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2019-06-07

alexandre gonçalves - palmela

NEM TODAS AS ROSAS SÃO BRANCAS 


Amigos Guerreiro e Irene

 

Começo por apresentar os mais afectuossos cumprimentos. E saudar efusivamente  "O ANO NOVENTA" dessa biografia de romance. Chamar-lhe-ia assim, como o Guerreiro lhe chamou, se o talento me ajudasse nessa tão nobre empresa. Uma idade coberta de ouro, de coragem e determinação. E um feroz combate à mediania, à resignação, a toda e qualquer forma de desistência. "Do rio da minha aldeia": partindo como um emigrante à procura de um destino de realização. Fazendo paragens na severidade de Vila Nova. Passando pelas terríveis Espanhas e bebendo cultura na bela Itália. Um dia vai aos fundos remotos de África. Investe contra a mudez colonial. Assume todos os riscos de um homem atento. Tem convicções em vez de opiniões. Não negoceia o seu caminho. A velha Roma já pensa em bispado. Que não. Jamais vesteria a efeminada púrpura pastoral. O amor anda no ar, com outras cores, com outras coerências, com novas formas de combate. Passa pelo infinito Brasil. Reencontros familiares longínquos. A vida a mostrar o seu rosto mais genuíno. A Irene. Por detrás de um homem notável, a cumplicidade feminina, num apelo a começar de novo. Muitos dias, meses e anos depois, aparece nas margens do rio da infância. Os livros e um filho carregado por um futuro indesmentível são o seu ouro acumulado. Foi nessas margens de água que o fomos encontrar, depois dessa volta ao mundo e à vida.

Acredite que eu queria fazer coro nesta festa. Pensei que nela diria a palavra justa e comovida, como expus numa das entradas anteriores. Vocês responderam-me de imediato, agradecendo a sugestão que eu fazia. Mas era só isso, uma sugestão. Eu achava que era a festa verde que todos merecíamos, numa imensa simplicidade. Um aniversário de coração e silêncio. Nós já todos caminhamos para a simplicidade ontológica da existência. Um pouco de água, uma leve prova de vinho e alegria misturados e muita erva envolvente. Como quem regressa ao que se é. O resto era a palavra geral, correndo de mão em mão, como quem dá uma notícia feliz. Somos tão frágeis! São tantos os perigos! São pequenas coisa que nos mantêm de pé. A sugestão referida ia por esse lado. Porém, a proposta da festa já é visível com nitidez na ideia da organização. Com minúcias comerciais surpreendentes. Houve outras sugestôes. Fez-se um plano B. Recusa liminar. 

Por estes motivos, só poderei estar presente de coração. Tenciono contudo mobilizar-me para uma visita ao rio de Gondarém, onde se pode aprender a voar e a sorrir. Que este pequeno país é branco e luminoso ninguém duvida. Que nele emerge abundante variedade de flores também não. Porém, sabe-se que as flores brancas são cada vez mais raras. E que às vezes não têm perfume.

 




 


2019-06-04

Luís Guerreiro - Brasília

“Aventino, eu não te conheço bastante para te dar uma boa resposta. Não sou eu quem manda. E eu não pedi.

A minha mulher e o meu filho foram os que quiseram um jantar no dia 13 de julho para a família.

Se alguém quiser fazer algo em outra altura eu não estou por dentro. Abraço Guerreiro”

 

Obrigado

Guerreiro

2019-05-30

AVENTINO - PORTO

 

GUERREIRO, senhor GUERREIRO: não te podem fazer isso!

Não vou. Não participo. Uma "coisa" destas não se faz. A um dia útil???!!!

RESSUSCITAI!

RESSUSCITAI!

Espero vir a ter a temperança de voltar aqui para escrever um texto a escachar. 

A escachar!

AVENTINO.

2019-05-30

Assis - Orbacém

Houve Favas em Orbacém - 25/05/2019

 

À chamada do norte, compareceram os possíveis. Mais viriam se pudessem. Foram 13 as presenças, poucas se comparadas com as 31 do ano passado:  Aventino, Bento, Castro, Escaleira, Isabel e Serapicos, Meira, M.Vieira, M.Ribeiro, Sacadura, J.Duarte, Belquice e Assis.

Houve favas com piripiri, +q.b., recheadas com quanto os convidados aportaram: alheiras, presunto e queijos variados, além de abundante doçaria . De Braga, das mãos generosas de Argentina e Lamas, ausentes por dever laboral, chegou o já famoso toucinho do céu. Não faltaram os vinhos verdes e maduros e em quantidades mais que suficientes.

 Não houve Caldo Verde... 

MAS NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM, nem de favas picantes abafadas por frescos vinhos...

Houve cultura, campestre e literária, comida também para a alma.

Os castanheiros nascem das castanhas que eles generosamente nos dão e...

Houve lançamento do livro do associado M. Escaleira, editado pela Chiado.

Houve POESIA III - Décima Sinfonia.

O momento maior deste encontro que, esperamos, se possa voltar a repetir em eventos iguais ou semelhantes.

Tudo correu como esperado. Houve conversa animada e abraços repartidos à chegada e à partida.

Um novo ano virá com fraterno convívio de favas, não tão picantes como as deste ano, espereremos...

 - A quantos nos deram o prazer da sua presença e partilha, bem como a todos aqueles que, por qualquer motivo, não puderam deslocar-se ao nosso cantinho,

um sincero bem-hajais

 

              

2019-05-11

alexandre gonçalves - palmela

A Mesa de Orbacém

Chegou aqui aos verdes campos de Palmela o verde cavalo da montanha, o verde vento de maio e o verde vinho de Orbacém, erotizando flores, cerejas e feno. Fiquei em desejos só de pensar um morango, trincado lentamente, como se fora outra cousa. Ou simplesmente o fogo das maçãs bíblicas, que tão cedo partiram dos nossos olhos. Naquela colina virada a poente. Naquele singular socalco, desenhado a pulso no lombo da serra, entre variadíssimo arvoredo e ruidosas linhas de água. Eis a ermida feliz da Senhora do silêncio. Um lugar para esconder no coração. E chamar a ele todos os que ainda sentem vida nas veias.

Trata-se duma colmeia acolhedora e resguardada, onde o rebelde Francisco produz artesanalmente um mel de excepcional extracção. Nem tão doce que enjoe a mais cândida das almas, nem tão ácida que faça azia aos corpos mais vulneráveis. O ricas favas de Eça, que podereis vós acrescentar a este banquete amoroso, fertilíssimo em experiências gustativas? 

Companheiros de circuito, apressai-vos a inscrever o nome na pedra, para que perdure ali como um testemunho vivo! A idade sequestrou-nos o futuro. Em compensação, abre-nos portas por vários lados. Aqui e além, um abraço sem preparação, um sorriso sem qualquer utilidade, uma fala sem cortesia. Somos assim naquele recinto já sagrado pelo tempo. Tudo o que dizemos e fazemos é verdadeiro. E por isso voltamos. Já não temos vagar para ir à Grécia nem à ìndia. Mas ainda sabemos que este território, adormecido ao longo do mar. acorda com alegria quando o atravessamos.

É esta a hora que nos sobra. Perdê-la por distracção é uma distracção muito grave.

A.

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