fale connosco


2010-03-01

António Gaudêncio - Lisboa

O fenómeno da pedofilia assumiu, nos tempos modernos, uma tal visibilidade e importância que a própria Igreja foi obrigada a encará-lo de uma forma diferente daquela que costumava fazer: assobiar para o lado. Mas a pedofilia é apenas a afloração de um aspecto que a Igreja nunca conseguiu disfarçar : A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, APESAR DE DEFENDER A CASTIDADE, NUNCA FOI CASTA NEM NUNCA SOUBE LIDAR COM A SEXUALIDAE HUMANA. Desde tempos imemoriais que ouvimos falar das actividades sexuais de Papas, cardeais, bispos, chantres, cónegos, abades, párocos e também , obviamente, de membros do clero regular. Depois do Concílio de Trento, quando foi decretado o celibato obrigatório do clero secular, todos aqueles agentes profissionais da Igreja, em vez de guardarem castidade, ficaram com as mãos livres para se servirem ( sem responsabiliades acrescidas ) das mulheres disponíveis no mercado ( e houve sempre muitas ), das mulheres dos outros ( das mulheres da gente) e para utilizarem, na satisfação dos seus apetites carnais, uma matéria prima que lhes estava mesmo à mão e sempre disponível : AS CRIANÇAS. Claro está que os tempos eram propícios ao encobrimento e os crimes foram ficando sempre impunes e, muitas vezes, quem ficava mal era quem tinha a audácia de fazer qualquer denúncia, situação que ainda se observa no nosso tempo.  Nos últimos meses vi algumas reportagens, no Canal Odisseia, sobre o tema, e confesso que fiquei enojado. Versavam as mesmas sobre casos da Irlanda e dos EUA, onde o fenómeno possilvelmente não difere do que acontece noutras latitudes, mas onde houve a coragem para o  investigar e denunciar. Enquanto a Igreja não acabar com essa mirabolância, que é o Celibato dos seus agentes, a vida sexual dos mesmos vai continuar a todo o vapor e vamos continuar a ver um bom pároco a chamar "afilhados" a seis ou sete filhos que fez a uma pobre paroquiana que lhe abriu as pernas; veremos outros membros do clero, baixo ou alto, a "encornar" discretamente algum cidadão que até vai semanalmente à missa e compra as bulas agora na quaresma para poder comer o chispe neste tempo de abstinência ( jejum já não se usa ) A propósito conhecem aquela anedota de dois nédios abades galegos que, para além de paroquearem os seus conterrâneos, cuidavam de "outros" negócios laterais? De volta de um copito de qualquer coisa dizia um para o outro, aquando da " nomeação " do último papa: Então será agora com este novo papa que a Igreja nos vai permitir casar e ter uma vida de homens responsáveis? Responde o outro: Não creio nem estou assim tão confiante mas talvez no tempo dos NOSSOS FILHOS isso possa vir a acontecer. ( Riam , por favor ).
 
A propósito, ou despropósito, pegando agora no tema da pedofilia, haverá algum " herói  " capaz de investigar, aprofundar ou denunciar sinais  ou eventuais concretizações de casos de pedofilia, acontecidos na Quinta da Barrosa, com gente que nós conhecemos? Se houver, colhe o meu aplauso!!!!! .   

2010-03-01

Arsénio Piresa - Porto

Meus caros:
Dois artigos foram colocados em “Pontos de Vista” sobre o tema da “Pedofilia nos Padres da Igreja Católica”: O primeiro é de minha autoria e o segundo foi enviado pelo nosso colega Luís Guerreiro e sua esposa Irene. Este último traz uma interessante entrevista com um psiquiatra sobre este problema e como preveni-lo, ou pelo menos minorá-lo, nos padres da Igreja Católica.

Bom seria que ouvíssemos mais colegas sobre estes dois artigos.
Para facilitar, faço aqui uma súmula dos pontos que me parecem mais interessantes.

1- O tema em debate é “Pedofilia nos Padres da Igreja Católica”. Não se trata de abordarmos o tema na sua generalidade, quer na Igreja e em todos os cristãos quer no mundo. Esse é outro assunto.

2- Sabemos que a incidência da pedofilia nos homens (também existe nas mulheres…) anda à volta de 1%.

3- E porque abordarmos a pedofilia só nos padres? Porque os padres escolheram livremente ser celibatários ao serviço da Boa Nova de Jesus. Porque os padres orientam a Comunidade dos crentes e têm obrigação de ser modelos do que pregam e não escandalizar “nem um só destes mais pequeninos”. Apesar deste mandamento ser para todos nós.
Embora, em princípio, pareça não haver ligação alguma, custa-me a crer que o celibato obrigatório não tenha nada a ver com a incidência de pedofilia no clero da Igreja Católica (esta incidência será maior do que no resto dos homens?). Mas, como o povo diz, a ocasião faz o ladrão.

4- A tendência sexual não se escolhe. Ninguém escolheu ser heterossexual, homossexual ou pedófilo. Não é a tendência sexual que é pecado mas o mau uso que dela fizermos, tanto os heterossexuais, como os homossexuais ou os pedófilos. A pedofilia (que é um crime perante a lei!), se diagnosticada a tempo, pode ser controlada, quando não, evitada totalmente.

5- Que deve fazer a Igreja para evitar ou minimizar este escândalo? Esta é a questão. O psiquiatra dá-nos algumas pistas nesta excelente entrevista.
Eu penso que uma melhor selecção dos candidatos ao sacerdócio mediante testes psicológicos obrigatórios teria que ser uma norma da Igreja.
Penso, ainda, que o fim do celibato obrigatório poderia ajudar a minimizar este problema.
E a resolver outros, claro!

P.S. Sem querer fazer deste espaço um Fórum (temos um espaço só para isso…) seria bom que outros se manifestassem.

2010-02-27

manuel vieira - esposende

A rubrica "Fale connosco" aborda hoje o tema "Celibato e pedofilia" num contributo do nosso colega Guerreiro e esposa.

O texto dá-nos a ler uma entrevista interessante que apareceu no Spiegelonline alemão feita a um especialista em sexologia, o berlinense Klaus Beier sendo o tema "os padres pedófilos".

Vale a pena ler.

2010-02-24

Ismael Vigário - Gualtar - Braga

Olá amigos,

Este blogue, "fale connosco" é mesmo muito especial. Escrevemos alguns, e, às vezes, recebemos ecos das nosas palavras. Há outros que assistem, mas não se aventuram. Talvez lhes apetecesse discordar, elogiar, desprezar, ofender... Mas, em circunstâncias tais, com este frio e esta chuva, preferem o aconhego de uma certa inércia de não criar ondas e de evitar ecos que pertubam ou molestam o ego refastelado e dormente.

Apresentando-me melhor, depois do Seminário, fui para uma República de estudantes, em Braga, porque não as há só em Coimbra. Aí completei alguma da minha formação ou deformação. O quorum era predominante de transmontanos em terras do Minho. E também havia espírito selectivo, sobretudo dos minhotos, pois o etnocentrismo ou bairrismo dos transmontanos falava mais alto. Nesse espaço e com formações diversificadas, terçávamos grandes tertúlias que nem sempre acabavam bem, Dá para imaginar... Cheguei a ter saudades do Seminário, da ordem e disciplina que lá nos ofereciam. Mas para aprender teremos que sofrer, não temos outra saída. O mundo, o encanto ou desencanto, está sempre onde está o ser humano. E, neste sítio, também o temos cá. Quem disse que somos "castrados" abomino esta palvara. E, infelizmente, cá recorro aos meus suores académicos ,como diz o JM. É o espírito de J.J. Rousseau que ainda paira nas nossas pedagogias. O homem é naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe. Não, não sou, definitivamente, rousseauniano. Talvez tenha sofrido menos que o filósosofo de"L'Émile".

Quaisquer que sejam as circunstâncias do ser humano, acredito na força da liberdade, na capacidade de reformular-se sempre, reconstruir-se sempre, embora nunca esquecendo a sua história.

Então o comunismo não caiu na URSS? É possível domesticar o ser humano sob a bandeira ou sob a cruz? O homem tem de ser ser sempre livre, não importa a sua história. Quem sucumbe é um fraco e, portamto menos humano. Pode-se castigar o corpo, mas o pensamento é como dinamite como profetizou Bochenski, um crítico do comunismo.

Um abraço a todos.

Não acreditem em tudo o que digo. Se soubesse disso não escrevia mais. Tiravam-me a fotografia ao meu pensamento e ainda reservo muito, por muito e muito que vos comunique. Por isso, quem escrever neste sítio, acredite nesta minha ideia e não se sentirá vazio na sua comunicação, mas mais rico, porque provocador de palavras e pensamentos novos e antigos.

Ismael Vigário

2010-02-22

manuel vieira - esposende

Caros colegas, como refere o Gaudêncio o palanque é um local aprazível de onde se assiste aos interessantes diálogos. Não se paga bilhete e a diversidade é atractiva. Por outro lado, o que parece não é e a escrita é acompanhada de alguns sorrisos malandros dos próprios, encobertos pelo elmo do guerreiro, que no caso do António Ribeiro vai montado em cavalo sem patas da autoria do escultor José Rodrigues, apeados logo ali em frente à sua casa, para que lhe seja mais fácil fugir ou proteger. Tudo não passa de um duelo virtual, a que escapam algumas blasfémias e palavrões contrários que dizem, fazem parte dos textos de ensaio em cenários de guerra das velhas cruzadas. O nosso colega Ribeiro, de águia ao peito, mostra que não quer ficar por baixo e faz muito bem e não sendo bom praticante procura, como todos os bons cristãos, mostrar que o baptizaram e que tem de defender a camisola. O nosso amigo JMarques já espreitou o furo e como não se recorda de ter sido baptizado não olha a meios para esconder a cor da camisola e mostrar que não morre de amores pelo Estádio onde muitos jogam. Mas esquecem-se que as bancadas já estão normalmente bem ocupadas e que não faltam as assobiadelas. Mas quem gosta de jogar deve entrar em campo sem receios e não há problemas que invadam o campo pois há sempre alguém a apreciar o espectáculo.

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº