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2014-03-19

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Esta malta do esgota

É mesmo malta da pesada

Veio agora dar - nos nota

Que comeu lampreia assada

 

É lampreia com arrôz e assada

Eu nessas coisas não me meto

Eles já falam de lampreia fumada

E até pensam em lampreia no espêto

 

 

Aquele abraço

Zé Lamas.   

2014-03-17

António Peinado Torres - Porto

 Bom dia AARS & Cª

 Quando da eleição de S S o Papa Francisco, escrevinhei para esta página umas linhas, meias crédulas, meias incrédulas, àcerca dos possiveis efeitos das reformas então anunciadas que este Papa se propunha efectuar e costumes e rotinas que alterou.

Tenho perguntado a pessoas das minhas relações que habitualmente frequentam a Igreja Católica, se nas homilias é dado notícia ao facto de S S não ocupar os aposentos pontificios, de convidar pessoas sem abrigo para tomarem o pequeno almoço com ele, de se transportar em carros que não são blindados, da remodelação de parte da Cúria Romana e muito especial no sector das finanças, e o que me dizem é que apenas se reza por S S o Papa. Nada disto me admira, pis tendo eu a noção de que a Igreja Católica é ultra-conservadora vai demorar décadas a assimilar as novas práticas, e será necessário que este pontificado seja longo e profícuo, para que tudo não volte ao mesmo, e como ainda crente lamento que as alterações verificadas cheguem através da comunicação social, pois os púlpitos continuam a falar do que sempre falaram, Epistolas e Evangelhos.

Bom e agora a tão falada Lampreia Assada, nós que temos sangue dos nossos antepassados DESCOBRIDORES E NAVEGADORES, tivemos a ousadia de nos dirigirmos a Fão, por acaso terra do nosso Presidente, para saborearmos uma LAMPREIA ASSADA, que como escreveu o MARQUÊS DE VALDEVEZ também conhecido por Martins Ribeiro, foram duas, porque nos tempos que correm temos que comer hoje tudo, para armazenarmos calorias, pois não sabemos como será o dia de amanhã, isto claro está sem por em causa a PRROVIDÊNCIA DIVINA, palavras sobejamente nossas conhecidas e em quantidade industrial.

O quinteto, além dos quatro já mencionados teve também a comparência do Diamantino Alves, que no tal torneio da SUECA foi parceiro do Meira, sendo eu parceiro do Martins Ribeiro e o Mané Vieira foi o árbitro e substituto do Meira quando este ia fumar o seu cigarrito e nós iamos bebendo o tal de ENCOSTAS DE CRESPOS, nectar oficial da CONFRARIA DO ESGOTA ( PIPAS ), porque o tal do Cabral nem o cheiramos, evaporou-se .

Bom , amigos agora já se fala na Lampreia no espeto e também na Lampreia Fumada, vamos a ver se chegamos lá na próxima época, mas claro que o ARROZ DE LAMPREIA é para manter, muito embora os nossos AARS do sul não queiram compartilhar connosco estes eventos, com honrosa excepção do Alex, pois o Adolfo e o Rodrigues são do centro.

Voltarei Peinado

 

 

2014-03-14

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Boa Vieira, disto percebe o meu amigo. Devo dizer que eu fui um dos felizes comensais (malucos, diria eu) e não me pejo de confessar diante de vós a minha caloirice nestes esquisitos pratos. Na verdade, nunca tinha saboreado a lampreia confeccionada nesta vertente da assadura; tinha, no entanto, ouvido falar dela. Mas, como estava boa, não gostei nem desgostei, apenas posso dizer que foi diferente. Tanto assim é que, posta na mesa a respectiva travessa, logo o Peinado que a mediu com os olhos e viu que aquilo nem dava para encher a cova de um dente, de imediato mandou repetir a dose antes que fosse tarde. Mas o melhor veio na segunda hora: resolvemos invadir a casa dele e, entre uns copos da magnífica “pomada” - Encostas de Crespos - da lavra do Meira, passamos uns bons momentos jogando uma alucinante “suecada” que, apesar de um dos jogadores perceber tanto daquilo como um apanha-bolas, mesmo assim terminou com um honroso empate, pode mesmo dizer-se, de sabor a vitória. 

O Lamas, como quem atira a pedra e esconde a mão, lá vai metendo umas pequenas farpas com o fim de espicaçar este espaço pois não podem ser sempre os mesmos a fazer cócegas.

Li, algures, esta máxima: - “O que podes viver hoje não o vivas amanhã”: com ela concordo e procuro segui-la á risca enquanto posso e me deixam, por isso estou á espera que o Assis regresse das terras quentes de Vera Cruz para nos proporcionar a tão esperada favada da sua despretensiosa quintarola. Quanto ao resto termino com a sentença que encerrava os antigos almanaques e bordas d’água: “Deus, super omnia” que no nosso português vernáculo é o mesmo que dizer: haja Deus!  

2014-03-13

manuel vieira - esposende

Escrevia  Brillat-Savarin na sua obra “Fisiologia do Gosto” que “a descoberta de um manjar novo faz mais pela felicidade do género humano do que a descoberta de uma estrela”. E dizia também que “o prazer da mesa é de todas as idades, de todas as condições, de todos os países e de todos os dias; pode ser associado a todos os outros prazeres, e permanece como o último, para nos consolar da sua perda”. E para me compensar escreveu: “a mesa é o único sítio onde ninguém se aborrece durante a primeira hora”.

Vem isto a propósito de um repasto experimentalista que um grupo de 5 comensais conhecidos assumiu como imperativo, isto enquanto  longe o Davide festejava os seus 72 anos e a quem deixamos telefonicamente uma mensagem verbal de felicidades.

Isto  foi nos “ 3 Arcos” em Fão, um espaço curto e de ambiente atascado, que aparelhamos um tabuleiro de forno com uma ditosa lampreia assadinha com batatas, de molho guloso e divinal a contrariar as teses das modernices, que esta não o é nem foi em mesas fartas de famílias burguesas do outro século, pelo menos.

Com o ciclóstomo a baixar no preço, vou um destes dias testar uma receita própria de  empadão de lampreia, estufadinha primeiro com alho porro, um madurinho branco bom e os temperos certos das receitas conservadoras. Uma feijoadinha de lampreia também revigora bem e quanto baste e esse já prato é corrente em tempos de abundância do “peixe”.

Depois vos direi… atento ao que pensaria o conhecido gastrónomo francês do século XVIII que acima mencionei.

2014-03-13

José Manuel Lamas - Navarra.-Braga

Sem querer espicaçar
Cá vou tecendo meu pano
Assim como a aranha tece a teia
Só não tece o nosso Decano
Desde que comeu a lampreia
Aquele abraço
Zé Lamas .

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