fale connosco


2019-05-11

alexandre gonçalves - palmela

A Mesa de Orbacém

Chegou aqui aos verdes campos de Palmela o verde cavalo da montanha, o verde vento de maio e o verde vinho de Orbacém, erotizando flores, cerejas e feno. Fiquei em desejos só de pensar um morango, trincado lentamente, como se fora outra cousa. Ou simplesmente o fogo das maçãs bíblicas, que tão cedo partiram dos nossos olhos. Naquela colina virada a poente. Naquele singular socalco, desenhado a pulso no lombo da serra, entre variadíssimo arvoredo e ruidosas linhas de água. Eis a ermida feliz da Senhora do silêncio. Um lugar para esconder no coração. E chamar a ele todos os que ainda sentem vida nas veias.

Trata-se duma colmeia acolhedora e resguardada, onde o rebelde Francisco produz artesanalmente um mel de excepcional extracção. Nem tão doce que enjoe a mais cândida das almas, nem tão ácida que faça azia aos corpos mais vulneráveis. O ricas favas de Eça, que podereis vós acrescentar a este banquete amoroso, fertilíssimo em experiências gustativas? 

Companheiros de circuito, apressai-vos a inscrever o nome na pedra, para que perdure ali como um testemunho vivo! A idade sequestrou-nos o futuro. Em compensação, abre-nos portas por vários lados. Aqui e além, um abraço sem preparação, um sorriso sem qualquer utilidade, uma fala sem cortesia. Somos assim naquele recinto já sagrado pelo tempo. Tudo o que dizemos e fazemos é verdadeiro. E por isso voltamos. Já não temos vagar para ir à Grécia nem à ìndia. Mas ainda sabemos que este território, adormecido ao longo do mar. acorda com alegria quando o atravessamos.

É esta a hora que nos sobra. Perdê-la por distracção é uma distracção muito grave.

A.

2019-05-10

Francisco Assis Coceição - Orbacém

Amigos AAARs,

saúde e boa disposição

Para complemento do convite já anunciado pelo Manuel Vieira, agradeço que, os que possam e estejam interessados na partilha da Favada, anunciem a sua presença pelo meu Email                                      « f.assis.conceicao@gmail.com » ou para o Telm. 964 657 753    ou ainda através do Facebook da Palmeira.

Obrigado 

Abraço fraterno

 

PS - Por favor, não se esqueçam do 8 de Julho, dia do 90º Aniversário do Luís Guerreiro, encontro já anunciado pelo Manuel Vieira

  

 

2019-05-09

Manuel Vieira - Esposende

O Assis convida-nos mais uma vez para "sentir" a sua casa no caminho do Fradinho, lá em cima, em Orbacém, de onde se avista ao longe a mancha azul dop Atlântico.

O móbil são as "favinhas com fumeiro" e um arrozinho malandro das ditas ... e tragam umas pingas para não esgotar o arsenal do Assis e outros uns "docitos". Nada em demasia, para não assustar os donos da casa.

É no dia 25 deste mês, sábado e confirmem a presença só por causa dos pratos. Já havia muita gente com saudades ...

2019-05-04

Manuel Vieira - Esposende

O nosso colega José Maria Pedrosa convida-nos mais uma vez para estar presente na Igreja Românica de S.Pedro de Rates, Póvoa de Varzim, amanhã, domingo, dia 5 de maio, pelas 18h00, para a sua conferência sobre o tema "Glórias de Maria na história da Música".

"Natural de Guimarães, depois de se formar em Filosofia e Teologia, José Maria Pedrosa Cardoso estudou Pedagogia, Didáctica Musical e Direcção Coral, diplomou-se em Piano no Conservatório de Música do Porto, fez a licenciatura em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa e obteve o grau de doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Universidade de Coimbra."


2019-04-27

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

            Os duros também choram

 

      O Lucas era chefe dum bando de rufias no bairro das amoreiras .

O Lucas era o grande patrão .

 

 

                 O Lucas das amoreiras

                 fartou - se de fazer asneiras

                 e foi parar à prisão 

                 logo que à prisão chegou

                 olhou em volta e pensou 

                 aqui também vou ser patrão

                 mas ser patrão não podia

                 e o Lucas se enganava

                 porque ali já havia 

                 alguém que muito mandava

                 só foi arranjar sarilhos

                 como peixe que cai na rede

                 foi eleado e encostado à parede

                 rasgaram - lhe os fundilhos

                 chamaram - lhe cu do povo

                 por todos abusado

                 ficou o Lucas com um andar novo

                 no chão assustado e a tremer

                 jurou que patrão já não queria ser

                 e quando a custo se levantou 

                 o Lucas das amoreiras pela primeira vez chorou .

 

 

     Com aquele abraço .

 

                                    Zé Lamas .

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