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2020-07-21

José Maria Pedrosa d'Abreu Cardoso - Oeiras

Meus caros AMIGOS de sempre:

Antes de me pronunciar sobre a borrasca que caiu sobre a minha(nossa) querida Associação,  por razões imponderáveis de saúde..., permitam-me colocar-vos a par da notícia que me foi pedida por António Marujo para o SeteMargens, porque sei que não me equivoquei no depoimento, que muitos de Vocês podem testemunhar. Aqui vai, com o texto base que fiz para o efeito.

De resto, vosso sempre, JMPedrosa Cardoso

Ennio Morricone
https://setemargens.com/ennio-morricone-na-liturgia-catolica-em-portugal/#.XxbGsvmBfXY.email

 

ENNIO MORRICONE NA LITURGIA EM PORTUGAL

 

Embora músico semi-profissional – pertencia então à Equipa Diocesana de Música de Música do Porto, presidida pelo Pe Doutor Ferreira dos Santos – desconhecia por completo, em 1971, quem era Ennio Morricone: sabia apenas que era o compositor de uma balada cantada por Joan Baez, que ele compusera para o filme “Sacco e Vanzetti” (1971). Não me lembro como me chegou às mãos um vinil com essa música. Também não tinha visto o filme e não sabia nada dos seus protagonistas que hoje sei tratar-se de dois anarquistas de origem italiana condenados à cadeira eléctrica nos Estados Unidos, em 1927, por alegadamente terem assassinado dois homens...

O texto da balada final do filme não me dizia nada de especial: “Here’s to you, Nicolla and Bart, Rest for ever here in our hearts, The last and final victory is yours, That agony is your triumph”.

A música sim acabou por me cativar. Trata-se de uma melodia muito simples, composta de quatro frases: AA’BA’’, baseada num baixo contínuo (ostinato) que lhe faculta a harmonia de Mi menor com uma ligeira modulação a Sol Maior na terceira frase. Mas o que mais me interessou foi a orquestração: iniciado o ostinato nos graves do piano, logo seguido pelo mesmo em terceiras paralelas, a que se junta um órgão em contraponto igualmente simples, mas cativante, depois do qual  se apresenta a voz do solista. Esta é depressa dobrada por um pequeno grupo, que por sua vez vai engrossando de volume até constituir um verdadeiro clímax coral, agora com o apoio de toda uma orquestra ligeira e sempre sobre a base do tal ostinato agora nos baixos da mesma.

Diante de tanta simplicidade “complexa”, sem pensar na origem da composição, veio-me à ideia aproveitar aquela música para as minhas celebrações sacras e litúrgicas: parecia-me que aquela melodia entrava facilmente no ouvido, era rica em harmonia e podia servir de comunhão a grupos de fé. Pedi então ao Manuel Neto, o poeta exímio daquela equipa diocesana de música, que me fizesse uma letra interventiva à sua maneira, que ficasse bem com aquela melodia mas ele demorou a responder-me. Com a música a encher-me a cabeça, numa noite decidi-me a ensaiar um rascunho que encaixasse na dita melodia e saiu-me, com alguma facilidade um texto que primava por algum dinamismo, com verbos activos (Faz, Escolhe, Vai, Constrói, Abraça...), o que eu pretendia dos meus grupos de intervenção pastoral e litúrgica. Foi assim que surgiu o FAZ A PAZ, ESCOLHE O AMOR. VAI, CONSTRÓI UM MUNDO MELHOR. ABRAÇA OS HOMENS: SÃO TEUS IRMÃOS. SERÁS FELIZ NA UNIÃO.

Transcrevi, então, de ouvido a música cantada pro Joan Baez, com as harmonias e a possível orquestração que adaptei com alguma facilidade ao meu conjunto instrumental utilizado nas liturgias de que era responsável.

Ensaiada ao meu Grupo Coral de Cristo Rei (V. N. de Gaia), com agrado geral, serviu de inúmeras maneiras e nas mais diversas celebrações: Desde as Gospel Night (espécie de Liturgia da Palavra), que eu tinha importado de França, como a Vers l’Homme (que traduzi e adaptei com o título “Ao encontro do homem”, e que a RTP transmitiu após o 25 de Abril) e que apresentei diversas vezes em várias igrejas da diocese do Porto, até à sua utilização nas Missas. Naquelas Gospel o “Faz a Paz, escolhe o amor...”, constituiu grande apoteose final: com os instrumentos a apresentarem suavemente os ostinatos originais, seguindo-se a declamação do texto por uma solista, que logo o entoava, a que se seguia uma parte do coro e por fim todo o coro, com a intervenção da assembleia presente convidada a participar com entusiasmo crescente, constituindo o clímax que Morricone previra na balada final do filme.

Eis aí a história do meu encontro com a melodia singela, popular, de Ennio Morricone. A sua divulgação por todo o país cristão, mesmo no abraço eucarístico da paz, em cancioneiros litúrgicos quase sempre anónimos, só comprova a validade da aposta inicial numa “paródia” (termo perfeitamente justificado pela Musicologia através dos séculos, mesmo na Igreja) que bateu certo e comoveu tanta gente em Portugal. Comoveu e comove, como se comprova pela minha intervenção de há dois anos num encontro da Fraternitas em Alfragide, quando vários ex-padres, diante da presença autorizada do Pastor Dimas de Almeida, se envolveram em discussão de lana caprina, eu proclamei bem alto “Faz a paz, escolhe o amor...” entoando a melodia de Morricone, logo seguida pela assembleia assumidamente vencida pela força daquela mensagem musical.

 

Sirva o presente testemunho como homenagem que um musicólogo português presta à memória de um autor inesquecível de grande música de filmes, não sei se também de música sacra, que foi Ennio Morricone. Fico apenas com pena de não ter comunicado com o compositor quando, o ano passado, juntou multidões no concerto da Altis Arena, na sua última  passagem por Portugal, propondo para o grande coro a balada do mesmo para o filme Sacco e Vanzetti, travestida de envolvimento cristão.

2020-07-20

Arsénio de Sousa Pires - Porto

Manuel Costa, desculpa só agora responder. Só hoje vi a tua mensagem.

Para aderires tens que estar já no Facebook. Se estiveres, procura por este endereço e pede para aderires: 

https://www.facebook.com/groups/1489354918039993

Eu depois valido a tua adesão.

Um abraço

2020-07-08

Manuel Costa -

Olá Arsénio, 

Eu sou o Manuel Costa, antigo aluno do seminário(Pinto) e gostava de fazer parte do grupo A palmeira.

Aguardo resposta,

Obrigado

2020-07-03

Francisco Moreira Oliveira - Ilhavo

Boas, gente boa!

Entrei no Seminário em 1966 e saí em 1972, pois a família era grande e alguém precisava ganhar dinheiro para ajudar...

E eu ajudei até que me foi possível.

Agora,gostava de entrar novamente no seio de quem relembra histórias do SRCR.

O que fazer para ser admitido?

Abraços!

 

 

 

 

2020-07-02

Arsénio de Sousa Pires - Porto

MANIFESTO

POR UMA RESSURREIÇÃO DA MORTA

 

1. INTRODUÇÃO

É tempo de combater a pandemia na Aaar!

Pode não haver um antivírico eficiente. Pode até não surgir uma vacina eficaz.

Mas… como vai ser? Vamos ficar eternamente confinados e afundados molengamente no sofá?

- Temos que viver até ao fim. Dignamente! – diz-se (ou pensa-se) por aí.

Será?

Vamos vegetar aqui, no website, de olhos famelicamente arregalados à espera dum texto literariamente bem escrito para deleite do espírito?

Vamos emigrar para o Facebook e esgaravatar postagens de textos e fotografias implorando “Gostos” rodeados de comentários circunstanciais que nada acrescentam de vital à modorra em que vegetamos?

 

2. O QUE É UMA ASSOCIAÇÃO VIVA?

Quase não sei! Mas, vamos lá:

Uma Associação tem um objectivo claro. Tem Estatutos. Tem Sócios, claro! E os Sócios reúnem-se presencialmente em datas e épocas determinadas para Assembleias, Eventos, Encontros, etc. Até, espantem-se!, pagam quotas para financiamento e sustento da vida associativa.

 

3. QUEM GANHOU O TAL PRÉMIO FOLEIRO?

Quanto a mim, TODOS. Porque todos, ao longo dos anos, temos escrito quadras FOLEIRAS.

Escrevemo-las na defunta Palmeira que feneceu aos 18 anos (40 exemplares). Solteira. À fome!

Escrevemo-las na adesão parca e, por vezes, até acidentada, a Encontros e Eventos.

Escrevemo-las… e não as publicámos!

 

4. QUE FAREMOS, ENTÃO?

Vem aí o 2021. Vamos matar a Covide-19! Ela tem que desaparecer!

E nós vamos APARECER?

Vamos realizar um GRANDE ENCONTRO NACIONAL abrangente e apelativo, para que arraste também todos os recentes Antigos Alunos que têm pedido adesão através do Facebook?

Vamos, numa Assembleia Geral, reflectir e decidir sobre o nosso futuro?

 

5. ESQUEÇAMOS AS QUADRAS!

Deixemo-nos de poesia e regressemos à prosa.

Manifesta a tua opinião.

Queres fazê-lo aqui e agora?

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

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