fale connosco


2010-04-06

jmarques - penafiel

Mais um cerimonial pascal que se junta a tantos outros na nossa história de vida.Cada terra com seus usos e tradições, que são bem bonitas no Alto Minho conforme poderão confirmar os nossos colegas da região, onde a gastronomia também exibe os seus dotes.

No fundo todo este materialismo é que conserva as tradições e a dinâmica comercial que gera será o motor da sua preservação como festa mundana que agrada até aos ateus mais fervorosos.

As férias escolares seguem o preceito e de nada vale tirarem os cristos das paredes frias das escolas. O preceito mantém-se interiorizado e as coisas rolam e ninguém se constipa em insinuações.

Faço votos que a alegria se conserva com os ares da festança.

2010-04-01

Assis - Folgosa - Maia

Olá, Amigos.

O perfume ainda quente do folar transmontano também chegou a estas paragens. Pena que ontem mesmo tenha ido ao dentista e me tenha ficado com algum dos molares que muita falta me fará durante toda esta época. Terei que contentar-me com imaginar-vos a saborear um bom naco desse transmontano "caseiro" que também nos nossos tempos da Barrosa nos visitava, ainda que parcamente. Éramos muitos e as encomendas vindas  daquelas bandas não eram assim tantas que pudessem satisfazer a totalidade dos alunos. Normalmente as encomendas enviadas peloos nossos pais eram apenas divididas pelos alunos do mesmo curso. Recordo também um outro bolo que nos chegava de Vergada - Vila da Feira, terra do saudoso Da Costa, como lhe chamava o então director Pe. Ibanhes, e que era igualmente desta época: a regueifa doce, muito semelhante à fogaça. Dos lados da Guarda, vinham os bons queijos e também a saborosa chouriça. Tudo  "caseirinho", como o folar transmontano. O bom vinho que agora tanto apregoais, esse, se vinha, ficava da outra banda dos "muros", dos tais muros que parecem escandalizar alguns. Apesar de tudo, digo-vos que, com o sentimento de partilha que então os nossos mestres procuravam implantar em nós ,os sabores transmontanos, das beiras ou do douro, mesmo sem o acompanhamento dum bom vinho maduro ou verde, foram daquelas coisas que realmente nos encantavam, como nos encanta hoje recordar aqueles belos dias, ainda que por vezes duros. Tudo "frutos da época". Assim temos ver aqueles dias e não de outra forma.

Uma Páscoa Feliz para todos vós e para os vossos familiares

2010-04-01

JMarques - Penafiel

O tema agradou-me e vim ao cheiro.O meu amigo Martins Ribeiro "falou" de forma abastada e o Manuel Rodrigues respondeu ao repto do Manuel Vieira sobre um folar de ovos com carnes, de confecção caseira em forno de lenha.Na minha aldeia os sinos da Páscoa vão tocando ao sair e chegar do compasso mas se começa a desvanescer a tradição. À mesa não.As mesas ficam fartas e o pão de ló amarelinho dos muitos ovos pode ser mais enxuto ou mais húmido.De resto, meu caro Ismael, os muros já lá vão e apenas esquentam as lembranças e cada um que se safe nestas andanças mundanas pois as incontinências mentais existem por aí a rodos.

Vamos é demolhar o prazer nos licorosos vinhos durienses, embeber numas tranches de pão de ló, outros terão o pão de lá com saborosos enchidos e vamos ouvindo os sinos, que se repetem em cada ano.Quando é para puxar à corda também cá estamos, como o nosso amigo Ribeiro sabe mas quando é para lançar a corda a uns valentes pitéus, contem com o meu incentivo, sem abusar claro, pois os cuidados são santos.

2010-03-31

ismael Vigário - Braga

Olá a todos:

  Aos do palanque, do palanquim, aos intervenientes mais acalorados, mas sobretudo, aos que têm a sabedoria de pôr alguma água tépida para não morrer o doente.

Obrigado a esses, pois têm aquilo que hoje se chama a inteligência emocional e que não está tão repartida como isso. A mim, pessoalmente, falta-me alguma e se magoei alguém com a espontaneidade dos meus dixotes, peço desculpa.

Quando escrevo neste espaço, não faço rascunho, e isso, para quem se entusiasma com os temas é território de risco.Mas a vida é um risco e viver significa confrontar-se com o conflito das interpretações e Santo Aostinho dizia: si fallor ergo sum. Por isso, aceitemo-nos como somos, com as nossas diferenças. Toleremo-nos, pois isso é uma forma de sermos mensajeiros da paz, católica ou laica.

O seminário, para mim, ajudou-me a crescer, tornou-me mais humano, mais eu próprio. Nunca rejeitei essa identidade e apregou-a aos quatro ventos.

Que havia lá defeitos, claro, lá havia pessoas e isso fazia toda a diferença. Falarmos hoje de aspectos negativos, não tem muito sentido. Também houve lá bullying, mas também houve lá coisas maravilhosas.Quando lembro o seminário lembro quase tudo maravilhoso. Quase como dizia o Torga: O Mundo maravilhoso. Havia lá alfas, betas.... mas, nem todos formavamos O Amirável Mundo Novo do romacista americano Aldous Huxley. Nem essa era a intenção dos nossos educadores. Seminário diziam-nos que queria dizer semente, conduzir a semente para produzir bons frutos. Havia algum mal nisto? Porque era uma educaçãp orientada (vectorial) para um objectivo? Mas ninguém nos mentia. Não concordo com muros nem com alma seminarística, senti-me sempre pessoa e isso diz muito.

Vivemos, hoje, numa época  de temas fracturantes e mediáticos. O s séc. XiX era anti-clerical, havia o Renan que o Eça plagiava, hoje há outros inspiradores a apontarem-nos com novas ideologias a encantarem-nos a alma e o corpo.

Mas, comamos o folar de Manuel José Rodrigues, proposta do Vieira e continuemos  a cavaqueira com tranquilidade.

Uma boa Páscoa a todos.

 

 

 

Na minha aldeia nunca poderia ser a pessoa que hoje sou.

 

 

Às vezes, dou comigo a pensar e a sentir-me próximo ou afastado de quem produziu determinada ideia.

 

 

 

2010-03-31

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Temos aí a Páscoa á porta e alguém trouxe á baila uma das suas principais iguarias, oriunda de Trás-os-Montes; o afamado e, quando bem confeccionado, saboroso Folar.  O companheiro M.José Rodrigues, de Macedo de Cavaleiros, apresentou uma bela descrição do mesmo a qual elucidou sucintamente todos aqueles que desconheciam tão apetitoso bocado.  Nanja a mim que, na verdade, já o conhecia e, á semelhança do Vieira, também,  há pouco tempo,  trinquei o feito pela Dª.Céu, de Meireles, perto do Cachão.  E até uma minha comadre, transmontana de gema, de Vinhais e Bragança, o apresenta sempre na mesa posta por alturas da cerimónia de beijar a Cruz, com o devido destaque e preponderância.  Ora, dado tratar-se de um acepipe com grande importância nesta Quadra festiva da Ressurreição e não tendo mais nada para o realçar, passou-me pela ideia jogar com alguns trocadilhos morfológicos da palavra do seu nome. Assim, e como se faz no ping-pong. vou começar por bolar, não esperando que, se vencer a partida,  me presenteeis no final com um valioso colar de pérolas ou mesmo de bugalhos, que servem muito bem e são mais baratos e menos pretensiosos.  Se fosse americano, é claro que teria de despender muito mais que um dolar para  poder comer  tal pitéu e teria mesmo de ter um forte molar  para mastigação dos nacos de presunto e salpicão.  Resultaria daí uma profunda motivação para seguir a estrela polar na nossa dificultosa caminhada, sentindo-nos reconfortados com esse magnífico alimento. E, certamente, a nossa vida iria rolar sempre sem atritos nem percalços. Gostaria de ser muito rico e de linhagem nobre para poder ser dono de um solar e, dessa forma, convidar os muitos amigos que tenho e oferecer-lhes, entre outros manjares, muitos folares sem discrição mas, como não é o caso, tenho a minha simples moradia onde poderão comparecer que, com certeza, entre outros petiscos, o folar também não faltará.  E pronto, se não gostastes desta prosa bacoca, estais no vosso direito, trazendo para minha justificação o facto de  que se tratou apenas dum exercício folgazão da minha pena ociosa. Boa Páscoa a todos!

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