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2010-02-02

Assis - Folgosa - Maia

A exemplo do que já aconteceu por duas vezes, no seminário de Gaia, no passado sábado, por volta das 21 horas, teve lugar no salão da paróquia de Lourosa um encontro do Pe. Henri com cerca de 3 centenas de pessoas. O tema pode dizer-se que foi o mesmo. Para que também os associados possam usufruir dele, lembrei-me de transcrever aqui o seu esquema geral:

AS MINHAS CONVICÇÕES DE FÉ - Milhões e milhões de pessoas já nasceram e morreram e muitas outras hão-de nascer sem que nenhuma delas tenha sido ou venha a ser igual. Deus não se repete. Cada uma delas foi e será única. Isto é algo de maravilhoso que não pode deixar de nos comover. E o próprio Criador, entusiasmado ante cada um/a de nós, repete estas palavras surpreendentes: "Meu filho único! Minha filha única! Ninguém é ou será igual a ti!" - Esta tomada de consciência faz jorrar no nosso coração uma fonte inesgotável de entusiasmo, no verdadeiro sentido da palavra "Theos", Deus.

O mais espantoso é que neste ser misterioso, único, de cada um e de cada uma, Deus torna-se presente. O Ser infinito faz-se presença activa no Ser finito. Com ELE, eu tomo uma iniciativa, eu decido, eu ajo. Mas esta minha acção não é exclusivamente minha, pois é também d'ELE.

E qual é o sentido deste agir, qual é a sua finalidade? - "ACABAR COM O MEDO". «Não tenhais medo», disse Jesus aos seus discípulos. - De quanta energia se enche então a minha Liberdade! Eis aqui a razão de ser dos mártires. O cristão fica possuído por Deus e o medo da morte deixa de ter qualquer sentido, já não existe.

Possuídas pelo Todo-poderosos, estas pessoas, embora finitas, mas habitadas pelo Deus Infinito, tornam-se elas próprias  "Corrente do Amor e da Justiça": uma corrente de vida, de paz, de dinamismo, de diálogo e de partilha. Uma corrente contrária à "Corrente do Poder e do Dinheiro". Contrária à corrente em que se encontram todos aqueles que habitam os grandes palácios, sejam eles palácios de governantes ou de bispos, ou mesmo o palácio do Vaticano com todos os seus responsáveis, desde o mais elevado ao menor.

Estas duas correntes são totalmente opostas, como o são a vida e a morte. E podemos encontrá-las em qualquer parte do mundo. - Quem se dá conta desta realidade? E eu: em que corrente me encontro?... Que temos de fazer para conseguirmos entrar na "Corrente do Amor e da Justiça"? Esta acção não é, não pode ser um acto do acaso, mas sim pessoal, de cada um/a de nós.

«Estava preso; tive fome... deste-me de comer; foste visitar-me...» - É preciso aliar-se aos mais pobres, aos rejeitados, tomar a sua defesa em nossas mãos, mesmo correndo o risco da própria vida; é preciso aliar-se àqueles que o mundo do Poder e do Dinheiro  rejeita e deseja exterminar.

É desta forma que entraremos na "Corrente do Amor e da Justiça", na corrente que nos conduzirá à eternidade, inimaginável para os nossos olhos terrestres, que nos conduzirá ao próprio Deus da Bondade.

Sermonde, 12 de Janeiro de 2010

Henri Le Boursicaud

2010-02-02

Arsénio Pires - Porto

Meu Caro Morais:
Só agora respondo ao teu post. Estive fora do país.
Digo “respondo” porque fui eu quem colocou aquela notícia sobre a perseguição que o Governo comunista do Vietname está a fazer aos redentoristas.
Dizes desconhecer as razões de tal perseguição mas, se leres atentamente, elas vêm no texto:
1ª- Os redentoristas “estão a ser acusados de propaganda contra o Estado por terem criticado expropriações injustas por parte do governo de Hanói.”
2ª- O comité popular da cidade de Ho Chi Minh diz que a comunidade redentorista está a ir “contra a política do Partido e as leis da nação”.
3ª- Os redentoristas estão a ser acusados de organizarem vigílias “com a participação de padres, religiosos e leigos de outras regiões do país sem a autorização do governo local e distorcendo, acusando e criticando o mesmo”.
Ora bem. Segundo as últimas notícias, a polícia continua a fotografar e a filmar os fiéis nos actos litúrgicos e a montar um sistema de som em volta da igreja para perturbar os actos litúrgicos.
Mais, já depois desta informação, há outra mais grave que hoje coloquei em “Notícias”.
Vamos, então, ao teu post.
1º. Não compreendo bem por que razão acabas o teu post afirmando dizendo:
“Sei que o mundo cristão, os católicos e os redentoristas pouco terão a ensinar a outros povos, muitos com crenças e padrões de vida mais de acordo com o homem e a natureza que o mundo ocidental. O catolicismo foi muitas vezes imposto pelo sangue e pelo extermínio de outros povos e culturas. Com o fim do colonialismo era agora tempo de os missionários regressaram às suas terras. Talvez o querer ser católica não seja a melhor qualidade da Igreja.”
Várias afirmações aqui produzes que, a meu ver, são merecedoras de algum diálogo pois apresentam-se-me radicais em demasia.
Mas encurtemos, para já, o assunto e lembremo-nos só disto: os redentoristas que lá estão não poderão “regressar às suas terras” pois já estão na SUA terra. Foi lá que nasceram e são 278 entre padres e irmãos. Como tal, deveriam ter direito de associação e de livre expressão do seu pensar sobre o presente e futuro do seu país. O que, manifestamente, NÃO está a acontecer.
O que, com toda a evidência também, está plenamente de acordo com as tais “amplas liberdades” que a ideologia comunista, nas suas várias modalidades, tem implantado em todos os países em que entrou.

Já que se trata de expropriações (ou seja, colectivizações…) lembremo-nos só do que foi o comunismo na sua “maravilhosa” manifestação estalinista.
A primeira e grande oposição que Estaline sofreu foi precisamente na classe mais religiosa e menos favorecida pela sorte: os agricultores, os chamados Kulaks. Resistiram, até à morte, à expropriação e colectivização à força.
Vejamos só o que Estaline disse a Churchill sobre esses tempos: “Foi uma luta terrível durante a qual tive que destruir 10 milhões de pessoas. Foi horrível. Durou quatro anos. Era absolutamente necessário (…) Não valia a pena discutir com eles.” (“Estaline, A Corte do Czar Vermelho”, Simon Montefiore, pág. 105).
Quanto ao que afirmas sobre a religião cristã e as suas “guerras santas” não há nada a contrapor. Só que a religião cristã já há muito que não faz “guerras santas”; aprendeu com os erros do passado. Coisa que não aconteceu com o comunismo que insiste sempre nos mesmos erros.
A não ser que queiramos dizer que o comunismo é uma religião da Idade Média cujo Deus é o Partido e que cada comunista acredita e luta pela vida eterna… dos outros, dos que um dia beneficiarão do Paraíso Terrestre!
P. S. Dizia um velho comunista russo daqueles tempos: “Temos um só dogma que é: o Partido nunca erra, apesar de estar sempre errado!”

2010-01-30

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Desculpai meter-me aqui ao barulho mas, antes de mais nada, felicito o amigo Morais pela sua entrada; com ela fez-nos perceber que Macedo do Mato também vem no mapa, nos do Google e noutros; e…ainda bem! O Ricardo Morais é e será sempre uma voz avalizada. E entrando na questão, ih Senhor, que confusão aí vai!  Admiro o Assis, mas parece-me que as suas ideias, embora correctas e que não me faz qualquer mossa subscrever, estão eivadas de parcialidade. Quando afirma que os colonizadores cometeram atrocidades que condena (suponho que todos condenamos) e que também condena as dos colonizados quando estes igualmente as cometeram (e não foram poucas nem menos graves, por pura vingança, diga-se) lá mete o Assis uma esfarrapada desculpa e os paninhos quentes: - “… embora devamos também não condenar, sem mais, tais actos”. Que parcialidade! Haverá, porventura, quaisquer primeiras causas  que possam justificar o esquartejar de famílias inteiras, crianças incluídas, só porque pertenciam aos ditos colonizadores?  E depois virem ainda ás nossas televisões, com uma ignóbil frieza, contar e gabar-se do que fizeram? 

 Devemos constatar que em toda a História ouve sempre o antagonismo: aquele que para uns era herói, para outros era criminoso.  Amigo Assis, ninguém é inocente e todos cometemos barbaridades. Depende das circunstâncias.  Ponha os seus pobres e desprotegidos, os seus colonizados num pedestal de poder e mando, e terá uma grande surpresa com o seu comportamento!  Porque todo poder que, forçosamente, implica escravos e dominados, corrompe e a sua volúpia transforma mesmo os antigos escravos nos piores tiranos. Deixe-me que faça uma pergunta: Angola estará mais livre e menos escravizada nos dias de hoje?

Causa-me uma imensa tristeza ver atacada a Igreja de Cristo a qual poderá ter alguns defeitos; ela não tem, de certeza, e sim alguns dos seus membros e mesmo dos seus ministros. Mas daí até se afirmar que- “as nossas igrejas estão recheadas de ouro que é sangue de escravos e índios” - acho dum injusto,  hipócrita e mórbido exagero. Olhe que não; o ouro das igreja é do Povo de Deus e muitas vezes do  suor das suas lutas por melhores dias.  Ah! Mas os missionários, Senhor … teriam ido levar as mensagens de tantos deuses falsos?  Então o seu sangue não valeu nada?  Levar outras culturas a outras gentes? Não é difícil e só as assimila quem quer.  Vejam-se os dias de hoje onde  muitos Povos adoptam costumes e práticas de outras gentes, chegando mesmo a destruir as suas, quase sempre gratuitamente, por moda, por vaidade e mesmo por atroz snobismo! Qual o mal?  Então … e o Evangelho?   Não foi Cristo que os mandou e lhes deu tal missão? “… Ide por todo o mundo”! Seria Cristo um falso Deus?

Tudo o que me contaram, não foi “nem bem nem mal contado”, foi apenas contado e eu é que assimilei o que me pareceu aceitável, porque fui sempre um homem livre. Entendo que a  liberdade material é um mito; a verdadeira está na nossa alma e não no corpo, porque só o corpo é passível de ser escravizado e muitas vezes (a grande maioria) não deseja nem pratica a liberdade e sim o que quer é a libertinagem!  Também muitos dos que defendem e clamam pela Paz são os maiores fautores da Guerra.  Hipócritas!  Não creio que haja falsos Deuses, há é falsos profetas!


2010-01-30

manuel vieira - esposende

O Morais é bem aparecido vindo de Macedo do Mato, onde existe, ao que dizem, uma piedosa adega onde água benta não entra nem à porta chega.

Tocaram no Vietname e o Morais logo lançou o gadanho em sua defesa. Cruzadas que o expansionismo religioso preparado e executado pela Igreja já não deveriam ser hoje parte do seu plano estratégico de acção, sabendo nós como seria mais importante intervir junto dos carenciados, contribuindo dessa forma para os equilibrios necessários.

Mas a mentalidade do homem é persistente na conquista dos espaços dos "infiéis" e com isso correm riscos, pois todos nós sabemos que a religião é também para os líderes políticos do Vietname, o "ópio do povo" e as consequências são funestas e dramáticas para quem queira "fumar" daquela erva, ou para quem queira ter a liberdade de a mascar.

Situações que poderão ser analisadas por prismas de diversas cores.

2010-01-30

jmarques - Penafiel

O homem é tendencialmente um invasor e como a água contorna todos os obstáculos para  impor as suas convicções seja nas confissões religiosas como nas ideologias políticas e não descansa, subscrevendo as ideias dos líderes das organizações. A Igreja gerou a preocupação da dominância enviando os seus "conquistadores" em muitas fases da história. É um facto que os costumes dos povos eram subvertidos pelos emissários dominadores como se qualquer deus tivesse propósitos belicistas e expansionistas para ali deixar a sua cruz. Mas também é verdade que os povos vêm nas novas mensagens alguma esperança que não interessa aos líderes políticos e as armas são a solução para impor regras que normalmente apenas interesses às organizações políticas de concepção ditatorial. O que aconteceu com os padres redentoristas nas aldeias asiáticas poderá ter sido uma afronta aos poderes instituídos numa região onde o povo não tem força nem tem querer,Provavelmente não tem direitos em benefício de uma classe partidária que se satisfaz e que impõe o sistema que interessa apenas à organização que alimenta as lideranças.

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