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2015-01-30

josé Manuel Lamas - Navarra - Braga

       Sentado numa cadeira de barbearia, esperando vez para aparar a gadelha... Eis que me apeteceu, brincar com uma arreliadora maleita, que me tem apoquentado , desde há alguns dias a esta parte .

 

                  Tenho tamanha falta de apetite.

                   Que me sinto subalimentado.

                    Isto por causa de uma tendinite.

                    Que me está deixando aleijado.

 

                     Mas que ninguém fique assustado.

                     Que não  estou assim tão mal.

                      O apetite é ficcionado.

                       Só a tendinite é real.

 

 Chegou a minha vez, tenho que parar por aqui .

 

 Aquele abraço .

 

                                Zé Lamas

2015-01-28

alexandregonçalves - Palmela

BARROSAL III: O Esplendor de um Discurso Inaugural

 

Até que enfim! Já tardava que a nossa atenção deixasse de roçar a frivolidade e se virasse para o interior de um povo e de uma cultura de onde somos nativos. Exalto desde já o nosso Ricardo Morais pela bondade, pelo esforço, pela subversão das distrações a que nos vimos dedicando neste espaço de luz, que usamos só para não estarmos calados. Ou para simplesmente bajularmos o que até em silêncio poderíamos tolerar. O ruído que se vem produzindo, com frágeis excepções, também é obesidade. Gordos e burgueses, vamos esbanjando esta preciosa antena, como se fôssemos comentadores vendidos por algum preço. Filhos da terra, devíamos regressar à terra. À mãe-terra que nos gerou, e nos entregou a Esparta, para que fôssemos apenas guerreiros, de Deus ou do diabo. Aí estamos nós, mais ou menos consumidores, alheios ao tempo que resta, sem leitura, sem reflexão, sem militância. Jogadores de xadrêz, profundamente distraídos, nem nos damos conta de que a cidade está a ser tomada pelos turcos (sem que isto signifique algum menosprezo pelos árabes). Não temos opinião sobre coisa nenhuma, a não ser o que se refere a coisas de Nosso Senhor. E mesmo aqui, revelamos um reaccionarismo atroz. Porque dá trabalho ler, dá trabalho pensar, e pior que tudo dá trabalho escrever. Mas não foi isso o que nos ensinaram? Podemos ser alheios a esta política venenosa, que despreza as pessoas, que as põe a pão e a água e que manipula com mentiras alarves esta democracia de falsos juristas e profissionais da mais óvbia mediocridade? Não haverá nada para pensar neste mundo, só porque estamos a prazo? Esta Europa, cheia de sangue e de feridas expostas, carregada de má consciência e confusa memória, não precisa de nenhuma denúncia? Esta terceira guerra mundial será um parque de diversões? Os fascínoras dos judeus, depois de terem sido odiados e quase exterminados, podem impunemente aplicar o Antigo Testamento da gloriosa revelação divina, de práticas vingativas, roubarem um território  e extinguirem um povo inteiro, sob a protecção da salvadora América?

Saúdo o texto fulgurante do Ricardo Morais pela sua fecundidade, pela sua originalidade, pela sua sustentabilidade. E por essa fabulosa bondade de regressar à única urgência, os afectos. Sem afectos, não há vida, garante-o ele. Sem afectos, não há pensamento que valha um caracol, acrescento eu. Sem afectos, a idade que nos atravessa é uma fraude, uma leviandade. Sem afectos, não temos coragem. A mudez é a nossa zona de conforto. E a caridade cristã, por mais ruído que faça, se não entender a força e a sinceridade discreta de um afecto, é manipulação e domínio. Também a caridade pode ser violência, mesmo que cite o capítulo e os versículos que a justificam.

Meus amigos, para concluir, devorem com lentidão o texto citado em Pontos de Vista. Façam o favor de o ler três vezes e já não vos faltará matéria para dar sentido ao ócio! Vacinem-se contra as gripes e contra as televisões e durem muito tempo. Só os anciãos podem ainda produzir fracções de sabedoria. E aplicá-las ainda a tempo de ficarem na memória dos que hão-de suceder-nos.

2015-01-27

manuel vieira - esposende

O nosso colega Ricardo Humberto Morais remeteu-nos um belo texto intitulado "Ciclos de vida" que pode ser lido na rubrica Pontos de Vista.

Esta rubrica é um espaço de partilha de temas da autoria do próprio ou de outros, sendo desta forma também uma oportunidade de leitura para o utilizador.

2015-01-21

Arsénio Pires - Porto

Francamente, gostei do post do Davide! Estás em forma, companheiro!

Amigos, para além do saudável humor com que o Davide nos brinda, convém anotar que, como o nosso Presidente Vieira anunciou, o 


Encontro Nacional será nos dias 1 e 2 de Maio.


Estejam atentos. Proximamente anunciaremos o Programa Preliminar.


             Eu sou Arsénio

2015-01-21

Castro - Penafiel

Charlie? O que é isso?

Será um jornal?

Um pasquim?

Uma revista de banda desenhada tipo "O Patinhas"?

JORNAL NÃO É CERTAMENTE! Os jornais têm por principal objecto informar, as notícias são produzidas por JORNALISTAS, e estes não podem usar "palas".

Será uma manifestação da Liberdade de Expressão?

Talvez. Mas se o exercício dessa liberdade não estiver sujeito qualquer tipo de limites, quer resultem da lei como alguns que todos conhecemos, e aos quais nos vergamos, sob pena de malharmos com os costados nas grades, quer os que pela sua natureza, conflituam de forma séria e grave, sob o ponto de vista cultural nas suas diversas manifestações, na sociedade global de hoje, estes não menos importantes que os outros, dizia eu, que se o exercício desse direito que reputo de inalienável, não obedecer a certos limites, não é direito nenhum.

É inqualificável o que aqueles terroristas assassinos fizeram àqueles cidadãos. Têm que ser combatidos sem tréguas.

Mas os terroristas combatem-se com recurso aos mesmos meios que eles usam, quer os associados às novas tecnologias de informação e comunicação quer aos meios bélicos indispensáveis. Combatem-se pela força. As canetas são um meio acessório nesse combate.

Por outro lado, se as canetas conduzem ao conflito entre culturas, a troco de uma necessidade de sobrevivência económica dos seus utilizadores, usando um estilo de comédia de duvidoso interesse, encapotado no tal direito à liberdade de expressão, eu também NÃO SOU CHARLIE!

Como já alguém disse: "agora malhem".

Um abraço fraterno e pacífico.

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