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2014-03-04

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Para que conste

(se valer a pena)

 

         No dia um de Março de dois mil e catorze, pelas treze horas, no templo de S. Frutuoso, sito em Braga, reuniu-se um pequeno número de AAARs.

            O pretexto desta fraternal reunião que, como sempre teve um misto de memória e de saudade, foi a degustação da afamada lampreia, respeitosamente sacrificada numa bem composta e longa ara consagrada à deusa Amizade.

            Esta degustação, como convinha que fosse, foi precedida dos velhos e alguns novos (re)encontros tão espontâneos e calorosos quanto o permitem a antiga e contínua cumplicidade de um tempo e espaço dos quais todos fomos privilegiados usufruidores.

            Durante a degustação, amena e saudosamente, fomos recordando antigos colegas e professores. Também houve a sadia e apreciada má-língua, em dose tão comedida que a ninguém terão aquecido as orelhas.

            Depois de bem aconchegados os estômagos – tão doce e saboroso estava aquele pudim do abade de Priscos! – houve algumas intervenções individuais que naturalmente trataram da vida e boa administração da nossa associação e da Palmeira. Como não sou de bisbilhotices, embora goste das divertidas e inofensivas, nada mais direi acerca das palavras proferidas a não ser: a nossa associação e a Palmeira, esta no suporte habitual ou só no informático, têm de continuar mas para isso é necessário aquele material de que se fazem as omeletes.

Ainda que não tenha sido discutido, pessoalmente, muito me agradaria que, continuando a laborar no modo e nas condições em que foram licenciados, no futuro e progressivamente, todos os restaurantes se fossem equipando com mesas redondas para a conversa ganhar em eficiência e diversidade.

            Nesta reunião pontificaram: a menina Argentina, o Lamas, o seu cunhado Rolando Costa e a colaboradora Paula.

Compareceram: o Adolfo, o Alexandre, o Arsénio, o Barros, o Diamantino, o Eugénio, o Manuel Vieira, o Meira, o Martins Ribeiro, o Peinado mais o seu neto Pedro, o Sacadura, o Samorinha, o Zé Castro e eu Manuel Rodrigues que estou elaborando esta imitação de acta antiga. No início da lista coloquem lá, além da menina Argentina, já nomeada, as meninas Conceição, Hermínia, Silvina e Zulmira – que formosos tempos que tão formosos continuam!

Cantou-se o Vivat e despedimo-nos até ao próximo encontro onde contamos com outros AAARs.

Coimbra, 4 de Março de 2014

(A.   Manuel Rodrigues)

 

Nota: Se o administrador do nosso site entender que vale a pena publicar este texto, fico contente. Se não for pulicado continuo o aaar de sempre.

2014-03-04

manuel vieira - esposende

A chuva não nos larga e as zonas costeiras vivem assoladas pela ondulação forte e a causar danos.É um inverno hostil e também frio e ainda ontem à tarde estive a testemunhar a agressão do mar na praia de Ofir.

Quente foi o convívio em Braga com um arroz de lampreia divinal cozinhado pela D.Argentina e foi de comer à colher como convém para que nada se perca.

De boa temperança, com o vinho verde tinto a dar o toque de acidez à marinada, foi um lambusar até escoar a panelinha de bom barro. Estes convívios sabem bem porque nos permitem boas conversas e foi muito interessante escutar os amores repassados pelo Alexandre, com a convicção da frescura da vida e o calor dos sonhos.

Mas o arrozinho fumegante eoutras viandas que se serviram aos desavindos do ciclóstomo mostraram as habilitações da esposa do nosso colega Lamas em S.Frutuoso.

Entretanto nos "Pontos de Vista" está disponível um texto do Luís Guerreiro que aborda um tema interessante que foge às temáticas mais comuns.

2014-03-02

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Naquela mesa repleta de gente cortês

Comungando de amisade tão singela

Vindo dos Arcos tivemos o Marquês

E tivemos o Duque de Palmela

 

Para aos demais não faltar com o respeito

Aqui deixo meu recado

Trago-os sempre no peito

Muito agradeço por terem lá estado.

 

Aquele abraço

Zé Lamas.

2014-02-28

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez







Anda, dá-me a tua mão e vem comigo

Que quero revelar-te os meus segredos, 

Lembrar-te tudo que passei contigo

Contar-te os meus receios e os meus medos.

Aquilo que foi riso e foi castigo

As horas tristes e os instantes ledos.

Assaltou-me a saudade nesta altura

Rondando muito perto a sepultura.

 

De tudo aquilo que sei:

Não vou ler-te o livro inteiro

Mas sim de modo sucinto

Dizer-te as coisas que sinto

No meu coração, primeiro:

Umas palavras pequenas

Só três palavras apenas;

E elas são,

“Sempre te amei.”


Ao teu lado cresci, fomos brincando,

Tinhas tranças morenas com lacinho,

E olhos vindos do céu, de contrabando,

Que alumiavam o chão do meu caminho.

E outros novos sentidos devassando 

O tempo foi correndo de mansinho.

Agora esse mundo que foi meu

Sinto que todo ele se perdeu.


De tudo que me lembrava,

Não vou ler-te o livro inteiro

Mas sim de modo sucinto

Dizer-te aquilo que sinto

No meu coração, primeiro:

Umas palavras pequenas

Só três palavras apenas;

Nesse tempo

“Já te amava”


Surgiste mulher feita num momento

Fizeste amor comigo sem ter lei

E afastaste de mim o sofrimento 

Nessa primeira noite em que te amei.

Soubeste adivinhar meu pensamento

E deste-me a verdade que sonhei.

Por fim, só me trouxeste a amargura,

Que me tornou a vida em desventura.


Nada disso reclamei

Nem vou ler-te o livro inteiro

Mas sim de modo sucinto

Dizer-te aquilo que sinto

No meu coração, primeiro:

Umas palavras pequenas

Só três palavras apenas;

Só dizer:

“Como te amei”


Hoje, na minha praia há só agrura

Porque tua barca teve de partir

P´ra cruzar outros mares de loucura:

Cuida que não naufrague em teu porvir.

Mas quando a luz do sol já for escura

E estiveres cansada de carpir

Pensa que estarei por ti a esperar

Até que tu decidas regressar.


De nada disso reclamo

Nem vou ler-te o livro inteiro

Mas sim de modo sucinto

Dizer-te aquilo que sinto

No meu coração, primeiro:

Umas palavras pequenas

Só três palavras apenas;

E porque eu

“Ainda te amo”

 

Arcos, Fevereiro de 2014

2014-02-27

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Acabo de ler a notícia da morte do nosso querido Pe. Augusto.

Todos ou quase todos guardamos memória da sua humanidade, do seu saber e da sua excelência.

Que voltemos a encontrarmo-nos onde ele está. Será para nós uma boa garantia.

António Rodrigues - Coimbra

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