fale connosco


2014-03-13

José Manuel Lamas - Navarra.-Braga

Sem querer espicaçar
Cá vou tecendo meu pano
Assim como a aranha tece a teia
Só não tece o nosso Decano
Desde que comeu a lampreia
Aquele abraço
Zé Lamas .
2014-03-09

manuel vieira - esposende

“Ó lampreia divina! Ó divino arroz, /comidos noite velha em casa do Julião /Sem ter ceias assim, o que há-de ser de nós? / Sofre meu paladar.”

Escrevia Afonso Lopes Vieira, sobre a lampreia recordando esses comeres  no Julião das Iscas em Coimbra .

Na “cidade e as serras” Eça de Queirós descreve minuciosamente o escabeche de lampreia.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”.

A lampreia à bordalesa é um guisado de ciclóstomo que nada tem a ver com o cozinhado francês e onde a forma de tempero e arranjo não se diferenciam da do arroz tão abundante nas práticas das casas minhotas.

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”, como escreveu Couto. Viana.

Meu caro Aventino, mais que a abundância de palavras sobre a dita cuja serpente, tentadora e disforme em travessas fumegantes, valem os paladares divinais do arroz soltinho de comer  à colher, ou os torinhos na espessura de dois dedos na suculência do molho que amacia o pão torrado ou o arroz sequinho de forno.

Um vinhão fresco das quintas protegidas do Alto Minho, de acidez macia e um borbulhar róseo e de aromas  a marcar as fraldas da  malga de porcelana alva que se eleva suavemente a desvanecer a sede, completa um repasto vasto em qualquer mesa larga onde nos assentemos para dar largas ao prazer.

Para rematar fica sempre bem umas Clarinhas de Fão, uns folhadinhos da mesma arte ou um leite creme com bolacha, de ferro quente ou canela a gosto ou um Abade Priscos. Em S.Frutuoso foi mesmo de comer à colher… e que bom!

Mas vou parar porque já não tenho cabedal para  mais!

 

2014-03-07

aventino pereira - PORTO

 

LAMPREIA COM ARROZ

Ouço a vossa voz, nutrida e farta do arrozal de lampreia à mesa de uma amizade contida no restaurante em Braga. Sabemos  o que nos diz a História, de no MINHO ser de arroz e no resto dos locais onde se aprecia o bicho, ser de bordaleza e mais recentemente de modernices, tais como assada, de escabeche, em empada e até em pizza.

E sabemos que o MINHO foi terra de diferenças sociais, de pobreza e miséria, de esfomeados galegos fugidos às garras de um dos maiores fascínoras da Humanidade. O arroz enganava a fartura, enchia a barriga, era uma boa fonte de energia para os serviçais, criados e "escravos" que abundavam a amanhar a terra, a bater o ferro, a picar a pedra para as casas daqueles que tinham casa.

A lampreia tinha o efeito contrário, de dificil digestão, criava moleza, prejudicava o trabalho. Daí que o MINHOTO, finório, criou esse modo de NÃO se comer lampreia, mas muito arroz e pouco bicho.

Pelo gáudio que trazeis a este nosso "fale connosco", não terá sido o vosso caso e a lampreia terá abundado em quantidade e qualidade deixando o arroz claramente a perder, e, a inveja e o desejo de um repasto assim a quem não esteve presente.

SEJAMOS FELIZES!

2014-03-07

alexandre gonçalves - palmela

 

FLOR  DE  CEREJEIRA

(OITO  DE  MARÇO, DIA  MUNDIAL  DA  MULHER)

 

Breve,

leve,

cor de neve,

a flor de cerejeira!

Flor tão intensa,

tão luminosa,

que rouba o fogo à rosa,

incendiando a vida inteira.

 

A cerejeira cresce sobre o frio

e linhas dágua leva na cintura.

Rente ao seu corpo corre sempre um rio,

para onde se inclina de frescura.

 

verde 

veste

um verde vento,

na leveza vermelha da cereja.

Na boca o fogo

ou antes o carnudo fruto,

que maio adoça muito,

entre aromas de feno e de carqueija.

 

A palavra brancura

inunda o corpo da mulher.

O feno

torna-o sereno

e dá-lhe eterna formosura.

O fogo, lento e cristalino,

põe na boca cerejas e doçura.

E acorda o coração,

que faz de sino,

anunciando o tempo em tarde calma.

Na púrpura do fruto,

na flor da cerejeira,

tudo é alma,

tudo anuncia a primavera.

 

Breve,

leve,

cor de neve,

a ofuscante flor da cerejeira...

Vento,

tempo,

fruto lento,

o bíblico esplendor da macieira.

         

Alexandre Gonçalves

    (Palmela, 7 de Março, 2014)         

 

2014-03-07

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

Mês de Março tempo de carnaval

As águas do Cávado já deslizam mansinhas

Corre p'ra Porto de Ovelha ó Cabral

Que hoje chegaram as andorinhas

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