fale connosco


2019-03-17

Delfim Pinto - Messines de Cima, São Bartolomeu de Messines, Caixa postal 24 S

Como me envergonho de esquecer o meu amigo Peinado!!!

Apesar de saber que só morrem connosco...

Obrigado, sempre presente, amigo Vieira.

 

2019-03-16

Manuel Vieira - Esposende

Fez ontem 4 anos que o António Peinado se remeteu ao silêncio do tempo, deixando muitas saudades em todos os que sentiam a sua força de viver.

O Peinado faz falta pela irrequietude, pela permanente ambição de viver e conviver, pela importância que dava à vida e aos amigos. É bom recordá-lo ...

2019-03-10

Manuel Vieira - Esposende

Dizia o Gaudêncio "o Vieira tem razão ..." e isto foi nos princípios de Janeiro e o tempo deu-lhe mais razão como se os silêncios tivessem razão.

É verdade que as dinâmicas não pereceram e fala-se num cozidinho lusitano pelas bandas de Rio Mau à borda do Douro, numa grelha cheia em Amendoeira, no Abel de Gimonde, pertinho de Bragança, numa "foda" em Monção ou num arrozinho amariscado nas bordas da serra de Arga, como se o sacrilégio da gula controlada tivesse arraiais montados numa via sacra gastronómica e de lauto convívio que mostra vivências ...

Espirrando por algum frio noturno, assoei-me a um lenço de papel e apercebi-me que esse gesto tão comum de inverno já não usa os paramentos de pano como outrora e também o papel cedeu aos esconjuros nasais. Fruto dos tempos, das modas ou da oferta que se impõe ... mas não podemos acomodar-nos à inércia do uso dos silêncios e cabe a cada um de nós contrariar essa acomodação. O silêncio eterno afinal tem tempo ...

2019-01-09

ANTONIO GAUDENCIO - LISBOA

O Vieira tem razão : durante esta quadra dominada pelo mercantilismo, cinismo, falsa alegria e solidariedade fingida, ninguém piou neste espaço. Não nego o meu desencanto e se pudesse, no princípio de Dezembro de cada ano, abria um parêntese no calendário e saltava logo para o 10 de Janeiro do ano seguinte. Feitios.......

O curioso é que havia material suficiente para falarmos entre nós pois desde o texto do Adolfo, à resposta do Arsénio  (ambos excelentes), do relato cheio de amizade e de humanismo do José Castro até à história de vida contada pelo Luís Guerreiro, os temas eram aliciantes e convidavam ao devaneio.

De entre esses textos, sem qualquer falta de consideração pelos outros, vou dizer alguma coisa sobre esse relato de vida que o Guerreiro nos mandou.  Podia ser o capítulo de um romance dos vários  que escreveu mas assim, contado na primeira pessoa, este resumo da sua vida provocou seguramente  reações várias em alguns dos companheiros que com ele privaram na Quinta ou em Castelo Branco.  Eu apenas o acompanhei na Barrosa e, fazendo uso das minhas memórias e sem qualquer concessão à amizade, declaro que só tenho excelentes  recordações dele. Nem um ponto negativo me ocorre para citar. Tivemos nós a sorte de nos acompanharem, nos  últimos quatro ou cinco anos passados na Quinta, dois prefeitos e  professores que eu considero de cinco (5) estrelas : O Guerreiro e o Sameiro. Homens que, diferentemente de outros, nos ensinaram, com o seu exemplo e a sua palavra, a olharmos a vida de forma mais natural.

O texto do L. Guerreiro,  a que eu chamaria a  " História de um Homem Bom " num hipotético romance que eu escrevesse, está narrado com muita humildade e delicadeza mas é  omisso sobre as convulsões interiores que deve ter sentido aquando da passagem de uma  vida resguardada para a vida civil. Mas eu também não estou interessado em saber pois é uma coisa do  seu foro íntimo.

Temos, assim,  duas pessoas que, despindo uma a batina e outra o hábito, refizeram a sua vida fora da Igreja, viveram com  dignidade, respeitaram as regras da sociedade e foram felizes.

A Irene foi, seguramente, uma excelente esposa e companheira para o Guerreiro que,  bem ancorado, já fez o que se exige a todo o homem : fazer um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.

Aos dois saúdo com muita amizade e desejo uma longa vida .

 

 

2019-01-08

Manuel Vieira - Esposende

O frio tem feito esquecer as dinamicas festivas, que trouxeram algum alento nas letras destes espaço, com mensagens várias a mostrar que quando queremos sabemos...

Depois que o Aventino se desnudou, este espaço tendia para um nefasto silêncio. Lembrando Ruben Oppenheimer "sabíamos que o mundo não voltaria a ser o mesmo. Algumas pessoas riram, poucas choraram. A maioria ficou em silêncio ...".

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