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2009-12-11

António Gaudêncio - Lisboa

Meus caros, a Palmeira chegou e, como sempre, já foi lida (e relida). A minha impressão é que estamos perante um número simplesmente notável. Bons artigos de entre os quais ( sem desprimor para os outros) destaco a publicação daquela carta ao Papa,o artigo do Luís Guerreiro, aquela efabulação poética do Alexandre sobre o nosso encontro em Macedo do Mato e aquela delícia que é a poesia do Jerónimo. Direi, também, ( talvez por não ter percebido nada mas ter farejado alguma coisa e não ter gostado do cheiro) que aquela coisa do " R " se poderia ter resumido bastante. Nesta minha idade já não tenho pachorra para ler artigos daquele tamanho e,ainda por cima, tão áridos. Obrigam a muita concentração,carago!! O excelente artigo do Luís Guerreiro ( que se poderá associar à carta ao Papa vinda de Paris) parece-me altamente abonatório(!!) para o nosso actual " Pastor Alemão " ( ou será rotteweiler ? Não sei se lembram da acção dele sobre os teólogos que pretenderam " mexer" na doutrina da Igreja e, para mim, o pior foi a repressão feita sobre a " teologia da libertação " que poderia ter levado por outro caminho a cristandade sulamericana. Gostei dos comentários do Arsénio e do Martins Ribeiro. E, para além de ter gostado mesmo dos dois, fiquei com a sensação de não ter ficado a falar "para o boneco". Obrigado, amigões. Por hoje chega, outro que tome o meu lugar e escreva qualquer coisinha.
2009-12-10

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Diz o Gaudêncio que o pior que fizeram os macacóides nossos antepassados (teriam sido?) foi terem inventado "deus", assim mesmo, com letra pequena. O mal foi esse, de facto, e subscrevo tal conceito. Não o subscreveria se a dita invenção tivesse sido dum "Deus" com letra Grande. Creio que a maior parte da humanidade escolheu e segue um "deus" menor e muito poucos um "Deus" maior. Suponho e creio que dessa forma está explicado todo o egoísmo, toda a torpeza e toda a decadência que grassam pelos quatro cantos do Mundo. Não advogaria um dilúvio para repor a harmonia de todas as coisas, mas acho que umas boas "zimbradas" viriam mesmo a calhar. Não sei quem foi o da ideia de pôr uns flocos de neve a cair levemente através do nosso site. Linda ideia, sobretudo nesta Quadra! Eu mesmo tenho um screenSaver semelhante no meu computador! Meto-me a adivinhar que tenha sido o Vieira: também poderia provir do Arsénio, mas não vou por aí, pois ele mesmo confessa ser pirómano e neve e fogo são elementos que não combinam. Companheiros, na verdade, o Mundo está doente e eu, inspirado por esta virtual queda de neve, só posso terminar como o poeta: " … cai neve na Natureza e cai no meu coração". Vosso incondicional admirador, sempre! E que se levantem mais; seria tão lindo!
2009-12-10

Arsénio Pires - Porto

Amigo Gaudêncio: Já que ninguém se queixa... aqui venho eu! Queixo-me, NÃO do fogo que tu ateaste (também sou pirómano!)mas dos fogos que tu, o Vieira, o Martins Ribeiro, o Ismael e eu temos pegado na mata das consciências adormecidas que preferem arder na indiferença das próprias lareiras, a dizer ao menos um NÃO (já que o sim nem todos estão para aí virados...). Por isso demos no que demos! Canto com Fernando Tordo: "E depois... foi aquilo que se viu!" Um abraço solidário e amigo.
2009-12-09

António Gaudêncio - Lisboa

Depois de ler o comentário do nosso companheiro Ismael Vigário constato, com certa tristeza, que, afinal,não estou sozinho. Os sinais de que a humanidade precisa de uma qualquer terapia são por demais evidentes. E essa cura não acontecerá através de fenómenos religiosos, sociais ou culturais. Nenhuma religão nem nenhuma filosofia política ou social têm força ou credibilidade bastantes para mudar esta miséria em que a humanidade está enterrada. Por isso eu advogo um dilúvio universal (já que estamos em época de aquecimento global e de degelo quase generalizado ) aproveitemos para " afogar " isto tudo para depois recomeçarmos a vida na Terra com nova gente, com outro pensar e que não arranjem outras religiões porque a invenção de " deus" foi uma das piores ideias que ocorreu aos macacóides nossos antepassados. Se alguém, depois de ler esta treta, se queixar da falta de "chispas e faiscas " para atear o diálogo, eu juro que não torno a escrever neste site.
2009-12-07

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Natal. Natal é família. Pedi aos alunos para escreverem mensagens de Natal. Pedi-lhes que fugissem de lugares comuns. Expliquei-lhes que desejava que fizessem uma mensagem criativa, que ouvissem o seu interior. Mas o resultado foi dizerem aquilo que menos desejava, apesar de se terem rido comigo,porque teatralizei as prendas do pai Natal. Afirmei-lhes que o Natal, o espírito de Natal era família. Nada li depois sobre esse significado. E perguntei-me por que seria. Lembrei-me da morte de Deus profetizada por Nietzche, agora, também a morte da família.Os "filhos" não reconhecem os pais, os filhos esquecem os pais. "Espírito" de Natal.Tentei explicar. Ninguém me percebeu. Ou melhor, as coisas estão a mudar.Talvez tenham mudado antes de eu me ter apercebido. A esperança está a morrer na humanidade e isso poderá ser a nossa morte em vida. Não sentida em termos individuais, como referenciavam os existencialistas, mas de uma existência colectiva.

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