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2014-09-16

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

Para escrever as quadras que invento

Não recorro a nenhum truque

             Mas a que a seguir vos apresento

             Foi - me sugerida pelo facebook

 

                                                     """"""""""""                       

 

                        Anda todo o mundo muito calado

             Confesso que tambem distraído vou ficando

             Mas como tudo isto me deixa preocupado

             Prometo - vos aparecer ... de vez em quando .

 

 

     Aquele abraço e diverti - vos no dia 20

                       Zé Lamas

 

 

 

2014-09-16

Arsénio Pires - Porto

 

Companheiros:

O Encontro Nacional é já no próximo sábado!

Vai ser um êxito! Já atingimos o excelente número de 41.

Nunca tal se viu em Israel!

 

(Ainda há lugar para ti... que estás a pensar vir!)

 

LISTA DOS FUTUROS PRESENTES NO ENCONTRO NACIONAL 2014 

01. Vieira 

02. Alexandre

03. Arsénio e Carolina

04. Nabais e Micas

05. Assis

06. Barros

07. Delfim e Dulce

08. Cabral e Antónia

09. Serapicos e esposa

10. Peinado

11. Martins Ribeiro e Conceição

12. Sacadura

13. Castro

14. Ismael Vigário e Fátima

15. Eugénio e Maria do Céu

16. António Rodrigues e Silvina

17. Aventino (não comunicou que não vinha! ehehehehe!)

18. Cardoso e Luísa

19. Lage e Adília

20. Barreira e Isabel Maria

21. Bernardino e Domitila

22. Pedrosa e Manuela

23. Samorinha

24. Duarte Almeida e Maria de Fátima

25. Freitas e Idalina

(Houve uma pequena confusão de nomes e aqui fica a correcção em relação ao post que coloquei hoje à tarde: Somos 41 e não 43. Peço desculpa)

2014-09-05

Alexandre Gonçalves - Palmela

 

CARTA  PÓSTUMA

 

Saudosa Helena de Tróia ou de Lisboa

 

Soube recentemente notícias a teu respeito. Nós tivemos em tempos uma suave  amiga comum, cúmplice dos nossos segredos, que protegíamos de todos os olhares. Encontrei-a casualmente e nem foi preciso eu perguntar. Sei os pormenores e estou a lidar com eles como se duma ferida se tratasse. Eu já sabia que não havia outra metafísica diferente da que praticávamos. Pessoa e Sofia ensinaram-nos isso muito cedo. E por isso nós começámos a comer chocolates. Rebolávamos pela relva irresponsavelmente. Um dia beijámo-nos na via pública. O trânsito parou para nos ver e nos aplaudir. As buzinas fizeram um coro de ovação. Nós queríamos provocar. Queríamos dizer-lhes que eles estavam errados. Nós e todos os dessa geração íamos ser diferentes. E íamos transformar o mundo. Nem uma coisa nem outra. Fomos quem fomos, candeeiros de chama que um pouco de vento apagou. Para sempre.  

Estou diante do teu carro partido. O mecânico adiantou outras informações. Não levavas cinto e entraste num caminho de terra batida, com o mesmo ritmo que trazias duma estrada de alcatrão. O teu seguro caducara dias antes. Não houve ninguém para pagar o reboque. Não foi um final brilhante. Nas minhas contas, deverás ter cinquenta e cinco anos. Procurei vestígios. Nem o mínimo sinal. Ao ver-me tão interessado, o mecânico perguntou-me se eu queria comprar os destroços, para aproveitamento de peças. Retirei-me com uma dor mortal não localizada. Quis chorar. Não consegui. Parei o meu carro em Monsanto, num miradouro que protegeu muitas vezes as nossas fugas. Acendi um disco e rodei para trás até onde pude.

Conhecemo-nos na faculdade. Tu a começar e eu a concluir. Foi um incêndio que lavrou os nossos corpos. Romeu e Julieta apagavam-se perante a nossa paixão. Começámos em novembro com a chuva. Molhávamos muitas vezes os cabelos e as roupas e não tínhamos frio. Amámo-nos no areal e morríamos devagar. Um dia esperavas por mim junto às escadas, ao primeiro tempo da manhã. Posso fazer-te uma proposta, perguntaste. Tu não querias aulas, eu muito menos. Entrámos no meu carro, atravessámos Lisboa e fomos parar à Baixa. O dinheiro não nos sobrava mas chegou para  comprarmos umas gangas cada um. As tuas muito justas, a ponto de o teu corpo, também justíssimo, só entrar a custo e com ajudas exteriores. As minhas bamboleavam sem jeito nem rigor, em nome de um conforto não negociável. Assim armados, entrámos como dois barcos de pesca no mar baixinho do Estoril.

Estou a ficar perturbado. Com algum esforço, talvez consiga uma lágrima que seja. Bem falta me faz. Ouço Teodorakis, um músico desse tempo, que ainda me acompanha com frequência. Andámos nisto até ao verão. Em julho foste embora e só regressaste no fim de setembro. Escrevíamo-nos quase todos os dias. Numa carta mais ousada, dizias que eu era a tua vida. Ou eu ou nada. Antes freira que perder-me. Eu estava na idade de ser sério. Disse que sim, que o destino estava do nosso lado. E coisas assim. E disse-o convictamente. Chamaste-me então "Adérito querido".E acrescentavas: eu não gostava desse nome. Mas agora soa a música! Porque te amo na ausência, mais do que a mim própria. Durmo contigo, acordo contigo, e é contigo que vou aos campos..." Também eu odiava o meu nome. Mas nessa data mudei de opinião. E afiz-me à ideia de selar tanto amor com todas as promessas possíveis.

Porém, penso eu, tudo isto vai mudar. É bom de mais para ser verdadeiro. Aumento o volume de som e vou lá baixo aos seus vinte anos. Entro como hóspede e rapto o seu corpo indefeso. Os seus olhos amendoados. Vinte anos sóbrios, contidos, duros. Estremeço. Pressinto culpa, como quem tem entre mãos um tesouro e o esbanja sem disso se aperceber. Eu já fiz trinta. Já provei muitos frutos. Quem sou eu para me armar em Páris e levar par Tróia a bela Helena? No fim das férias uma carta. Anuncia o regresso e sublinha: "uma novidade. O meu ventre, que tu exaltas, anda a dilatar-se. E garanto que não é obra do Espírito Santo. Que fazemos?" Fiquei aterrado. Não era que eu recusasse fosse o que fosse. Era antes a inoportunidade da hora. Era a relação clandestina. Era uma família incapaz de compreender, incapaz de perdoar, incapaz de receber a notícia. Esperei por ela no Rossio e chovia. Abraçámo-os e chorámos. Então eu disse: não podemos. Insisti. Não podemos. Mas a última palavra é tua. Aceitarei a tua decisão. Mas ela não decidiu. Abandonou a faculdade e regressou à aldeia. Nem palavra vai para mim. Fiz tudo. A tudo respondeu com silêncio. Dois anos depois, tenho a primeira notícia. A Helena transferiu-se para Coimbra. O ventre dela, que era belíssimo, belíssimo continuou, agora a cargo de um doutor de leis, recrutado pela família. Após a conclusão do curso, o casal vem para Lisboa, ao cheiro da política. Ele chega a deputado e reforma-se muito cedo. Mas o tempo foi escasso para saborear o ócio. Foi dormir para o campo lá para o alto de S.joão. Nunca mais voltou. Helena ficou a chorá-lo por pouco mais do que seis meses. Mas quando capotou e se extraviou pelas estrelas, ninguém apareceu para a chorar. A não ser este coro grego que eu escuto, derramando finalmente lágrimas de fogo sobre este carro partido, sem seguro e sem dono. 

2014-09-03

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCEITO DE MULHER

 

Gosto muito de mulheres gordinhas,

Rebolonas, cheias, rechonchudas,

Curvilíneas, lindas, redondinhas

De pele macia e lisa, não peludas.

 

Sei que foi moda noutros tempos!

 

Já tive a mania delas como espetos

Altas, magras, hirtas, quais palitos,

Ossos a furar de dentro de esqueletos

Parecendo canivetes esquisitos.

 

Mas agora não, mudei o pensamento.

 

Agora gosto delas com pernas torneadas 

Com nalgas bem fofas e roliças

P´ra nelas poder bater suaves palmadas,

Sonoras, cantantes, estaladiças:

 

Que lindas são, ai que espavento!

 

Com seios grandotes, duros, muito certos,

Harmonia de ancas, sem extravagâncias

Cinturas sem espartilhos nem apertos,

Como diz Petrónio, o das elegâncias.

.

Gosto delas com coxas boleadas

A assomar pela cortina duma racha 

De saias bem justinhas e amoldadas

Que protejem a mítica pachacha.

 

Que coisa nunca vista, que portento!

 

Adoro barriguinhas comedidas

 

A mostrar requinte de lendário ventre;

Braços roliços com mãos atrevidas

Que nos sufocam num abraço quente

 

Gosto de lábios carnudos, sensuais

Que mordem com fúria em beijos desabridos;

Mas os cabelos não me interessam mais

Podendo mesmo ser curtos ou compridos.

 

O que me havia de dar, não tomo tento.

 

Podeis chamar-me tolo, maluco, depravado, 

Talvez até sem gosto, antiquado; 

Que quereis:

Gosto de sentir o desejo

De admirar o que vejo.

Mas não zombeis de mim

Nem pouco nem por inteiro

Porque eu sou assim;

Se o fizerdes não me importo

Pois eu gosto

E tal está primeiro

Sou homem,

Sou assim,

 

O Martins Ribeiro.

 

 

2014-08-28

Arsénio Pires - Porto

Companheiro:

Se ainda não leste o meu post anterior a este, vai ler. Não te baldes!

Depois, aconselho-te a leres um artigo do nosso colega Jorge Bento saído recentemente nalguns órgãos de comunicação social e que coloquei em "Pontos de Vista". Vais gostar!

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