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2009-11-22

Ismael Malhadas Vigário - Rua Celestino Lobo, 30, Gualtar, Braga

Obrigado Manuel Vieira. Era assim que te tratávamos entre condiscípulos. E para mim és aquela referência que insistes em não querer apagar aquela memória. "Imagens que passais por mim na retina" dizia Camilo Pessanha, mas este verso hoje é meu. Aquelas imagens que saltam no endereço tocaram-me e pus-me a escrever. Obrigado (ob-ligato).A vida é sempre algo que nos liga, sentido de pertença. E eu sou daí de onde nunca saí. Sou de outros lugares, mas esse foi especial e o Vieira faz questão de mo recordar qual aguilhão socrático, o outro o do séc. V e não este, por quem o império se aborrece. Foi um tempo maravilhoso apesar de tudo, aquele que passei na Barrosa. Foi humano, profundo, controverso, diabólico. Mas o mais importante de tudo foi a descoberta de mim no convívio com os colegas. A aldeia ficava longe, e era lá o meu mundo. O seminário era outro espaço, mas havia um espaço campestre que me acolhia e no qual revisitava a minha aldeia. Obrigado vieira por me fazeres lembrar esse tempo. Tempos da nossa meninice ao qual nem sempre apetece regressar, mas é lá que reside um pouco da chave para me interpretar. Agora, adulto, absorto pelo adormecimento nas actividades, é bom lembrar aquele tempo onde fui feliz talvez. No hoje ainda está um pouco daquilo que fui. Ainda continua tudo como um continuo que insiste em não se desagarrar qual terra do sapato. E regresso à memória desse local e desse tempo, também porque o Vieira insiste em não deixar morrer uma amizade que existiu e que persiste em continuar a ser alimentada qual semente que um dia teve lugar.
2009-11-22

ANTÓNIO MARTINS RIBEIRO - Terras de Valdevez

Fazendo a minha visita diária ao nosso site, constato que nestas últimas intervenções se está a puxar muito ao sentimento (ou á "sustância", como diz o povo.) Tende cuidado que isso para mim não é nada salutar, pois se existe alma sentimental nesta vida é a minha e também já tergiversei por todas essas veredas da saudade. Entendo eu que devemos seguir em frente até ao fim, mas reconheço que, de vez em quando, se torna conveniente olhar para o caminho já percorrido e ponderar tudo que nos aconteceu. Peço-vos pois; não me façais chorar!
2009-11-22

manuel vieira - esposende

Antes de mais um abraço para todos os que já andaram por esta rubrica. Repeti várias vezes o texto do Aventino e desprendi das minhas memórias algumas emoções contíguas aos gestos de adeus de sua mãe. Curiosamente logo de seguida deparo-me com o poema do Arsénio na última página da Solidão dos Agapantos e começa a juntar as linhas emocionais. Muito interessante e pressinto os nevoeiros da infância...
2009-11-22

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Aventino: És sempre igual a ti, ou seja, EXCELENTE. Sabes tocar no cerne da poesia: o Princípio e o Fim. Está tudo na Mãe. Este teu post fez-me ir à gaveta do pó e sacudir o poema que agora coloquei na Solidão dos Agapantos. Estamos na curva do regresso! Já avistamos a casa da Mãe. Um abraço sempre amigo do Arsénio.
2009-11-21

Aventino - Porto (Av. da Boavista, 2121-4º-4100-130-PORTO

Porque volto sempre a esses lugares onde fui e sou e fico, eternamente menino, perdido, aos olhos tristes da minha mãe a acenar-me adeus, adeus, adeus! Porquê agora?! Porque é que estamos ali, perpetuados, sorridentes como se nesse tempo soubessemos o que era a felicidade?! Ah! Pára! Pára-me essa memória que me cega; deixa-me o caminho livre, livre, para que possa finar-me sem ter que te levar comigo.

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