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2014-11-16

manuel vieira - esposende

Não vou falar do Encontro de Palmela pois para já só se referiram a ele colegas que lá não estiveram, o que não deixa de ser curioso.

Eu compreendo que os silêncios até fazem bem, revelam por vezes cansaços, decerto perrices, desinteresses, ousadias noutros lugares, apatia dos tempos frios, falta de assunto, eu sei lá.

Temos poetas, filósofos, escritores de boa prosa e o que à partida pareceria um bom espaço, uma boa tela para tantos desenhos, afinal é um sítio de silêncios não amordaçados e eu bem entendo que o que não muda cansa.

Falei na falta de assunto como razão para ausências e curiosamente quando o assunto aquece foge-se como se algum debate possível esteja destinado apenas a alguns.

Mas será importante ou terá até algum nexo o que estou a escrever? Decerto não...! Não liguem, deixem-se estar! Tenho de ir cozinhar.

2014-11-15

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

 

                                       Dizem que em Palmela caiu

                            Chuva ligeira e intervalada

                            E que por ali se serviu

                            Boa pinga e castanha assada

 

 

                            Serviu-se enchido e grelhado

                            Muito queijo e doçaria

                            E o povo com isto animado

                            Compartilhou muita alegria

 

 

                            Juntam esforços em comunhão

                            Trabalham todos ninguém reclama

                            P'ra cumprir o que já é tradição

                            Em terras de além Tejo _ na Moirama

 

       Aquele abraço 

 

                                  Zé Lamas

2014-11-14

manuel vieira - esposende

Continuamos a ter muita chuva e também em Palmela ela caiu ligeira e intervalada no passado sábado, o que não afetou o convívio das 3 dezenas de pessoas presentes que saborearam os bons grelhados, enchidos, queijos e a boa doçaria caseira. Ah!... e as castanhas formosas que ainda sobraram.

Um Encontro com tradição no sul que tem sempre o abraço amplo do Alexandre Pinto.

No "prelo" encontra-se já a nossa revista Palmeira que deverá em breve chegar a casa dos nossos Associados.

2014-11-07

alexandre gonçalves - palmela

 

Ó Gloriosos Filhos da Palmeira! 

 

Vinde e vede como é bom acreditar. Interromper por um dia os hábitos. Suprimir a poluição dos televisores, das internetes, e até, quem sabe, das próprias práticas da vida cristã. Há neste momento 25 inscrições confirmadas, para o magusto anunciado. Foram precisos oito escassos dias para se pôr a caminho. Para quê? Para uma caminhada azul de 1 hora. Sim, porque nesta paisagem o azul comanda o olhar. De um lado, um atlântico quase mediterrânico namorando a montanha. Do outro, uma lisboa invejosa, saturada de automóveis e ruídos, a pedir um dia de sossego. E entre eles, as 25 inscrições cheias de gente, que sonha, que ama, que ri e canta. O ar é tão leve que, até neste outono chuvoso e quase frio, convida os mortais a respirarem doutra maneira. Aqui o sol frequenta com paixão os múltiplos recantos da Arrábida, trezentos e sessenta e seis dias por ano. Quem um dia provou este clima e este magusto não hesita em repeti-lo. Mas há mais razões para esta escolha "inútil". Vejam a cena. Um alpendre virado a poente. Ao fundo, o verde carregado das casuarinas define a circularidade de horizonte. As aroeiras acrescentam mais verde, em contraste com o cinza pálido "de los olivos". Os cedros espalham um perfume bíblico em redor. E neste cenário de filme francês, estende-se uma ampla mesa de entradas, de vinhos, de sabores de época, afinados à grelha. (Falta aqui o teu verbo culinário, ó Vieira, mas paciência!!!) As SENHORAS vão-nos seduzir com sobremesas originais (talvez para nos compensarem das imensas privações de outrora), sem outro livro de receitas que não seja a bondade que há na imaginação criadora. Os cavalheiros já foram postos à prova com tudo o que se pode colher nos sagrados recintos gurmetizados: os figos secos, as nozes, as amêndoas, as romãs, os diospiros, e outros requintes que por pudor se não enumeram. Os ausentes não têm que sofrer a ausência dos nossos excessos. Por fim será o fogo e as genuínas castanhas da infância. Cada um pedirá à palavra a exaltação da hora e da mais sadia amizade que estes rituais suscitam. Os SANTOS de 1 e o S. Martinho de 11 farão de novembro um recolha de proventos espirituais, para os maus dias que nos ameaçam.

Um agradecimento a todos os que espalharam a notícia e motivaram os nobres filhos da Palmeira para mais este encontro de província. Não foi preciso recorrer aos estatutos, nem à verticalidade, nem às nomeações para sair da zona de conforto e da rotina. Abram alas que a gente passa. Isto é o melhor antídoto contra o caruncho da madeira. E o melhor caminho para alimentarmos colectivamente a vitalidade dos propósitos associativos. A grande urgência é não cedermos nem ao ócio nem ao mórbido perigo da inércia.    

 


 

 



2014-11-05

manuel vieira - esposende

O círculo do fogo vai desenhar-se mais uma vez em Palmela na Quinta Oliveiras do Paraíso, de onde se avista o velho castelo.

Do norte partem alguns colegas e o Alexandre já estendeu as mesas para receber principescamente e à sua maneira todos os colegas que o visitam.

As ementas com o tempero certo passarão sobre as brasas e os complementos de sobremesa darão doçura bastante.

Mais um Magusto do Sul com o sucesso a que já nos habituou...

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