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2015-02-14

manuel vieira - esposende

"Olha que ter amigos dá trabalho"!

"Às vezes", respondeu-me o Peinado depois de eu o ter acordado do seu sono de fadiga, repousado na cama 19 da pequena enfermaria do Hospital de Santo António do Porto.

Com uma chuva ligeirinha calcorreei a calçada de basalto da velha rua de Cedofeira, desci a travessa do Carregal e enfrentei o antigo edifício do Hospital Real de Santo António, da autoria do arqº inglês John Carr iniciado em 1770, a lembrar na sua entrada um templo clássico com as suas colunas e janelas redondas.

Mas esta infraestrutura de cuidados de saúde que tanto enriquece o património construído da cidade, tem uma ala moderna de construção muito recente onde reside temporariamente o nosso colega Peinado, no 8º piso, serviços de Urologia, com mais 2 pacientes na sua enfermaria.

O Peinado regressara à enfermaria na Quinta Feira, vindo dos cuidados intermédios e ontem estava a contar descer ao Bloco para uma pequena intervenção mas parece que não aconteceu. Por isso não se alimentara e apesar do soro sentia a fadiga, adormecendo facilmente.

De barba curta, até estava com um ar remoçado e na conversa ainda abordamos animados um périplo pela cidade lembrando alguns recantos ali pela praça dos Poveiros até à "Badalhoca" penso que em Lordelo, lembrando assim um mapa bem cheiroso e requintado.

Sei que o telemóvel o tem reconfortado e não faltam as conversas vindas de vários lados.

Despedi-me e deixei-o a aliviar o sono de fadiga e subi então a trav. do Carregal até à calçada da velha rua de Cedofeita.

2015-02-09

Manuel Vieira - Esposende

"Trilhos sem sinais" é o convite mais recente do nosso colega Ricardo Morais na rubrica Pontos de Vista e que merece umam leitura atenta.

Entretanto o nosso colega Peinado viu a sua situação clínica a merecer atenção especial e contamos que transite de novo para a enfermaria, encontrando-se ainda nos cuidados intermédios.

2015-02-07

Assis - Folgosa

INTERROGAÇÕES

"Minha terra quem me dera/ser humilde lavrador/ter o pão de cada dia/ter a graça do Senhor" (Af.Lopes Vieira)

  Atento aos diversos ruídos que me cercam, aos das ondas também - tento ir sempre que posso interrogar o mar sobre a sua maldade / bondade, sobre a sua beleza - procuro encontrar-me na selva em que habito a filosofar, como todo o ser humano. Como o Aventino, sou eu e o contrário. Caim e Abel, mesmo quando Abel convicto não deseje ser Caim. Acredito sem ter fé. Ensinaram-nos a raciocinar friamente, longe de qualquer afecto. Este o grande mal, se bem que a condena- ção de quem quer que seja esteja fora de questão. "Ninguém dá o que não tem" diz o nosso povo... Por sua vez, a generosidade das pessoas que guiou nossos primeiros passos foi sem medida, temos de confessar. Males de sistemas, concluo... A idade, como a história, mestra da vida, ajuda-nos a pôr de lado o raciocínio frio e a colocar no trono, que por natureza lhes pertence, os afectos. Filosamos agora com alguma sabedoria. O tempo para nós, os idosos, é bem mais do que dinheiro. Um simples caldo verde, um prato de lentilhas, um copo de vinho bom, um pedaço de pão partilhado, concluimos: Vale a pena a Amizade...

 


2015-02-04

manuel vieira - esposende

O nosso amigo Peinado continua internado no Hospital de Santo António, onde entrou faz hoje 8 dias e está a ser tratado no serviço de Urologia, no 8º piso daquela unidade de saúde do Porto.

Tem tido visitas de alguns colegas e muitos telefonemas, o que é um gesto de solidariedade que também ajuda a passar o tempo.

A recuperação tem sido lenta, devido também aos diversos exames para que o diagnóstico seja o mais exato e  os necessários tratamentos façam sentir o seu efeito curativo.

Esperamos uma rápida recuperação e para que VOLTE muito em breve.

2015-02-01

AVENTINO - PORTO

DA MINHA CASA JÁ NÃO VEJO O MAR

Do teu longo silêncio, estou todo prenhe. Das tuas palavras e da tua voz, sou um mero navegante. Já não creio, já não quero, tudo é treta. Tudo é o nítido nulo, tudo sou eu sem qualquer alma, 75% de água e 25% de sais. Corpo, matéria, e nada mais. Amanhã, quando acordares, ninguém se lembrará de ti, nem de mim, nem de um qualquer AAR que aqui escreveu. Amanhã, quando acordares, tudo é apenas ontem e tudo é apenas a morte. Fim.

Esquisofrénico? Sim. Felizmente. Estou entre o eco e a razão, entre o sim e entre o não. Sou comuna e anti-comuna, sou crente e o contrário. Sou o menino carente dos braços de minha mãe e o menino além com que a aridez de um Cristo triste, inexistente e inventado me inventou. Não quero ser feliz, nunca quis ser feliz, só os palermas querem ser felizes.  

Tu que ainda tentas vir aqui, apenas tentas. De nada serve. Nem Roma, nem Alexandria te hão-de ouvir. Continuarás solitário, "caminante no hay camino", és um corpo sem dama, uma alma sem corpo em busca de essa deusa proibida que te roubaram: a mãe, a nossa mãe, os beijos da nossa mãe. E aí estamos nós entregues ao engano. Fingindo a filosofia, o ser e o ter, a razão e o pensamento quando, nas profundezas das tuas entranhas, o que buscas é apenas sentir: os braços doces da tua mãe.

O resto, nem sequer é resto. Sem importância. Sem sentir. Que importa a morte, se não tiveste a vida?

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