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2010-01-10

Ismael Vigário - Braga

Isto de escrever com a filosofia do Caeiro, acho que vai dar prémio Nobel. Depois a poesia, a fazer fé na Poética de Aristóteles cabe lá muita coisa e não apenas os versos. Poesia de poesis do verbo grego poiew que quer dizer fazer, diferente de praxis e de mathesis, de mathemata, epistemé,ous-ontos, theorein( viagem) aletheia (verdade do ser), erô,filô, agapô (amor, mas tão diferentes). Como é que há-de fazer o poeta com tantas palavras. Apenas seguir o seu caminho como cantava o romântico Goethe (der weg isch bin - eu sou o caminho) A poesia é uma idealidade e não cabe na adequatio rei, nem na precisão e consisão do Pe. Abel Guerra S.J. O Professor Paulo Quintela era de Mirandela e um grande germanófilo e revitalizador do Teatro Gil Vicente de Coimbra, e quase tem conterrâneo, pois claro, e traduziu outros textos de outros godos. Como dizia Carlos V, o alemão era para falar ao cavalo, o italiano para parlare ali femine e o francês pour les relactions diplomatiques, também sei como se diz cavalo em al, der Pferd, imagina que trapalhada. E acho que Caieiro tinha razão einverstand mit dir ( je suis dáccordo avec toi, I'm de same agree with you, thanks. Auf vieder sehen. xau, arrivadeci. Ismael Vigário A poesia é sugestão, idealidade do eu lírico, às vezes eu narrativo, der weg ich bin (
2010-01-10

Arsénio Pires - Porto

amigos ao reler o meu anterior post verifico que já tive outra avaria pois a tecla do acento circunflexo não colocou o acento no verbo por com acento circunflexo e agora as minhas desculpas se calhar vou começar a pensar no conselho do assis e deito o computador ao rio douro acham bem? ponto final
2010-01-10

Arsénio Pires - Porto

segurem-me senão vou-me a ele ao ismael que condena a minha escrita forçada devido à avaria das teclas de que não tenho culpa alguma sabes ismael? do papa saramago não aprendo nada nem sequer a escrever bem pois sei que a escrita é um modo de por à vista aquilo que nos sai da boca e na boca não temos letras nem muito menos letras grandes nem pontos nem pontos e vírgulas e assim sabes? pois claro que sabes e a respeito do tal niettzsche quero dizer-te que a sua poesia está muito menos nesse tal do zaratustra do que no seu livro intitulado poemas e que foi traduzido pelo saudoso paulo quintela e publicado pela livraria centelha com sede em coimbra sabes? lê e diz-me alguma coisa e pronto e ponto final
2010-01-09

Ismael Vigário - Braga

Para o Assis, porque respeita o meu nome e, necessariamente, que respeita a minha pessoa. Mas, repisando a coisa. No evangelho, Cristo refere a ovelha tresmalhada e que o pastor, preocupado, deixa as outras todas e corre à procura da perdida. Assis, o todo e a parte. O que é mais importante. Não há parte sem todo e todo sem as partes. O Ser, a unidade do entes. Como podemos, nós, afirmar que amamos, respeitamos a Deus se não amamos o indivíduo concreto, neste caso, o cardinalício, mas poderia ser um pobre de Santa Marinha, um servo da igreja de Santo Ovídio. O singular existe na relação com o plural e vice-versa. Concordo com a denúncia que fazes da comunicação social, o facto de eleger este ou aquele facto e de o empolar,e o faz, selectivamente, porque retira daí dividendos várias, escamoteia, desvirtua,falseia,omite, para criar uma ideia, cumprir um objectivo económico,ideológico... mas, particularizando sempre a realidade, porque perdeu o pé, intencionalmente, dizes, talvez. Mas, de facto, cabe ao profeta denunciar mas, não como João Baptista, mas como Cristo. A profecia de Cristo é mais perfeita... Um abraço, amigo e companheiro das palavras e das hermenêuticas. Ismael Vigário
2010-01-09

Ismael Vigário - Braga

Ao JMarques, que se explica de forma poética, e, portanto, o raciocínio lógico-dedutivo tem de ser completado pelo leitor, digo-te que a minha mulher é a primeira a aturar-me e os filhos e, só depois, vêm os outros, conhecidos, próximos, amigos...A palavra citada, em geral, comprova ou autoriza uma ideia, mas cuidado, sei, quantas vezes, quanto isso é difícil. Mas acontece-me, à medida que vou envelhecendo, as ideias aparecem coladas a leituras, a textos que li, contestei, outras vezes não percebi ou percebi ao retardador, porque isto da mente, trabalha mesmo a dormir e, às vezes, por muito ler ou tresler, acontece-nos como Cervantes, no hidalgo de fraca figura, dizemos asneiras, mas isso dá-nos muito gozo e essa é a razão pela qual leva alguém a escrever. Escrevemos para nós em primeiro lugar e, depois escrevemos para os outros. Se o nosso dizer os provoca estamos a agir bem e estamos a cumprir uma dimensão comunicativa: que a nossa palavra não se enquiste em nós, mas atinja o outro, mexa com ele,o desinstabilize. Às vezes, as citações são um "corrente calamo" e, como estamos entre amigos, descuidamo-nos. Mas o ambiente é de tal maneira descontraído qua há nossos colegas que superam o Saramago na liberdade da pontuação e dão desculpas esfarrapadas e socorrem-se de registos de língua menos correntes. Sei que a vulgarização do discurso, hoje tem foruns de dignificação e concordo. Garrett fez literatura com a linguagem coloquial, viu nela uma maior capacidade afectiva, aproxima o leitor:"ó leitor amigo, carro leitor, ora pense você comigo". O JMarques, mas de Nietscher prefiro Alzo sprachat das Zarathustra ( Assim falavra Zaratustra). Este é o seu livro mais poético. Não se considerava filósofo, mas filólogo, porque amante das palavras, que pensava por dento das palavras, que ruminava por dentro das palavras. Para Além do Bem e do mal é apenas uma consequência da sua profecia que ele apregova em Zaratustra. "Quem quer o abismo tem de ter asas", "o amor do outro supõe o amor do próprio". Obrigado JMarques por me recordares. Dizem que este autor era misógeno, e, em muitos aspectos tinha razão. Não te saturo mais. Um abraço fraterno. Ismael Vigário

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