fale connosco


2011-03-12

manuel vieira - esposende

 Já dizia Ramalho Ortigão:“…Nos fins do Inverno, reina a lampreia, pescada nas águas remansadas do Minho, Lima ou Cavado. O apetitoso ciclóstomo, ensopado no molho do próprio sangue, com arroz ou estufado, é prato que o minhoto não dispensa pelo começo da Quaresma, até depois de bem entrada a Primavera. Que delicia!”

E Quarta-Feira, se Deus quiser, alguns comensais irão amansar a curiosidade sobre este prato, perante outros tantos ou mais que já dispensaram o segredo por amplas mesas de recantos gastronómicos que por aí se espalham, alguns fora do Minho.

O nosso colega David aperaltou-se ontem com uma linda idade, 69 anos e faz questão de vir até Fão e Esposende para nos dar um abraço, ele que já provou a lampreia do Tejo e faz questão de medir meças com as do virtuoso Cávado.

2011-03-11

Arsénio Pires - Porto

Caro Gaudêncio:

Fico feliz por saber que tudo está bem com a tua saúde. Isso é o que verdadeiramente importa!

Quanto ao silêncio da bancada, espero que o mesmo não se deva ao facto de, mais uma vez, aqui se ter focado o tema tabu do comunismo. Acontece o mesmo na nossa sociedade portuguesa e nalgumas outras em igual estádio de evolução. A lei do PREC que vociferava "Quem é anticomunista é fascista!" já não serve em lugar nenhum do mundo!

Continuo a não confundir pessoas com ideologias. Quero que fique bem claro. Nós não somos as nossas ideologias ou crenças. Nós somos os mesmos ao longo do tempo; as nossas ideologias ou crenças é que podem mudar. Infelizmente, esta separação urgente e necessária, parece não ter ainda entrado em muitas cabeças.

Será por isso que ficámos só nós os dois em campo? Quero crer que não. Talvez o pesado silêncio dos nossos companheiros se deva a uma espécie de colonoscopia que remonta ao tempo em que mais nos orientavam para ouvir do que para intervir!

Naquele tempo, estava tudo feito. Os dogmas estavam completos e à mão. Era só servi-los em rigoroso silêncio!

Que assim seja!

2011-03-10

António Gaudêncio - Lisboa

Amigo Arsénio

Sobre esta nossa conversa vamos ficar por aqui porque, em parte, alinho na tua maneira de pensar. E também concordo que, na prática, o pensamento de Saramago já estava a muitos quilómetros do nosso dinossáurico P C português.

Creio que J. Cristo foi, presumivelmente,  um dos primeiros comunistas e a forma de viver das comunidades cristãs dos primeiros tempos são o exemplo de um comunismo bem aplicado na prática. Mas falaremos disso um qualquer dia em que nos encontremos.

Sobre a saúde já tenho boas notícias para anunciar porque, na segunda feira passada, dia 7, para acabar com as dúvidas, fiz uma colonoscopia num hospital e os resultados foram totalmente satisfatórios. Por issso, agradeço cordialmente, as preocupações que os amigos me manifestaram neste capítulo.

Esta-me a desassossegar o facto de, nos últimos dias, termos açambarcado o palco e de ninguém nos ter interrompido.

Estará tudo morto??????       

2011-03-09

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Gaudêncio:

A falar é que a gente, às vezes, se entende.

E ainda bem que nós nos entendemos.

Se eu me alegrei porque, com o Saramago, morreu um pouco do comunismo, com a morte dele fiquei muito triste e mais pobre porque morreu um grande escritor e cultivador da nossa língua.

A alegria pelo pouco que nele morreu não compensa a tristeza pelo muito que, na morte dele, deixou de existir.

Era isto que queria dizer.

Para além de pensar que ele estava muito acima da mediocridade vigente no Partido Comunista Português.

Se quase todos os homens merecem ser eternos, José Saramago (como o nosso Zeca Afonso) nunca deveria ter morrido.

Quanto ao comunismo como filosofia política, ou seja, quanto ao marxismo, podemos um dia falar. Tenho para comigo que o marxismo, como teoria política-económica-social foi e será sempre um fracasso na prática. O materialismo dialéctico é, em si, uma teoria manca, perneta. O Homem não é um animal de aviário cuja aspiração de felicidade se resume a encher o bandulho a horas certas. O Homem é bem mais do que só matéria.

Bem. Falaremos um dia.

Um abraço amigo.

P.S. Penso que a tua saúde já vai melhor, não?

Arsénio

2011-03-08

António Gaudêncio - Lisboa

Meu caro Arsénio

Gostei da tua resposta e como eu também não gosto de ofender quem quer que seja ( a não ser os que merecem mesmo ser ofendidos, claro ) aceito que talvez eu tenha sido vítima de alguma confusão semântica.

 As tuas explicações são bem claras e acredito que não tivesses as tais intenções que eu te atribuí, mas eu não consigo ver o comunismo sem comunas, ou seja, para existir comunismo têm que existir comunas. E para " morrer um pouco de comunismo " têm que morrer uns quantos comunas. Daqui resulta a minha interpretação daquela tua frase.

 Um dia ainda havemos de falar sobre o comunismo como filosofia política. Foi pena que os intérpretes que, inicialmente, tentaram implantar o comunismo, como política de governo, tivessem sido uns canalhas da pior espécie. ( Refiro-me a Estaline e Mao essencialmente). Por isso, eu considero que os resultados que advieram do comunismo  se devem não à doutrina mas à forma como ele foi usado para benefício de uns quantos que só queriam o poder pessoal não para melhorar a vida dos seus povos mas para uso próprio.

E chega de faladura e contigo também vou cantarolar " o Bairro Negro " do grande e inesquecível Zeca Afonso. 

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº