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2014-06-05

Arsénio Pires - Porto

Meus caros:

A pedido dos organizadores do ENCONTRO em BEJA que se vai realizar nos próximos dias 14 e 15 de Junho, introduzi o Programa na nossa rubrica “NOTÍCIAS”.

Se estiveres interessado, consulta-o.

Pedem também para avisar que as inscrições estão abertas.

Temos alugado um autocarro de 50 lugares e já há 40 inscrições confirmadas.

O Alexandre é quem anota as inscrições.

O seu contacto:

Tlm: 933 411 358

Tlf:212 333 947

2014-05-28

Antonio Peinado Torres - Porto

 " A QUINTA DO SEIXO TEM MAIS ENCANTO NA HORA DA DESOEDIDA "

Bom dia Companheiros

A quinta do Seixo situada na Faia , encosta da Serra da Estrela, é um lugar belo e de absoluto sossego, se acrescentar que os seus anfitriões recebem à boa maneira beirã, está quase tudo dito, é um óptimo local para descansar e repousar.

Um grupo de AARS no passado dia 17 de Maio rumaram a Viseu para meter combustivel no corpo e afinar corações para o encontro com o Adolfo e Ofélia e dado ao número reduzido de alijamento na quinta, as presensas tiveram que ser reduzidas.

Maioritáriamente os presentes eram do curso de 1955 e foi um encanto ouvir as peripécias  contadas pelo Adolfo, Pedrosa ,Lage , Morais e até pelo Diamentino, teve momentos de  saudade e emoção.

Estes encontros não servem só para cortar na casaca, servem muito mais para relembrar os bons momentos que paasamos juntos em Gaia e em Espanha, todos regressamos felizes e com vontade de voltarmos a reunir, lembramos os que não nos acompanharam fisicamentwe, mas estiveram connosco espiritualmente , foram eles O Gaudêncio, Campos e Gonçalves.

O Próximo será uma MONUMENTAL FAVADA em Orbacem, no Mosteiro de Frei Assis e para não perder tem na semana a seguir rumaremos a BEJA

Ao terminar os meus sinceros parabéns ao Jose Castro, ser avô é muito diferente de ser Pai, com o tempo verás, felicidades à Clara aos pais da Clara e aos AVÓS da Clara

Voltarei

Peinado

 

2014-05-27

José de Castro - Penafiel

Quando o Outono se aproxima e com a inevitabilidade do "cair da folha", apodera-se da natureza um especial apego à vida.

Tudo devemos fazer para que as nossas raízes comuns se mantenham profundas fugindo à babugem que paira à superfície assim afastando o espectro do fim. Cheguei a estar verdadeiramente preocupado com o que não se escrevia. Arrisquei até um ensaio para um elogio fúnebre à nossa AAAR.

O nosso Presidente da Direcção levou tempo a intervir. O tempo que lhe pareceu bem. O problema é que os dias passavam e nenhuma página era acrescentada neste sítio onde agora me aconchego. Todos os dias antes de adormecer encontro alguns minutos para dar uma espreitadela. Este sítio é uma das nossas raízes. Talvez a mais importante no presente e futuro para manter vivo um passado comum.

 Pela raíz se alimenta a árvore mas através dela pode a mesma ser contaminada e definhar lentamente sem se dar conta. Como já foi dito, preservemos este espaço que é de todos.

Também os nossos encontros, regionais ou nacionais, são raízes que mantêm vivo esse passado. São determinantes não pela riqueza da mesa que nos é posta mas pela riqueza daqueles que se sentam ao nosso lado. O Alentejo com os seus atractivos já sobejamente exaltados pelos nossos caros Alexandre e Martins Ribeiro, complementados do ponto de vista gastronómico pelo Vieira, é uma atracção quase irresistível. Mais ainda quando tereis por companhia os meus Amigos que costumam estar presentes mas certamente muitos outros que por vicissitudes várias têm andado arredados.

Compreenderão certamente que tenha que escolher, quando a escolha é entre a previsível chegada da Clara para essa data, e um convívio com os que muito prezo mas já cá estão.

Não se é avô todos os dias e para os que ainda não experimentaram posso assegurar-vos que é uma experiência ímpar. É também um meio para adiar o tal "cair da folha". É renascer envelhecendo.

Estou certo de que ainda nos encontraremos este ano e a todos desejo um fim de semana pleno de boas emoçoes e que a nossa Associação saia revitalizada com mais este encontro que promete ser do nível a que já nos habituamos.

Para todos um abraço fraterno.

2014-05-24

alexandre Gonçalves - palmela

 

ENCONTRO  DE  BEJA

                                                Embiagai-vos amigos a tempo inteiro. Tudo o mais 

                                      é supérfluo. O tempo é um fardo horrível, que esmaga

                                      os ombros e faz inclinar os corpos. Por isso, embriagai-

                                      vos em continuidade. Como? Bebendo vinho, bebendo

                                      poesia, bebendo virtude.

                                      Charles Baudelaire



                                          

                                                

                                             

                                                                                                                                                                             

 

 

Não me morro por coisas nacionais. O título já abdicou do adjectivo original. É então mais um encontro entre muitos outros que já se fizeram e outros ainda que se vão fazer, dada a juventude apaixonada dos nossos corpos e das nossas almas. Mas não o faço sem insistir numa síntese brilhante que nos foi ocorrendo em sucessivas conversas. 

Ponto 1. Não são os formalismos nem os estatutos que vão dar vitalidade à associação. Nem serão as assembleias solenes nem aquelas intervenções veementes, cheias de volume oral e escassas em conteúdos, que vão motivar os sócios para mais participação nas actividades associativas. 

Ponto 2. Descendo ao chão real dos nossos dias, tais como são e não como podiam ser, vai ficando claro que os próximos encontros, sejam eles locais, regionais ou nacionais, só acontecerão quando, como e onde alguém ou alguns se propuserem dinamizá-los. A escolha de Beja só foi decidida depois de um grupo de "militantes" terem percebido que ninguém se quis chegar à frente para cumprir os "pactos" tão lucidamente invocados por especialistas. Gaia? Perfeitamente, desde que alguém ponha as mãos na massa. Mas esse alguém cansou-se. Pelos vistos, tornou-se insubstituível. Que avance o seguinte! A título pessoal, sugiro já três nomes, de indiscutível perfil: O Aventino, O José Maria Pedrosa e o Zé Rodrigues. Com eles já acredito que pode haver encontro nacional em Gaia. E eu serei dos primeiros a inscrever-me. 

Ponto 3. Beja à vista. Anuncio uma excelente notícia. Os nossos jovens amigos de Brasília, Hirene e L.Guerreiro, já se inscreveram. Tê-los nesta viagem não é só uma enorme alegria. É um exemplo espantoso de mobilidade, de motivação, de repúdio do sedentarismo e da apatia. Muitos de nós irão tratar da vinha, da festinha dos netos, do aniversário de Santa Eufémia. O que me surpreende é termos um território estreito mas comprido e variado. E no entanto passamos de lado, não o procuramos nem o conhecemos. Há recantos paradisíacos de norte a sul, onde os deuses gloriosamente se passeiam comovidos com tanto esplendor. Têm de vir de longe almas curiosas para provarem esta luz, este clima, estas águas de época, para nos servirem de guias. Gaia e Porto são cidades encantadoras. Mas sabem realmente quanto custa servir aqui um programa motivador? 

Ponto 4. Programa da viagem. Ainda não está totalmente concluído, nomeadamente no que se refere aos valores orçamentais. A estimativa provisória é que não excederá os 120 euros, incluindo a viagem de autocarro (que partirá de Gaia às 06.30), a dormida em hotel de 4 estrelas, dois almoços, um jantar e pequeno-almoço.

É conhecido o prestígio e o requinte da gastronomia regional do Alentejo. Não vale a pena insistir por aí. Almocei com o Vaz na terça-feira passada e pude confirmar com a boca o que os ouvidos já sabiam. Mas a força que nos chama para Beja é a grande planície, um apelo espiritual aos grandes espaços abertos, lavados, cheios de cores onduladas, que um brando vento de maio espalha na paisagem. A data escolhida é porventura a mais adequada a estes campos verdejantes, a estas casa brancas, a estes rostos morenos, que o sol modelou entre trigais, oliveiras e vinhas. São de mais os motivos para apressar a inscrição, não esquecendo que serão apenas 50 lugares. Vinde e vede que não há vinhos como estes. Não há poesia como a que os alentejanos criam para o seu cante. E não há virtude como a brancura infinita desta planície. Por isso, embriaguemo-nos desta leveza, desta cidade, deste alentejo esquecido.

 

Ó gloriosos filhos da palmeira,

inclinados em vão para a descida,

resisti à violência da ladeira

e retomai o ritmo da subida!

Só temos por limite a terra inteira,

e sabemos que é manhosa a curta vida.

Vinde neste navio para sul!

Vede que o mundo pode ser azul!!!


2014-05-23

José Maria Pedrosa Cardoso - Rua Qta das Palmeiras, 35, 8º Esq., 2780-149 Oeiras

Foi na sequência de mais um encontro parcelar, espontâneo, de Antigos Alunos desta vez na Quinta do Seixo, tendo por anfitrião o Adolfo e a sua esposa, que prometi a mim mesmo esta intervenção no fórum das conversas on-line da AAAR. Gaia, Beja, Messines, Sabugal, Douro,  Braga… onde está a dúvida?

Conversas animadas, porque vivas, fruto de um sentimento de fraternidade genuína: aquela que congrega a todos os que, alguma vez, entraram nos portões do Seminário de Cristo Rei.  Este facto, indiscutível, é o laço que reúne num espírito original a todos os que decidiram pertencer a esta Associação. Facto primordial que não se apaga das nossas mentes, por mais que as curvas e contra-curvas dos nossos tempos individuais, o pretenda minimizar ou mesmo anular.

Em boa hora se instituíram duas associações de AAR. Elas foram criadas para responderem à necessidade de alimentar aquele espírito original,  com os meios que fossem considerados adequados. E é esse, no fundo, o que afinal nos arrasta a todos para encontros  parcelares ou gerais, que fazem parte do facto associativo, sem nunca o esgotarem. De facto, nem sempre os ditos encontros, por espontâneos ou organizados que tenham sido, corresponderam à vontade de quem os motivou: razões humanas que ditaram, inconscientemente, cruzamentos de outras razões também humanas. Mas como humanum est errare, passemos por alto o que não atrapalha o caminhar dos que teimam em acertar passos por um espírito,  na condição única de transcendente. E se esse espiritual abraço puder ser afinado com laços de uma Fé alimentada, esquecida, quiçás abafada, que o seja, mas não impeça a procura da transcendental fraternidade, essa sim, universal.

Tudo o resto, encontros felizes, ou falhados, são acidentes de percurso. O importante, o definitivo é  que o curso dos nossos pés se una, se afine  e, se possível, se perpetue, na certeza de que verdadeiramente, segundo Machado,  «… no hay camino, sino estelas en la mar».

Deste modo, o meu voto: sim ao encontro de Beja, mas não com carácter exclusivo, isto  é, não  com o selo oficial, ou «nacional», aguardando este para calendas próximas  (Setembro…?) segundo os estatutos, porque não só de pão vive o homem.

 

Oeiras, 23.05.2014

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