fale connosco


2014-02-27

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Acabo de ler a notícia da morte do nosso querido Pe. Augusto.

Todos ou quase todos guardamos memória da sua humanidade, do seu saber e da sua excelência.

Que voltemos a encontrarmo-nos onde ele está. Será para nós uma boa garantia.

António Rodrigues - Coimbra

2014-02-25

Ricqrdo Morais - Macedo do Mato

Acabo de chegar de Vinhas onde assisti ao funeral do padre Augusto, que foi professor de muitos de nós e de quem mantemos muitas memórias, no meu caso todas boas. Não sei o que tinha estudado de pedagogia mas não me lembro de alguma vez ele ter agido de forma negativa connosco. Veio acompanhado pelo Padre Leonel. que informou a família e os amigos sobre os seus últimos tempos. Representou a família o Benjamim, atento a tudo. Na missa concelebrou o padre João Gomes Pires, com quem me desencontrei entre a igreja e o cemitério. De Vinhas é o Paradinha e o Alcino. Tudo aconteceu sob chuva, granizo e vento num dia feio até para um funeral. O seu desaparecimento é uma perda para todos.

2014-02-24

manuel vieira - esposende

Faleceu ontem em Guimarães o Padre Augusto, que foi professor de vários dos nossos colegas como o Arsénio e o Diamantino, a quem lecionou várias disciplinas, entre elas a Matemática, a Física e a Química, tendo deixado boas marcas.

Faleceu em Guimarães onde residia e as cerimónias religiosas terão lugar na Igreja dos Redentoristas naquela cidade, com início pelas 11 horas de amanhã, terça feira, indo depois a sepultar na sua terra natal na região de Trás os Montes.

Embora já conste em "Notícias" fica aqui também a informação por ser o local mais lido.

2014-02-21

manuel vieira - esposende

Hoje encontrei por acaso uma receita em uso numa casa senhorial de Fão, de lampreia assada no forno, que ia à mesa já na primeira metade do século passado acompanhada de arroz feito com parte da marinada, depois de coada.

Pensava eu que esta opção que hoje já se serve em vários restaurantes do Minho sobretudo com batatinhas,  era apenas uma criatividade da cozinha mais contemporânea, mas afinal já era parceira das formas tradicionais em arroz e à bordalesa.

Isto vem a propósito de um arroz de lampreia que vai correr nos pratos no primeiro sábado de Março ali pelas bandas de S.Frutuoso em Braga, onde dá ordens o nosso colega Lamas.

O mar já acalmou um bocado e o ciclóstomo deve começar a subir os rios para a desova e pretende-se abundância.

Curiosamente esta semana também provei  umas empadinhas de lampreia elaboradas pelas mãos experientes da  D.Tininha da Rita Fangueira, depois de grande insistência minha, dando-lhe como referência as empadinhas do Manuel Natário em Viana do Castelo que têm fama. E a senhora passou no teste com grande êxito, pela textura da massa de quebrar e a exuberância reconfortante do suave recheio.

O Peinado já deu atempadamente as instruções para quem estiver interessado em aumentar a mesa e reconfortar o espírito amigo.

Entretanto o nosso colega Assis já está no Brasil para mais uma temporada junto do nosso padre Henri e espera passar por lá uns 70 dias. Em Orbacém deixou cuidados para que as favas espreitem na terra bem molhada e cresçam com a Primavera para uma favada à mesa, que quer ganhar tradição.

A chuva não nos larga e também algum frio e estas condições de clima não ajudam nada nesta idade e por isso temos de arranjar formas de contrariar os efeitos nefastos da ferrugem.

2014-02-14

alexandre gonçalves - palmela

UM  NOME  PARA  FEVEREIRO

(Dia de S. Valentim)

 

Ela sorriu e acenou. Ele disse que sim e prometeu. Andavam por aí nas sombras, nas marginais, numa clandestina distracção da existência. Não assumiam, não acreditavam, nem sequer valia a pena o risco. Um a um, sucessivamente, enviavam os dias para a eternidade. Um dia era fevereiro e ela lembrou: vamos comemorar, todos o fazem. Comemorar o quê, perguntou ele. O nosso amor, disse ela. Nós amamo-nos?, quis saber ele. Nenhum deles sabia. Mesmo assim, combinaram um jantar especial. Ninguém se atrasou, contra o que era costume. O restaurante tinha luz filtrada, velas acesas, rosas vermelhas e música discreta pendurada nas paredes. Ele gostou. Ela bebeu mais que a conta. De repente levantou-se: tenho que me ir embora já! Mas estás bem?, indagou ele. Não estava. Pagaram e saíram. O ar da rua era frio e húmido. Antes chovesse a potes, para lavar e levar a vida para bem longe desta paisagem! Ela: desculpa! Não estou em modo de pegar no carro. Podes levar-me a casa? Ele podia, com certeza. Ela explica: eu não sou divorciada nem faço tenções de o ser. E hoje nem sequer me passou pela cabeça que era dia de o Luís chegar dos Estados Unidos, onde é investigador. Vem todos os meses a Portugal. Hoje é dia de ele vir.

Houve um silêncio de pedra.  Ele é António, professor desiludido, comunista falhado. Mas é um homem calmo. Encostou o carro e perguntou: ele é o pai da tua filha? Sim, era o pai da Vanessa, e se ainda vinha a casa era só por causa dela. Vocês não se amam? Não, nunca se amaram, nem sequer para fazer a menina. Então, ia concluir o António, não vai haver problema. Divorcias-te e podemos andar à vontade. Nem pensar, arrematou ela, cheia de convicções. Que era mulher cara. Que bem podia ser paga pelo dito. Preciso muito do dinheiro dele, disse. Já parados junto à casa dela, António, com azedume, pôs uma última questão: Rosário, vocês também comemoravam o amor que nós viemos comemorar? Ele é um homem ocupado, esclareceu ela. Nunca se distraiu com tais banalidades. O que é o amor para ti, Rosário? Não sei. Um amigo meu diz que é uma troca de líquidos. Repete lá isso!, exigiu o António. Isso mesmo que tu ouviste, uma troca de líquidos e fluidos.

Ela vai olhando para o terceiro andar. Como não vê nenhuma luz acesa, está um pouco mais calma. Por fim, ela desfere com alguma ironia: e o sr. professor, que gosta tanto de fazer perguntas, e tem resposta para tudo, sabe realmente o que é o amor? Por acaso até sei,respondeu o António, pelo menos neste momento. Amor é ver-te sair imediatamente do meu carro. Quando chegares ao teu quarto, acendes a luz, levantas o estor e acenas-me, como é teu hábito. Só arrancarei daqui depois desse ritual. O amor é não voltar a ver-te.     

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