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2009-11-30

jmarques - penafiel

Senti estes dias curiosidade pela figura do padre francês que vive para os pobres e corri a internet para saber mais sobre ele. Fiquei admirado com o que ele tem feito, pelo seu percurso e até no Iraque ele esteve há alguns anos. É levado da breca como se costuma dizer. Fiquei admirado por ele ser redentorista e perguntei a mim mesmo se só têm este? Eram precisos mais para que a imagem de missão junto dos pobres, dos oprimidos, dos abandonados ganhasse consistência.Li o discuro do novo responsável dos Redentoristas e também acho que mais tem de ser feito e esse terá de ser um esforço de todos.
2009-11-29

Arsénio Pires - Porto

Como adivinhaste, ou melhor, viste, amigo Vieira? Foi depois de ler o post sobre o nosso Henri e depois de ver umas fotos dos dias que o Assis passou com ele no Brasil junto dos mais pobres dos pobres. Vi o quarto (?) dele no dia do seu aniversário e a filha do advogado a cantar-lhe os parabéns. Num canto, debaixo do caruncho e humidade, uma mesa de plástico, uma cadeira de plástico, umas calças quase brancas e uma camisa azul como as palavras dele,um caderno de apontamentos e uma Bíblia com muitos marcadores e a magreza do Henri a olhar para uma quase bebé. Ou seria o Menino Jesus?
2009-11-29

manuel vieira - esposende

"As palavras movem mas o exemplo arrasta", teriam sido estas palavras que te "moveram" a escrever o que escreveste para todos?Talvez Arsénio e percebo que tenha sido.Mas não devemos abandonar a guitarra, como cantava Frei hermano da Câmara pois ela também é importante para animar a caminhada. Quando escrevi a notícia sobre a nova edição do livro do Padre Henri também me sensibilizaram aquelas palavras.Daí deduzir que as mesmas te influenciaram no escrito.
2009-11-29

Arsénio Pires - Porto

Também já cantei essa canção nos tempos que já lá vão. Mas depois que vi crianças a morrer de fome dependurei a guitarra num prego e deixei-me da baladas. Uma criança com fome tem os olhos grandes e baços e a barriga inchada e um olhar que nunca mais esqueces. E tu então dizes: Raios partam os intelectuais que passam os dias a dizer a cantar a pregar e não sabem fazer mais nada do que abrir a boca de fastio de cansaço de não fazer nada! (nem sei por que escrevi isto aqui e agora).
2009-11-28

Aventino - Porto

No mais Trás-os-Montes do nosso Portugal, um homem foi encontrado sem identidade. 80 anos prefeitos. Nem escola nem pão; nem médico nem reforma; nem direitos nem pessoa. O homem era como se o não fosse. "Não consta" disse-lhe o conservador do registo civil; "não consta" disse-lhe o juiz; "não consta", o padre, o regedor, a segurança social. "Não consta". Há países onde se mata, queima-se, condena-se à morte, executa-se sem sequer se saber que se executa um igual a ti, a mim, a Cícero ou Leonardo da Vinci, a Galileu Galilei ou a Jesus. Na nossa aldeia a que chamam país, há um igual a nós a quem o Estado tem negado uma identidade. A notícia tem sido notícia em muitos cantos do território e essa dor que me vem de saber que aqui mesmo, ao meu lado, há alguém injustiçado, impele-me a constituir um movimento de VOZ, de DENÚNCIA e de ALERTA contra um Estado que se esquece que, antes de tudo o homem, antes de tudo a humanidade; para que este nosso irmão, ao menos, no outono da vida, possa dizer que tem um nome e um pai, um território e um canto onde por sobre uma lápide branca, alguém, envergonhadamente, numa qualquer tarde gelada de Inverno,lhe verta uma lágrima de culpa.

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