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2015-05-15

Assis - Folgosa

Amigos AAARs

Como já deveis ter notado, também eu já estava sonolento quando escrevinhei as linhas anteriores. Suponho, contudo, que entendestes bem a mensagem que vos quis transmitir. Só ela tinha importância.

Permiti agora que vos diga que é possível que surja por cá gente que nunca apareceu nestes encontros e que muitos de vós já manifestou o desejo de se encontrar com ela. Deixo por agora o segredo dos seus nomes ao cuidado dos deuses do Alex. 

E tenho dito.

Abraço

   a

2015-05-14

Assis - Folgosa

Barrosal VI e os deuses sonolentos

 

Meus Amigos, dai lá 19 valores ao trabalho literário do Alex. Ele merece-os. Fico com o 1 que falta para os 20 porque os deuses sonolentos a que ele se refere. E fico apenas com 1 valor porque, ou eles foram dormir no outro lado da encosta e por lá ficaram na estalagem de São João d'Arga e já se puseram a caminho de Compostela e por lá ficaram, ou então, se entraram na casa do Caminho do Fradinho e ainda por cá dormem, devem ser donos de um sono tão profundo que ainda não acordaram até ao momento em que escrevo. Além disso, sendo eles deuses perfeitos, como convém a qualquer deus por insignificante que seja, não ressonam e aqui está a razão de não me haver cruzado com nenhum deles. 

Não deixeis pois de vir no dia 23 à "Favada" - que sofre de cacafonia segundo o médico Alex - para assim me ajudardes a encontrar esses deuses sonolentos. OK?...

Aquele abraço

P.S. - Já temos incritos uns 15 associados

 

2015-05-10

alexandre gonçalves - palmela

BARROSAL VI -Orbacém, Onde os Deuses Pernoitam Sossegados

 

Não gosto das palavras fava nem favada. Foneticamente, agridem-me a audição. Mesmo depois do Eça as ter convertido em música, humor e desejo, nem assim encaixam no meu escrupuloso vocabulário. A língua portuguesa é tão doce, tão feminina, que dispensa essas cascas e asperezas sonoras. No entanto, delicio-me com o "untuoso" conteúdo que o Vieira, o Manel, não o António, atribui a este petisco. Por isso, não faltarei a essa romaria já consagrada pelo uso. Provei um dia as favas de Tormes. Sentei-me entre o Jacinto e o Zé Fernandes. A moçoila convidada tinha um desenho deprimente. O andar superior tinha um rosto avinhado e um mamaçal assustador. A cintura era um desfiladeiro inquietante, a que se seguiam duas arribas fósseis intransponíveis. Como suporte de tanta anatomia, duas hastes irregulares de argila quebradiça, que a todo o momento pareciam estatelar-se no soalho. O arroz das ditas era  feito de cola ou betão. Um fiasco à prova de todas as boas vontades presentes. Salvou-nos o verde ácido e gelado da quinta. Para nunca mais. Se o Eça assistisse, retirava do mercado A Cidade e as Serras.

  Orbacém é diferente. É um lugar de regresso. É um cenáculo intimista, onde apetece sentar-se entre as pedras e o vento. Onde apetece dizer. Onde os olhos se acalmam do furor da cidade. Onde os deuses pernoitam silenciosos, para acordar por sobre a caruma secular dos pinheiros. Onde um rosto súbito pode encher de luz a paisagem. 

Hei-de subir ao monte para te ver de longe. Para rezar a tua ausência. Para derramar sobre os morangos de maio o vinho desta brevidade. Não faltes! Vem testemunhar, com os teus sentidos activados, a simplicidade da alegria. Ou nos amamos ou estamos perdidos. O nosso futuro é o pretérito mais que perfeito. Eu fizera se pudesse. Eu amara se me deixassem. Eu até morria em troca dos meus desejos. Porque eles são maiores do que a vida.

Eu hei-de subir até Orbacém. Hei-de chamar pelo teu nome. Hei-de beber lentamente uma taça de vinho, como se bebera a tua boca de maio, quando ela era apenas feita de cerejas. Foram muitos anos de ausência. Nem maçãs, nem amoras silvestres, nem os frutos que ardiam ocultos pelos bosques. Foram anos vazios, degraus de uma escada que ninguém pôde subir. Agora, no alto deste outeiro verde, rentes a um passado que não passa, ergamos ao céu evacuado um hino de terrena e ternurenta pacificação. Já é tarde para salvarmos o mundo. Mas ainda é cedo para falarmos de amor nesses montes, de onde se avista jerusalém. 

2015-05-09

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Depois da nossa presença no funeral do Peinado li o texto do Aventino e, apesar das citações, não gostei do conteúdo mas fiquei quieto e calado.

O Arsénio, como noutras ocasiões, pôs água na fervura e fez muito bem.

Acabo de ler a referência do Castro a esses dois textos.

Por mim, esclareço: nos funerais interessa-me mais o estar e o estar com. Quanto à fatiota e à conversa entre amigos que se reencontram, enquanto mantiver uso bastante das minhas faculdades, não peço nem pedirei autorização ou orientações.

Se souberem do meu funeral e alguém puder vir, não venham com cara de funeral! Baste  a minha.

Dito isto concluo: se em alguma atitude ou comportamento tiver sido menos conveniente para com a família dele, lamento-o e peço desculpa. Quanto ao Peinado ele tem de saber o amigo que por cá mantém.

Haja tolerãncia bastante na natural diversidade  e... saúde para todos.

António M. Rodrigues

2015-05-09

manuel vieira - esposende

"São favas Senhor", diria a raínha, mostrando o que trazia em seu regaço ...

 

A rainha trazia rosas, mas em "A cidade e as serras" Eça de Queirós falou de um  Arroz de Favas que fez o deleite de Jacinto e José Fernandes na atribulada chegada a Tormes, Claro que não fazia a mais pequena ideia do prato que Eça de Queirós teria em mente ou na memória quando escreveu o texto. Essa é a questão que sempre se levanta quando os autores não entram em pormenores culinários e preferem explorar o campo mais grato dos sabores e sensações que as suas criações provocam.

 

"E já espreitava a porta, esperando a portadora dos pitéus, a rija moça de peitos trementes, que enfim surgiu, mais esbraseada, abalando o sobrado – e pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominava favas!... Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo aqueles seus olhos, que o pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado:
-Óptimo!... Ah, destas favas, sim! Ó que fava! Que delícia! (...)
- Pois é cá a comidinha dos moços da Quinta! E cada pratada, que até suas Incelências se riam... Mas agora, aqui, o Sr. D. Jacinto, também vai engordar e enrijar!”

 

Pois é... no dia 23 de Maio a chácara do Assis quer repetir a ementa queirosiana e dar a este  arroz a rescendência de umas favas à portuguesa, na untuosidade de um arroz carolino bem cremoso, acompanhado de uns grelhados porcinos de aromas largos.

 

O nosso Fernando Rosinha partilhou a sua poesia e estou a aguardar com alguma ansiedade a leitura da sua inspiração. Senti-me muito bem com as palavras do Alexandre sobre o Delfim.

Com poesia nos vai alegrando o Lamas a puxar também pelo decano Ribeiro, mais vadio pelas redes sociais onde também tem plateia.

De hoje a 15 dias teremos Tormes por Orbacém e o Assis já começou a preparar a nossa acomodação ...

 

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