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2012-04-01

Assis - Folgosa - Maia

Já desde Folgosa, mas pouco folgado ainda, pois que de Cabanas cheguei há não muito, todavia agora melhor servido pela internete... Ismael amigo, tu que que de "Vigário" tão só tens o nome, para ti o agradecimento de um sentimento telurico, sentimento que a ambos nos une. Não tenho vinho, mas tenho já favas e ervilhas  prometidas e o deus baco não deixará de ser no momento generoso. E tenho flores sem conta... Desejava mandar-te algumas por este meio mas, diz o Né Vieira, impossível...Então o seu perfume... Fico a aguardar a tua visita a Cabanas de Orbacém para que in loco o comproves... Pelo Gamail, vou enviar-te algumas das mil e uma côres com que por lá a natureza se pinta. Não exagero... posso afirmar que levo a melhor ao belo arco-íris... Como poderás ver, também as favas já por lá andam e, dentro de breves dias, serão comestíveis. Mais, temo que a passarada lhes deite já a dentuça...é que esta tarde já por lá vi um gaio manhoso...Música de CDs não lhes falta, ao menos pendurada. Espero que não sejamos nós a dançar enquanto eles enchem o papo...

O convite fica pois aqui, para ti e para quantos desejarem fazer o favor de nos acompanhar na "Favada". Se a produção for pequena... no mercado de Caminha, ou em Vila Praia, haverá fava que baste para a todos consolar...

O meu abraço fraterno

2012-03-29

Ismael Malhadas Vigário - Gualtar- Braga

Estes dias de férias dedico-os a arranjar a vinha, pois nos dias de escola, a coisa torna-se complicada, entre as tarefas da escola e o amanho da terra. Também tenho de fazer a minha horta, porque urge ter as novidades para casa e se não me apronto nestas lides tenho de ir comprar aquilo que desconheço. Depois quero ir a Vale de Espinho, pois, de vez em quando, vêm-me umas saudades enormes e não sei porquê, se da idade, se sei lá de quê?!

Este ano está um sol contínuo e ninguém se queixa do frio, mas que isto vai ser caro Ah! ... isso vai!... Além disso, a terra é um chamamento que não pára de me acordar.

(Uma mensagem para o Assis que foi tão generoso e eclético nos comentários aos textos da Palmeira.)

Levantei -me cedo para a vinha

Toca a trabalhar

Remover a terra

Que dará um bom verde tinto de matar.

O tempo é de seca

E não convinha mexer muito a terra

A erva protege a cepa

E também rouba o sustento

(Que fazer neste ano tão saariano?!...)

Deito as mãos à enxada,

Ou vou para a esplanada?

Deixei de ter o cavalo

Fiz-lhe a cova em dezembro molhado.

Resta-me a memória do seu olhar

E os rastos espalhados do seu passar.

Será que a chuva chega

E com ela a multiplicação?!

Queria-te verde e viçosa

Natureza húmido do meu olhar.

Desejo hoje de um modo

Que outrora não soube valorizar.

Vem junto de mim

Água do meu cantar

Beija a minha face e deixa-me molhar.

Queria-te fresca e tropical

E não como agora é habitual.

O estio sem a água vai ser de matar.

Rogo-te ó Deus

A sério e a valer

Traz-nos a chuva em dia de não acabar.

Ismael Malhadas Vigário

2012-03-27

manuel vieira - esposende

O nosso colega Assis "falou" sobre a Palmeira e dissertou em parcelas.

Mas não ficou por aqui. Em "Pontos de Vista" "falou" ao seu bom estilo e comentou os dizeres de D.Torgal Ferreira.

Deixou também um viçoso convite para uma favada na sua estância de Cabanas em Orbacém, onde pratica a reforma agrária e de onde se avista o mar que banha Vila Praia de Âncora.

Com a seca ainda pensei que as favas não crescessem mas parece que não lhe falta água e o bom tanque vai contribuir para reforçar a refeição.

Lembro que em Cabanas se têm sentado à mesa (reforçando a tese da amizade) vários colegas a convite do Assis e os ares magníficos da montanha dão o melhor ambiente às conversas.

2012-03-26

Assis - Folgosa - Maia

...e, por último...

com o Pessoa, travestido de Alvaro do Campos, escrevamos cartas ridículas na mesa do Convívio enquanto se faz a partilha do pão. Esta poderá ser abençoada por alvarinho ou por maduro. Nisso os associados não são complicados. Mestres de cerimónias e da boa cozinha também nunca faltaram, nem vão faltar a norte, a leste, a nordeste e entre a moirama.

O Né Vieira, nosso mestre mor, vai sempre na vanguarda deleitando-nos atempadamente com sua maestria e sua música de cybernauta, procurando sempre salientar o objectivo último dos nossos encontros: "A Amizade à mesa é, aqui, um princípio e um fim".

Dentro em breve, é Messines. Mais lá para diante o Grande Encontro em Gaia. No intervalo destes, poderá surgir uma Favada em Orbacém para quem possa por lá aparecer. Serão todos bem-vindos.

O meu abraço fraterno

FIM... por ora...

 

2012-03-26

Assis - Folgosa - Maia

...e ainda mais esta...aguentai, meus amigos. Para isso são os amigos...

Agora, já sem elmo e sem couraça, entro de mansinho em lugar sagrado, a enfermaria do avô que não cheguei a conhecer, o da Lígia e o meu. Como todos os avós, o meu foi viajante, ele por terras de santa (?) cruz. Sei que trabalhou muito nas "usinas" do açúcar - uma visitei eu em 2009, a da Redenção, hoje museu da escravatura. As saudades porém eram muitas e quando menos se esperava aí estava ele em Portugal para abraçar a família e baptizar mais um/a afilhado/a.  Doze viagens ao todo. Numa delas, ainda não a vapor, demorou 3 meses. Hoje apenas 7 h de avião... Mas no final da vida há sempre uma enfermaria para descansar os passos dos avós. Um lugar sagrado que deveríamos visitar antes que chegue a nossa vez. A bela escrita da Lígia assim no-lo aconselha: "Agora saiam todos por favor para mudarmos a fralda...Sr. G. não dispa o pijama, não tire a fralda, sente-se por favor!...Vou para casa, não estou a gostar nada deste hotel. Quando tal, mudo para outro...Onde está o Sr. G? Oh meu Deus, na enfermaria das  mulheres!" - Ele bem disse que ia mudar de hotel, pois não estava contente com aquele... Morrer aos 92 anos já é uma graça e, por isso, o avô da Lígia conseguia ainda olhar para o sofrimento dos outros: o dos doentes e também o dos familiares e de quantos deles cuidam. Um avô que alguém escolhe para seu anjo da guarda...nestes anjos eu acredito.

Mas continuemos viagem. Dirijo-me à Semana Santa. - Oh! Manuel da Mota, seu Boticário, Nariz de Cereja, seu Músico...vamos lá ver se eu consigo subir as Escaleiras...deixa que te insulte, pois já tenho idade para ter juízo e não me preocupar com o que possam dizer de mim...Não nos ensinaram em Nava del Rey que quando nos insultassem devíamos comportar-nos como os mortos do cemitério?...Então olha e medita... - Quanta coisa, moço, me trouxeste à memória. Aquela semana que tão longa e pesada era pelo silêncio, apenas aliviado nas celebrações, algumas bem soturnas diga-se em louvor da verdade...aquelas manhãs e tardes frias passadas com pouca luz nos bancos da capela velha...enfim, aquela côr penitencial dum salmo que ao nosso amigo Alex ainda hoje mete medo...aqueles santos tapados e aqueles paramentos roxos...Ah, Manel da Mota. Como eu gostava de fugir dali até Sábado de Aleluia para logo escutar os sons alegres das campainhas e do órgão e ver todos os altares iluminados e sem santos a jogar às escondidas...Claro que gostava de escutar as lamentações de Jeremias, os salmos - alguns -, o canto da paixão e do domingo de ramos. Gostava da cerimónia do lava-pés...mas nós já os levávamos lavados...Mas era o hora da Ressurreição que me fazia vibrar, e ainda hoje... Contudo, Amigo MANEILE, os meus agradecimentos por me teres conduzido até aos meus doze anos...e vou escutar já um disco do belo Gregoriano de Semana Santa...Abre a janela e põe-te à escuta...

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