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2010-01-30

Assis - Folgosa - Maia

Amigo Ricardo, sê bem vindo! Só não te felicito pelo tamanho de letra por ti usado. É que já não estamos em tempo de abusar da nossa vista, razão porque  não quero que os nossos amigos se esforcem na leitura das palavras que aqui deixo. Talvez a culpa não seja tua, mas do sistema, por isso estás mais que desculpado. - Estava realmente à espera que alguém dissesse algo de novo, mesmo que fosse bem diverso daquilo que eu havia escrito, para navegar num mar que alguém poderá apelidar, como já deixei dito, de heresia: "O Homem (masculino e feminino) criador de deuses e do Deus verdadeiro". Sei que poderei ter escandalizado alguém na minha intervenção anterior. Agora chegas tu, Morais e vens a dar-me razão com a tua intervenção. A história - tenho repetidas vezes dito - foi-nos mal contada, ou pelo menos "não-bem" contada. A nossa heróica história portuguesa, a história universal ocidental e a história da Igreja. Tudo nos foi contado como "dogmático", sem possibilidade de dúvidas. Inocentemente aceitámos todas essa histórias como verdades absolutas, sobretudo nós os mais antigos. Tudo tinha - ainda hoje continua a ter para muitos - uma explicação aceitável por bárbara que tivesse sida a actuação daqueles que nos eram apresentados compo heróis. O  tal Colonialismo de que falas, por exemplo, tenha ele sido na Ásia, na África, na América, ou na Oceania. Eu só me apercebi da barbaridade que ele era quando em Angola lhe encontrei a sua verdadeira face. - Não quer isto dizer que tenha  concordado com as barbaridades que se seguiram à descolonização, embora devamos também não condenar, sem mais, tais actos. Será necessário irmos até às primeiras causas, se queremos ser justos. - Pois é. Aliados aos colonizadores, seguiam nos barcos os homens chamados missionários. Porquê? - Porque se haviam criado "deuses" por parte dos Homens. Deuses semelhantes aos seus criadores. Deuses poderosos e sempre desejosos de mais poder e riqueza, como os homens seus criadores. E porque não diferiam de seus criadores, esses mesmos deuses eram a justificação de todas as  suas barbaridades na pessoa dos missionários. Assim, estes como representantes dos deuses, abençoaram tantas vezes os maiores crimes cometidos pelos conquistadores. Milhões de índios foram dizimados nas Américas; milhões de africanos foram levados como escravos para a América; milhões de habitantes da Ásia e da Oceania foram liquidados e substituidos em suas terras pelos "cultos" europeus. As nossa igrejas estão recheadas de ouro que é sangue de escravos e índios. - Ainda hoje continuamos a criar os nossos deuses, sempre que o julgamos oportuno e necessário para defendermos nossos interesses, sejam estes de carácter pessoal, familiar, de classe, de partido, de raça, ou mesmo de religião. Todos nós somos criadores de deuses falsos, mas também podemos ser, creio eu, (re)criadores do Verdadeiro Deus. Como? Aqui está o cerne da questão: pela descoberta, em liberdade, do que há de mais belo  e humano no "HOMEM". - Obrigado, Ricardo Morais, pela tua ajuda.


 

2010-01-29

Ricardo Morais - Macedo do Mato - Bragança

Foram referidas neste sítio notícias dando conta de perseguições aos redentoristas no Vietname e um comentário sobre as liberdades democráticas dos governantes daquele país. Não conheço as razões dessas perseguições e falta de liberdade nem as leis em que se baseiam. Sei que se trata de um país de amarelos, colonizado e missionado pelos brancos e civilizados franceses, ocupado na Segunda Grande Guerra pelo exército nipónico, novamente colonizado pelos franceses e que, numa luta para se verem livres dos franceses e dos americanos, que em nome do mundo livre, da superioridade da civilização ocidental e do anticomunismo foram em seu socorro, contando todos os dias os mortos e procurando todos os dias matar mais, a liberdade custou aos vietnamitas quatro milhões de mortos, nada de importante, pois eram comunistas e portanto não merecedores dos respeito pelos direitos humanos por parte do mundo livre. Sei que o mundo cristão, os católicos e os redentoristas pouco terão a ensinar a outros povos, muitos com crenças e padrões de vida mais de acordo com o homem e a natureza que o mundo ocidental. O catolicismo foi muitas vezes imposto pelo sangue e pelo extermínio de outros povos e culturas. Com o fim do colonianismo era agora tempo de os missionários regressaram às suas terras. Talvez o querer ser católica não seja a melhor qualiade da Igreja.

2010-01-26

manuel vieira - esposende

Ontem estive em Esposende com o Assis e o Padre Henri, que aproveitaram a ida para Orbacém em Vila Praia de Âncora para me fazerem uma visita. Fiquei muito satisfeito com a recuperação física e anímica do Padre Henri, comaparado com a última vez que tinha estado com ele. Fiquei feliz pois estava habituado a vê-lo com muito dinamismo e recentemente, depois de ele vir do Brasil com 89 anos em cima, estava bastante abatido. Comprei-lhe boroa de milho pois ele gosta muito de "rilhar" e lá foram até ao lugar de Cabanas, um refúgio muito saudável no cimo da montanha, de onde se avista o mar. Reconfortante aquele sítio.

2010-01-24

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Ilustre amigo J.Marques: você atiça-me, mas vou dizer-lhe uma coisa; não vou mais por aí. No tocante ao tema do Fórum, encerro as alusões da minha parte, lá e cá.  Se o fiz neste espaço foi em comentário feito também neste espaço. No que concerne ao conceito de liberdade, nunca o reconhecerei á badalhoquice e á pouca vergonha.  Sabe uma coisa?  Não sou progressista nem antifascista. Uma coisa é certa: no tempo da “outra senhora” nunca tive nem nunca senti medo, mas hoje, e posso prová-lo com vários episódios escabrosos por que passei, sinto e muito.   Democrata de cá-cará-cá como os deste País, ai, isso, pode ter a certeza que não sou.  Mas que raio de argumento é esse de que os animais também praticam certos actos condenáveis? Que diabo, nós não somos (ou não devíamos ser) como os animais.  A Natureza, na sua harmoniosa estrutura, também produz muitos monstros e nem por isso os poderemos apresentar para justificar as montruosidades dos homens. Ou estaremos no Entroncamento!?  Está enganado: não sou um “inveterado” protector do Alvarinho, muito menos o produzo. Eu até só o bebo para acompanhar os amigos! Estou como me dizia um amigo:"... nesta idade é que eu sou um homem livre!" E é verdade, concordo eu, desde que me não tirem a reforma.  Enquanto assim for, só dependerei de mim.  Por isso, estou-me nas tintas para essa escumalha politiqueira, esquerducha ou direitucha, autênticos ladrões e corruptos. 


2010-01-24

Assis - Folgosa - Maia

Estranha voz esta, a do Aventino, onde tanto se diz quanto se queira ler... diz o nosso amigo Marques e com ele concordo quase em absoluto. Sim, poderímos ter passado por outros locais e em tempos bem diversos dos nossos, mas não. O tempo e o lugar foram decisivos para cada um de nós. Mas não apenas pelo lugar e pelo tempo nos revemos. Houve, além deles, o factor modo.Também este teve uma grande influência em cada um de nós. E não podemos dizer que esta influência tenha sido de menor importância. Bastaria que nos puséssemos a par uns dos outros: os que acabaram os estudos filosóficos e teológicos e aqueles que passaram apenas por Gaia, para não falar já daqueles que aqui apenas passaram 2 ou 3 anos.O modo como cada um de nós foi trabalhado (?) pelos nossos formadores foi bem diverso, como o deles o fora antes. - Não tenho um deus como vós; nem tenho uma humanidade e uma esperança como vós; não tenho nada que não que não seja o dia de hoje... Pois, ninguém tem mais do que o dia de hoje, amigo Aventino. E todos nos vamos alegremente mentindo, criando deuses à nossa maneira. Cada qual tem o seu e creio que assim deve ser, apesar de isto soar a heresia aos ouvidos de muita gente. Para aqueles que assim me possam rotular, apenas uma pergunta: "Quem O viu?" A própria escritura sagrada (toda a escritura pode e deve ser sagrada) diz que ninguém O viu. Por isso somos todos tão diferentes e este mundo roda como roda. A humanidade e a esperança têm que ser criadas por cada um de nós. Só desta forma conseguiremos chegar, vou acreditando, à . - Faltou-nos nesse tempo e lugar o factor liberdade, sobretudo aos mais velhos. Posso afirmar que tudo nos foi ensinado como dogma.Era quase proibido pensar.-Mais uma vez repito: Não pretendo com isso minimizar a generosidade dos nossos formadores, aos quais continuo grato. - Como podereis vós questionar...interessa-vos o sexo de que são? Como tu, amigo Aventino, também eu me não atrevo a condenar quem quer que seja. Sim, questiono-me e até condeno, não pessoas mas a falta de actos. a terrível indiferença (des)humana, a falta de actos de amor.- A minha pobreza é essa: a de não ir além do que não me deram. Aqui está a nossa grande diferença de pensamento, Aventino. Aqui está a nossa Riqueza, ainda que pareça exactamente o contrário:Termos sido capazes de separar o essencial do acessório, quando não o Bom do não-Bom (não forçosamente Mau). Mas, teríamos nós sido capazes de fazer esta separação de valores sem que tivéssemos passado por aquele lugar e nesse dado momento da nossa vida? E, procedendo desta forma, não estaremos nós a CRIAR - agora sim, em LIBERDADE, o nosso verdadeiro DEUS?

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