fale connosco


2018-12-22

José de Castro - Penafiel

Meus Queridos Amigos

Apesar de há muito tempo não dar sinal de vida a verdade é que me mantenho atento a tudo o que aqui é escrito e até pelo que fica por escrever. Sou um visitante diário desta página.

Estamos na Quadra Natalícia e também por isso aqui teria que vir enviar um grande abraço a todos os que por aqui passam e uma palavra de agradecimento a TODOS os autores dos maravilhosos textos que foram publicados desde a minha última intervenção.

Estando próximo o Natal recordarei um nosso Companheiro de Viagem que já cortou a meta.

Esse Companheiro que recordo é o Albino. Albino Coelho Lopes.

Ele é o tema do meu conto de Natal!

Morreu e certamente terá sido enterrado mas não faço ideia onde. Morreu sem nada. Sem ninguém. Sem uma mensagem de Boa Viagem e até breve. Certamente não terá tido um "belo enterro". Se calhar não viu nenhum de nós no dia da sua última viagem; não por culpa vossa mas eu devia ter estado mais perto dele. As circunstâncias afastaram-nos e partiu só.

Faz alguns anos que por esta época, o levei todo o dia a passear como sempre fiz em períodos festivos durante os anos que o acompanhei mais de perto. Esses dias para ele foram especiais. Foram dias de sol, bem o sei.

No final de um desses passeios Natalícios, como de costume íamos ao Jumbo comprar bens para a sua Consoada. Na última vez que o fizemos, apesar de ele se deslocar com muita dificuldade a verdade é que o perdi. Comecei a procurar fazendo o percurso em sentido inverso pois ele não poderia estar longe. Onde estava ele? Na zona das hortaliças escolhendo uma boa penca para o Jantar de Natal.

Disse-lhe eu: Ó homem! O que é que te deu para estares no meio das couves? Responde ele: Sem pencas não há Natal.

Ri-me a bom rir e tirei-o dali para fora (sem qualquer penca) e continuamos a fazer o seu cabaz de Natal com produtos "pronto a comer". Se as pencas fossem para sua casa eu tinha a certeza que teriam como destino uma morte lenta entaladas estre dois móveis ou no meio da louça que há meses aguardava uma barrela, até que o mau cheiro se impusesse e o obrigasse a ver-se livre do que delas restasse.

Isto pode parecer duro mas era assim.

Foi um Colega que bem conheci pois os nossos pais eram colegas de trabalho e ainda antes de eu ir para o Seminário já tinha comido em casa dele à mesa com a sua família.

Agora falo para ti Albino:

No Seminário foste o meu "anjo". Nem bom nem mau mas eras o meu "anjo".

A tua memória já não te permitia recordar esse facto que como podemos imaginar terá sido um frete para ti. O mesmo não se diga de mim que era uma criança e mais novo uns anos do que tu. Fui eu mesmo que te recordei o bem relacionamento dos nossos pais descrevendo-te a casa e a cozinha dos teus pais e te convenci que de facto eu sabia mesmo quem tu eras e que tinhas sido o meu "anjo".

Tu respondeste: Naquela época eu fui teu anjo. Agora és tu o meu anjo.

Meu Amigo Albino. Acho que não mereci a confiança com que me premiaste ao permitir que estrasse na tua casa. Já tinhas comido em minha casa à minha mesa com a minha família. Já muitas vezes te tinha ido buscar e levar, mas ficavas à porta até que eu fosse embora. Não querias que ninguém soubesse como vivias mas a certa altura abriste-me a porta e a partir desse dia só te deixava quando fechavas a porta da cozinha que era o nosso caminho até à tua cama no quarto que não tinhas. Quase não havia espaço para dar a volta mas era a tua casa e senti-me especial no dia que me convidaste a entrar.

Obrigado por isso mas sei hoje que não estive à altura do desafio que era ser o teu "anjo".

Mesmo assim foi gratificante para mim ver o teu progresso ao longo dos cerca de três anos que estive mais perto de ti. Quando pela primeira vez tentaste escrever algo para ser publicado na "Palmeira" era cada palavra um erro. Com o passar do tempo eras tu que corrigias os teus próprios erros ortográficos a ponto de uma vez me teres entregue uns manuscritos e depois, a teu pedido, eu ter ido ter contigo para me dares novas folhas com as palavras mais buriladas.

Porque assim foi vou tentar que todos os Colegas AAR's tenham acesso ao teu último manuscrito que desejaste ver publicado mas que por circunstâncias várias não aconteceu até hoje.

Assim te prestarei o meu último tributo.

QUE TENHAS FEITO BOA VIAGEM e até já.

Agora para os meus Caros Amigos AAR's:

Tenho dois textos do Albino. Um penso que é um diálogo imaginado com um filho dele ainda que possa não se chamar Luis. O outro é um "DIÁLOGO oração a Deus".

Este segundo não se recomenda a pessoas sensíveis mas como ele está a escrever para OS AAR's não haverá certamente graves consequências.

Não sei como anexar os ficheiros pelo que vou falar com o Vieira e ele fará o favor de os publicar e explicará onde os poderão ler.

Para todos um ABRAÇO AMIGO E UM SANTO NATAL

2018-12-22

Arsénio de Sousa Pires - Porto

Saudoso Adolfo, poeta em quase todas a horas e filósofo, como eu, nas restantes.

Recebi a tua carta. Nem sei bem se hei-de chamar-lhe carta pois, no meu tempo, só aprendi algumas letras rabiscadas em papel ou lousa… muito a custo! E as cartas chegavam pelo carteiro. Mas recebi-a que aqui também existe a tal internet. Foi uma jerica experta nessas coisas de botões electrónicos, e que trota muito bem por essa rede, que me pôs em contacto com o mundo daí. Que saudades da Madalena, Adolfo poeta-filósofo! O Frouxo cozinhava tão bem! Pena eu ser vegetariano!

Aqui entre nós, vivo em união de facto com ela, a jerica, desde que para aqui me despacharam. Assim, nas horas que ela me dispensa (é muito possessiva!), cá me vou distraindo olhando as margens a que vós chamais eterna idade e contemplando o rio que corre… sem água. É que aqui, não há Primavera, Verão, Outono ou Inverno. Isto é uma seca pegada sem qualquer nuvem no céu que possa anunciar chuva. Como é que vocês, os “corvos” da Barrosa, cantavam? Rorate caeli desuper et nubes pluant justum, não era? Aqui não há nuvens. Só azul. (Ah! Mário! “Um pouco mais de azul – eu era além.”)

Tu apelidas-me de Aristóteles, o filósofo. Mas olha que de filosofia só possuía (possuo) a albarda e o cabresto.

Na albarda resumi quase toda a filosofia do mundo. Filosofia? Ia a dizer "ciência"…! Talvez Platão não se importasse. Ele anda por aí em contínua disputa peripatética com Sócrates (o grego, claro!) sobre quem disse o que o outro disse que ele disse. Não se entendem…! E não será isso a filosofia? Até já ouvi Platão vociferar ao ouvido de Sócrates:

- Tu és meu filho. Eu hoje te gerei. De maiêutica percebo eu. Aliás, tu nem sequer exististe, sabias?

Mas, voltando. Na albarda guardei (e guardo) quase toda a filosofia-ciência do mundo. Mandei-a fazer num albardeiro da rua da Rasa, na subida para o Monte da Virgem. Tu já não te lembras. Eu, sim, continuo com memória de burro pois, ao contrário do que tu dizes (desculpa!), vivo cada vez mais do e no passado já que, aqui, não há futuro e o presente não consigo agarrá-lo. Ou não fosse eu burro!

Então, para não perder o fio à meada, vamos à albarda.

Ordenei ao albardeiro:

Escolha bom colmo, do melhor trigo desta colheita, para preencher o interior da minha albarda. Sabe que no trigo está toda a filosofia-ciência do mundo? Sabe qual é o fruto do trigo? O grão?! Nem pense! É o Pão! Dele e nele nasce e cresce toda a vida.

O colmo do trigo ainda hoje me segreda de dentro da albarda:

Eu sou o Pão vivo que nasceu da terra. Quem comer deste Pão terá a eterna idade. “Deste” Pão e não “este” Pão porque o Pão não é para comer isolado mas para repartir com os outros!

(Eu estava lá quando o Pão nasceu. Eu e a vaca. Fazia tanto frio...!(Na Barrosa não havia vacas. Nem jericas. Só machos! Uma lástima! Fazia tanto frio...!)

A minha filosofia tem, também, um bom resumo no cabresto. Zenão e Séneca foram os meus mestres de filosofia. Como burro que era (e sou) sempre pensei desta maneira quando, quase imóvel, permanecia de pé olhando muito além das areias da Madalena dizendo para mim:

- A minha filosofia não consiste naquilo que digo mas naquilo que faço com aquilo que digo. Custe o que custar. (E, às vezes, vocês carregavam-me bem com tachos, panelas, batatas e demais víveres, lembras-te?) Anda, jerico, resiste frente ao desânimo causado pelos males e agruras da tua vida! Liberta-te da raiva, da inveja e da malezurrança! Aguenta o cabresto! Não deves fazer aquilo que queres mas aquilo que deves e podes. Controla-te e zurra só contra ti. Todos os jericos são iguais pois todos nascem de jericas. E todos, jericos e jericas, somos produtos da Natureza. Sê compreensivo e compassivo como é próprio dum bom jerico. A Ética é a fonte da Paz e da Felicidade.

Por tudo o que ficou dito, saudoso Adolfo, estás mesmo a ver que nunca fui (nem sou) filósofo de escola. A minha filosofia é um modo de vida. Por isso adorei tudo o que de mim disseste porque foi para a minha praxis que conduziste as letras da tua carta. Só uma sensibilidade de poeta como a tua me faria sentir a tal Felicidade Completa: suportar o peso que vier e fazer tudo por alguém).

Aqui também é Natal.

Vou ocupar o meu lugar no estábulo. Dum lado e do outro da manjedoura, ficaremos eu e a minha companheira.

Ele não pode ter frio!

Vós, os da Barrosa, também não!

Faltava-me a tua carta para ser Eterno.

 

2018-12-21

Manuel Vieira - Esposende

Nada como um bom naco de prosa para aquecer este cantinho, a merecer boas pinceladas de tantos quantos entendem da poda.

O Adolfo apresentou de forma elaquente a figura menos eloquente mas profíqua do Aristóteles, o asinino que apascentou na Barrosa e deu o seu contributo nos trabalhos árduos até à Madalena e talvez Salgueiros.

Não sei se a sua teimosia era tão persistente como a deste site, que teima em não acatar a colagem do belo texto do nosso colega, ao que julgo em estreia e que mereceu um colete amarelo do Gaudêncio, num protesto que se escutou longe.

Espero que agora resista aos abanões inusitados das malandrices informáticas e daí este meu acrescento para tentar perceber e também experimentar estes constrangimentos ...

 

2018-12-21

Adolfo Pereira - Porto

Perdoa-me, meu bom Aristóteles!

 

Em tempos, alguns de vós sugeriram-me que falasse da minha passagem pela Barrosa. Sempre me neguei. Hoje ainda hesito, mas desejo a felicidade de todos os sencientes e, mormente, a de todos os agapantos. E o vê-los tão desvalidos, sempre a remoer o passado inútil, ruminando e relambendo as mesmas feridas, leva-me a falar de tudo o que de mais positivo e bom que me foi dado viver na Barrosa. Faço-o também por um imperativo de consciência: o de prestar homenagem e agradecimentos àquele meu mestre que, pelo exemplo e ensino, tanto me marcou, em quem já tenho pensado muito e muito gostaria de rever. O mais religioso, perfeito e sábio que me foi dado conhecer até hoje.

Os do meu curso, e certamente os mais antigos, com ele privaram. Refiro-me, em concreto, ao nosso bom Aristóteles (assim conhecido entre nós), esse jumento que calmamente e a horas certas levava a nossa comida à praia. Não sei donde veio, não sei para onde foi. Talvez algum de vós saiba. Só sei que viveu entre nós fazendo o bem e tudo o que por nós fez fê-lo bem.

Pré-adolescente, eu tinha pouca idade e muita ignorância. Hoje a ignorância não diminuiu, é certo, mas a maturidade aumentou. Sabido é que o fogo e a muita luz queima e cega sempre a quem se encontra perto, só ilumina e guia a quem estiver longe. Foi o que se passou comigo em relação ao bom Aristóteles. Apenas agora o vejo como ele é, se é que o vejo. Nunca suspeitei, confesso, nunca me apercebi da profundidade dos seus ensinamentos. Nem mesmo quando, lendo Platão, se afirma que sob uma aparência corpórea pode morar um deus, caí em mim. (Talvez o termo anjo ou arcanjo etc. seja mais consentâneo com a nossa cultura). Infelizmente só muito tarde, tarde de mais é que intuí a possível grandeza infinita do bom Aristóteles e que ele, talvez, pudesse ser o mesmo (se não o mesmo, pelo menos parente seu!) que fora escolhido por Deus para cuidar do seu Divino Filho na Terra. Dele não se pode dizer que foi “alguém que quis amar e não amou”(F. Espanca), pois num ímpeto desmedido de amor atirou-se, em Belém, aos pés do nosso Redentor adorando e com o seu bafo O acalentou sem cessar. Comovente cena: dois seres divinos, um, menino, sorrindo e o outro, animal, adorando! Ele mesmo transportou carinhosamente os seres mais santos que existiram à face da terra e que nós hoje designamos por Sagrada Família. E diz-se que nesta caminhada para o Egito ia apagando e disfarçando as suas pegadas a fim de que os inimigos do Senhor não os detetassem. E foi com ele que o nosso Salvador brincou em criança. A verdade é que o nosso bom Aristóteles (se não foi ele, foi pelo menos um parente seu!) esteve sempre presente nos momentos mais solenes da vida do nosso Redentor. E o Filho de Deus expressamente o mandou chamar para participar consigo naqueles acontecimentos a que nós hoje chamamos “Domingo de Ramos”. Admirável! Sem dúvida, que só a uma divindade é permitido tocar assim tão intima e longamente no Corpo Sagrado do Senhor ainda vivo (mas preparando-se para a morte), transportá-Lo e guiá-Lo pelas ruas de Jerusalém, com Ele formando uma só unidade! A que outro ser celeste concedeu Deus tal honra, dizei-me? E lembrai-vos de quão categórico foi o Senhor a M. Madalena, a mais fiel dos seus discípulos: “Não me toques!”.

E agora que já sabeis, tanto como eu, quem era o nosso bom Aristóteles (assim conhecido aquando da sua permanência entre nós) e a que família pertencia, analisemos a sua doutrina, os ensinamentos mais marcantes.

Não constava na lista do corpo docente da Barrosa, é certo. Mas o seu ensino ficou indelével. Há os que afirmam: “Olhai para o que vos digo, não para o que eu faço”. Ele não, dizia o que fazia e fazia sempre o que dizia. Exemplo vivo, a via do silêncio pedagógico que adotou falava por si. Num silêncio que diz tudo, que na profundidade dum coração quando puro fala eloquentemente à alma que o aceita e escuta.

Os nossos outros mestres pacientemente passavam horas e horas a incutir-nos as célebres 3 virtudes: pobreza, castidade e obediência. E muitas outras mais, coisas e mais coisas, isto e aquilo... Creio que inutilmente, uma tentativa de fora para dentro nunca resulta. No nosso bom Aristóteles a evidência impunha-se naturalmente, imediata, saía de si, dele tudo brotava espontaneamente. Bastava olhar! Transmitiu-nos quietação e paz de espírito, paciência, aceitação, persistência, harmonia, fé em si, alegria de viver, esperança, compaixão, perdão e a plena entrega ao sagrado. Tudo isto em abundância. Olhos de pura bondade e humildade inata. Outros parentes seus receberam prémios, o Platero, de Ramón Jiménez ganhou um Nobel… Ele, anónimo, tudo recusou. A História Sagrada fala dele, é verdade, mas não diz como se chama. O mesmo acontece com Deus…

Achais isto extraordinário? Nada mais falso. Não se confunda o cântaro mesmo quando cheio de água com a fonte, viva e eterna. Tudo isso é secundário, de pouco interesse, não passa de meros frutos ou folhas caídas da árvore da Vida.

O essencial da sua doutrina, raiz de tudo, além da filosofia da momentaneidade, resume-se, quanto a mim, a ter conseguido chegar a ser apenas ele e ele só. Mas para se alcançar a unidade e centrar-se no todo, onde já não exista dualidade nem separação, é preciso ultrapassar a barreira do medo e da sombra. Ser pura seidade como ele, conectado com o coração da vida, já religado, nada mais se é; sem virtude nem pecado: o estado alcançado é assim eterno e sem mudança. Já não há crenças, não há verdades, teorias, mitos e ideias, problemas ou desejos de… Não há tradição, nem passado ou futuro, nem religiões, gurus ou templos. Cessa a necessidade de nos refugiarmos em igrejas, ideias ou palavras… Está-se apenas no rio da vida sempre nova, onde não existe repetição do passado, apegos, nem memória. Não se está condicionado por pensamentos, palavras ou emoções antigas, imagens e sensações. Viver no desconhecido, no novo, que é sempre criativo. É-se, não se espera vir a ser. Não há transformação em si, luta nem conflito, não há divisão, contradições, desejos opostos – o que deveria ser e o que é. Já nada há a defender, nada a conquistar. Por se estar além da medida do tempo, a mente não depende de quaisquer experiências, de qualquer moral, não procura resultados porque não precisa de vir a ser. Quando liberta da continuidade do pensamento, dos condicionamentos tanto internos como externos, deixa de haver lutas, condenação ou justificação, compulsões e superstições a pressionar-nos. Cessou o conflito entre o que é ou deveria vir a ser. Já não se é o resultado do tempo e das contradições vividas, já se libertou do ideal, não luta por vir a ser. Atingido o Ser, tem-se o amor e a liberdade plena.

Perdoa, meu bom Aristóteles, a muita cegueira e imaturidade que revelei, quando te tive junto de mim. Guia-me. Quero que saibas que no templo improvisado da minha pobre alma tens uma cátedra sempre à tua espera. E seja qual for o lugar deste infinito multiverso aonde agora te encontras, na tua missão de senhor de compaixão, lembra-te daqueles agapantos da Barrosa entre os quais viveste algum tempo e dá-nos a tua bênção. Roga por nós ao Nosso Pai Comum para que rasgue os véus do mistério e da ignorância que nos envolvem e nos liberte das teias do passado em que ficamos enredados.

E tu, leitor, se algum dia deparares com o Aristóteles, não hesites em recebê-lo de braços abertos. Confia nele. Mas só o coração é que te poderá dizer se é ele ou não. Que a sua aparência não te detenha. Pois, por vezes, sob o disfarce de mendigo oculta-se um príncipe, já que nada o impede de usar a roupa que entender…

Vive e sê feliz! Perdoa-me este naco de teologia, se te fez perder a paciência. Podes acompanhá-lo com bolo-rei e vinho do porto. Ou, se preferires, usa-o no WC nessa função muito útil também, além de necessária. Mas não te esqueças nunca daquelas palavras do Salmista (não parece, mas a citação é fiel): “A sericaia e o mel são bem doces, mas são mais doces ainda os passos daqueles que seguem os caminhos do Senhor”.

Boas Festas

Adolfo Pereira

 


2018-12-20

ANTONIO GAUDENCIO - LISBOA

Parece que me deram um murro acima do umbigo, para não dizer no estômago, e sinto-me meio pateta com o que acabo de constatar : um « ESTUPENDO » escrito, aqui posto, pelo nosso companheiro Adolfo, desapareceu do site, da manhã para a tarde.......

De manhã, numa leitura rápida, constatei que o Adolfo, retirado lá para o "Praquistão", tinha abandonado a sua natural reserva e havia dado rédea solta à sua imaginação, ao seu engenho, à sua fina ironia  e ao seu humor elegante.

Aquela peça escrita pelo Adolfo trouxe-me à lembrança o Adolfo que eu conheci na Barrosa, ainda éramos meninos e mocinhos, e que, já nessa época, era dono de uma ironia e  humor que jamais se esbateram na minha memória. E a referência  dele era, como só podia, o Eça.

Haverá, seguramente, uma qualquer explicação para este desaparecimento repentino mas, seja qual seja o motivo, eu lamento pois era uma peça que o próprio Eça não desdenharia e que  subscreveria sem esforço (penso eu....).  

Espero que esta minha entrada no site não demore duas semanas a entrar, como sucedeu com a anterior, e que também não seja banida para o caixote dos papéis sem nome.

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº