fale connosco


2018-06-21

alexandre gonçalves - palmela

Muitos os chamados, nem um escolhido.

 

Meu Caro Aventino


Dando de barato que o teu convite é convicto, e que o teu humor comanda a vida, quero em primeiro lugar exprimir um lamento por até à data não se registarem inscrições. A sugestão é formalmente irrepreensível. É na hora da inevitável decadência que devíamos afrontar e provocar a melancólica sucessão dos dias. Para que serve o helénico ócio? Não o herdámos em abundância, quando o destino impôs às nossas vidas austeras obscuridades? A mesa dos gregos deu à humanidade as mais deliciosas ideias de civilização. Será que transformámos o ócio em indolência (veja-se o étimo latino), nessa insensibilidade aos apelos, às dores do mundo? 

Falando por mim, não estou muito abonado para justificações. O mês de junho esgotou antecipadamente todas as hipóteses de mobilidade. Já não é segredo que este quintal solicita sem piedade todos os meus actos, até os impossíveis. Deitar tarde e cedo erguer é o meu caminho para respirar a vida. Opções? Claro, tão legítimas como o seu contrário. Mas hei-de ainda glorificar-me por ter aumentado o tamanho da população vegetal. Duzentos seres vivos vêm comer à minha mão diariamente. Está explicada a minha imobilidade para aceder ao teu criativo convite. Das datas apontadas, não pude capturar nenhuma. Também por isso, os meus défices sociais são mais que muitos. Mas o desejo permanece. Ainda mexe atabalhoadamente, como se o futuro ainda não tivesse começado.

Enfim, sejamos misericordiosos e salvemos no mínimo as intenções. Se forem verdadeiras, já não serão punidas pelo barqueiro. Um abraço por sobre o infinito verão! A.

 


2018-06-08

Aventino Pereira - Porto

Meus caros companheiros:
No sábado passado, o Assis deu-me (deu-nos) um dos belos dias das nossas vidas. O Manuel Vieira comandou tachos, caldas e repasto. O Castro porque também quer ir.
De que falo?
Quero convidar-vos para almoçarmos num dos seguintes restaurantes:
1.       Camelo em Santa Marta de Portuzelo
2.      António em Leça da Palmeira
3.      Cozinha do Manel (???) na Rua do Heroísmo, no Porto
4.      Sapo, em Irivo, Penafiel
5.      São Gião, em Moreira de Cónegos, Guimarães.
6.      Na minha casa, no Porto, desde que o Manuel ou o Castro cozinhem, porque eu, já sei cozer ovos (e mesmo assim, às vezes, ficam crus e outras vezes recozidos, porra!)
DATAS possíveis:
09 de junho
15 de junho
16 de junho
17 de junho
22 de junho.
Vá lá, vá; botem para cá os vossos dizeres.
2018-06-05

manuel vieira - esposende

Num rastreio de satisfação foi unanime a voz de satisfação sobre a favada de sábado,lá pelos lados de Orbacém. Quem diria que uma leguminosa atarracada e curvilínea seria o mote para um dia de grato convívio à mesa, onde nada faltou. Vieram de sítios bem diferentes a mostrar que a informalidade da vida se concretiza em abraços, longas conversas e lembranças boas. As favas com os enchidos em rama verde de alho  e hortelã e um arrozinho das mesmas completou os sabores. Gostei de rever o Ismael Henriques, o Viterbo e o Gaudêncio por serem os de mais longe, não referenciando todos os outros presentes e percebi que aquilo que nos "puxa" para nos abraçar à mesa é visível nos rostos que se cruzam. Estivemos 31 e foi mesmo muito bom. Tudo valeu ...

2018-05-27

Francisco Assis Conceição - Folgosa

Já na hora da Partida?...

Ainda não, embora o silêncio secretamente partilhado por uma maioria de nós assim pareça falar.

Ainda há fogo entre nós, não obstante os dias frios de inverno nos obriguem a passar mais tempo à lareira.

Cada qual vai vivendo seus momentos muito próprios e vai conversando consigo mesmo e com os seres que o rodeiam, com os seres até que chamamos de irracionais, tantas vezes mais lógicos do que nós próprios... Na solidão da casa, ou na solidão da horta, pedimos desculpa aos insectos que nos picam ou nos comem os legumes e as frutas quando nos vemos obrigados a exterminá-los.

Continuamos vivos ao ler as folhas das palmeiras, mesmo quando por  preguicite nos esquecemos de responder e agradecer a quem nos presenteou um bom texto ou um belo poema.

Continuamos vivos quando a memória nos atraiçoa na resposta a um convite para um almoço, seja ele de lampreia ou de favas.

Continuamos vivos, sempre que o telefone toca e alguém do outro lado nos chama de jovém ou moço, sabendo nós que somos mais velhos do que quem nos proporciona o prazer da conversa.

Agarremos pois o amanhecer de cada dia, na tarde em que já vivemos, para nos juntarmos pela voz, pela escrita e, sempre que possível, também pela presença no ensopado de uma lampreia, umas castanhas, ou umas simples favas.

A todos o meu abraço fraterno. 

 

2018-05-27

Francisco Assis Conceição - Folgosa

 

Aos acima escritos e inscritos

digo :

Amen !

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº