fale connosco


2014-12-15

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

        Veio o companheiro Castro, secundado pelo nosso presidente Vieira, sugerir-nos que lembremos aqui, o que foi a nossa primeira vez. Mas, será este o momento ideal, será que já estamos tão adiantados na idade, ao ponto de sentirmos tanta saudade do passado? Enquanto eu acho que não, outros há, para quem parece que sim. Refiro-me em particular ao Gaudêncio, que chegou até a pedir que nos apressemos, pois teme já só poder recordar a sua ultima vez.

         Falou-nos o Gaudêncio, de fósforos de pau e de cêra e deu-nos ainda conta, de que já está na era da cêra. Só ele sabe do que fala.

 

         Meu bom amigo Gaudêncio. Naquele meu jeito, vou tentar dizer-te o que penso a respeito .

 

 

                        Gaudêncio não fiques incomodado

                  Se algo já te pende p'ró chão

                  Podes ainda dar conta do recado

                  Se souberes usar a imaginação.

 

 

                  Nada interessa se é de pau ou cêra

                  O fósforo que o homem tem

                  Pois a mulher de nós só espera

                  Que façamos o nosso trabalho...bem.

 

   Aproveito para a todos desejar, um "santo" e feliz Natal .

 

 

                   Aquele abraço

 

                                              Zé Lamas

         

2014-12-15

Arsénio Pires - Porto

Meus caros amigos:

Voltei.

E voltei para agradecer a todos os que já responderam à Sondagem sobre a Palmeira.

Já responderam 26 associados!

(Outros mais ainda vão responder!)

Esta é a prova de que há interesse na nossa Palmeira e disponibilidade para ajudar o Grupo Coordenador. O que é muito motivador.

Obrigado a todos.

2014-12-14

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Uma Estrela!...

 

No caminho chegam uns peregrinos: José e Maria …

esta mulher, que é virgem traz na mala um prémio

diferente de todas as nossas prendas

e que a Humanidade tanto procura

 à custa de tanta dor!...

 

Este casal é pobre de haveres,

 mas traz risos de tanta ternura

que mais tarde ou mais cedo

alguém compreenderá  seu segredo.

 

Há quem lhes chame inconscientes,

pois pobres e com um menino entre palhas

de uma tão pobre manjedoura!...

 

A nossa riqueza, sentirá Myriam e Jouseph ,

na contemplação do  pimpolho a espernear,

não são riquezas,

apenas gestos deste nosso olhar:

estamos embebidos de sonho a gozar

de maneira estranha a nossa filiação,

 parece um de nós e já não é um de nós,

 ao vê-Lo, assim, tão desvalido

a jazer em tanta pobreza

sai d’Ele tanta ternura

 que vai inundar de luz todo o mundo!...

 

Ainda há pouco estava tão ocupada – sentiu Maria em silêncio

 mal olhando  para José – e  não fosse sentir-se  perturbada:

 

Este Menino é pequenino,

 Seus olhos são feitos de estrelas,

 saem para além da cabana

e aquecem tudo à Sua volta!...

 

 

Ora vejam, lá, a reacção de Maria e de José,

ainda há pouco parecia o nosso filho,

 agora vemos sair  d’Ele tanta luz

 e ficamos perturbados

sendo  Ele um ser tão pequenino!...

 

 

Era a nossa riqueza,

sentíamo-Lo nosso

 e parecia-se connosco!...

Mas é demais parecer apenas nosso

sendo Ele toda a Humanidade!

Este Menino é já nossa luz

e ilumina com tanta intensidade

qu’ Esta Estrela deixou de ser nossa

e passou a ser de toda a Humanidade.

 

Os Seus pezinhos mexem-se  tanto!...

Como segurá-Lo neste espaço tão pequenino?...

Tem o pezinho na boca e ri-se de satisfação

que já não posso vê-Lo aqui só para nós,

dêmo-Lo a todos os homens

e vejam como é viver com um Menino

que de nós tão pouco tem,

e  d’Ele tudo o que é bom nos vem!..

 

Autor: Ismael Malhadas Vigário

2014-12-13

Arsénio Pires - P

Assim como que em jeito de confissão quase no fim da estrada, falo.

Já não estou minimamente preocupado (ocupado antes de agir…) com o que os outros dizem ou pensam de mim. E tenho boas razões para não me pré-ocupar.

1ª. O meu relógio de sala diz-me que já não dispõe de muita corda de tempo que justifique eu tentar mudar seguindo caminhos percorridos ou apontados por outros para a minha viagem. O meu caminho está traçado e, na sua maior parte, percorrido. Feito por mim.

2ª. Ainda que o meu relógio de sala fosse benévolo e me concedesse tempo suficiente para tal mudança, não me concederia, de certeza, noites claras para verificar se consegui ou não implantar tal mudança. Portanto, sou como sou e como hei-de ser.

3ª. Se subir à Palmeira que verei? O mesmo que vi quando ali entrei em 1958. Portanto, só me interessa ver o que vi. Isto, por mais que eufemisticamente se chame Quinta da Barrosa ao Seminário de Cristo Rei onde me fiz tal como sou… hoje com alguma casca molhada e coberta de líquenes que até a embelezam.

 4ª. O que me agrada é saber a opinião de todos sobre aquilo que nos pode interessar para melhor e com mais Paz podermos viver na Pólis, na nossa pequena Pólis que é a AAAR. Em concreto: sobre a revista Palmeira.

Diz-me, amigo, à média de 1 ou 2 exemplares por ano, quantos mais publicaremos?

Como não relativizar todo o arrazoado, por vezes sobrecarregado de emoção descontrolada  e desprovido de razão “racionalizada”, que nos incendeia inutilmente? The time is over? Ainda não mas…

Do tempo que temos, já quase só podemos esperar um pedaço de pão, um copo de vinho e uma conversa amiga sem tema programado.

Isto (também…) a propósito de quê?

A propósito de que, como sabes, está a decorrer uma Sondagem de Opinião (enviada por mail para todos os colegas de quem possuímos o endereço electrónico), sobre a nossa Palmeira.

Esta Sondagem foi pensada e concretizada devido a vários motivos entre os quais (embora não mais importante) está uma intervenção na última Assembleia Geral (penso que do Aventino, mas não tenho a certeza) que dizia mais ou menos isto: “Que me conste nunca ninguém pediu a opinião sobre a revista Palmeira!”

Então, ela aí está. E vai ser-nos muito proveitosa, penso.

Em menos de 24 horas já obtivemos 18 respostas.

Algumas delas com sugestões muito interessantes.

Era isto.

Se recebeste esta Sondagem, responde quanto antes.

Se, por acaso, não a recebeste e pretendes recebê-la, envia o teu mail para mim. É este o meu:

arseniopires@gmail.com

Bom Natal para todos vós juntos das vossas Familias.

Arsénio

2014-12-13

manuel vieira - esposende

Hoje o nosso site já teve 35 visitas, o que é bom e os visitantes estavam nos Estados Unidos, Brasil, Ovar, Setúbal e vários outros lugares deste lindo Portugal, que o back office do site informa. Ontem foram lá ler 117 vezes, que não 117 pessoas diferentes mas os dados estatísticos apontam para um número diário entre 40 a 50 pessoas diferentes.

Há colegas que vão lá diariamente haja novas mensagens ou não ...

Conheço vários sites onde o universo de utilizadores é bem maior que o nosso, sites abertos à diversidade de temas e de pessoas e que flutuam na sua utilização, com a necessidade periódica de refressings de layouts (com o inerente custo por vezes) com animadores para que tenha o máximo de utilização.

Pode-se dizer que o nosso site pertence a um grupo fechado com uma identidade própria, a tal identidade que continua a gerar temores em muito boa gente, uns que dão a cara e outros que a escondem.

Mas isso não é exclusivo dos residentes da Barrosa, não, não é. Muitas vezes eu olho para um indivíduo e leio nele traços marcantes de ex- frequentador de semnário, como as pessoas dizem "com cara de padre"( alguns são ex-padres) e isto porque elas também lêem. A mim também me chegaram a dizer que eu tinha cara de padre (sobretudo quando dizia que tinha estado num seminário) Talvez alguma timidez expressa, o uso de óculos embora eu não use (numa fotografia que vi há dias com 5 seminaristas talvez em Gaia os 5 usavam óculos-coincidência) a atitude e outros sinais acabam por marcar a ferro, quase gerando uma tipologia com base em tiques.

Não vale a pena tapar a cara caro Alexandre para não ver e sei que tens avestruzes junto à tua casa, mas os tais traços "eclesiásticos) nunca foram defeito e a revista é para uso interno.


Muitas vezes as falsas estatísticas são aquelas que nós geramos no nosso consciente ou até subconsciente e eu procurei referir acima alguns números que obviamente me são importantes para perceber se o site ainda tem utilidade.

O defeito não estará no site mas em nós porque não queremos por razões diversas sendo uma delas o comodismo. Mas eu estou a falar de mim porque também o uso, mas uso outros em que tenho responsabilidades diárias e sei quanto me custa mesmo, por vezes. Talvez o caminhar na idade me esteja a cansar.

Lembro que na Escola escrevia sempre na mesma lousa de ardósia e quando partia era substituída por uma muito parecida e nunca pedi uma de cor diferente, pois gostava de escrever, de fazer as contas, as cópias e os ditados.

O tempo vai-me cansando e evito ler, aliás nunca apreciei a leitura para além dos livros técnicos na minha profissão para poder ser o melhor, embora nos últimos tempos tenha lido algumas produções de nossos colegas.

Eu estive agora a fazer contas e reparei que no nosso site e só na rubrica "fale connosco" já lá foram colocadas 1.635 mensagens (não contei esta) e já foram feitas 132.16o visitas desde que foi criado. Num universo de utilizadores tão restrito acho que é muito bom e mostra e evidencia a importância do site.

Tinha acado de ler a mensagem do Alexandre quando a minha mulher me chamou para o almoço e deparei na mesa com o prato onde como todos os dias e várias vezes ao dia há vários anos. Por acaso já tinha pensado em mudá-lo mas hoje lembrei-me que num igual, talvez naquele, tinha jantado uma noite que antecedeu a sua partida para o Brasil, o padre Henri Le Boursicaud  e eu tinha cozinhado arroz com ervilhas com uns bifinhos. O arroz era seco e o padre Henri ao apanhá-lo no prato com o garfo, devido às suas tremuras, deixava cair na mesa alguns grãos. Com os seus dedos finos e algumas tremuras apanhava grão a grão e levava-os à boca para admiração dos meus filhos. Eu olhei para o Assis e ele justificou: para o Padre Henri um grão de arroz é muito importante devido à fome e scassez que ele sentiu e presenciou. O mesmo aconteceu com as migalhas do pão de milho que normalmente tenho em casa e que ele muito apreciava: não ficava nenhuma migalha que caísse sobre o tampo da mesa.

Não sei se isto terá qualquer importância na forma de conduzir a vida terrena, ou de ativar a espiritualidade que nos diferencia mas de repente lembrei-me deste testemunho que gostei de partilhar e talvez a culpa tenho sido do prato que eu hoje voltei a utilizar.

O esforço do Arsénio pretende mudar certamente algumas coisas e entendeu utilizar uma ferramenta que procura resultados e caminhos com base em opiniões dos utilizadores/leitores.

O site, por outro lado, continua a disponibilizar a mesma lousa de ardósia onde cada um pode comunicar, sendo importante a mensagem e não a lousa.

Fiz há uns tempos uma pesquisa para ver sites e blogues de outras associações de ex-seminaristas e encontrei vários e posso dizer-vos de que não encontrei nenhum que se aproximasse, alguns deles com últimas mensagens de há muitos e muitos meses. Sei que também somos diferentes e procuramos ser diferentes.

Mensagens como a do Alexandre são importantes, muito importantes para justificar a exist3ncia deste nosso site, para abrir o debate, para abrir o apetite, para alimentar os nossos leitores de bancada, para dar um empurrão à inércia e ao comodismo. Se não fosse esta lousa digital a riqueza da mensagem do Alexandre seria lida apenas pelo Arsénio e talvez eu em 2 belos e-mails que ele nos teria enviado. Obrigado Alexandre pela partilha nesta extensa página!

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