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2010-03-07

Arsénio Pires - Porto

NÃO tenhais medo!

Como é possível que os jornais não falem?

Como é possível que as televisões fechem os olhos?

Como é possível que as rádios emudeçam?

  • No dia 5 de Março fez 70 anos que o regime comunista de Estaline mandou eliminar perto de 140 mil polacos nas forestas de Katyn. Com um tiro na nuca! Porquê? Porque eram polacos!
  • No dia 5 de Março fez 57 anos que o "serial killer", Estaline, responsável por 62 milhões de mortos, morreu depois de ter confessado:

- "Sou o mais infeliz dos homens! Não tenho com quem tomar um chá!"

"Vemos, ouvimos e lemos!
Não podemos ignorar!" (Sophia de Mello Breyner Andresen)
2010-03-07

António Gaudêncio - Lisboa

 Durante muitos anos confesso que actuei de modo igual ao Aventino: fui escondendo, escamoteando e disfarçando que tinha andado num Seminário. Hoje, rondando os 70 anos, já nem me preocupo com isso. Creio que consegui no Seminário um acervo cultural que pedia meças com qualquer parceiro de outro centro de estudo. Mas tenho que reconhecer  que, embora sabendo coisas mirabolantes, quando saí do Seminário, não sabia nada da vida. A Quinta da Barrosa cercou-nos de muros que impediram o nosso crescimento harmonioso de estudantes e de "HOMENS" no sentido literal. Aprendemos muitas coisas mas alguém se esqueceu de nos ensinar outras que, também, eram necessárias à nossa formação integral.

Também gostaria de ter privado, como o nosso companheiro Aventino, com todos esses homens que ele refere, mas só tive o privilégio de conviver com o Zeca, no longínquo ano de 1963, na cidade de Faro onde ele era professor de português numa escola da cidade e eu aguardava ordem de marcha para Angola,como alferes miliciano.  Bons tempos!!!

Este " desgraçado" do JMARQUES, para além de escrever umas coisas sempre interessantes, tem o condão de me pôr a salivar quando fala de "lampreia", de " alvarinho" e de "leitão" ( eu já me contentava com o da "Churrasqueira Rocha" , um pouco mais a sul de Aguada de Cima ). E sobre a lampreia, não me importava de fazer uma excursão ao Restaurante da Mãe-Preta, em Ponte de Lima, para matar a saudade de tal pitéu ( Será que ainda existe tal restaurante ?) Frequentei-o nos anos que vão de 1977 a 1980.

Por hoje vou salivar em seco, e sozinho,  uma vez que não tenho à mão ( nem ao pé )  lampreia, leitão nem alvarinho. 

   

2010-03-07

manuel vieira - esposende

Vamos aceitar que vir aqui será como ir à pastelaria vizinha e tomar um bom café e comer um pastel de nata, ou dois.Estas coisas devem ser apreciadas e tomadas com a atitude sublime do que sabe bem. E temos presenciado a presença dos que dizem habitualmente "presente".Porventura também temos de perceber quem faz habitualmente dieta dos açúcares e dos aceleradores da tensão e não lhe convenha passar pela pastelaria vizinha.Mas como o aluno que só ouve e aprende também este espaço tem a visita de muitos colegas que só lêem e registam.Este espaço foi construído com esse propósito, de ser a sala de visitas dos nossos associados e alguns preferem ficar mudos, esse condicionamento que neste caso não é de nascença.

E lá vai vir o dia que falarão...

2010-03-07

jmarques - Penafiel

Muros tão altos e pesados. Incomoda-me que tantos colegas não consigam desprender-se da sua sombra.Será?Saltaram de vez ou apenas o contornaram? e viverão ainda do lado da rua voltados para o casarão? Será timidez ou vergonha de olhar a luz de extra muros que ainda persiste no tempo?Participar neste espaço é um fenómeno de regressão psicológica a que se quer evitar?Estar aqui será viver a timidez do passado?

É  facto que o ambiente molda o comportamento das pessoas, e o processo repetitivo levou à segregação gástrica do cão de Pavlov. Poderá ser este espaço a marquesa que vai gerar a atenuação de recalcamentos?

Já pareço o Ismael a filosofar mas sinceramente acho que isto são meros fetiches que justificam o comodismo tranquilo do bom sofá que enchem as salas comuns dos nossos bons colegas. É também um defeito de atitude pois para alguns os grupos são meras fórmulas que só servem para reclamar mais acomodações. Ainda por cima as noites têm estado frias e os dias também e os prazeres da reforma entorpecem e enferrujam as articulações e mexer com os hábitos encurralados em poses robotizadas não é bem para eles. Por favor não me incomodem!Não sou muito dado a essas novas tecnologias a não ser para home banking ou trocar uns e-mails com uma antiga colega.

Bem, talvez um bom alvarinho do Ribeiro e uma empada de lampreia do Cávado do Vieira mexesse mais com esta gente.Gente boa claro mas muito comodista. Talvez um bom leitão em Aguada de Cima, não sei se há Aguada de Baixo, fizesse mexer as padiolas.

2010-03-06

Aventino - Porto

Privei com Torga e privei com Zeca. Com Adriano e com Xico Fanhais. Com Paulo Quintela e Pedro Barroso. Com Orlando Carvalho e com António Arnault, com padres e seminaristas, com cristos-rei e senhoras de fátima, com missas e ladainhas, com virgens e com pecadoras.

Cantei com alguns e com eles gritei liberdade; discuti com outros e com outros quis mudar o mundo; fui proscrito e amado. Amei tantos deles e tantos deles me deram o melhor do amor que recebi. Mas com todos me silenciei e a nenhum fui capaz de dizer que tinha andado no seminário. Ainda hoje cultivo essa mentira. Injusto? Injusto serei! Como é que não consigo dizer-lhes: sim, sim, andei no seminário e... foi bom, maravilhoso, o paraíso, e aqui estou, Aventino, cinquenta e seis anos de idade, seis de seminário e o resto de infelicidade!

Porque é que não sou capaz de vos dizer?

 

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