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2014-11-16

manuel vieira - esposende

Saiu, meus bons amigos, um arroz de galo "pica no chão" de comer à colher, hum, magnífico... um galo caseirinho com 6 kg na origem, corpulento, alimentado a milho e muitas "coibes" como disse alto a D.Maria da localidade agrícola chamada Belinho, onde os campos  arenosos e produtivos se estendem até pertinho das dunas atlânticas.

Dei-lhe lume até sentir alguma macieza nas carnes rijinhas, "rojindo" primeiro em ligeiro azeite com o alho, o louro,  a cebola e os bocadinhos de presunto, com golpes de um verde branco a embrulhar na calda que  ia engrossando.

Cozidinhas as carnes, retirei os nacos bem fumegantes e estufei o arroz carolino no caldo que aromatizei com a salsa em  corte rude, um talo de aipo e um toque de curcuma. Piquei muito fininha uma meia cebola e 2 dentes de alho que reforçaram os sabores e aromas do carolino.

Juntei a água que fervia à parte e mexi bem, fui afinando com sal marinho e um caldo de galinha e dei-lhe um ajuste final com um ligeiro caril e um toque de cominhos. 

Mesmo no fim, adicionei o sangue do galo com o vinagre e mexi bem, deixando na cozedura por mais 2  minutos.

À mesa fomos repetindo e foi um bom prato em tarde ligeiramente fria e de alguma chuva. Era também o prato eleito pelo meu filho, aniversariante.

2014-11-16

manuel vieira - esposende

Não vou falar do Encontro de Palmela pois para já só se referiram a ele colegas que lá não estiveram, o que não deixa de ser curioso.

Eu compreendo que os silêncios até fazem bem, revelam por vezes cansaços, decerto perrices, desinteresses, ousadias noutros lugares, apatia dos tempos frios, falta de assunto, eu sei lá.

Temos poetas, filósofos, escritores de boa prosa e o que à partida pareceria um bom espaço, uma boa tela para tantos desenhos, afinal é um sítio de silêncios não amordaçados e eu bem entendo que o que não muda cansa.

Falei na falta de assunto como razão para ausências e curiosamente quando o assunto aquece foge-se como se algum debate possível esteja destinado apenas a alguns.

Mas será importante ou terá até algum nexo o que estou a escrever? Decerto não...! Não liguem, deixem-se estar! Tenho de ir cozinhar.

2014-11-15

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

 

                                       Dizem que em Palmela caiu

                            Chuva ligeira e intervalada

                            E que por ali se serviu

                            Boa pinga e castanha assada

 

 

                            Serviu-se enchido e grelhado

                            Muito queijo e doçaria

                            E o povo com isto animado

                            Compartilhou muita alegria

 

 

                            Juntam esforços em comunhão

                            Trabalham todos ninguém reclama

                            P'ra cumprir o que já é tradição

                            Em terras de além Tejo _ na Moirama

 

       Aquele abraço 

 

                                  Zé Lamas

2014-11-14

manuel vieira - esposende

Continuamos a ter muita chuva e também em Palmela ela caiu ligeira e intervalada no passado sábado, o que não afetou o convívio das 3 dezenas de pessoas presentes que saborearam os bons grelhados, enchidos, queijos e a boa doçaria caseira. Ah!... e as castanhas formosas que ainda sobraram.

Um Encontro com tradição no sul que tem sempre o abraço amplo do Alexandre Pinto.

No "prelo" encontra-se já a nossa revista Palmeira que deverá em breve chegar a casa dos nossos Associados.

2014-11-07

alexandre gonçalves - palmela

 

Ó Gloriosos Filhos da Palmeira! 

 

Vinde e vede como é bom acreditar. Interromper por um dia os hábitos. Suprimir a poluição dos televisores, das internetes, e até, quem sabe, das próprias práticas da vida cristã. Há neste momento 25 inscrições confirmadas, para o magusto anunciado. Foram precisos oito escassos dias para se pôr a caminho. Para quê? Para uma caminhada azul de 1 hora. Sim, porque nesta paisagem o azul comanda o olhar. De um lado, um atlântico quase mediterrânico namorando a montanha. Do outro, uma lisboa invejosa, saturada de automóveis e ruídos, a pedir um dia de sossego. E entre eles, as 25 inscrições cheias de gente, que sonha, que ama, que ri e canta. O ar é tão leve que, até neste outono chuvoso e quase frio, convida os mortais a respirarem doutra maneira. Aqui o sol frequenta com paixão os múltiplos recantos da Arrábida, trezentos e sessenta e seis dias por ano. Quem um dia provou este clima e este magusto não hesita em repeti-lo. Mas há mais razões para esta escolha "inútil". Vejam a cena. Um alpendre virado a poente. Ao fundo, o verde carregado das casuarinas define a circularidade de horizonte. As aroeiras acrescentam mais verde, em contraste com o cinza pálido "de los olivos". Os cedros espalham um perfume bíblico em redor. E neste cenário de filme francês, estende-se uma ampla mesa de entradas, de vinhos, de sabores de época, afinados à grelha. (Falta aqui o teu verbo culinário, ó Vieira, mas paciência!!!) As SENHORAS vão-nos seduzir com sobremesas originais (talvez para nos compensarem das imensas privações de outrora), sem outro livro de receitas que não seja a bondade que há na imaginação criadora. Os cavalheiros já foram postos à prova com tudo o que se pode colher nos sagrados recintos gurmetizados: os figos secos, as nozes, as amêndoas, as romãs, os diospiros, e outros requintes que por pudor se não enumeram. Os ausentes não têm que sofrer a ausência dos nossos excessos. Por fim será o fogo e as genuínas castanhas da infância. Cada um pedirá à palavra a exaltação da hora e da mais sadia amizade que estes rituais suscitam. Os SANTOS de 1 e o S. Martinho de 11 farão de novembro um recolha de proventos espirituais, para os maus dias que nos ameaçam.

Um agradecimento a todos os que espalharam a notícia e motivaram os nobres filhos da Palmeira para mais este encontro de província. Não foi preciso recorrer aos estatutos, nem à verticalidade, nem às nomeações para sair da zona de conforto e da rotina. Abram alas que a gente passa. Isto é o melhor antídoto contra o caruncho da madeira. E o melhor caminho para alimentarmos colectivamente a vitalidade dos propósitos associativos. A grande urgência é não cedermos nem ao ócio nem ao mórbido perigo da inércia.    

 


 

 



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