fale connosco


2013-03-12

manuel vieira - esposende

A Igreja vive dinâmicos  momentos que estão a gerar grandes expectativas nas comunidades católicas e a própria balada do vento do Martins Ribeiro pode  ter reminiscências de um subconsciente preocupado onde as vestes de fogo cardinalíceas possam trazer às planícies da memória a formosa Elisa num regresso pardo de desejos e afagos.

Será que os ventos que calcorream os corredores corrompidos pela concupiscência das ambições do poder vão trazer clarividência insuflada pelo Espírito Santo, não o do banco?

Será que os rebanhos vão perceber nos trilhos da montanha o caminho da afirmação da paz e da humildade de uma Igreja nova?

As televisões besuntam-nos de cenários estratégicos que assentam nos jogos de uma Cúria enquistada, conservadora e mafiosa.

O fumo branco vai em breve esvoaçar e a publicação da "Filha do Papa" vai perder legitimidade e interesse e desenham-se já roteiros novelísticos para a figura emergente.

Entretanto o Assis vive eremita entre os verdes da montanha de Orbacém, mas vai marcando presença nestas páginas. Em Almada o Davide festeja o calendário de nascença lembrando os abraços de ontem.

E nos silêncios das planícies da escuta vagueiam tantos nomes que muita falta fazem e só fazem falta porque quem escreve sente que o silêncio amacia a curiosidade mas perturba a memória desses nomes, prenhes de saberes que escondem olhares cómodos.

O Alexandre Pinto, o Nicolau, o Castro, os Zé Rodrigues, o Viterbo, o Celso, o Gaudêncio, o Escaleira e muitos outros que se escondem entre poetas corteses que vão alegrando estas folhas.

2013-03-11

Assis - Folgosa - Maia

Hoje, embora em tempo de quaresma, é dia de Festa.

É o dia de Aniversário do nosso colega Davide Antunes Vaz.

Para ele o meu abraço fraterno

com votos de tudo o que é BOM e BELO

Assis

2013-03-11

Assis - Folgosa - Maia

Pecados não remidos

Estamos em época de quaresma.

Todos nós ainda sentimos em nosso inconsciente as palavras escutadas enquanto crianças. Após os breves dias de carnaval - apenas dois ou três, dias em que a alegria que reinava cá fora extra-muros se convertia sacramentalmente em sacrifício pelos pecadores - entrávamos no tempo quaresmal, o tempo de jejum e abstinência...

Este é um dos pecados não remidos do meu passado. Interrogáva-me na altura e ainda hoje me interrogo: 'porque sacrificar-me - aquelas horas longas diante do altar, de joelhos, a meditar nos pecados cometidos no exerior - por supostos pecados cometidos cá fora?' - Como éramos inocentes! Nós - os pequenos - e aqueles que nos ordenavam a expiação de pecados alheios...

Sempre foi um dos pecados maiores da nossa igreja, esse de se importar mais com os pecados cometidos pelos estranhos do que os que nela mesm se cometiam.

Voltamos hoje a encontra-nos em tempo de quaresma. O tempo da ressurreição vem aí muito em breve e o carnaval ficou já lá atrás.

Em Roma, os "Príncipes" da Igreja encontram-se reunidos no Vaticano para eleger um novo timoneiro para a barca de Pedro. O Espírito Santo vai descer sobre a capela Sistina... e a luta pelo poder "sagrado"... - Quem será o vencedor?... Esperremos para ver. Esta a minha fé...

Sei que, no final, não vamos assistir àquela procissão que testemunhámos em pequenos: O novo papa não será transportado em ombros dos diplomatas acreditados, na sede papal com a sua tríplece coroa, a tiara, nem os cardeais irão rastejar os 6 metros da cauda de suas púrpuras. Temo, todavia, e quase me atrevo a afirmar que assim vai acontecer, os tais "Príncipes" irão apresentar-se em suas vestes luxuosas, apoiados em ricos báculos de prata e com anéis de ouro em seus dedos. O desfile será vistoso. As mitras, ricamente adornadas com pedras preciosas, elevar-se-ão em suas cabeças em direcção aos céus testemunhando a riqueza dos seus senhores. O novo papa, por sua vez, apresentar-se-á aos fiéis como monarca rico dum reino que se diz ser pobre e de pobres...Estes irão vê-lo mais tarde, e só mais tarde, por televisão...

Prossigamos em época de quaresma e esperemos por um verdadeiro Dia de Ressurreição

 

2013-03-11

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Descobri o sit da Aaar há, três meses e desde então tenho consultado a página   (fale connosco).vocês escrevem muito bem, mas sem desmerecimento para ninguem, gostei muito da BALADA DO VENTO. obrigado a todos, continuarei a consultar-vos                                                                                                                                                                                                                                                                                                           J. M. Lamas                                                                             

2013-03-11

Arsénio Pires - Porto

Desobriga

 

Um dia, sem saber bem porquê, um gajo que pode ser eu ou tu, abre a janela e lança para a rua este ramo com palavras

                Não gosto de violetas! Ouviram bem? Não gosto de violetas!

 

Depois fecha a janela com estrondo e cai no fundo do sofá. Se algum familiar passar, mesmo que seja ao de leve para não o acordar, ele sussurrará em sonhos

                Sem amor, tudo não tem sentido!

                (ou, nada tem sentido?)                   

 

Também eu, Aventino. Também Eu pecador me confesso!

Ao fundo está a ramada que nos conduz ao bosque mas antes, quando começa a subida, cá está, à esquerda, esta imagem já não sei de quem debruada a conchas marinhas trazidas da Madalena.

Já cheguei. Ali está o frontão onde o Nabais e o Pacheco jogam ao beto. Viro à direita. Há canteiros variados com flores diversas (ou estou a inventar?). Não sei.

Entro num dos canteiros e arranco tudo quanto é violeta. Acolá, o prefeito, que não vê, saboreia o breviário. Está de costas para mim. (Sempre esteve!).                                       

No campo do meio eles jogam à bandeira. Ainda agora consigo gritar

                Eu não gosto de violetas!

(Por acaso até gosto. Mas nunca ninguém mas ofereceu!).

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