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2015-05-27

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevz

A FAVADA

No cimo do Caminho do Fradinho assenta a “cabana” do nosso companheiro Assis, rodeada de frondosa vegetação que recende a bosque e flores campestres, a perfume de amores perfeitos, a frutos genuínos e apetitosos, que vibra com os gorjeios do pisco e outros artistas canoros, que zune com o zéfiro entre as copas dos pinheiros, que adormece na modorra dum quieto fim de dia. Lá compareceu um grupo de companheiros que num ritual já costumeiro se deram a saborear umas magníficas favas, nadas e criadas naquele quintal exuberante, seguidas dum arroz de divinal sabor. Muitos companheiros, a presença nova do Pe. José Marques que, como devia ser tradição, rezou no início do repasto abençoando aquela dádiva do Criador. Também não podia esquecer a memória do nosso companheiro Peinado que, com toda a certeza, nos sorria do seu etéreo assento deleitando-se, pelo menos, com a nossa gulodice. Obrigado, caro Assis, pelo teu trabalho e entrega, terminando com os meus desejos de que estes calendários se possam cumprir por mais alguns anos para todos que ainda por cá andamos.

 

2015-05-26

manuel vieira - esposende

Orbacém já lá vai e como diz o Castro, os agradecimentos do Assis deixam-nos sensibilizados. Foi vê-lo no final a distribuir plantas por quem quiz, da sua produção.

Ainda não tinha comentado a situação da nossa palmeira, afetada talvez irremediavelmente pelo escaravelho vermelho, como muitas outras por esse país fora.

No final do funeral do nosso Peinado o padre Faustino Ferreira já me tinha informado desse drama para as nossas memórias e nada tem de qualquer prenúncio sobre o futuro da Associação, até porque neste último caso os escaravelhos vermelhos seremos nós e não há melhor remédio do que sentir o tempo que vivemos em comum, como aconteceu no passado sábado, para servir de remédio milagreiro.

O padre Faustino está a recuperar de uma cirurgia a que foi sujeito e está a correr tudo bem.

É importante viver o tempo com a intensidade de um discurso do Alexandre e o calor do fervilhar de um tacho de arroz de favas.

 

2015-05-25

Assis - Folgosa

OBRIGADO !

Uma palavra que pouco diz e que tudo desejaria poder dizer a quantos, no dia de ontem, se deslocaram até Cabanas / Orbacém. Mas não apenas a esses. Também àqueles que por qualquer motivo não puderam fazer essa viagem. Há sempre a dificuldade de encontrar o dia certo para todos... Refiro-me ao Arsénio e de modo especial àqueles que, apesar das dificuldades ocasionadas quer pela falta de saúde, quer pela sua ocupação, tomaram a iniciativa de se fazerem presentes pelas suas mensagens: ao Davide, ao Delfim, ao Zeca Lamas, ao Rodrigues, ao Álvaro Gomes e ainda à D. Zulmira e seu neto Pedro Júnior. O nosso saudoso Amigo Peinado, esse não faltou. O calor da Amizade que o Peinado nos deixou, fez-se ontem mais uma vez presente na alegria que a todos nos contagiou desde o primeiro instante. Essa Amizade sentia-se que ia aumentando sempre que um carro chegava com um novo grupo de associados. Chegámos ao lindo número de 18, poderíamos ser mais... Com a amizade crescia também a generosidade, uma virtude que o Peinado igualmente nos legou.

- A todos, pois, o meu Obrigado. E fica já aqui o convite para um próximo encontro que deverá acontecer daqui a um ano, independente de outros que possam realizar-se com ou sem favas. Isto porque sobrou muita coisa da generosidade acima referida. Creio que só as cerejas do Diamantino se esgotaram e estou em crer que até os caroços magicamente desapareceram

Aquele abraço


 

2015-05-24

manuel vieira - esposende

Um calor matinal apontou-nos o norte e já não escutámos o roncar dos motores do Rally nem avistámos as poeiras cronometradas de Santa Luzia .

Acompanhámos as sombras do rio Âncora depois de deixarmos a A28 em direção a Orbacém e apontámos o caminho do Fradinho até à Cabana do nosso amigo Assis onde já lá estavam o Sacadura, o Ribeiro, o Diamantino, o Adolfo, o Freitas Escaleira, o Nabais, o Alexandre Pinto,  o Barros e o Zé Marques, que veio de Aparecida no Brasil onde cumpre a Missão.

Comigo estava o Meira, meu colega habitual de percurso e acabamos por receber logo a seguir o Eugénio e a Esposa, o António Gomes e a esposa, o Serapicos e o José de Castro.

Alimentou-se um braseiro calmo, levaram-se à brasa os enchidos, o lombelo e as costelinhas gulosamente temperadas e deu-se gás a umas favinhas ricas com chouriço e presunto e fervilhou-se um bom caldo delicadamente aromatizado para um arrozinho de favas tenrinhas e sem pele, lembrando Tormes e as garfadas longas do D.Jacinto.

Como é habitual, refrescamo-nos com a casta Loureiro da produção do Meira e outros vinhos de boas colheitas e nas sobremesas regalámo-nos com as cerejas pretinhas e bojudas trazidas pelo Diamantino, alguns bolos de prato e os tradicionais "Charutos" dos Arcos que o nosso Martins Ribeiro nunca esquece.

Claro que lembrámos o Peinado, sentimos no suave bulício da folhagem do jardim do Assis que ele andava ali, como se a memória desse vida e alento a tanta saudade.

O  Alexandre Pinto "botou" faladura e encantou e lembrou os cenários idílicos do rio Âncora ali perto, das águas límpidas e cristalinas recortadas de sombra da folhagem fresca dos salgueiros, dos murmúrios das correntes, das mesas e das toalhas arejadas para um piquenique a envolver tantos quantos queiram vir. E terá que ser em breve.

O padre José Marques também manisfestou em dose curta a sua alegria por estar conosco e com alguns colegas de curso, tantos anos volvidos.

Os telefones tocaram e disseram penas pela ausência e a tarde fez-se e deixamos um largo abraço ao Assis, pela sua grande disponibilidade e pelas favas do seu cultivo que serviram mais uma vez de mote a uma jornada de grande amizade, como eu bem gosto.

2015-05-20

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

                             Bisbilhotices

 

 

                 Não me queria alongar

                 Nem entrar em mexericos

                 Mas vou-vos contar ...

                 Que recebi o Serapicos

 

                 Ele me veio visitar

                 Pela primeira vez

                 E acabamos o dia a passear

                 Pela serra do Gerês

 

                 Fomos até à barragem

                 Visitámos o São Bentinho

                 Recomeçámos a viagem

                 Voltámos pelo mesmo caminho .

 

                  P'rò Gerês vou a correr

                  Naqueles dias de estio

                  Gosto muito de lá beber

                  Aquela água do Fastio

 

                  Mas desta vez fiquei com mágoa

                  Por não ver a Pedra Bela

                  E porque me deram a beber água

                  Importada da serra da Estrela

 

                  Mas se  mesmo assim foi um bom dia

                  E p'ra não ser injusto ou infiel

                  Foi porque tivemos a companhia

                  Da Argentina e da Isabel

 

 

        E aquele abraço .

 

                                  Zé Lamas

 

                   

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