fale connosco


2010-03-15

Aventino - Porto

AO ANTIGO ALUNO REDENTORISTA:

Gosto dessa tua voz azeda,

do teu triste sentir do teu engano.

Gosto da mentira de que te apaixonas,

e dessa nódoa que esqueces no teu porte.

Gosto de quem vai além e não volta atrás:

serena desgraça,

serena morte.

 

2010-03-11

Arsénio Pires - Porto

Amigos:

Atenção ao Encontro Nacional!

Dos 15 quartos duplos reservados no hotel, já temos 8 confirmados.

Dos 10 quartos singles reservados, já temos 4 confirmados.

Nota: Devido à proximidade da visita do Papa a Portugal, não temos possibilidade de garantir mais quartos. Uma vez preenchidos os quartos que temos disponíveis, não podemos garantir alojamento.

2010-03-10

manuel vieira - esposende

São curiosas as leituras que cada um faz à largura dos muros e entusiasmou-me a determinação do nosso amigo Ribeiro, que já naqueles tempos ouvia cantar em coro as donzelas de longos cabelos irradiando oiro,junto ao castelinho do nosso bosque e, claro, quando saiu arreguilou as vistas e pôs em prática o que em imaginação fértil já longamente treinara. A conversa neste espaço "fale connosco" parece satisfazer mais os nossos colegas, que se identificam com as facilidades da utilização, sem necessidade de registos e mudanças de formulário e também podemos imaginar que as falas se intervalam com um bom copo,alvarinho ou não, à mercê na casa de cada um. A nossa "técnica" diz que temos espaço para utilizar, o que me leva a armar os guardassóis nesta bela esplanada e a colocar cadeiras para todos, mesmo todos, embora ainda existam muitos lugares por ocupar. Entretanto o Encontro de Alcobaça começa a movimentar interessados e será importante reservar alojamento para quem pretender pernoitar. Outros pretendem apenas reservar as refeições em grupo e já estão a inscrever-se.
2010-03-10

M. José Rodrigues - Macedo de Cavaleiros

Cá volto eu.Não foi por medo que estive ausente. "Quem tem medo compra um cão...". Tenho andado um pouco baralhado: umas vezes dizem-nos que este espaço se destina a alimentar conversas leves (beber um copo de Alvarinho...), remetemdo-nos para o Forum no tratamento de assuntos sérios; outras vezes desafiam-nos a entrarmos em debates sérios aqui mesmo. Ainda os MUROS. Tivemo-los em Gaia espessos e altos, físicos e simbólicos. Mas nesse tempo houve-os por todo o lado. (Os muros faziam moda pelo mundo,medonhos. Um, o da vergonha, caiu devido á evolução das ideias políticas, ruindo com grande estrondo o império do Leste. Outros, os da educação, ruiram devido à evolução das teorias pedagógicas. Aqui a evolução até terá ido longe de mais, por causa do "psicologismo da educação" que alguns designam por "eduquês". Isto dava pano para mangas...).Hoje não é a importãncia da coeducação que eu quero focar. Afinal, pela década de 60 a generalidade das escolas portuguesas ainda não eram mistas e, se o eram, não o eram as turmas, nem os espaços de aula, nem os recreios. Assim, nada diminuiu os habitantes de Cristo Rei a ausência de raparigas no espaço escolar, nem tão pouco os "enriqueceu" a existência de uma escola industrial feminina ali ao lado, para além de uma fugaz estimulação audiovisual. O que os prejudicou foi o isolamento prolongado, sem trocas (sociais) com o exterior. Barreiras e muros houve-os em todas as escolas, fruto da ideologia vigente.Mais vincados os muros de Cristo Rei e de escolas similares, devido à formatação com uma finalidade bem específica. A educação que tivemos, em muitos aspectos, pode comparar-se a uma fábrica: nas linhas automáticas de fabrico (ou montagem) os produtos finais têm de ser exactamente iguais e, se no percurso sofrerem uma ligeira diferenciação, são excluidos por defeito. Algumas lacunas na nossa educação, que também tinha grandes virtudes: inibição; falta e autonomia; pouca criatividade e poder critico; problemas na estruturação da personalidade e no convívio social mercê do nosso crescimento em contexto fora do habitual, constantemente dentro de muros, com trocas limitadas de experiências. Mesmo nos poucos momentos de que dispunhamos fora de muros(curtas férias "grandes"), ainda ecoava, a todo o momento a martelar-nos a consciência, o aviso: "Cuidado com as primas!" Contra estas limitações tivemos todos de lutar fora de muros, e uns conseguiram mais equilíbrio e arejamento do que outros nesta complicada tarefa. Não me parece que seja por sequelas da vida intramuros que alguns se dispensam de virem conversar neste espaço. Outros motivos haverá. Não será despicienda a desculpa da falta de tempo: veja-se que são reformados boa parte dos que por aqui andam activos. Como quem se confessa: nunca tive dificuldade em assumir que fui educado no Seminário de Cristo Rei e até sinto nisso algum orgulho. Não tive necessidade de usar o eufemismo "Colégio de Cristo Rei", como ouvi outros usarem. Abraços
2010-03-09

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Alguém, em contraditório, interpretou mal o meu tópico anterior. Quando falei nas musas das ilhas dos amores, não foi para realçar uma hipotética façanha de possível e façanhudo Casanova e sim para afirmar que fui, nesse aspecto, uma pessoa normal e que o facto de ter sido seminarista em nada me condicionou. É verdade, sim, normalmente e como todos, também apanhei o sarampo! E que mais? Quanto ao que, também hipoteticamente e, pelos vistos, de forma dogmática, (tem de ser assim e pronto) masquei entre muros e á sombra de abstinência imposta e redutora, apenas pergunto: que tem isso a ver para o caso?  Alguém me impôs ou reduziu o crescimento de rapazinho (não necessariamente bacoco) de dez aos 18 anos?  Fora da Barrosa teria sido diferente? Sinceramente, creio que não! Ah! mas já percebi: pelo que depreendo, o ressabiamento de não poderem saltar os muros, seria na vertente sexual a qual, pelos vistos, era severamente reprimida.  Mas então era isso que queriam os “rapazinhos bacocos”?  Poder sair á vontade para encontrar, eles sim, as ditas musas da ilha dos amores ou, e tal  seria o cúmulo, pretenderiam que as introduzissem intramuros  para a sua satisfação ou, na melhor das hipóteses, como método de aprendizagem? A esses que, porventura, assim pensaram ou pensam e olharam para o seminário apenas com essa ideia redutora, sabem o que lhes digo? Que vão dar banho ao cão! Por favor, trazei-me um quarto das “pedras”!


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