fale connosco


2010-01-04

assis - Folgosa - Maia

Bom dia, meus amigos Tenho pena que sejamos tão poucos os que aproveitamos este espaço - que é de todos, não apenas desses poucos - para comunicar. Será que o medo, ou a falsa vergonha ainda não nos deixa ser totalmente nós próprios? Não pretendo dar lição a ninguém e menos ainda a quem sei ter conhecimentos superiores aos meus. Simplesmente, encontro-me já numa fase da vida certamente muito curta para aprender e por isso mesmo desejo aproveitar os poucos anos, ou dias, que tenho pela frente. Por isso vos rogo: Deixai-me participar dos vossos conhecimentos, sejam eles quais forem. Vinde até ao nosso "sítio" e sentêmo-nos em amena cavaqueira, conversemos como simples amigos, sem medos. Os amigos não podem levar a mal o quer que seja que brote do coração de outros amigos.Soltem-se pois os talentos de tantos doutores (não faço qualquer ironia, podeis crer) e venham enriquecer-nos a todos. E já agora, não posso deixar de vos dizer, e muito particularmente ao nosso amigo Ismael Vigário, que mal conheço dos 2/3 encontros que tivemos,que me fez rir à brava com as suas classificações pessoais.E quanto à minha,até me sinto lisonjeado.Quem diria, eu um luterano franciscano, ah,ah...pois também eu acreditei piamente naquilo que hoje não acredito:que a maioria dos franciscanos de hoje sejam seguidores verdadeiros do seu fundador;e que Lutero tenha dito à sua "amante"?)numa bela noite estrelada, que o céu era belo mas não seria para eles. Por isso, será bom que aos nossos filhos ou netos contemos histórias ver- dadeiras, não supostas histórias que alguns interesses foram fabricando. Assim, não sendo enganados, não perderão eles tempo a descobrir por si e poderão aproveitar as suas energias noutras coisas mais proveitosas para a sociedade.Bernard Haring -o grande moralista redentorista do Vaticano II- tem um livrinho muito interessante sobre as virtudes humanas da (Edit.Perp.Socorro)int."Vida em Cristo Plenificada".Todas elas são mara- vilhosas, mas entre as diversas virtudes distingo 2:uma sobre a Liber- dade e outra sobre o Discenimento.Creio que é um livrinho que a todos nos poderá ajudar muito. A mim pelo menos ajudou imenso, além de outros seus, alguns infelizmente não publicados pelas Editoras redentoristas.Às vezes buscamos fora da congregação os ensinamentos dos mestres que dela fazem parte.B. Haring talvez seja o maior de todos.Para aqueles a quem possa ter escandalizado com as minhas palavras, apenas quero deixar as dele ditas ao P.Henri:"Se eu confundisse a verdadeira Igreja de Jesus com o Vaticano, eu não permanecia dentro dela nem mais um minuto." Out- ros livrinhos se encontram na E.P.Socorro que deveriam ser lidos e re- lidos:"Em Crente e Activa Liberdade","Última Palavra de Profeta","É Tudo ou Nada", "É Possível Mudar",etc.-Pena que as suas obras maiores, como "Livres e Fiéis em Cristo", não tenham sido publicadas pelos Reden- toristas.Mas há também as do Marciano Vidal, seu maior seguidor.Contactai o Nabais e vereis que há lá muitos livros esquecidos nas prateleiras a ganhar pó e valem ouro. Meus amigos, para ti Ismael em especial porque me fizeste rir e rir tão é bom como chorar, depende da circunstância - o meu abraço de amigo, de irmão talvez diga mais. Assis
2010-01-01

Ismael Vigário - Braga

Assis, homem pacífico, grande obreiro da AAAR que, achou bem vir à liça e participar na polémica, não à maneira camiliana, pois essa é mais adequada à forma do Arsénio, ao falar em duelos, ao esgrimir argumentos de orientações diversas, a saber, a sua caneta é polifacetada e invectiva em várias direcções, porém, hortodoxo e fiel aos princípios... Mas, claro, uma mente aberta e brilhante e que a todos dá resposta. O Assis, segundo interpreto, situa-se entre um luteranismo histórico e um franciscanismo que supera todas as hortodoxias: eclesiais, classistas...O Pe Henri, que é um profeta do nosso tempo e que não pode ser classificado, porque mais que interpretar o evangelho, põe-no em prática e, esse facto, desautoriza qualquer teoria.O Pe. Henri, por aquilo que me oferece compreender é uma força do evangelho, um inspirado para a acção concreta e, como tal, todos nós o compreendemos, mas custa-nos a segui-lo, porque temos mais corpo que espírito e queremos gastar a vida mais com um tinto e umas alienações verbais que nos apaziguam as dores da alma... O JMarques sentiu-se com o ajectivo do Vieira(desaprumado). Compreendi o Vieira e entendi-o como uma caracterização queirosiana de outros colegas mais novos e de espírito mais livre, não houve ofensa à honra, apenas uma luvinha branca para avançarmos na AAAR. Resumindo, há mais pontos de convergência do que divergência entre nós, pois todos acreditamos e pugnamos pelos valores humanistas e ultrapassemos os pruridos sensoriais que uma palavra ou conceito ecoa em cada um de nós. Debatamos factos, temas que sejam emergentes da nossa sociedade e vida, dignifiquemos o debate e superemo-nos dos fait-divers. Eu, pessoalmente, sou mais horaciano, acho fastidientas as reuniões e as tricas sensaboronas. Um bom ano a todos com desejos de um humanista cristão que, às vezes, tenho falta de fé mas luto sempre por ela. Já Freud dizia que a religião, embora nevrose, ajudava o cristão a ser feliz. O muito racionalismo leva as pessoas ao pessimismo, o mexer sempre na ferida é impedir que ela cicatrize, um pouco de carpe diem não faz mal a ninguém nestes tempos desorientados.
2010-01-01

assis - Folgosa - Maia

Amigos meus, velhos, mas sempre novos neste novo ano 2010. Sim, novos porque sempre com desejos de novos conhecimentos, de novos desafios - mesmo que com aparência de provocantes - e de novas amizades. Pois, que ninguém se escandalize com as palavras que a seguir dito aos meus dedos, falando com os botões do computador dum certo ponto de vista que, já o ano passado estive para aqui expressar em letra moldada. Sei que alguém se poderá escandalizar e por isso mesmo vos ponho de sobreaviso. Contudo, como vereis, este ponto de vista não é apenas meu. No dia 30 de Dezembro ao dizer ao Pe. Henri que o seu amigo cardeal Echegarai partira uma perna na praça de S.Pedro quando uma jovem agredira o papa, ele comentou que lhe iria escrever uma carta a enviar-lhe o seu livro "Paris-Roma a Pé" para que o entregasse ao papa. E, sem que eu lhe tivesse dado a minha opinião,ele acrescentou. "Que corajosa aquela jovem!" Mas, ao dizer-lhe que ela tinha sido considerada doente mental e que havia sido internada numa casa de saúde para ser curada, ele imediatamente retorquiu. "É natural que assim tenha acontecido, pois só isso favorecia o poder do Vaticano. Tal aconteceu com Jesus. Não foi considerado louco pelos responsáveis do templo de Jerusalém? Não será mais louco todo aquele teatro do vaticano com aquelas vestes luxuosas, aquele ouro, toda aquela riqueza que se deveria converter em pão dos irmãos que morrem à fome? Que crédito nos merecem todos aqueles actores quando se apresentam como representantes de Deus e se apresentam como defensores dos pobres? Não estão eles a ser mais loucos que essa jovem? Sim, para mim ela é uma heroina. Quanta coragem teve que ter para enfrentar toda aquela multidão que vê no papa um deus (pura idolatria) e não um irmão igual a todos os humanos!..." Faço minhas as palavras do Pe. Henri. Mas, quero dizer-vos que também eu, quando criança (não se é criança apenas em anos), como diz S. Paulo, pensava como criança, isto é, acreditava piamente em tudo aquilo que brotava da boca daqueles que eu pensava serem senhores da verdade.O tempo e os seus sinais, aos quais devemos estar sempre atentos, foram-me ensinando que infelizmente também eles erram e que a nossa obrigação maior está em nos guiarmos pela nossa consciência a qual deveremos procurar fazer crescer, a todo o instante,como Jesus fazia: em sabedoria e na graça que nos vem de Deus. Amigos meus, meus Velhos: Para todos vós, e para todos os Humanos nossos Irmãos, um ANO DE PÃO e um ANO DE ALEGRE PAZ, isto é: UM ANO DE TRABALHO E DE PÃO REPARTIDO POR TODOS e pouco dinheiro, não mais que o absolutamente necessário para que não deixemos de ser Irmãos verdadeiros.
2009-12-31

manuel vieira - esposende

Olá Nunes de Malcata embora a residir na Senhora da Hora. Estive em Malcata há 2 anos e tal para visitar o Vaz no seu café numa rua que vai até à igreja. Visitei na altura toda a zona de Quadrazais, Vale de Espinho do Ismael e outros, indo até aos Fóios onde derivei para a nascente do Côa. Tens andado por cá e já no primeiro Fórum apareceste, sendo muito importante que as gerações mais jovens apareçam. Apreciei e revi-me nas tuas descrições pois somos da mesma altura embora eu tivesse entrado em 66. O Professor Fernando Luis esteve ligado ao voleibol, depois à preparação física do Hóquei de Barcelos e mais recentemente outra vez ao Volei.Ainda apareceu com regularidade na Praça da Alegria há 1 ano ou 2 a dar umas dicas de preparação física às 5ªs feiras, se bem me lembro.Enfim, histórias para recordar nuns desaprumos da Barrosa. Um ano novo com muita saúde.
2009-12-31

José Nunes Martins - Senhora da Hora

O ano de 2009 está a findar e 2010 prepara-se para nascer. A Palmeira, graças aos bons cuidados que recebeu e às chuvas que vieram lá de cima, mantém-se direita e em pé. Quem sabe se o novo ano a árvore sinta na pele os abanões daqueles que nos anos 69/80 andaram pela Quinta da Barrosa a aprender francês com o professor Barrosa ou Pe.Silvério, a saltar o trampolim no ginásio e contar com a ajuda e entusiasmo do professor Eduardo Luís e passar as tardes das quartas-feiras a dar pontapés na bola ou aplaudir o Nabais, o nosso "Cristiano Ronaldo" que com o Pe.Marinho faziam tremer qualquer adversário. Os rapazes do curso de 1969, foram tão desaprumados em relação a alguns conceitos como o foram os da geração anterior. Cada um viveu o seu tempo e eram os mais velhos que ensinavam os mais novos. Onde foram parar a centena de rapazes dessa época ? Sei que não chegaram ao altar e aoconfessionário.Recordo-me que nos dias de calor, se sentavam à sombra da Palmeira, enquanto os cães ladravam a pedir que o Pe.Dias ou o Irmão Edmundo os levasse a dar uma volta pela quinta até encontrarem o Irmão Agostinho. E as galinhas de meio bico, cantarolavam de alegria porque o Irmão Pinto sempre que entrava no aviário, elas sabiam que a comida vinha a caminho. O nosso desaprumo muitas vezes mostrava-se quando não podíamos ver televisão, ir ao cinema, ter que dormir cedo, ter que limpar aquele tubo redondo e estreito que passava aos pés da santa, mesmo atrás do frontão... Pode ser que durante o ano novo algo de diferente aconteça. Nós andamos por aí...e vocês têm andado por aqui. Mas todos ali fomos parar e por princípio, o objectivo era o mesmo. Poucos o alcançaram e alguns depois de chegarem e viverem uns anos esse espírito e ensinarem outros a vivê-lo, vivem hoje com outros objectivos e de forma diferente. Viva a raça humana e um louvor ao Criador. Boas Festas e um ano 2010 com muita saúde e paz. Um abraço.

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