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2015-02-09

Manuel Vieira - Esposende

"Trilhos sem sinais" é o convite mais recente do nosso colega Ricardo Morais na rubrica Pontos de Vista e que merece umam leitura atenta.

Entretanto o nosso colega Peinado viu a sua situação clínica a merecer atenção especial e contamos que transite de novo para a enfermaria, encontrando-se ainda nos cuidados intermédios.

2015-02-07

Assis - Folgosa

INTERROGAÇÕES

"Minha terra quem me dera/ser humilde lavrador/ter o pão de cada dia/ter a graça do Senhor" (Af.Lopes Vieira)

  Atento aos diversos ruídos que me cercam, aos das ondas também - tento ir sempre que posso interrogar o mar sobre a sua maldade / bondade, sobre a sua beleza - procuro encontrar-me na selva em que habito a filosofar, como todo o ser humano. Como o Aventino, sou eu e o contrário. Caim e Abel, mesmo quando Abel convicto não deseje ser Caim. Acredito sem ter fé. Ensinaram-nos a raciocinar friamente, longe de qualquer afecto. Este o grande mal, se bem que a condena- ção de quem quer que seja esteja fora de questão. "Ninguém dá o que não tem" diz o nosso povo... Por sua vez, a generosidade das pessoas que guiou nossos primeiros passos foi sem medida, temos de confessar. Males de sistemas, concluo... A idade, como a história, mestra da vida, ajuda-nos a pôr de lado o raciocínio frio e a colocar no trono, que por natureza lhes pertence, os afectos. Filosamos agora com alguma sabedoria. O tempo para nós, os idosos, é bem mais do que dinheiro. Um simples caldo verde, um prato de lentilhas, um copo de vinho bom, um pedaço de pão partilhado, concluimos: Vale a pena a Amizade...

 


2015-02-04

manuel vieira - esposende

O nosso amigo Peinado continua internado no Hospital de Santo António, onde entrou faz hoje 8 dias e está a ser tratado no serviço de Urologia, no 8º piso daquela unidade de saúde do Porto.

Tem tido visitas de alguns colegas e muitos telefonemas, o que é um gesto de solidariedade que também ajuda a passar o tempo.

A recuperação tem sido lenta, devido também aos diversos exames para que o diagnóstico seja o mais exato e  os necessários tratamentos façam sentir o seu efeito curativo.

Esperamos uma rápida recuperação e para que VOLTE muito em breve.

2015-02-01

AVENTINO - PORTO

DA MINHA CASA JÁ NÃO VEJO O MAR

Do teu longo silêncio, estou todo prenhe. Das tuas palavras e da tua voz, sou um mero navegante. Já não creio, já não quero, tudo é treta. Tudo é o nítido nulo, tudo sou eu sem qualquer alma, 75% de água e 25% de sais. Corpo, matéria, e nada mais. Amanhã, quando acordares, ninguém se lembrará de ti, nem de mim, nem de um qualquer AAR que aqui escreveu. Amanhã, quando acordares, tudo é apenas ontem e tudo é apenas a morte. Fim.

Esquisofrénico? Sim. Felizmente. Estou entre o eco e a razão, entre o sim e entre o não. Sou comuna e anti-comuna, sou crente e o contrário. Sou o menino carente dos braços de minha mãe e o menino além com que a aridez de um Cristo triste, inexistente e inventado me inventou. Não quero ser feliz, nunca quis ser feliz, só os palermas querem ser felizes.  

Tu que ainda tentas vir aqui, apenas tentas. De nada serve. Nem Roma, nem Alexandria te hão-de ouvir. Continuarás solitário, "caminante no hay camino", és um corpo sem dama, uma alma sem corpo em busca de essa deusa proibida que te roubaram: a mãe, a nossa mãe, os beijos da nossa mãe. E aí estamos nós entregues ao engano. Fingindo a filosofia, o ser e o ter, a razão e o pensamento quando, nas profundezas das tuas entranhas, o que buscas é apenas sentir: os braços doces da tua mãe.

O resto, nem sequer é resto. Sem importância. Sem sentir. Que importa a morte, se não tiveste a vida?

2015-01-30

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

Depois da entrada do Alexandre «eruptiva» mas elegante, densa mas clarinha, cheia de recados e disparando contra múltiplos alvos, já pouco me sobra para elogiar o ensaio do Morais.

Considero excelente o trabalho do Morais e o tema, como ele nos diz, é de importância extrema na nossa formação inicial e  posterior desenvolvimento  como seres humanos bem feitos.

Já conhecia (parcialmente ) o tema pois o Morais já me tinha falado dele num daqueles "passeios " que vamos dando nesta cidade mas foi ao ler o texto completo que me apercebi da abrangência do que valem os afectos e a ausência deles.

Possivelmente vou cometer uma inconfidência mas o Morais está a preparar uma segunda parte para ampliar e concluir o tema. Aguardemos, pois o Morais, sendo um especialista no assunto, não nos vai decepcionar.

No seguimento da ideia do Morais, convido-vos a acompanhar-me numa ideia meio peregrina segundo a qual julgo poder extrapolar alguns resultados sobre os afectos e desafectos que poderão ter inquinado o pensamento de alguns dos nossos rapazes que passaram pela Quinta.

Estamos a falar de jovenzinhos já com 11, 12, 13 ou mais anos mas acredito que, quando alguns falam de traumas, poderão estar a acusar uma quebra de afectos da qual nunca mais recuperaram.

Lembremos a história de alguns antigos alunos que, ao deixarem a casa paterna para virem para a Quinta, choraram como borregos desmamados e, há pouco tempo, dizia o Aventino ( transcrevo) : De que falais vós se não da perda dos braços das vossas mães? De que falais vós se não de um tenebroso dia da nossa infância em que nos mataram o amor? Não são traumas? 

São pertinentes as perguntas do Aventino e essas situações não podem , de modo algum, deixar de produzir efeitos.  E para terminar o assunto, considero interessante  que depois, no Seminário, os nossos ilustres mestres tentaram produzir em nós um transferência de afectos dizendo-nos que a partir daí a nossa mãe era Nossa Senhora.

Depois de terminar o seu estudo sobre os efeitos dos afectos no tempo inaugural das nossas existências, convido o Morais a falar-nos sobre as consequências de tirar aquelas avezinhas tão cedo do ninho  para as " amandarem" para a Quinta da Barosa sem a asa das mães.

( Ps : A ideia  é de um associado da AAAR que me pediu para vo-la transmitir: Que tal organizar um excursão a Évora para visitar o 44 e cantar-lhe uma cantiguinha?  Aceitam-se sugestões e inscrições )        

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