fale connosco


2014-10-07

Manuel Vieira - esposende

Ao reler alguns comentários tenho de me referir ao texto do Lamas, que muitos anos depois cumpriu a curiosidade de rever o corredor dos Prefeitos, as salas de aula e de estudo e o Gabinete do Padre Manso. É verdade que se tivesse ido acompanhado do padre Fontes de Montalegre outros diabos ele teria afugentado do seu subconsciente mas foi o Nabais o seu guia e certamente aquele ano e pouco que viveu no casarão trouxe-lhe curtas memórias, embora as suficientes para acender as luzes do temor. Como em quase todos os colégios internos as histórias têm o perfume de algum mistério e enredo.

Conversava há uns tempos com uma figura que frequentou o Colégio das Caldinhas em Santo Tirso no tempo do Estado Novo e dirigido por padres. Era só para alguns pois os custos do internato eram enormes e os pais ricos entendiam que a disciplina dos padres é que faziam os homens grandes e muitos deles contam histórias do arco da velha dessa meninice e é bem  verdade que alguns deles "chegaram longe".

Em carro ligeiramente diferente alguns ou bastantes dos nossos colegas também chegaram longe mas a verdade é que as marcas visíveis em alguns testemunhos acabam sempre a boiar junto aos seios das donzelas. Outros, como o Lamas, não nasceram para internatos e chegaram a Gaia completamente contra a vontade e quando assim é, é.

O Lamas fez uma viagem longínqua  nos minutos que levou a calcorrear os espaços repetidos do corredor e das salas e valeu-lhe o fumigar do assador das febras para afastar as fobias  das sombras de algumas lembranças de uma infância em terras da Barrosa, que foi curta mas marcante, Como seria ele hoje se tivesse sobrevivido âqueles temores de uma casa enorme e aguentasse mais uns aninhos a subir até ao bosque?Então sim, o seu almanaque de histórias seria enorme e teria por certo também as bençãos de S.Frutuoso.

2014-10-07

manuel vieira - esposende

Veio a chuva a mostrar que o Outono é para se respeitar e para afirmar que cada estação tem ou deverá ter as suas ementas, a espessura adequada dos tecidos para debelar a frescura das noites e os cuidados necessários às especificidades da mudança.

Curiosamente e depois de um Encontro Nacional em Gaia, era expectável que alguns testemunhos traduzissem o que cada um sentiu mas acaba por não ser diferente  de outros Encontros, em Gaia ou não, que trazem o silêncio, salvo as exceções.

Eu sei que hoje temos o facebook que nos remete para um público mais diversificado e que nos rouba motivação e é natural que assim a "rodinha" não ande.

No Encontro falou-se nos constrangimentos da publicação da Palmeira em papel que é remetida para cerca de 3 centenas de endereços e não faltaram sugestões que podem minorar os custos e podem ser estudadas soluções adequadas com os tempos.

Também o Encontro do próximo ano já deu azo a sugestões e Miranda do Douro com o Douro Internacional foi apontada como um destino interessante tendo em conta as novas acessibilidades.

São meras sugestões escutadas nos corredores que devem ser contrastadas com outras ideias que podem contribuir para programar os tempos próximos da nossa vida associativa.

2014-09-27

francisco Cabral de Sousa - Estoril

O nosso Encontro de 20 de Setembro ultrapassou, deveras, as minhas expectativas. E estas surgiram logo, pela manhã, quando, no átrio (recepção) me dirigi a um companheiro e revelo ser do curso de 1955, do curso do Pedrosa e.... este me respondeu... o Pedrosa sou eu. Este encontro recordá-lo-ei para sempre. São estes imprevistos que nos fazem amarrar à vida. Depois, tudo se foi desenrolando com pura amizade e canaradagem, cumpridas que foram as regras de civilidade que, momentos antes, nos foram incutidas na aula do Padre Vaz. Parabéns aos que "pariram" este encontro.
2014-09-27

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

                 O que me apraz dizer , depois do convívio do passado dia 20 .

 

     Não me tendo sido possível chegar a Gaia , antes das 15 horas , ainda tive tempo para uma breve visita ao " velho " edifício .

     Postos os pés no primeiro degrau e as mãos , no corrimão da escada ; deu-se em mim , início a uma viagem no tempo que , só veio a terminar já eu me encontrava no corredor das salas de aula . Ao longo do percurso , pude verificar que exceptuando o piso no interior das salas, tudo era como dantes . Tanto o piso das escadas e corredor , assim como o corrimão e até as portas me pareceram familiares . Presumo que ainda se mantêm . 

   Tive oportunidade de tocar com as pontas dos dedos , no fundo da porta situada em frente da porta da sala do segundo ano que era a porta do gabinete do padre Manso , director de então , e dizer : foi por aqui que enviei a minha carta de despedida . Despedida sim . Eu não fui expulso , fui eu que pedi para saír , daí a minha curta passagem pela Quinta . Estou p'aqui com esta conversa , na intenção de vos fazer compreender melhor o que vem a seguir : é que com o que vi e recordei no interior , juntamente com algumas impressões obtidas no exterior, aguçou-se-me o engenho e espicaçou-se-me a inspiração . De tal forma que, em apenas duas quadras , se pode reconhecer , o motivo da minha deserção .

 

 

                Algum feitiço a Quinta da Barrosa tem

                Pois parece que o tempo por ela não passa

                E há ainda quem lhe chame mãe

                Mas eu sempre lhe chamei madrassa

 

 

                Sendo eu lá depositado

                E foi contra a minha vontade

                Até achei castigo pesado

                P'ra um puto daquela idade

 

Não vos podendo presentear com um discurso " mais bem " ou  " melhor " elaborado , pois rompi poucos fundilhos nos bancos da escola , não li nos livros , ofereço-vos o que sei e o que tenho p'ra dar .

 

Quero dizer-vos também , que muito admiro em vós , a força de vontade que vos permitiu permanecer naquele campo de concentração .Eu não fui capaz . Por isso fugi .

 

     Dizer-vos ainda , que muito prazer me dá , estar na vossa companhia .

 

       E p'ra todos  aquele abraço

                                                   Zé Lamas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


                 Que o tempo parece que por ela não passa

2014-09-26

Aventino - PORTO

A ACTA DA ASSEMBLEIA GERAL 2014

Habemus ACTA.

Louvo com glória o secretário da Assembleia Geral. Profissional, competente, honrado. Prometeu e cumpriu. BEM HAJAS DIAMANTINO.

Aí está o retrato do dia e dos momentos que foram a nossa Assembleia Geral. São registos que ficarão para a nossa história, para quem vier e quiser saber do sentir e pensar de quem, miúdos imberbes, se tornaram homens, e sobretudo homens bons. 

Navego com mágoa pela inexistência de muitas outras actas que seriam a marca, peregrina e eterna, do que foram e como foram as Assembleias Gerais. Noutros anos, outros houve que não cumpriram esse dever de lavrar uma simples acta que poderíamos legar aos nossos filhos, como uma fotografia que revelasse uma réstia da nossa identidade.

E a esses outros que houve, trago-lhes o meu desencanto.

 

 

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº