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2010-02-09

jmarques - Penafiel

Caro Martins Ribeiro, Achei pertinente a sua expressão de “blasfémia” e a contundência dos seus argumentos relativos à cruz, como símbolo de alguém que passou por este mundo e foi revolucionário no seu tempo, como o seria hoje e claramente incompreendido pelos que continuam subjugados às doutrinas dos senhores feudais dos templos dos velhos costumes materialistas e o meu caro amigo diria então que Ele fazia parte dessa “politicagem asquerosa”. A cruz não é como a sombra que existe porque existe o sol ou a luz. Ela é um mero símbolo de algo ininteligível atribuído a um homem que dizem que era filho de um deus e que terá ressuscitado. Esse símbolo foi gerado por uma organização de homens convictos e cheios de fé e que teve sucesso pela crendice do povo. E as mudanças sucederam-se e o que foi no início já teve várias mutações por obra da criatividade dos líderes de cada época. Só alguns acreditaram na força divina, cumpriram e foram “santos”. Muitos outros receberam títulos favorecidos pela necessidade de outros símbolos para reforço da Organização e cometeram erros graves em nome dessa cruz. E isto não é ser blasfemo, é ver o percurso dessa Organização e entender quem seria o tal Jesus Cristo que transportou a cruz sozinho até ao monte e o que diria e faria Ele perante os problemas actuais, no mundo à nossa volta, de que muita gente vive indiferente, mais preocupados com o local onde ela está dependurada. Esse é o problema de quem hoje leva a cruz e também não tem quem alivie o sofrimento, embora batam todos os dias com a mão no peito.
2010-02-09

A.MARTINS RIBEIRO - Terras de Valdevez

Parece que o amigo J.Marques reapareceu e com certa contundência a meu respeito. Não só isso mas, ainda por cima, com juízos erróneos. É como eu já afirmei; está enganado a meu respeito. Pancadas já senti muitas na vida, secas, molhadas e assim ... assim; e nunca me senti melindrado, nem sequer incomodado com elas. Longe de mim tais sentimentos. Ou se, porventura, senti algum abalo, este foi de pouca dura, só no momento do impacto. De resto, encaixo bem. Disse certa vez que amigos tenho alguns, mas os melhores e inimigos contam-se pelos dedos, mas dos piores. Por isso, amigo Marques, por mim, blasfeme o que quiser, que me não faz qualquer mossa. Haja é alegria e viva o amor! Se reparar, verá que tenho estado aqui presente, como sempre; não todos os dias, mas assiduamente, isso sim. Sobre o tema trazido pelo Guerreiro (Hei! Guerreiro, já estava a estranhar que não aparecesses) que é que poderei dizer? Como diz o outro: "...ah! ah!... nada!" Esta asquerosa "politicagem" que faça o que quiser que já nada me espanta. Mas, se for coerente, terá de arrasar então todo o País, se quiser erradicar dele a Cruz e nunca o conseguirá. Porque Ela está em cada palmo de terra; nos montes e nos vales, nos caminhos e abismos, e prolifera até na morada dos mortos. Toda a nossa querida Terra é, já de si, uma pesada cruz, por causa dessa escumalha política. Eles, sim, é que são a nossa dolorosa cruz. Por isso, pouco me preocupo nesse sentido que a Cruz é indestrutível e vencerá sempre! Gostaria era de ver essa "gentalha política" ir gritar para um País árabe contra os símbolos religiosos deles, alegando as mesmas razões por que o fazem aqui. Mas, como cobardes que são, metem o rabo entre as pernas. E, neste sentido, admiro os muçulmanos quando defendem a sua fé: são radicais e gritam logo "Morte" aos sacrílegos. E têm toda a razão!
2010-02-08

jmarques - Penafiel

Não sei se o colega Martins Ribeiro eventualmente ficou melindrado pois já reparei que não gosta de pancadas secas e daí omitir-se ao comentário. Mas parece que se generalizou essa omissão de pronúncia mas aqui valerá mais o gago do que o mudo e é bom que se apareça. Também me penitencio por alguma ausência mas quando cá cheguei encontrei alguma diferença pela presença de alguém que vive em Brasília e deixou o seu conteúdo nomeadamente sobre o problema da existência da cruz nos espaços públicos e das movimentações políticas subjacentes à sua retirada. Não me ofende se o Estado o fizer. Falar da cultura de um povo é também falar das suas tradições e as mudanças geracionais traduzem-se normalmente em alterações de hábitos e costumes que vão ganhando forma com o tempo e a laicização da vida quotidiana vai gerar novos cenários que farão parte dos novos padrões de vida. A ausência do crucifixo já ninguém vai notar um dia destes. Parece que o ser humano precisa de um deus para se sentir mais feliz e a instrumentalização do homem pelos líderes religiosos é efectuada através dos símbolos materiailizados que pretendem encarnar-se no ser misterioso da divindade possível. A retirada desses símbolos institucionais dos espaços civis deve no meu entender ser feita sem preconceitos facciosos,não me choca de verdade. Competirá à Igreja o reforço da sua intervenção nas áreas de acção concreta, despertando o "indivíduo" para a missão social que esta organização deve ter num mundo pejado de injustiças muitas vezes executadas sob o símbolo da cruz ou sob juramento da bíblia. A Igreja deve revolucionar a sua missão e as suas formas de missão, redimensionando-se em função dos propósitos da sua doutrina que terá como fundamento as injustiças do homem que geram sofrimento aos que se submetem. E aí o indivíduo perceberá e interiorizará melhor os símbolos com fundamento na acção. Até lá já basta a cruz dos indefesos maltratados, da pobreza inquinada de indiferença...
2010-02-07

Luís Guerreiro P. Cacais - Brasília, Brasil

Ontem, 06.02.2010, os jornais informavam friamente que, em número de mortos, o terramoto de Haiti foi o terceiro mais trágico dos últimos cem anos: 212 mil mortos. Tragédias maiores só o abalo da China, em 1976, 255 mil mortos, e o tsunami da Ásia, em 2004, 228 mil. No entanto, os cientistas já tinham previsto há seis anos esta fatalidade e alertado a XVIII Conferência Geológica do Caribe, realizada em Santo Domingo, entre 24 e 28 de março de 2008, sobre a possibilidade de um terramoto de proporções inimagináveis, que poderia atingir o Haiti. Não se fez nada. Daí que o conhecido dominicano Frei Beto escrevesse na imprensa, no início de fevereiro: "O Haiti existe?" "Hoje, sim" - responde ele. Mas depois continua: "E antes de ser arruinado pelo terremoto? Quem se importava com a miséria daquele país?" Não vou transcrever todo o artigo, mas só uma parte como tema de reflexão. "Colonizado pelos espanhóis e franceses, o Haiti conquistou a sua independência em 1804, o que lhe custou um duro castigo: os escravagistas europeus e estadunidenses o mantiveram sob bloqueio comercial durante 60 anos. Na segunda metade do século XIX e início do XX, teve 20 governantes, dos quais 16 foram depostos ou assassinados. De 1915 a 1934, os EUA ocuparam o Haiti. Em 1957, o médico François Duvalier, conhecido como Papa Doc, elegeu-se presidente, instalou uma cruel ditadura apoiada pelos tonton maoutes (bichos-papões) e pelos EUA. A partir de 1964, tornou-se presidente vitalício. Ao morrer em 1971, foi sucedido pelo filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que governou até 1986, quando se refugiou na França. O Haiti foi invadido pela França em 1869; pela Espanha em 1871; pela Inglaterra em 1877; pelos EUA em 1914 e em 1915 permanecendo até 1934; pelos EUA, de novo, em 1969. As primeiras eleições democráticas ocorreram em 1990; elegeu-se o padre Jean-Bertrand Aristide, cujo governo foi decepcionante. Deposto em 1991 pelos militares, refugiou-se nos EUA. Retornou ao poder em 1994 e, em 2004, acusado de corrupção e conivência com Washington, exilou-se na África do Sul. Embora presidido hoje por René Préval, o Haiti é mantido sob a intervenção da ONU e agora ocupado, de facto, por tropas usamericanas... Agora, o Haiti pesa em nossa consciência, fere nossa sensibilidade, arranca-nos lágrimas de compaixão, desafia a nossa impotência. Porque sabemos que se arruinou, não apenas por causa do terremoto, mas sobretudo pelo descaso de nossa dessolidariedade. Outros países sofrem abalos sísmicos e nem por isso destroços de vítimas são tantos. Ao Haiti enviamos "missões de paz", tropas de intervenção, ajudas humanitárias; jamais projectos de desenvolvimento sustentável. Findas as acções emergenciais, quem haverá de reconhecer o Haiti como nação soberana, independente, com direito à sua autodeterminação?" Luís Guerreiro
2010-02-07

Assis - Folgosa - Maia

Bom Domingo, meus amigos.

Lamento que continuemnos a ser tão poucos a colaborar no nosso site. Menos mal que o Guerreiro chegou para nos dizer com a sua participação que também ele deseja que as coisas mudem. A sua participação é sempre bem-vinda e veio, desta vez, com uma lição que, simples, nos diz muito: "É que temos dado mais importância ao acessório que ao essencial". O essencial encontra-se por vezes tão perto de nós que não conseguimos descortiná-lo. Damos mais valor à cruz, seja ela de madeira ou de ouro, do que àquilo que ela poderá ou não representar. - Temos ouvido quase sempre, ao longo da nossa vida, que o SINAL do cristão é a CRUZ. Foi há muito pouco tempo que li precisamente o    contrário: "Que ela não é o sinal do cristão. Que o SINAL DO CRISTÃO é o AMOR". Realmente, a parte final da intervenção do nosso amigo Luís Gurreiro vem confirmar precisamente esta afirmação. - Para que preocupar-nos pois com o que não é essencial?

Um abraço, amigo Guerreiro e continue a enviar-nos mais lições com esta.


 

 



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