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2011-03-18

alexandre Gonçalves - palmela

Amigos AAARs:Contrariamente ao que possa parecer, a lampreia de ontem não foi um dia gástrico. A vila de Fão é mais do género de erguer o espírito por cima das nossas vidas diárias, carregadas de sono e repetição. A mesa, na melhor tradição helénica, foi uma ascenção de ordem moral e cultural. O vinhão não perturbou nem a fala nem aquele sentimento de quem se desloca para estar com a família. Pouco a pouco, em redor da Palmeira, desenvolveu-se uma linguagem antiga, uma espécie de corrente afectiva, que nos faz estar bem quando largamos os nossos cuidados e nos espalhamos nos abraços e na alegria dos encontros. E quando os anfitriões têm a graça e o coração do Manel Vieira e do Peinado Torres, os espaços transformam-se e as paisagens encantam-nos. Eu fui a Fão, eu tornarei a Fão, eu falarei de Fão!O Cávado, para além de nos fornecer generosamente o sazonal fruto das águas, carnudo e deslizante, compõe um fio melódico e líquido a tropeçar nas mil pedrinhas fluviais. Encosta-se às casas, como que a dizer aos habitantes que a beleza dos rios é a alma da vida. Dar-vos-ei frescura, diz o Cávado, cavarei as vossas vinhas, fecundarei os vossos campos e da Serra do Larouco vos hei-de trazer poemas, lendas, memórias. Os vossos filhos e filhas amar-se-ão suavemente nas minhas margens e garantirei pelos séculos a vossa descendência. Assim disse aos visitantes e todos guardámos tais consoladoras palavras. Ainda houve tempo para subirmos a fasquia do espírito. Depois de já termos respirado os marítimos ares de Esposende, fomos espraiar os urbanos olhos no alto de S.Félix. E apesar de o céu ter uma palidez húmida e obscura, nem por isso deixámos de sentir um apelo horizontal de luz e de paz, com mar ao fundo. Num silêncio recolhido e calmo, despedimo-nos de tão ameno dia e declarámos que esta paisagem e este encontro valiam pelos presentes e ausentes e por tal motivo passavam a integrar o património espiritual da associação. Felizes os que geram ideias fecundas e as semeiam por todo o território,que embora escasso nos pode encher de alegria!Obrigado, anfitriões deste rectângulo ajardinado!
2011-03-16

Arsénio Pires - Porto

Amigo Vieira:

Como eu vos invejo! Mas... reformado trabalha!

Não queres tu fazer uma crónica, um pouco mais alargada do que esta notícia, com cobertura fotográfica, para a nossa Palmeira? Arranjarei um lugar para esse ciclóstomo acontecimento!

 

2011-03-16

manuel vieira - esposende

Hoje juntamos 10 amigos à mesa para degustar uma especialidade num restaurante chamado Tio Pepe na bonita vila de Fão.

Para entrada especial tivemos lampreia à bordalesa com pão torrado e arroz de manteiga. Um molho suculento, escurinho e de inegável qualidade de cozinha. De seguida, um abundante arroz de lapreia com boas postas, impecável.

A acompanhar um verde tinto de 12 graus de cepa "vinhão" Monte do Faro, de quinta de Esposende.

Seguiram-se umas clarinhas de Fão e uns magníficos folhados de ovo, com muita tradição nesta Vila da beira do Cávado, que o grupo percorreu a pé, aproveitando para perceber as suas belezas naturais e o seu património construído.

Um bom convívio que trouxe colegas de Lisboa, Barcelos, Porto, Maia e Arcos de Valdevez e o resto do dia deu para degustar um bom queijinho e um Porto oferecidos pelo Peinado, visitar um pouquinho da cidade de Esposende e subir ainda ao Monte de S.Félix já no concelho da Póvoa de Varzim.

Foi um dia bom!

2011-03-15

Arsénio Pires - Porto

Bom amigo Martins Ribeiro:

É bem verdade, Martins Ribeiro. A malhar é nos pobres, nos reformados, naqueles que não têm poder algum de reivindicação.

Os pançudos, aqueles que sabem servir-se da democracia para se cevarem, continuam à sombra da crise e fustigam os sem-voz.

A nós só resta, como eles dizem, votar neles que eles tratam do nosso destino.

Mas, o sistema está de tal modo fechado por eles que, para qualquer deles que nos voltemos, não temos boa escolha possível. São todos filhos da mesma mãe, nada recomendável pelos seus usos e costumes!

Deus que nos acuda! - como dizes.

2011-03-15

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Caro Arsénio: este comentário já o enviei para o seu tópico inserido nos "Pontos de Vista"  e vou colocá-lo aqui também para lhe dar mais amplitude.

Eu já tinha conhecimento de toda essa longa lista que enumera e digo-lhe que, enquanto nada for cortado a esses ladrões, nunca se resolverá nada, pelo contrário, se irá agravar. Acrescente ainda á mesma a verdadeira e grande cova do Ali-Babá, a dita Assembleia da República. E é como muito bem diz: bastava extinguir todos esses inúteis Organismos, que só foram instituídos para dar guarida a  políticos boys parasitas e calaceiros, para as coisas se comporem. Qualquer bacoco com um mínimo de preparação, mas que tivesse poder, saberia a maneira de meter na ordem toda esta pouca vergonha. Estou farto de assistir a conversas, fóruns, debates, mesas-redondas e acções quejandas nas televisões e de ler escritos e patacoadas em revistas e jornais, mas nada do que lá cacarejam tem credibilidade, pois toda essa chusma de comentadores e politólogos (que raio de nome) vão para lá perorar bem comidos e bem bebidos, com os bolsos cheios e as panças a arrotar; isto é, nada sabem da crise nem por ela são afectados, nem sequer lhes interessa. Quando surgir uma discussão levada a cabo por pessoas que estão verdadeiramente á rasca e que sentem o perigo na sua pele, aí sim, tenho a certeza de que a crise será resolvida de forma célere e definitiva. Alguns de nós dos AAR vamos comer amanhã uma lampreiada a Fão, acção digna e legítima porque vamos pagar esse prazer do nosso bolso, por isso, nada teria a criticar se todos esses gatunos comessem e bebessem á custa do suor do seu trabalho, o que não é o caso. Só posso concluir com um grito desesperado e vão: que Deus nos acuda!

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