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2010-03-23

JMarques - Penafiel

Estive a reler o poema do Aventino e ainda acho que é uma provocação ao nosso destino e comparei-o agora com trailer do filme "Contraluz" do Fernando Fragata, onde o Joaquim de Almeida com cara de uns ganásios de Alvarinho, afronta os joelhos e aponta uma arma cuspideira para dar um desfecho à vida. Valeu-lhe o ditoso GPS que se intromete e vai repetindo:"Faça inversão de marcha.Está na rota errada para o seu destino".Pena que o Vieira não tenha incluído ainda nesta rubrica a permissão de um ficheiro de audio para insistir com o Aventino e outros filósofos do destino para os formatar nessa mudança genial que contraria esse dogma da alma seminarística que parece não ter cura. "Porra", como blasfema de vez em quando o meu amigo Martins Ribeiro, façam inversão de marcha, mas não se enganem no caminho.
2010-03-23

Arsénio Pires - Porto

Encontro Nacional!

Já só dispomos de 4 quartos duplos e 1 single!

Nota: Devido à proximidade da visita do Papa a Portugal, não temos possibilidade de garantir mais quartos. Uma vez preenchidos os quartos que temos disponíveis, não podemos garantir alojamento.

2010-03-22

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

No domingo passado aconteceu-me uma grata surpresa: o Presidente da Assembleia Geral da nossa Associação, José de Castro,  acompanhado de sua esposa, teve a amabilidade de me fazer uma visita. Andou por estes lados, não propriamente para ver os “célebres”  cavalos sem patas (e para quem reparar melhor, sem mais qualquer coisa) e sim para admirar as belezas naturais destas lindas Terras de Valdevez.  E ele, mesmo sem prometer, apareceu, pois há quem prometa e não cumpra.  Resolvi falar nisto porque sei que o Zé Castro, certamente, relevará esta minha inconfidência.  E, meus amigos, fez a franqueza de partilhar um paio do lombo, da sua lavra, tão magnífico e imperial que derrotaria facilmente qualquer poema, fosse ele azedo ou adocicado; um salpicão tão apetitoso como as favas do Jacintinho do Eça;  um salsichão capaz de tentar com sucesso o próprio mafarrico.  E, está mesmo a ver-se, faria uma perfeita simbiose com o afamado alvarinho; e foi o que aconteceu. Durante um bom bocado, trincando e bebendo, fomos conversando e divagando com despreocupação. Agradeço penhoradamente ao companheiro  Castro a sua amável visita que muito me alegrou. E aqui esclareço que a minha casa está  sempre de portas abertas para todos os meus amigos e companheiros que queiram aparecer, com surpresa ou sem surpresa, com chouriço (nada de confusões) ou sem chouriço. E sabem mesmo, sem me apaixonar por qualquer mentira, quem eu gostava de apanhar por cá?  O meu amigo J.Marques; garanto-vos que, apesar de os nossos neurónios faiscarem muitas vezes, não haveria qualquer voz azeda da minha parte, pois entendo que a amizade não pode aceitar qualquer nódoa do nosso porte, caso contrário, isso é que  seria, não uma serena, mas uma grande  desgraça.  Aparecei sempre e quando vos apetecer!

2010-03-22

Arsénio Pires - Porto

Pois a mim apetece-me nunca comentar um poema
Porque um poema não deve ser comentado
Porque um poema não é feito para ser comentado
Porque um poema não tem nada para comentar
Porque um poema não deve dizer nada para comentar
Porque um poema se diz alguma coisa não é um poema
Porque um poema se não diz nada não é um poema
Porque um poema é feito para que nasça poesia
Porque poesia é tudo o que existe

2010-03-19

Ismael Vigário - Braga

Apetece-me comentar o poema do Aventino.

"Gosto da tua voz azeda" - O poema do Aventino desenvolve-se à volta da figura de pensamento que é o paradoxo.

O eu poético dirige-se a um hipotético destinatário, um leitor contextualizado a uma vivência que se estranha. O canto de uma voz, que, de início, é afirmativa, diz uma música que pode ter um sentido encantatório, mas é "azeda". Nesta enunciação do eu poético, ele assume-se como sujeito e destinatário dessa enunciação, daí o recurso ao paradoxo. Recurso estilísto em que o eu lírico se virtualiza para melhor potenciar as virtualidades do real que, se houve prazer, ele confunde-se e mistura-se no poeta com a dor. "Gosto da mentira de que te apaixonas", porque o poeta sente e observa o que alguém apregoa como positivo, mas que ao poeta, com o seu distanciamente, lhe parce ser uma mentira, e mais ainda, porque interpreta essa ligação à vida como "paixão, espécie de lamento de ele, o poeta, não puder sentir desse modo, talvez fosse mais feliz, mas não consegue sentir essa realidade, "pachorrice", digo eu.

Mas, este modo de enunciar a existência destes destinatários como felizes, é uma ironia compungida, tom de lamento, por eles, de quem eu, poeta me distancio, porque olho de longe e sinto mais além. O poeta admira a determição dos que vão "além" e não recuam. Talvez os que apregoam a fé, os que acreditam nisto e naquilo, mas mesmo para esses, a voz do poeta proclama uma enorme descrença, embora caldeada de uma nostalgia:""serena desgraça"/ serena morte".

Como dizia Beudelaire no poema: "L'Albatros" Le poète est semblable au prince des nueés/

qui hante la tempête se ri l'archer"

Um abraço fraterno. Ismael

 

 

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