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2011-03-15

Arsénio Pires - Porto

Come lampreia, meu povo!

Lambuza-te naquele arroz solto e fumegante!

Regala-te enquanto não te proíbem de respirar

pois só falta taxarem-te pelo oxigénio que consomes!


Mas, meu povo, não morras de indigestão

antes de saberes quem te anda a sacar os €uros.


Vai aos "Pontos de Vista"!

2011-03-14

manuel vieira - esposende

A minha última mensagem passou ao lado dos lamentos do nosso colega Aventino e cá voltei por causa do referenciado "ouguiço" que normalmente deixava marcas no cabelo lambido de infância. Agora esse problema já não é marcante mas compreendo as rezas do Aventino pois  a data deve ter por abrangência estratégica "todo o pobo" e todos sabemos como a mesa também é importante para um bom "combíbio".

Aflige-me a ameaça do choro do Aventino, de lágrimas gordas perante tanta abundância à bordalesa, mas temos de analisar bem o lamento, não esquecendo que ainda falta cumprir o rali de um sábado urbano à moda do Porto.

Por causa do rali da vida me apercebi hoje que o nosso colega Delfim Pinto celebrou há dias 61 anos de percurso, o que deu para mostrar a bandeirola do abraço.

2011-03-13

manuel vieira - esposende

Amigo Ribeiro, vou tocar mais uns acordes:

Afonso Lopes Vieira  escreveu:

 

 “Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós?

 Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

 

Dona Maria, Infanta de Portugal, filha do rei Dom Manuel (séc.XVI), quando foi para Itália levou consigo um caderno onde tinha uma receita de lampreia que dizia:

 

“ Limpem a lampreia em água quente, tirando-lhe as vísceras e dando-lhe golpes na carne. Coloquem-na enrolada, numa tigela, e temperem-ma com azeite, coentro, salsa, cebolaralada e sal.
 Deixem-ma em repouso por algum tempo, levando-a em seguida ao fogo. Depois de bem refogada, deitem-lhe um pouco d'água com vinagre, cravo, pimenta, açafrão e gengibre. Cozinhem em fogo lento.”

 

Claro que estas referências têm como pretensão sápida estimular ensejos de prova.

 

2011-03-13

aventino aventino - Porto

Tenho pena que os meus queridos AAR´S continuem a marcar os repastos de lampreia para dias "proibidos". Na minha infância, na minha aldeia as mães tinham receio que os seus filhos "ougassem". Quando alguém comia o que quer que fosse, estava obrigado a repartir, não fossem os outros "ougar".

Vede bem, vós que comeis lampreia, reparti, reparti com estes pobres servos que não podem fazer-vos companhia a um dia de trabalho. Vá lá, marcai para uma sexta-feira ou um sábado, vá lá. Como escrito está em tantas alminhas do nosso portugalzinho:"oh vós que ides passando, lembrai-vos de nós que estamos penando".

Se o não fizerdes, juro que encomendo uma lampreia à bordalesa num célebre restaurante de Matosinhos e como-a toda, toda, sòzinho. Então, sim, no final, recomposto e "desaugado" chorarei a vossa ausência.

2011-03-13

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Estive fora nestes dias de carnaval; fui redzzzzar até Fátima e na quarta de cinzas fiz penitência, jejum e abstinência. Mas alto aí, isso foi há dias e agora, na quarta-feira que vem, vou-me desforrar na lampreia de Fão. Mesmo que fosse na sexta não me ia abster mais, por diversos motivos: já estou dispensado do jejum pela minha idade (suponho que estamos quase todos os que lá vamos comparecer); depois porque a lampreia, embora não sendo carne nem peixe, sempre sai da água e vem do mar estando, por conseguinte, dentro do espírito religioso da abstinência; e terceiro porque se trata, como diz o Vieira, de um petisco tão delicioso que se lhe não pode resistir e a sua tentação acabaria sempre por nos conduzir ao pecado. Espero que haja lampreia que chegue para nos fartar a todos, caso contrário poderia desejar que os melhores comensais fossem para mim aqueles que dela não gostassem. Já sei que com o Peinado não posso contar, pois ele gosta bem deste pitéu.

Alinho nos parabéns ao David pelo seu aniversário, mas que é uma idade bizarra, lá isso é.

Até lá!

 

 

 


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