pina foi jornalista no Jornal de Notícias do Porto e quando me refiro ao “jornal” refiro-me ao Jornal de Notícias.

4.      Manuel António Pinto morreu uns dias depois do nosso último encontro no Orfeuzinho.

 

 

2019-12-07

Arsénio de Sousa Pires - Porto

 

 

ALMOÇO DO NATAL

Olá, amigos!

Então, cá vai a informação prometida:

O nosso Almoço de Natal será no restaurante “CANTINHO de LUANDA”, na Rua Marquês Sá da Bandeira, 505 a 517, Vila Nova de Gaia. Fica perto do seminário. Temos uma sala reservada só para nós.

Deixaremos os automóveis no parque do seminário e iremos a pé cerca de 500 metros.

O almoço está marcado para ter início às 12:30. Sairemos do seminário às 12:15.

Já somos 18 inscritos!

Até lá, bom fim-de-semana.

Consulta aqui:

 

https://www.google.com/search?q=restaurante+cantinho+de+luanda%2C+rua+maques+sa+da+bandeira%2C+vila+nova+de+gaia&rlz=1C1CHBD_pt-PTPT872PT872&oq=restaurante+cantinho+de+luanda%2C+rua+maques+sa+da+bandeira%2C+vila+nova+de+gaia&aqs=chrome..69i57.37055j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

2019-12-05

alexandre gonçalves - palmela

AAAR QUÊ?

Caro Aventino

Claro! Dias em BRANCO. Memórias vazias. A teoria da redoma acautelou sempre a nossa insolente virgindade. Tudo nos passou ligeiramente ao lado. Nem uma palavra para quem alimentou utopias transformadoras. Passámos pelos anos sessenta como anjos intocáveis. Passámos por abril, como se estivéssemos pedrados de sono. Realizámos na perfeição o poema da Natália. Hoje somos anciãos de fraca extracção, sem termos sido jovens. Sem um erro que nos exprimisse. Em tempos, tínhamos a desculpa de estar sequestrados. Depois de estarmos em autogestão, a nossa força cultural, o ímpeto da nossa intervenção não ultrapassa o patamar do feicebuqismo, essa poderosa máquina de comunicação. Na singeleza de um só conceito, duas poderosas vertentes: o exercício público da caridade cristã, e simultaneamente a devassa metódica da vida  alheia.

Vem isto a propósito de José Mário Branco. Habituámo-nos desde meninos a não ouvir as vozes que nos diziam. Nem a suspeita nos ocorria de que as houvesse. Foram José Mário Branco e Natália Correia que reclamaram para o seu tempo, que era também o nosso, os "cornos"para espetar no destino que nos esperava aos vinte anos.

Só um breve apontamentos da Natália, que Zé Mário vestiu de fúria sonora.

Dão-nos a honra de manequim

Para dar corda à nossa ausência.

Dão-nos o prémio de ser assim

Sem pecado e sem inocência.

...............................................

Penteiam-nos os crâneos ermos

Com as cabeleiras dos avós

Para jamais nos parecermos

Connosco quando estamos sós.

.................................................

Dão-nos um nome e um jornal,

Um avião e um violino.

Mas não nos dão o animal

Que espeta os cornos no destino.

Parabéns, Aventino, pelo exercício atento duma escrita que nos iliba, de algum modo, dessa distracção cultural. Perguntaram-me que associação era a nossa e que objectivos a justificavam. Expliquei as iniciais e referi algumas actividades interessantes. Temos algum jeito para nos sentarmos à mesa. Nas libações não somos dos piores. Não deixamos o sustento por conta alheia. O resto vem documentado no poema "Queixa das Almas Jovens  Censuradas" de Natália Correia.

2019-12-03

Aventino - Porto

MAIS UM, para o almoço de dia 09.12.

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