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2015-10-29

alexandre gonçalves - palmela

 

BARROSAL XIII - Epidemia Vegetal

 

Prometo que não vou derrubar palmeiras. Nem remover o entulho que elas deixam quando morrem. Num caso não é preciso, porque elas caem por si. No outro, que seja a protecção civil a tirar das estradas esses detritos que infectam os espaços públicos. Porém, não quero deixar esta epidemia vegetal passar impunemente à nossa porta, sem manifestar repúdio e denúncia. Refiro-me a essa população infestante, que emergiu há quarenta anos no território nacional, instaurando a mediocracia reinante, a que chamam democracia. Eu não tenho quaisquer saudades dos salazarentos dias que ainda nos couberam em má hora, tendo ido parar às costas africanas, para ceifar searas e vidas alheias. Até nos pareceu que todas as desgraças se abatiam sobre nós. Primeiro foram os dias inquisitoriais do internato. "Ojos en el suelo/ corazón en el cielo". Como toupeiras. Não vendo, não ouvindo, não tendo direito aos quinze anos que a vida nos oferecia. Abstratamente condenados a olhar para o infinito, cheios de sede e de sonhos, amputados nos mais doces ramos de crescimento lateral. 

É claro, as forças da natureza, nunca ninguém as venceu (Gedeão). A seu tempo, saltámos o muro e o prémio de tão arriscado acto foi a guerra das colónias. Nem tempo tivemos para provar os frutos da época, fotografada a preto e branco, deixando no ar um doloroso desejo de circular por esses pomares da terra, rente aos fenos e aos ribeiros. O desejo transformou-se de repente num medonho navio, uma cidade marítima, comandada por gente sinistra e sanguinária. Tão anjos éramos que nem sabíamos as razões, os perigos, a vida a morar ao pé da morte, a mais brutal crueldade rente à maior das inocências. Nem tempo tivemos para fugir. Nem a consciência desse direito e até dessa obrigação. Em contrapartida, sobrou-nos tempo para sermos heróis, embrulhados na bandeira ensanguentada, com aviso de recepção para as famílias nos esperarem num caixote de pinho. Tudo para servir um louco, apadrinhado como um santo pela igreja católica, cuja santidade já nós conhecíamos.

Quis o destino que regressássemos. Andámos por aí aos caídos, mais vencidos do que vencedores, com todo o futuro adiado, com tudo por fazer, como se tivéssemos outra vida depois desta, que assim se gasta imperceptivelmente. O louco pareceu-nos ter caído da cadeira. Isto ia muddar. Não mudou. Outro louco se apressa a substituí-lo e tudo vai de mal a pior. Viver assim tornou-se um fardo para a consciência do tempo. Tínhamos que falar baixinho. Tinhamos que não pensar. Tínhamos que olhar para os lados, a ver se havia sombras sinistras. Não se podia respirar.

Nós fomos apanhados em cheio, especialmente os que andámos em obscuras orações, quando os turcos atacaram Bizânio. Como o poder estava podre, mais roído que as palmeiras infectadas, ele tombou no chão com o vento que passava. Logo a seguir, emerge a turba dos parasitas, disfarçados de gente grande. Falam bem, amam o povo e enriquecem. Os eleitores fartam-se e forçam-nos a sair de lá. Eles, como democratas bem treinados, não se importam. Muito educados, com as contas no banco a engordar, saem com elegância. Mas antes já se promiscuíram com os primos, os cunhados e os sobrinhos. Eles são todos tios e tias. Fica tudo em família. O país começa a derrapar, a não perceber e as pessoas a sentirem as traições. Como é que nos podem enganar se eles falam com doçura, com bondade, com sincera atitude de tomar o poder para que nasça um país novo? A conclusão é triste. A democracia é mediocridade. A pedagogia geral é prometer e depois devagarinho explicar que somos pobres. Isto não dá para mais. Quarenta anos vertidos na areia. Todos os dias os vemos por aí. Sabemos quem são, o que fazem e o que pensam. São uns irrevogáveis trafulhas. De todos os lados. Porque a democracia tornou-os e tenta tornar-nos uniformes e pequeninos. Nivelados pela fasquia mais deprimente da augusta Europa. Gente poucochinha, inculta e igual a si própria, como um todo indiferenciado. Epidemia de palmeiras cancerosas, ornamentando o poder, nesta alameda enlameada, que há há três semanas ninguém remove das televisões.  


2015-10-27

AVENTINO - PORTO

 

Por qualquer razão ( de Deus ou do Diabo, José Régio) o meu texto do dia 25 do corrente só ficou aqui registado com a primeira e a última frases.

Vou tentar recuperá-lo destas máquinas com que nos vamos ensinando e colocá-lo para leitura.

Até esse momento, continuemos FELIZES.

2015-10-27

MANUEL MARIA MONTEIRO - SÃO JOÃO DO ESTORIL

NINGUÉM PAGOU AS QUOTAS  DESTE ANO?

ATENÇÃO... EU PAGO TODOS OS ANOS MAIS OU MENOS EM DEZEMBO

A QUOTA E COMPARTICIPAÇÃO DA PALMEIRA DO ANO SEGUINTE...

PARA ESTE ANO - 2015 - PAGUEI POR TRNSFERÊNCIA PARA A CONTA

DA ASSOSSIAÇÃO EM DEZEMBRO DE 2014...

SAUDAÇÕES AMIGAS PARA TODOS.

UM GRANDE ABRAÇO

2015-10-26

António Manuel Rodrigues - Coimbra

0 REQUIEM, decorido o tempo devido, a todos nos há de tocar.

Felicidade para todos até lá, e para sempre.


2015-10-25

AVENTINO - PORTO

 

REQUIEM POR VÓS.

Sejam felizes. 

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