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2010-01-26

manuel vieira - esposende

Ontem estive em Esposende com o Assis e o Padre Henri, que aproveitaram a ida para Orbacém em Vila Praia de Âncora para me fazerem uma visita. Fiquei muito satisfeito com a recuperação física e anímica do Padre Henri, comaparado com a última vez que tinha estado com ele. Fiquei feliz pois estava habituado a vê-lo com muito dinamismo e recentemente, depois de ele vir do Brasil com 89 anos em cima, estava bastante abatido. Comprei-lhe boroa de milho pois ele gosta muito de "rilhar" e lá foram até ao lugar de Cabanas, um refúgio muito saudável no cimo da montanha, de onde se avista o mar. Reconfortante aquele sítio.

2010-01-24

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Ilustre amigo J.Marques: você atiça-me, mas vou dizer-lhe uma coisa; não vou mais por aí. No tocante ao tema do Fórum, encerro as alusões da minha parte, lá e cá.  Se o fiz neste espaço foi em comentário feito também neste espaço. No que concerne ao conceito de liberdade, nunca o reconhecerei á badalhoquice e á pouca vergonha.  Sabe uma coisa?  Não sou progressista nem antifascista. Uma coisa é certa: no tempo da “outra senhora” nunca tive nem nunca senti medo, mas hoje, e posso prová-lo com vários episódios escabrosos por que passei, sinto e muito.   Democrata de cá-cará-cá como os deste País, ai, isso, pode ter a certeza que não sou.  Mas que raio de argumento é esse de que os animais também praticam certos actos condenáveis? Que diabo, nós não somos (ou não devíamos ser) como os animais.  A Natureza, na sua harmoniosa estrutura, também produz muitos monstros e nem por isso os poderemos apresentar para justificar as montruosidades dos homens. Ou estaremos no Entroncamento!?  Está enganado: não sou um “inveterado” protector do Alvarinho, muito menos o produzo. Eu até só o bebo para acompanhar os amigos! Estou como me dizia um amigo:"... nesta idade é que eu sou um homem livre!" E é verdade, concordo eu, desde que me não tirem a reforma.  Enquanto assim for, só dependerei de mim.  Por isso, estou-me nas tintas para essa escumalha politiqueira, esquerducha ou direitucha, autênticos ladrões e corruptos. 


2010-01-24

Assis - Folgosa - Maia

Estranha voz esta, a do Aventino, onde tanto se diz quanto se queira ler... diz o nosso amigo Marques e com ele concordo quase em absoluto. Sim, poderímos ter passado por outros locais e em tempos bem diversos dos nossos, mas não. O tempo e o lugar foram decisivos para cada um de nós. Mas não apenas pelo lugar e pelo tempo nos revemos. Houve, além deles, o factor modo.Também este teve uma grande influência em cada um de nós. E não podemos dizer que esta influência tenha sido de menor importância. Bastaria que nos puséssemos a par uns dos outros: os que acabaram os estudos filosóficos e teológicos e aqueles que passaram apenas por Gaia, para não falar já daqueles que aqui apenas passaram 2 ou 3 anos.O modo como cada um de nós foi trabalhado (?) pelos nossos formadores foi bem diverso, como o deles o fora antes. - Não tenho um deus como vós; nem tenho uma humanidade e uma esperança como vós; não tenho nada que não que não seja o dia de hoje... Pois, ninguém tem mais do que o dia de hoje, amigo Aventino. E todos nos vamos alegremente mentindo, criando deuses à nossa maneira. Cada qual tem o seu e creio que assim deve ser, apesar de isto soar a heresia aos ouvidos de muita gente. Para aqueles que assim me possam rotular, apenas uma pergunta: "Quem O viu?" A própria escritura sagrada (toda a escritura pode e deve ser sagrada) diz que ninguém O viu. Por isso somos todos tão diferentes e este mundo roda como roda. A humanidade e a esperança têm que ser criadas por cada um de nós. Só desta forma conseguiremos chegar, vou acreditando, à . - Faltou-nos nesse tempo e lugar o factor liberdade, sobretudo aos mais velhos. Posso afirmar que tudo nos foi ensinado como dogma.Era quase proibido pensar.-Mais uma vez repito: Não pretendo com isso minimizar a generosidade dos nossos formadores, aos quais continuo grato. - Como podereis vós questionar...interessa-vos o sexo de que são? Como tu, amigo Aventino, também eu me não atrevo a condenar quem quer que seja. Sim, questiono-me e até condeno, não pessoas mas a falta de actos. a terrível indiferença (des)humana, a falta de actos de amor.- A minha pobreza é essa: a de não ir além do que não me deram. Aqui está a nossa grande diferença de pensamento, Aventino. Aqui está a nossa Riqueza, ainda que pareça exactamente o contrário:Termos sido capazes de separar o essencial do acessório, quando não o Bom do não-Bom (não forçosamente Mau). Mas, teríamos nós sido capazes de fazer esta separação de valores sem que tivéssemos passado por aquele lugar e nesse dado momento da nossa vida? E, procedendo desta forma, não estaremos nós a CRIAR - agora sim, em LIBERDADE, o nosso verdadeiro DEUS?

2010-01-23

jmarques - Penafiel

Quando dizia "estranha voz" a do Aventino, fazia a leitura na positiva pois a forma e mais os conteúdos impressionam e até suscitam reações como a do amigo Martins Ribeiro, um protector inveterado do Alvarinho, que me levou a pensar que tivesse colheita própria, mas que já mudou para o adamado de Ponte de Lima, de sabor adociacado, não tanto pela beleza etérea daquele néctar mas mais pelas sensações gustativas nas papilas. Meu caro Martins Ribeiro, não é intenção de ninguém levá-lo para qualquer prova ou forçá-lo a mudança de sabores, porque também não navego nessas águas nem devemos fazer a abordagem por aí. O conceito de liberdade passa pelo reconhecimento da diferença e curiosamente a forma como encara a situação só a vê em relação ao homem e até no animal só falou no galo. Claro que este tema é para abordar no Fórum mas já percebemos a sua resistência aos sabores e ninguém o está a convidar ou a forçar para beber um copo.
2010-01-23

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Se pedirdes pão a vosso Pai ele vos dá uma pedra? Ou se pedirdes um peixe Ele, porventura, vos dará uma cobra?  Estará Cristo enganado  quando fala na cobra? (Ah! Agora reparo, cá está a cobra, a famigerada cobra.)  Não, Cristo não está enganado e sabeis porquê:  porque o natural, o que mata a fome e o que se pode comer, não é uma pedra e sim o pão, não é uma cobra e sim o peixe, apesar de haver alguns (poucos) que comem cobras e que também vendem a banha aos ingénuos e pobres de espírito. Digo tudo isto porque, pelas ideias do Aventino, não será questionável criticar aqueles que gostam de cobras e de bicharada. Claro que, aparentemente, ninguém terá nada com isso. Mas eu fico na minha: uma ova, que não tem?!  E o nojo? Amar um homem como se fosse uma mulher? Livra!  Eu até, a muito custo, posso admitir mas, desculpai-me, não o entendo nem nunca o virei a entender, nem ninguém me impingirá tal bojarda, sob nenhum conceito. Casamento?  Casar homem com homem e mulher com mulher?  Não brinquem comigo. Galo não casa com galo, nem galinha com galinha! Também todos temos as nossas taras e isso não nos confere qualquer direito de as considerar como uma normalidade e nunca deixará de ser uma tara. Companheiros, chamai-me o que quiserdes, mas eu sempre gostei de amar uma mulher. Que maravilha! Não conspurqueis a beleza do amor comparando-o com esterco nauseabundo; será uma funesta heresia. Oh! Caro amigo Marques, chama-me á vontade de “inveterado conservador”; olhe que me não belisca mesmo nada, porque é verdade, sou-o mesmo. Que quer? E creia que nunca me converterei ao seu “brilhante progresso”.  Não leve também a mal.  Mas sabe?  Eu já a conhecia e desapareceu uns tempos do mercado, mas um dia destes encontrei essa “pinga” de estalo, para mim melhor que o badalado “Alvarinho” e é o “Adamado” de Ponte de Lima.  Eh! Rapazes, este é que escorrega! É docinho.  Lá está, pode ser que haja alguém que não goste de doce … mas enfim! 

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