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2016-03-14

JOSÉ MANUEL LAMAS - NAVARRA - BRAGA

 

 

 

 

  Para que o dia 14 de Março

  Fique na nossa memória guardado

  Vamos todos dar um abraço

  Ao nosso companheiro Peinado 


  Quantificar o seu valor

  Só quem o conheceu é capaz 

  Só quem o conheceu pode supor 

  A falta que o Peinado nos faz 


  Foi no seio da Aaar

  Muito estimado eu sei

  E para dele vos fazer lembrar

  Digo - vos apenas... Voltarei.

 

                                                                       Aquele abraço

                                                                            Zé Lamas

2016-03-13

António Manuel Rodrigues - Coimbra

Peinado,

Está completo um ano após a tua ausência física.

Além da tua família, outros, por cá,  continuam a lembrar-te.

Pessoalmente, no caso de andares por aí um pouco distraído,  recomendo-te que vás sinalizando uma Quinta da Barrosa, uma Quinta do Freixo, uma Oliveira do Paraíso ou uma Cabana do Frei Assis onde todos possamos encontrarmo-nos. 

Se desse lado, não houver médicos a recomendar restrições nem papalvos dispostos a acatá-las, também podes ir referenciando duas ou três marisqueiras recheadas com tudo o que convém.

Até um  dia, Amigo. 


2016-03-11

manuel vieira - esposende

Faleceu esta sexta feira o nosso antigo colega Joaquim Gomes Dias, irmão do padre António Gomes Dias e do Mário Gomes Dias. Tinha 78 anos de idade  e era natural de Avelãs de Ambom na Guarda, embora a residir na cidade de Braga onde foi professor. Entrou no seminário em 26 de Agosto de 1950 e era do curso do Fernando Rosinha e do Pina Metelo, entre outros. O seu funeral vai ser amnhã, sábado, pelas 15 horas, no lugar de Ussos, Cabaços, Tomar, terra da esposa.Paz à sua alma.

2016-02-29

Manuel Vieira - esposende

O nosso colega José Maria Pedrosa não para e partilha conosco o resultado do seu esforço durante mais de ano e meio: o Festival de Música Religiosa de Guimarães. O FMRG, da sua responsabilidade artística, deu lugar a mais dois cartazes, de responsabilidade partilhada, sobretudo o de Arte religiosa. Ficam, assim, convidados todos os antigos colegas que gostem de música a sério, para passarem pela Cidade-Berço, durante um, dois, ou mais dias, em que podem escolher a seu prazer alguma da melhor música do mundo, no clima mais adequado para um certo espírito, pelo menos ainda latente, na nossa sociedade ocidental.

Podes ler mais em " Notícias"...

2016-02-21

AVENTINO - PORTO


INÚTIL?! INÚTIL É SENTIR!


Era o AGOSTO de uma velha e longínqua aldeia, num verão quente de encantar. Sabath (e ao sétimo dia descansou),  silêncios e flores no cemitério, vozes sofridas de cantaréu que ainda hoje ecoam o meu perturbar,

(e a minha mãe, TINO, OH TINO vem p'ra dentro que esse calor mata)

encontrei-me com Óscar Wilde ao descer da ladeira, senhor WILDE está tão pálido, sim, sim, estou cansado, foi tudo por causa dos versos que não escrevi),

era ao fim da tarde, na igreja românica de um dos Caminhos de Santiago; talha dourada, querubins papudos de quem sempre tive tanto medo, e o padre:

"vamos examinar as crianças que vão fazer a sua comunhão solene".

A esse tempo eu nada sabia do ser e do querer ser (ainda hoje nada sei, felizmente. Fujo a todas as verdades e finjo-me - quando olho para o espelho nem sequer me conheço -).

Sabia o pai-nosso, o ato de contrição e a confissão; as bem aventuranças e umas outras ladaínhas que recitava de cor, botava faladura sem credo nem sentir, obediente, grato e obrigado a um deus com quem aprendi o significado do medo.

O pároco lá vem, a sotaina esvoaça, o menino triste à porta está. Sim, sim, senhor padre, assim farei. Quinze minutos a cada um já chega, a comunhão solene é em outubro e o Bispo quer que saibam tudo o que aprenderam na catequese, diz-me o pároco.

E vai-se.

Esvoaça-me agora a deusa, pé ante pé, a contra-luz da porta da igreja, a silhueta da sua nudez, formas e corpo, desejo e pecado, (perdoai-me Senhor, eu a rezar), mas ela vem e o padre vai, ela olha-me e eu envermelho, ela põe perna à frente e outra perna á frente, catequista, pudor e pecado misturam-se na igreja romãnica),(seminário de Cristo-Rei, a minha mãe, Tino, tem cuidado com o sol. Óscar Wilde, Marcel Proust, o meu Torga proibido) mas o pecado aproxima-se, blusa levemente desblusada e o que eu quero mesmo é este pecado que me consome.

Sou...diz-me ela, catequista destes meninos que vais examinar. Sou...diz-me ela ( e Pablo Milanês, "esto no puede ser no mas que una cancion/quisera fuera una declaracion de amor") Sou Yolanda, a catequista, e tu que vais fazer?

Cinquenta anos depois, aqui estou, sentado no mesmo banco da mesma igreja românica de uma das igrejas que informam os meus medos. Espero-a, olho a porta da entrada, (será que ela vem?), os meninos que vão fazer a comunhão solene já não estão ali e nem sequer os querubins continuam a sua vigília. Não sei mais o ato de contrição nem nenhuma das prédicas que a minha feliz condição de pobre me obrigou a decorar. Olho o triste vazio do passado, ao lado, a minha mãe, no cemitério, continua a dizer-me "Tino, meu filho, tem cuidado com o sol" e o meu pai, inebriado no colo de minha mãe, parece que dorme para não ter que dizer-lhe, "deixa o rapaz viver a vida.

Yolanda vem, "si he de morir quiero que sea contigo", senta-se ao meu lado, banco forrado a veludo grenã, altar de São Martinho.

(São dez minutos para cada um que vai comungar. Tens relógio? pergunta-me ela. Não, não tenho! E ela desabotoa o pulso, rasga a nudez do braço, e deixa-mo naquele lugar onde o pecado não mora ao lado. Abro as pernas, o relógio cai, o braço dela procura-o)

"por eso a veces se que necessito tu mano, tu mano, eternamente tu mano"

e o padre aparece, a mão dela pelas minhas coxas abaixo, eu abro as pernas, olho, mão de mulher ali, o que será, e o bofetão do padre pela minha cara adentro.

E assim fui firmando a vida, abrindo as coxas em qualquer igreja ou catedral à espera de um relógio que nunca tive nem usei. Continuo em busca de Yolanda e do encanto da voz doce de minha mãe "Tino, tem cuidado com o sol"

Conseguirei? 

Não quero conseguir!

 

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