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2010-02-10

jmarques - Penafiel

Pois é amigo Martins Ribeiro, não vale a pena a gente gastar aqui o nosso latim porque ninguém tem coragem de se meter no nosso meio para acalmar as águas.Ou têm medo de se molhar ou embrulham-se na posição cómoda de assistir ao espectáculo. Nem o Ismael, nem o José Rodrigues, nem o Gaudêncio nem outros tantos colegas que de vez em quando colocam o dedo de fora.Até o colega Vieira anda calmo de mais  mas esse compreende-se pois é o gestor do espaço.Pois estes amigos escondem-se da cruz tal qual o Belzebu e nem querem blasfemar como nós o fazemos com a prontidão de quem está aberto a qualquer peleja. SE fosse para balbuciar sobre amores perdidos ou encontrões com os traumas de outrora enchendo páginas de revistas, aí a arena estaria cheia como em tempos de Roma. Nem o seu Alvarinho da colheita de 2009 atrai esta boa gente, embora quando nele se falou aparecessem por aí algumas gargantas sequiosas.Vamos ter paciência amigo Martins Ribeiro e esperar por essa nobre gente.

2010-02-09

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 Caro amigo J.Marques:  por respeito ao site e a todos os que o lêem e nele participam não o vou usar para polémicas estéreis ou para responder ao seu comentário e, por isso, termino aqui.  Usei o termo blasfémia sem a carga que o amigo lhe atribui mas, após ter lido o seu contraditório, verifico que todo  ele se resume a uma sopa de frases mais que estafadas, ressabiadas de "moralismo" bacoco, e que também, no meu entender, configura uma  ingente e incomensurável blasfémia. Porque aquilo que diz não foi o que me ensinou tanta e tão boa gente.  Digo-lhe uma coisa; passei a minha infância no decurso e no auge duma cruenta guerra mundial, dias de fome e miséria, eu e todos os desse tempo e nunca precisei nem precisamos da comiseração de ninguém.  Passei, eu e muitos outros, pobres de verdade, por tempos difíceis de ditadura e nunca precisamos da comiseração de ninguém. Provenho duma família das mais pobres que nessa época havia, mas nunca estivemos á espera da comiseração de ninguém.  Esgravatamos, trabalhamos, conservamos valores e sobrevivemos, bem ou mal, mas sobrevivemos.  Por isso, sabe? Vou dizê-lo com todas as letras e em português vernáculo; estou-me “cagando”, não para os que sofrem verdadeiramente, mas  para todos aqueles que se servem dum falso e auto-proclamado sofrimento para vingarem na vida, como parasitas  que só se sentem bem enterrados no lodaçal de muitos vícios e que sofrem apenas pelos seus desmandos. Serão masoquistas?  Quanto ao resto,  á Cruz e a Cristo, eu penso de maneira diferente da sua, pouco me importando o que o amigo pensa. É lá consigo!

2010-02-09

jmarques - Penafiel

Caro Martins Ribeiro, Achei pertinente a sua expressão de “blasfémia” e a contundência dos seus argumentos relativos à cruz, como símbolo de alguém que passou por este mundo e foi revolucionário no seu tempo, como o seria hoje e claramente incompreendido pelos que continuam subjugados às doutrinas dos senhores feudais dos templos dos velhos costumes materialistas e o meu caro amigo diria então que Ele fazia parte dessa “politicagem asquerosa”. A cruz não é como a sombra que existe porque existe o sol ou a luz. Ela é um mero símbolo de algo ininteligível atribuído a um homem que dizem que era filho de um deus e que terá ressuscitado. Esse símbolo foi gerado por uma organização de homens convictos e cheios de fé e que teve sucesso pela crendice do povo. E as mudanças sucederam-se e o que foi no início já teve várias mutações por obra da criatividade dos líderes de cada época. Só alguns acreditaram na força divina, cumpriram e foram “santos”. Muitos outros receberam títulos favorecidos pela necessidade de outros símbolos para reforço da Organização e cometeram erros graves em nome dessa cruz. E isto não é ser blasfemo, é ver o percurso dessa Organização e entender quem seria o tal Jesus Cristo que transportou a cruz sozinho até ao monte e o que diria e faria Ele perante os problemas actuais, no mundo à nossa volta, de que muita gente vive indiferente, mais preocupados com o local onde ela está dependurada. Esse é o problema de quem hoje leva a cruz e também não tem quem alivie o sofrimento, embora batam todos os dias com a mão no peito.
2010-02-09

A.MARTINS RIBEIRO - Terras de Valdevez

Parece que o amigo J.Marques reapareceu e com certa contundência a meu respeito. Não só isso mas, ainda por cima, com juízos erróneos. É como eu já afirmei; está enganado a meu respeito. Pancadas já senti muitas na vida, secas, molhadas e assim ... assim; e nunca me senti melindrado, nem sequer incomodado com elas. Longe de mim tais sentimentos. Ou se, porventura, senti algum abalo, este foi de pouca dura, só no momento do impacto. De resto, encaixo bem. Disse certa vez que amigos tenho alguns, mas os melhores e inimigos contam-se pelos dedos, mas dos piores. Por isso, amigo Marques, por mim, blasfeme o que quiser, que me não faz qualquer mossa. Haja é alegria e viva o amor! Se reparar, verá que tenho estado aqui presente, como sempre; não todos os dias, mas assiduamente, isso sim. Sobre o tema trazido pelo Guerreiro (Hei! Guerreiro, já estava a estranhar que não aparecesses) que é que poderei dizer? Como diz o outro: "...ah! ah!... nada!" Esta asquerosa "politicagem" que faça o que quiser que já nada me espanta. Mas, se for coerente, terá de arrasar então todo o País, se quiser erradicar dele a Cruz e nunca o conseguirá. Porque Ela está em cada palmo de terra; nos montes e nos vales, nos caminhos e abismos, e prolifera até na morada dos mortos. Toda a nossa querida Terra é, já de si, uma pesada cruz, por causa dessa escumalha política. Eles, sim, é que são a nossa dolorosa cruz. Por isso, pouco me preocupo nesse sentido que a Cruz é indestrutível e vencerá sempre! Gostaria era de ver essa "gentalha política" ir gritar para um País árabe contra os símbolos religiosos deles, alegando as mesmas razões por que o fazem aqui. Mas, como cobardes que são, metem o rabo entre as pernas. E, neste sentido, admiro os muçulmanos quando defendem a sua fé: são radicais e gritam logo "Morte" aos sacrílegos. E têm toda a razão!
2010-02-08

jmarques - Penafiel

Não sei se o colega Martins Ribeiro eventualmente ficou melindrado pois já reparei que não gosta de pancadas secas e daí omitir-se ao comentário. Mas parece que se generalizou essa omissão de pronúncia mas aqui valerá mais o gago do que o mudo e é bom que se apareça. Também me penitencio por alguma ausência mas quando cá cheguei encontrei alguma diferença pela presença de alguém que vive em Brasília e deixou o seu conteúdo nomeadamente sobre o problema da existência da cruz nos espaços públicos e das movimentações políticas subjacentes à sua retirada. Não me ofende se o Estado o fizer. Falar da cultura de um povo é também falar das suas tradições e as mudanças geracionais traduzem-se normalmente em alterações de hábitos e costumes que vão ganhando forma com o tempo e a laicização da vida quotidiana vai gerar novos cenários que farão parte dos novos padrões de vida. A ausência do crucifixo já ninguém vai notar um dia destes. Parece que o ser humano precisa de um deus para se sentir mais feliz e a instrumentalização do homem pelos líderes religiosos é efectuada através dos símbolos materiailizados que pretendem encarnar-se no ser misterioso da divindade possível. A retirada desses símbolos institucionais dos espaços civis deve no meu entender ser feita sem preconceitos facciosos,não me choca de verdade. Competirá à Igreja o reforço da sua intervenção nas áreas de acção concreta, despertando o "indivíduo" para a missão social que esta organização deve ter num mundo pejado de injustiças muitas vezes executadas sob o símbolo da cruz ou sob juramento da bíblia. A Igreja deve revolucionar a sua missão e as suas formas de missão, redimensionando-se em função dos propósitos da sua doutrina que terá como fundamento as injustiças do homem que geram sofrimento aos que se submetem. E aí o indivíduo perceberá e interiorizará melhor os símbolos com fundamento na acção. Até lá já basta a cruz dos indefesos maltratados, da pobreza inquinada de indiferença...

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