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2015-11-03

José de Castro - Penafiel

OLÁ MEUS CAROS AMIGOS AARs:

Escrevi com maiúsculas não para que vejam melhor mas para tentar acordar os que eventualmente estejam ensonados.

Antes de continuar quero desde já penitenciar-me por algum erro de escrita ou ortográfico que venha a acontecer e nem sequer vou preocupar-me com a pontuação pois não tenho muito tempo para reler pelo que fica desde já feita a ressalva.

O nosso caro Aventino merece este esforço pois por mais que se possa teorizar sobre os conteúdos dos escritos que nos apresenta é de facto um AAR. Se havia alguma dúvida ela terá ficado sanada com o seu último recado para os órgãos sociais.

Mas é um recado delicioso quanto mais não seja porque me levou a este empreendimento de responder e apelar aos que esperam pelo Inverno que o façam também sob pena de nem sequer lá chegarem.

Socorreu-se o Aventino dos estatutos para dar um tiro na ninhada e que certeiro foi...

Mas depois de meditar na sua missiva e na resposta a dar que parecia ser apenas uma... recordei um Amigo a quem no seu dia de aniversário ofereci um embrulho muito cuidado com laço e tudo que continha no seu interior uma caixa com três garafas de vinho  do mais barato que encontrei (penso que paguei menos de um euro por cada uma delas). É sempre agadável receber um belo embrulho e logo com três garrafinhas de bom vinho ainda que apenas tenha utilidade para temperos.

Claro que quando esse Amigo viu os rótulos ficou de imediato a cismar que raio de marca era aquela que ainda não conhecia devendo ela ser muito prestigiada pois a não ser assim não lhe teria sido oferecida. Nada comentou sobre o conteúdo de tão belo embrulho a não ser quando eu mesmo lhe perguntei se tinha gostado da pinga. NEM PARA TEMPEROS SERVIU. FOI PELA BANCA ABAIXO!

No ano seguinte de novo convidado para o seu aniversário voltei a oferecer-lhe uma pinga. Mas agora o embrulho não passava de um bocado de jornal que protegia a garrafa não fosse ela partir-se e perder-se o OURO EM PÓ que continha. Sem cerimónias mas com muito gosto entreguei tudo numa saca do Pingo Doce, e esperei que fosse desembrulhado. Ainda não lhe conheço os comentários mas estou certo que não será gasto em temperos e muito menos para desentupir os canos da banca.

Serve isto para dizer que a forma sendo importante é evidentemente muito mais importante o conteúdo. Esse conteúdo pode ser servido com toda a formalidade numa reunião da Assembleia (muito bem embrulhada) também ela convocada com toda a formalidade mas também pode ser servido a uma mesa bem recheada e bem regada onde o espírito da Associação não deixara nunca de estar presente.

Já que falei do espírito da Associação... VOLTEMOS AOS ESTATUTOS:

 


Objectivos

1 - Promover a amizade, a convivência, a solidariedade e a comunicação entre todos os associados.
2 - Fomentar, organizar e dirigir actividades de carácter cultural, formativo e recreativo para os associados e seus familiares.
3 - Estudar e concretizar acções de tipo social e assistencial para apoiar os associados que se encontrem em dificuldades de qualquer ordem.
4 - Estabelecer formas de colaboração com a Congregação do Santíssimo Redentor nomeadamente nas áreas da Educação, Acção Social e Pastoral, podendo para tal, organizar-se grupos dinamizadores dentro da Associação.
5 - Promover estudos, investigações, publicações, cursos, seminários e conferências que visem os objectivos propostos nos números anteriores.

Destes OBJECTIVOS (que certamente todos conhecemos) destaco em particular o nº 1 e o nº 3 (por esta ordem). São certamente objectivos da maior nobreza se cumpridos com ou sem Assembleia Geral.

Capítulo II

Artigo 5º

Deveres

São Deveres dos associados efectivos:
1 - Cumprir os estatutos e as decisões aprovadas em Assembleia Geral.
2 - Contribuir, mediante o pagamento das quotas, para os encargos e actividades da Associação.
3 - Colaborar activamente para a consecução dos objectivos e fins da Associação.
4 - Participar nas assembleias da Associação e nas reuniões quando lhes for solicitado o parecer ou ajuda.

Destes DEVERES destaco também dois deles: o 3º e o 2º (por esta ordem). Também estes podem ser praticados com ou sem Assembleia e certamente se cumpridos por todos nós farão com que esta Associação se mantenha viva sólida e com fôlego para vencer as dificuldades. Mas uma coisa e certa: O REQUIEN SERÁ INEVITÁVEL SE ESPERARMOS PELO INVERNO.

Obrigado Aventino por não desistires. Espero que o teu doce veneno seja assimilado pelos Associados estimulando os mais distraídos para que também eles participarem quanto mais não seja escrevendo.

Apesar de não vir a ser convocada a Assembleia nada impede que o conteúdo do embrulho dos nossos Estatutos seja OURO EM PÓ, assim saibamos trabalhar nesse sentido.

VAMOS AO GARIMPO!

Um Abraço fraterno

2015-11-02

AVENTINO - PORTO

REQUIEM POR VÓS

                                                                                   I

Lembram-se de BARTLEBY?! Bartleby, o personagem de MELVILLE que navega num dos outros modos da existência: o non facere?

"Preferiria não fazer" repetia Bartheby sempre que se lhe surgia uma qualquer obrigação.

Não fazer, preguiçar, não construir, é um direito?

Não, não é. A cidadania e a nossa condição de gregários impõem-se-nos por sobre a veleidade do abandono.

                                                              II

Vá, vá lá. Os ESTATUTOS  da AAAR estão ao nossa dispor aqui mesmo ao lado deste écran em que escrevo:

artº 4º: direitos dos associados: participar com voz e voto nas Assembleias Gerais.

artº 5º nº 4: dever dos associados: participar nas Assembleias Gerais.

artº 7º nº 4: A Assembleia Geral é convocada...

artº 11º: Funções do Presidente da Direção: velar pelo efetivo cumprimento dos Estatutos (nº 4)

                                                               III

Non facere, "preferir não o fazer", decidir NÃO CONVOCAR a Assembleia da AAAR para a sua reunião anual NÃO está na disponibilidade do Presidente da Assembleia Geral e muito menos do Presidente da Direção. Enquanto tivermos os Estatutos que temos, as vontades dos membros dos órgãos da AAAR não são vontades pessoais. Nem sequer são um poder- -dever. São OBRIGAÇÕES.

O Presidente da Assembleia Geral está, pois, obrigado a convocar a Assembleia Geral em sessão ORDINÁRIA, uma vez por ano. E a Direção está obrigada a promover os meios para que a Assembleia se realize. Se à Assembleia hão-de comparecer 300 associados, meia dúzia ou nenhum, não é mister que eles possam antecipar.

                                                                 IV

Ao longo desta jovem Associação, pareceu-me algumas vezes que havia a tentação de transformar a ASSOCIAÇÃO num grupo de maganos interessados apenas numas comezainas num lugar ou noutro dos mais próximos ou distantes do nosso Portugalzinho. E que essa tentação, à força de tanto tentar, lá se ia impondo por um repasto aqui, um repasto além, esvaziando, assim, lenta e programadamente, essa necessidade de nos encontrarmos e termo-nos como AAAR´s e Associação.

E aí está: como não convocar a Assembleia Geral é o ato mais eficaz para a AAAR "começar a acabar".

REQUIEM, pois, POR VÓS.

2015-10-29

alexandre gonçalves - palmela

 

BARROSAL XIII - Epidemia Vegetal

 

Prometo que não vou derrubar palmeiras. Nem remover o entulho que elas deixam quando morrem. Num caso não é preciso, porque elas caem por si. No outro, que seja a protecção civil a tirar das estradas esses detritos que infectam os espaços públicos. Porém, não quero deixar esta epidemia vegetal passar impunemente à nossa porta, sem manifestar repúdio e denúncia. Refiro-me a essa população infestante, que emergiu há quarenta anos no território nacional, instaurando a mediocracia reinante, a que chamam democracia. Eu não tenho quaisquer saudades dos salazarentos dias que ainda nos couberam em má hora, tendo ido parar às costas africanas, para ceifar searas e vidas alheias. Até nos pareceu que todas as desgraças se abatiam sobre nós. Primeiro foram os dias inquisitoriais do internato. "Ojos en el suelo/ corazón en el cielo". Como toupeiras. Não vendo, não ouvindo, não tendo direito aos quinze anos que a vida nos oferecia. Abstratamente condenados a olhar para o infinito, cheios de sede e de sonhos, amputados nos mais doces ramos de crescimento lateral. 

É claro, as forças da natureza, nunca ninguém as venceu (Gedeão). A seu tempo, saltámos o muro e o prémio de tão arriscado acto foi a guerra das colónias. Nem tempo tivemos para provar os frutos da época, fotografada a preto e branco, deixando no ar um doloroso desejo de circular por esses pomares da terra, rente aos fenos e aos ribeiros. O desejo transformou-se de repente num medonho navio, uma cidade marítima, comandada por gente sinistra e sanguinária. Tão anjos éramos que nem sabíamos as razões, os perigos, a vida a morar ao pé da morte, a mais brutal crueldade rente à maior das inocências. Nem tempo tivemos para fugir. Nem a consciência desse direito e até dessa obrigação. Em contrapartida, sobrou-nos tempo para sermos heróis, embrulhados na bandeira ensanguentada, com aviso de recepção para as famílias nos esperarem num caixote de pinho. Tudo para servir um louco, apadrinhado como um santo pela igreja católica, cuja santidade já nós conhecíamos.

Quis o destino que regressássemos. Andámos por aí aos caídos, mais vencidos do que vencedores, com todo o futuro adiado, com tudo por fazer, como se tivéssemos outra vida depois desta, que assim se gasta imperceptivelmente. O louco pareceu-nos ter caído da cadeira. Isto ia muddar. Não mudou. Outro louco se apressa a substituí-lo e tudo vai de mal a pior. Viver assim tornou-se um fardo para a consciência do tempo. Tínhamos que falar baixinho. Tinhamos que não pensar. Tínhamos que olhar para os lados, a ver se havia sombras sinistras. Não se podia respirar.

Nós fomos apanhados em cheio, especialmente os que andámos em obscuras orações, quando os turcos atacaram Bizânio. Como o poder estava podre, mais roído que as palmeiras infectadas, ele tombou no chão com o vento que passava. Logo a seguir, emerge a turba dos parasitas, disfarçados de gente grande. Falam bem, amam o povo e enriquecem. Os eleitores fartam-se e forçam-nos a sair de lá. Eles, como democratas bem treinados, não se importam. Muito educados, com as contas no banco a engordar, saem com elegância. Mas antes já se promiscuíram com os primos, os cunhados e os sobrinhos. Eles são todos tios e tias. Fica tudo em família. O país começa a derrapar, a não perceber e as pessoas a sentirem as traições. Como é que nos podem enganar se eles falam com doçura, com bondade, com sincera atitude de tomar o poder para que nasça um país novo? A conclusão é triste. A democracia é mediocridade. A pedagogia geral é prometer e depois devagarinho explicar que somos pobres. Isto não dá para mais. Quarenta anos vertidos na areia. Todos os dias os vemos por aí. Sabemos quem são, o que fazem e o que pensam. São uns irrevogáveis trafulhas. De todos os lados. Porque a democracia tornou-os e tenta tornar-nos uniformes e pequeninos. Nivelados pela fasquia mais deprimente da augusta Europa. Gente poucochinha, inculta e igual a si própria, como um todo indiferenciado. Epidemia de palmeiras cancerosas, ornamentando o poder, nesta alameda enlameada, que há há três semanas ninguém remove das televisões.  


2015-10-27

AVENTINO - PORTO

 

Por qualquer razão ( de Deus ou do Diabo, José Régio) o meu texto do dia 25 do corrente só ficou aqui registado com a primeira e a última frases.

Vou tentar recuperá-lo destas máquinas com que nos vamos ensinando e colocá-lo para leitura.

Até esse momento, continuemos FELIZES.

2015-10-27

MANUEL MARIA MONTEIRO - SÃO JOÃO DO ESTORIL

NINGUÉM PAGOU AS QUOTAS  DESTE ANO?

ATENÇÃO... EU PAGO TODOS OS ANOS MAIS OU MENOS EM DEZEMBO

A QUOTA E COMPARTICIPAÇÃO DA PALMEIRA DO ANO SEGUINTE...

PARA ESTE ANO - 2015 - PAGUEI POR TRNSFERÊNCIA PARA A CONTA

DA ASSOSSIAÇÃO EM DEZEMBRO DE 2014...

SAUDAÇÕES AMIGAS PARA TODOS.

UM GRANDE ABRAÇO

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