fale connosco


2014-05-22

manuel vieira - esposende

Falar no Pão de Rala, no Bolo rançoso, na Charcada, no Fidalgo, no Morgado ou na Sericaia é falar no Alentejo doce, de comidas cheias, a completar uma mesa bem estendida de boas carnes e de bons peixes aromatizados por ervas frescas .

Não conheço Beja, mal o Alentejo e as paisagens extensas salpicadas de oliveiras aconchegam-se num casario amuralhado e branco, de casas riscadas em perfis de azul sulfato e outras tonalidades quentes e todos percebem que os cantares de lenço cingido ao gasganete é temperança para uns tempos bem vividos. Ninguém contesta estas coisas.

O ano passado o Douro Vinhateiro e o seu poeta médico embrulhou-nos em paisagens magníficas e proporcionou-nos um fim de semana de sensações únicas, sob a responsabilidade do Diamantino e do Belmiro e com contributos do Gaudêncio e do Castro.

Fomos transportados em autocarro que andou meio cheio. Também nos lembrámos.

Em 2012 o Encontro de Messines esteve muito bem participado e com agenda acolhedora, num mês de Abril que colaborou . Em Setembro desse ano frequentou-se Gaia e tivemos Assembleia Eleitoral, com a discutida deliberação de lá voltar de 2 em 2 anos.

Isto discutiu-se e agora discute-se cada um a seu modo, de tal forma que até o Lamas em noite de insónia adormeceu a versejar. Isto percebeu-se.

O Aventino defendeu um ponto de vista ao seu modo, não conseguindo ver a ata que teria sido feita pela Mesa que ele próprio dirigiu e que ainda não teve oportunidade de ser votada.(Não houve ainda nenhuma Assembleia Geral).

Falou ao seu modo num espaço onde cada um opina ao seu modo a defender  o que já tinha defendido e votado. Tudo bem. É normal sobretudo em quem também defende, por formação, que a Associação, sendo uma entidade com personalidade jurídica e com rituais estatuídos precisa de ser minimamente preservada para que se conserve e eu concordo sinceramente com este ponto de vista e outros concordarão se se distanciarem um pouco do seu umbigo.

Vamos ser claros e eu quero relevar isto  que é importante: o Encontro de Beja nos dia 14 e 15 de Junho proposto neste espaço pelo Alexandre no seguimento do convite do António Vaz,  enquadra-se completamente nos nossos hábitos de conviver e é uma magnífica ideia de um bom fim de semana numa zona geográfica com muitos recursos de interesse, na senda de tantos outros Encontros inesquecíveis. Esta é também a ideia dos colegas que já aqui se manifestaram interessados .

O Alexandre acelerou e chamou-lhe “Encontro Nacional 2014” quando não havia necessidade, como alguém diria. E por seu livre arbítrio, direi eu, não fugindo ao hábito e como ele sabia bem, a contrariar o que ficara assente em Assembleia, o que à partida traria discussão. Isto também é claro.

Há 2 anos o Encontro de Messines foi um êxito e em Setembro  reuniu-se em Gaia, com as dificuldades de uma  agenda que parecia repetida, mas até  correu bem.

O Peinado foi o primeiro a dizer que Beja era uma sugestão magnífica e que em Setembro haveria o Encontro Nacional em Gaia.

Logo a seguir esta ideia teve reforços. E também percebi alguma crispação desnecessária.

E aqui apetece-me voltar a falar só da sericaia ou do pão de rala…

Eu compreendo o Alexandre quando vem com a conversa de que o fim do mundo está próximo e eu este ano já convivi umas poucas de vezes com os nossos colegas quase a pensar que o mundo iria acabar em breve, mas há rituais que têm de ser cumpridos independentemente  das melhores  agendas e do melhor convívio.

 O Alexandre não sabe mas eu vou lembrar-lhe que é o Vice-Presidente da Direção da Associação, com as inerentes responsabilidades diretivas e que é importante que os rituais mínimos funcionem, e este ano o processo eleitoral é um deles.

Penso que o Encontro de Beja está a ser preparado em grande velocidade e a informação a afixar no nosso site também deve estar a chegar.

Nos próximos 15 dias temos que apontar a opção definitiva relativamente às obrigações associativas  pelo que terei de envolver também o Presidente da Assembleia Geral na melhor solução, e sendo nós os associados mais novos acho que isto nos está a pôr bem mais velhos.

2014-05-19

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Uma hora e cinquenta e sete minutos da madrugada.

 Recostado no sofá mais confortável de Navarra, curtindo desagradável maleita da época " alergia ", dei comigo a reviver acontecimentos recentemente ocorridos e daí saíu a seguinte conclusão .  

 

 

                É verdade que todos podemos falar

                E cá p'ra nós até podemos ter opinião

                Mas ter - mos o direito de opinar

                Isso é que já me parece que não

 

 

 

     Aquele abraço

                                Zé Lamas 

2014-05-11

António M. Rodrigues - Coimbra

Ó amigo Ribeiro,

Só por curiosodade: "Pias de baixo ou Pias de cima" como brincavam dois amigos meus alentejanos que conheci em Angola, hà muitos anos?

Não respondas, foi só uma brejeirice evocativa de tempos antigos.

Um abraço para todos e até Beja, se me for possível.



2014-05-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Bem, não vou entrar nesta polémica que, de certa forma, me é indiferente. Se é certo que há uma acta - ou se calhar nem há - se se infringe a "lei" pouco me importa pois ela desagrada a muitos e nesses me incluo. Se o Encontro fosse em Gaia compareceria mas,  já o disse ao Vieira e a outros companheiros, se me derem a escolher é evidente que preferirei a Pax Julia pela simples razão da largura dos horizontes pois, em termos de novidade e surpresa ela para mim não existe pois conheço tais lugares e toda essa região quase ao pormenor, desde há bastantes anos. Portel, Moura, Alqueva, Safara, Barrancos, Serpa, Vidigueira, S. Cucufate e tantos, tantos outros recantos desse Alentejo ardente. Passei até, já lá vão quatro anos, (como o tempo passa) uma boas férias em Pias, terra de um magnífico vinho. Vamos pois, como já se diz por aqui á boca cheia e com entusiasmo, ... até Beja! Deixo-vos um texto que escrevi nessas férias num blogue que já tive:

 MEMORIAL DO ALENTEJO

Muito embora seja minhoto tenho, contudo, um fraquinho pelo Alentejo. Terra escaldante, sacrificada e estóica, terra de paz, bom vinho, gastronomia e trigo.....

 Dei comigo a procurar um recanto onde pudesse usufruir duns dias de sossego e descanso, até que descobri Pias, precisamente a meio caminho certo entre  Serpa e Moura.  Porquê Pias?  Por muito: minha santa mãe que Deus tem era de Pias; como?  Não esta, é claro, mas a de Monção. Quando a minha filha terminou o curso de educadora, a sua primeira colocação oficial foi em Moura e também porque esta Pias é uma terra emblemática do Alentejo, como até uma tradicional canção faz relevar:

Lá vai Serpa, lá vai Moura,

 As Pias ficam no meio, etc.  

   Descobri uma magnífica unidade hoteleira, aconchegada, familiar, com quietude de ermitério, ideal para os esperados momentos de tranquilidade. Tratou-se da Albergaria Bética, no Largo de Santo António,  gerida por um casal de meia idade, o senhor Víctor e a Dª. Teresa, extremamente atenciosos e prestáveis, duma amabilidade sem limites, de simpatia franca e sincera,  profissionais em toda a linha.  Logo meia dúzia de passos mais  abaixo, situava-se o restaurante "O Adro" onde se procedia ao repasto diário de saboroso e variado cardápio, confeccionado de forma caseira e servido com a maior competência pelos dois Joões, com  trato aberto e jovial, secundados pela muito jovem Sandra, moça desembaraçada e de afável sorriso. Tudo isto quase me induziu a ganhar fé no mito da canção abrileira ... "em cada esquina um amigo" ... pois, na verdade, ninguém pode avaliar o grau de satisfação experimentado quando, porventura, se consegue deixar um amigo em cada terra que se visita. Vá, que comigo foi mais que um! Suponho eu!

    Dali dei-me a percorrer o Alentejo profundo,  de Safara a Barrancos, passando por Amareleja e Santo Aleixo, pelo silêncio e tranquilidade da Senhora das Pazes em Vila Verde de Ficalho, sem pôr de lado  Serpa e Moura.  Em outro dia, fazendo incursões pelas terras da Vidigueira, com regresso ao passado nas ruínas de S. Cucufate e Pisões, derivando depois para Beja em cujos arredores pude admirar a beleza onírica de extensões ásperas, loiras e doiradas. Todo este percurso, como é sabido, feito sob o dardejante sol alentejano, gerador do fogo telúrico das rudes e duras planícies, mitigado apenas e a espaços pela cálida sombra dos míticos chaparros. 

    Ali consubstanciei uns dias de evasão e serenidade e pelo abafado da noite, embora isso, na realidade, nunca tenha acontecido e seja só imaginação minha, sentia-me envolvido pela modorra de lânguido "cante" a esmorecer com indolência na vermelhidão do ocaso nos confins dos montados. 

Pias, Agosto de 2009



 

2014-05-10

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Já tanto aqui foi dito sobre Beja e Gaia, que tenho  para comigo, nada comentar a respeito, muito porque antecedentes por mim desconhecidos me iriam impedir de formalizar um justo comentário sobre este delicado assunto . Digo delicado, porque a contenda gerada, está bem explícita.

 Quero dar as boas vindas ao Nascimento, pois quem vive, acaba sempre por aparecer. Saudo-o pela forma como nos apareceu... " com duas seguidas ". Esta das duas seguidas não é da minha autoria, já antes alguém a trouxe aqui .

 Mas... sem querer atirar mais lênha p'rà fogueira, sempre vou dizer algo .

 

 

                Da coisa, oponentes ou partidários

                Acabai com esta confusão

                Moderai vossos comentários

                E dignificai a Associação.

 

 

                Assis, também tu faltavas

                P'ra na contenda pôr teu dêdo

                Mas vai proteger as favas

                Que o gaio foi visto em Molêdo.

 

 

 Aquele abraço

                               Zé Lamas

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