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2014-08-03

Aventino Pereira Pinheiro - PORTO

 

ATÉ AO DIA EM QUE TODOS OS SONHOS ERAM POSSÍVEIS

Era agosto e a minha mãe morreu.

Ao fim do dia,

a minha sobrinha,

Tio!, Tio, Oh Tio!

A avó!

Fez-se-me silêncio. Depois inquietude. Depois felicidade.

 

Agora, já não espero a morte

nem a notícia

nem a sorte de a ter por eterna.

Agora a minha mãe é só minha.

Cemitério,

flores,

lágrimas de dor

e a memória dos beijos com que adormeço.

Agora a morte é o meu engano,

um feliz dano,

o alegre sentir da minha tristeza.

Agora a morte é a beleza

dos dias em que tive a minha mãe.

Ríamo-nos, beijávamo-nos, amávamo-nos

numa clara certeza

de que nem eu nem ela, jamais, haveríamos de morrer.

 

2014-08-01

José de Castro - Penafiel

Meus Caros Amigos:

Já estará tudo dito? 

Não estaremos nós  mal habituados, porque temos a sorte de ler  belíssimos escritos de Colegas, ilustres escritores, ou dos não menos ilustres Colegas aqui sempre Escritores, que connosco partilham o seu testemunho com amor e carinho, preferindo continuar à espera?

Ou estaremos nós, ou vós, já virados para poente sem esperança de voltar a ver o nascer do sol? 

Está a ser construida uma tenda de campanha COM AMOR E DEDICAÇÃO. Dali se verá o nascer o o pôr do sol. Será que os seus dedicados obreiros têm que adivinhar quantos dos seus irmãos terão que receber PARA A FESTA?

Ou, como comecei por dizer, já ninguém aqui vem porque pensam que tudo está dito?

EU VOU! Como previsto, na semana de Beja mais precisamente a 17 de Junho chegou a Clara. 3,5 kg de gente com tudo no sítio, olhos azuis e rosto de anjo. Ou anja? Agora não há desculpas... EU VOU!

Pelo menos isto terá que ser escrito. Aqui ou nos mails referidos em "posts" anteriores!

Amigo Peinado... CLARO QUE VOLTARÁS!

2014-08-01

Assis - Folgosa

Boa tarde, amigos da AAAR.

O meu computador passou um mau bocado, de tempo é claro, e por isso não pude corresponder-me a não ser pelo telefone. Foi por telefone que consegui contactar com o Diamantino e o Peinado para o já falado encontro do aeroporto de Pedras Rubras, onde em 1955/6 o meu curso foi levado, pela mão do saudoso Pe. Maneiro, ver chegar uma pequena avioneta que vinha 2 vezes de Lisboa. - Não quero adiantar mais nada do comovente encontro com o nosso colega Domingos Gonçalves. Apenas me limito a dizer-vos que foi realmente um encontro inesquecível. E vou tentar enviar para o Manel Vieira algumas fotos para que ele possa escolher a que julgue melhor e todos vós possais partilhar um pouco desse encontro com o  "MÚSICO" , o nome carinhoso que o próprio Gonçalves escolheu na Barrosa.

O meu abraço


2014-07-30

Arsénio Pires - Porto

Concordo e subscrevo o post do Martins Ribeiro, em particular quando apela ao nosso espírito optimista em relação ao futuro que ainda temos pela frente!

Também gostei do que o Peinado nos transmitiu em relação ao encontro que houve com o Gonçalves. Por aqui se vê que o Peinado é um homem de nobres sentimentos e atitudes. Mas não é só por este seu post cheio de humanidade e teclado com o sentimento que assim penso. Não. Quem com o Peinado privou desde a Quinta da Barrosa quando ele distribuía a sêmea e os figos secos com autoridade mas também com carinho pelos mais “pequenos” recém-chegados da montanha como eu (não me esqueço daqueles dias!), até aos convívios que ele tem organizado ou animado nestes tempos da nossa Associação, sabe bem desta verdade.

O coração dele está-lhe na ponta da língua, as suas palavras são como um espelho. Às vezes como facas quando cortam o pão sobre a mesa. Necessárias, até mesmo quando nos golpeiam o dedo. A mim já certeiramente me golpeou quando me disse aqui no site: “mas lembra-te de que não és o dono do MÁXIMO.” E até já pensou que eu estava “desiludido” com os nossos colegas AAR,s… mas aqui não acertou! Aquelas suas palavras fizeram-me bem. Ajudaram-me a dar meia-volta para sairmos do impasse em que nos encontrávamos para a realização nosso Encontro Nacional 2014 tão desejado por muitos mas sem nenhum voluntário para a organização do mesmo.

E foi assim que surgiu o por ele baptizado “Trio Maravilha” que, presentemente passou a “Quinteto Maravilha” pois foi enriquecido pelo Barros que vai ser o arquitriclino da churrascaria já anunciada pelo nosso presidente Vieira para o nosso Encontro de 20 de Setembro próximo, e pelo Assis que, como sempre, desempenhará o papel de TOC e vagomestre. (Quem não souber o que significam “arquitriclino”, “TOC” e “vagomestre” que vá ao Google pois eu não tenho tempo para ser dicionário!).

E eis que ainda temos lugar para mais 112 colegas!

(Os que não quiserem vir ainda têm tempo para inventarem as suas desculpas: ex.: experimentar uma junta de bois, fazer a vindima, ir a um casamento, ir a um baptizado, ser padrinho duma criança, ter uma festa de família em casa, ir a banhos, etc. Tudo a calhar precisamente no dia 20 de Setembro de 2014!)

Já se inscreveram:

Arsénio e esposa

Alexandre

Nabais e esposa

Barros

Assis

Delfim e esposa

Cabral e esposa

Serapicos e esposa

Peinado e esposa

 

Vá lá! Inscrevam-se e deixem-se de coisas! 

Temos de saber com quantos participantes vamos contar para organizarmos convenientemente este Encontro. Só quem nunca participou na organização destas coisas é que não sabe o difícil que é ter que fazer tudo à última da hora.

2014-07-28

A. Martins Ribeiro. - Terras de Valdevez

Caros amigos e companheiros:

venho aqui hoje apenas para responder ao sublime texto do meu caro amigo Peinado. É um texto que me deixou deveras comovido pelo que dá a revelar, pela profundidade do conteúdo e pela lição da amizade que demonstra. Mas, como em todas as coisas, também não é perfeito e tenta aclarar conceitos com os quais eu não concordo e a que não dou relevância, como seja essa história de estar a “chegar ao fim da linha” e á espera de “receber a carta de chamada”; caro amigo Peinado dessa ocorrência estamos todos, em perfeita igualdade de circunstâncias. E não me venha com blá, blá, porque é a verdade. Deixe-me até que lhe conte: uma tia da minha mulher foi sempre doente desde muito novinha; tinha asma, falta de ar, diabetes, sopros cardíacos e muitas outras coisas que tais, tanto é que nunca se lhe conheceu um namoro, diziam as más línguas que os amores fugiam dela ou ela os não conseguia segurar e olhem, com noventa e seis anos, foi um nódulo num dente que lhe entregou o bilhete de ida em quinze dias. Todos supuseram que se não lhe tivesse acontecido esse percalço, certamente acabaria por ultrapassar a centena de anos. Desta forma, caro companheiro, deixe esse discurso e aguarde sentado porque, creio, trata-se de uma boa treta. Acredite que a minha consideração por si, embora já muito elevada, atingiu o máximo depois de ler as suas  marcadas linha. Caro Peinado, o amigo não é bruxo nem tem o poder de adivinhar, por isso, aguarde com calma que eu espero passar ainda consigo muitos e bons momentos de “favadas”, “fodas”, “cabritadas” e muitos outros delitos desse jaez. Um grande abraço!

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