fale connosco


2014-05-27

José de Castro - Penafiel

Quando o Outono se aproxima e com a inevitabilidade do "cair da folha", apodera-se da natureza um especial apego à vida.

Tudo devemos fazer para que as nossas raízes comuns se mantenham profundas fugindo à babugem que paira à superfície assim afastando o espectro do fim. Cheguei a estar verdadeiramente preocupado com o que não se escrevia. Arrisquei até um ensaio para um elogio fúnebre à nossa AAAR.

O nosso Presidente da Direcção levou tempo a intervir. O tempo que lhe pareceu bem. O problema é que os dias passavam e nenhuma página era acrescentada neste sítio onde agora me aconchego. Todos os dias antes de adormecer encontro alguns minutos para dar uma espreitadela. Este sítio é uma das nossas raízes. Talvez a mais importante no presente e futuro para manter vivo um passado comum.

 Pela raíz se alimenta a árvore mas através dela pode a mesma ser contaminada e definhar lentamente sem se dar conta. Como já foi dito, preservemos este espaço que é de todos.

Também os nossos encontros, regionais ou nacionais, são raízes que mantêm vivo esse passado. São determinantes não pela riqueza da mesa que nos é posta mas pela riqueza daqueles que se sentam ao nosso lado. O Alentejo com os seus atractivos já sobejamente exaltados pelos nossos caros Alexandre e Martins Ribeiro, complementados do ponto de vista gastronómico pelo Vieira, é uma atracção quase irresistível. Mais ainda quando tereis por companhia os meus Amigos que costumam estar presentes mas certamente muitos outros que por vicissitudes várias têm andado arredados.

Compreenderão certamente que tenha que escolher, quando a escolha é entre a previsível chegada da Clara para essa data, e um convívio com os que muito prezo mas já cá estão.

Não se é avô todos os dias e para os que ainda não experimentaram posso assegurar-vos que é uma experiência ímpar. É também um meio para adiar o tal "cair da folha". É renascer envelhecendo.

Estou certo de que ainda nos encontraremos este ano e a todos desejo um fim de semana pleno de boas emoçoes e que a nossa Associação saia revitalizada com mais este encontro que promete ser do nível a que já nos habituamos.

Para todos um abraço fraterno.

2014-05-24

alexandre Gonçalves - palmela

 

ENCONTRO  DE  BEJA

                                                Embiagai-vos amigos a tempo inteiro. Tudo o mais 

                                      é supérfluo. O tempo é um fardo horrível, que esmaga

                                      os ombros e faz inclinar os corpos. Por isso, embriagai-

                                      vos em continuidade. Como? Bebendo vinho, bebendo

                                      poesia, bebendo virtude.

                                      Charles Baudelaire



                                          

                                                

                                             

                                                                                                                                                                             

 

 

Não me morro por coisas nacionais. O título já abdicou do adjectivo original. É então mais um encontro entre muitos outros que já se fizeram e outros ainda que se vão fazer, dada a juventude apaixonada dos nossos corpos e das nossas almas. Mas não o faço sem insistir numa síntese brilhante que nos foi ocorrendo em sucessivas conversas. 

Ponto 1. Não são os formalismos nem os estatutos que vão dar vitalidade à associação. Nem serão as assembleias solenes nem aquelas intervenções veementes, cheias de volume oral e escassas em conteúdos, que vão motivar os sócios para mais participação nas actividades associativas. 

Ponto 2. Descendo ao chão real dos nossos dias, tais como são e não como podiam ser, vai ficando claro que os próximos encontros, sejam eles locais, regionais ou nacionais, só acontecerão quando, como e onde alguém ou alguns se propuserem dinamizá-los. A escolha de Beja só foi decidida depois de um grupo de "militantes" terem percebido que ninguém se quis chegar à frente para cumprir os "pactos" tão lucidamente invocados por especialistas. Gaia? Perfeitamente, desde que alguém ponha as mãos na massa. Mas esse alguém cansou-se. Pelos vistos, tornou-se insubstituível. Que avance o seguinte! A título pessoal, sugiro já três nomes, de indiscutível perfil: O Aventino, O José Maria Pedrosa e o Zé Rodrigues. Com eles já acredito que pode haver encontro nacional em Gaia. E eu serei dos primeiros a inscrever-me. 

Ponto 3. Beja à vista. Anuncio uma excelente notícia. Os nossos jovens amigos de Brasília, Hirene e L.Guerreiro, já se inscreveram. Tê-los nesta viagem não é só uma enorme alegria. É um exemplo espantoso de mobilidade, de motivação, de repúdio do sedentarismo e da apatia. Muitos de nós irão tratar da vinha, da festinha dos netos, do aniversário de Santa Eufémia. O que me surpreende é termos um território estreito mas comprido e variado. E no entanto passamos de lado, não o procuramos nem o conhecemos. Há recantos paradisíacos de norte a sul, onde os deuses gloriosamente se passeiam comovidos com tanto esplendor. Têm de vir de longe almas curiosas para provarem esta luz, este clima, estas águas de época, para nos servirem de guias. Gaia e Porto são cidades encantadoras. Mas sabem realmente quanto custa servir aqui um programa motivador? 

Ponto 4. Programa da viagem. Ainda não está totalmente concluído, nomeadamente no que se refere aos valores orçamentais. A estimativa provisória é que não excederá os 120 euros, incluindo a viagem de autocarro (que partirá de Gaia às 06.30), a dormida em hotel de 4 estrelas, dois almoços, um jantar e pequeno-almoço.

É conhecido o prestígio e o requinte da gastronomia regional do Alentejo. Não vale a pena insistir por aí. Almocei com o Vaz na terça-feira passada e pude confirmar com a boca o que os ouvidos já sabiam. Mas a força que nos chama para Beja é a grande planície, um apelo espiritual aos grandes espaços abertos, lavados, cheios de cores onduladas, que um brando vento de maio espalha na paisagem. A data escolhida é porventura a mais adequada a estes campos verdejantes, a estas casa brancas, a estes rostos morenos, que o sol modelou entre trigais, oliveiras e vinhas. São de mais os motivos para apressar a inscrição, não esquecendo que serão apenas 50 lugares. Vinde e vede que não há vinhos como estes. Não há poesia como a que os alentejanos criam para o seu cante. E não há virtude como a brancura infinita desta planície. Por isso, embriaguemo-nos desta leveza, desta cidade, deste alentejo esquecido.

 

Ó gloriosos filhos da palmeira,

inclinados em vão para a descida,

resisti à violência da ladeira

e retomai o ritmo da subida!

Só temos por limite a terra inteira,

e sabemos que é manhosa a curta vida.

Vinde neste navio para sul!

Vede que o mundo pode ser azul!!!


2014-05-23

José Maria Pedrosa Cardoso - Rua Qta das Palmeiras, 35, 8º Esq., 2780-149 Oeiras

Foi na sequência de mais um encontro parcelar, espontâneo, de Antigos Alunos desta vez na Quinta do Seixo, tendo por anfitrião o Adolfo e a sua esposa, que prometi a mim mesmo esta intervenção no fórum das conversas on-line da AAAR. Gaia, Beja, Messines, Sabugal, Douro,  Braga… onde está a dúvida?

Conversas animadas, porque vivas, fruto de um sentimento de fraternidade genuína: aquela que congrega a todos os que, alguma vez, entraram nos portões do Seminário de Cristo Rei.  Este facto, indiscutível, é o laço que reúne num espírito original a todos os que decidiram pertencer a esta Associação. Facto primordial que não se apaga das nossas mentes, por mais que as curvas e contra-curvas dos nossos tempos individuais, o pretenda minimizar ou mesmo anular.

Em boa hora se instituíram duas associações de AAR. Elas foram criadas para responderem à necessidade de alimentar aquele espírito original,  com os meios que fossem considerados adequados. E é esse, no fundo, o que afinal nos arrasta a todos para encontros  parcelares ou gerais, que fazem parte do facto associativo, sem nunca o esgotarem. De facto, nem sempre os ditos encontros, por espontâneos ou organizados que tenham sido, corresponderam à vontade de quem os motivou: razões humanas que ditaram, inconscientemente, cruzamentos de outras razões também humanas. Mas como humanum est errare, passemos por alto o que não atrapalha o caminhar dos que teimam em acertar passos por um espírito,  na condição única de transcendente. E se esse espiritual abraço puder ser afinado com laços de uma Fé alimentada, esquecida, quiçás abafada, que o seja, mas não impeça a procura da transcendental fraternidade, essa sim, universal.

Tudo o resto, encontros felizes, ou falhados, são acidentes de percurso. O importante, o definitivo é  que o curso dos nossos pés se una, se afine  e, se possível, se perpetue, na certeza de que verdadeiramente, segundo Machado,  «… no hay camino, sino estelas en la mar».

Deste modo, o meu voto: sim ao encontro de Beja, mas não com carácter exclusivo, isto  é, não  com o selo oficial, ou «nacional», aguardando este para calendas próximas  (Setembro…?) segundo os estatutos, porque não só de pão vive o homem.

 

Oeiras, 23.05.2014

2014-05-23

Assis - Folgosa

Olá, meus amigos

Votos de boa saúde e boa disposição.

Venho apenas para vos anunciar que, salvo qualquer imprevisto, haverá FAVADA em Orbacém no próximo dia 7 de Junho.

A quantos desejem participar, peço o favor de se inscreverem, logo que possível, pelo telemóvel 964 657 753964 657 753 ou pelo email "f.assis.conceicao@gmail.com"  

A razão é apenas por uma questão de gerência de meios.

São todos bem-vindos


O meu abraço

    

2014-05-22

manuel vieira - esposende

Falar no Pão de Rala, no Bolo rançoso, na Charcada, no Fidalgo, no Morgado ou na Sericaia é falar no Alentejo doce, de comidas cheias, a completar uma mesa bem estendida de boas carnes e de bons peixes aromatizados por ervas frescas .

Não conheço Beja, mal o Alentejo e as paisagens extensas salpicadas de oliveiras aconchegam-se num casario amuralhado e branco, de casas riscadas em perfis de azul sulfato e outras tonalidades quentes e todos percebem que os cantares de lenço cingido ao gasganete é temperança para uns tempos bem vividos. Ninguém contesta estas coisas.

O ano passado o Douro Vinhateiro e o seu poeta médico embrulhou-nos em paisagens magníficas e proporcionou-nos um fim de semana de sensações únicas, sob a responsabilidade do Diamantino e do Belmiro e com contributos do Gaudêncio e do Castro.

Fomos transportados em autocarro que andou meio cheio. Também nos lembrámos.

Em 2012 o Encontro de Messines esteve muito bem participado e com agenda acolhedora, num mês de Abril que colaborou . Em Setembro desse ano frequentou-se Gaia e tivemos Assembleia Eleitoral, com a discutida deliberação de lá voltar de 2 em 2 anos.

Isto discutiu-se e agora discute-se cada um a seu modo, de tal forma que até o Lamas em noite de insónia adormeceu a versejar. Isto percebeu-se.

O Aventino defendeu um ponto de vista ao seu modo, não conseguindo ver a ata que teria sido feita pela Mesa que ele próprio dirigiu e que ainda não teve oportunidade de ser votada.(Não houve ainda nenhuma Assembleia Geral).

Falou ao seu modo num espaço onde cada um opina ao seu modo a defender  o que já tinha defendido e votado. Tudo bem. É normal sobretudo em quem também defende, por formação, que a Associação, sendo uma entidade com personalidade jurídica e com rituais estatuídos precisa de ser minimamente preservada para que se conserve e eu concordo sinceramente com este ponto de vista e outros concordarão se se distanciarem um pouco do seu umbigo.

Vamos ser claros e eu quero relevar isto  que é importante: o Encontro de Beja nos dia 14 e 15 de Junho proposto neste espaço pelo Alexandre no seguimento do convite do António Vaz,  enquadra-se completamente nos nossos hábitos de conviver e é uma magnífica ideia de um bom fim de semana numa zona geográfica com muitos recursos de interesse, na senda de tantos outros Encontros inesquecíveis. Esta é também a ideia dos colegas que já aqui se manifestaram interessados .

O Alexandre acelerou e chamou-lhe “Encontro Nacional 2014” quando não havia necessidade, como alguém diria. E por seu livre arbítrio, direi eu, não fugindo ao hábito e como ele sabia bem, a contrariar o que ficara assente em Assembleia, o que à partida traria discussão. Isto também é claro.

Há 2 anos o Encontro de Messines foi um êxito e em Setembro  reuniu-se em Gaia, com as dificuldades de uma  agenda que parecia repetida, mas até  correu bem.

O Peinado foi o primeiro a dizer que Beja era uma sugestão magnífica e que em Setembro haveria o Encontro Nacional em Gaia.

Logo a seguir esta ideia teve reforços. E também percebi alguma crispação desnecessária.

E aqui apetece-me voltar a falar só da sericaia ou do pão de rala…

Eu compreendo o Alexandre quando vem com a conversa de que o fim do mundo está próximo e eu este ano já convivi umas poucas de vezes com os nossos colegas quase a pensar que o mundo iria acabar em breve, mas há rituais que têm de ser cumpridos independentemente  das melhores  agendas e do melhor convívio.

 O Alexandre não sabe mas eu vou lembrar-lhe que é o Vice-Presidente da Direção da Associação, com as inerentes responsabilidades diretivas e que é importante que os rituais mínimos funcionem, e este ano o processo eleitoral é um deles.

Penso que o Encontro de Beja está a ser preparado em grande velocidade e a informação a afixar no nosso site também deve estar a chegar.

Nos próximos 15 dias temos que apontar a opção definitiva relativamente às obrigações associativas  pelo que terei de envolver também o Presidente da Assembleia Geral na melhor solução, e sendo nós os associados mais novos acho que isto nos está a pôr bem mais velhos.

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº