fale connosco


2010-05-09

JMarques - Penafiel

É bom aperceber-me que a diversidade de opiniões é valorizada e protegida, independentemente das convicções afirmadas, algumas delas reforçadas estrategicamente para animar este "fale connosco".É bom que seja assim embora por vezes se entorne a sopa.

Procuro pesquisar na Internet tudo o que aparece sobre os Redentoristas em Portugal e no mundo e acho que o melhor espaço é este porque permite estas "conversas em família". Os nossos amigos brasileiros podem ficar perplexos com os nossos diálogos mais contundentes pois encaramos os nossos "dogmas" com muito interesse e curiosidade e se os evangelhos referem que Jesus transmitiu ao homem tudo o que Deus, o Pai, lhe comunicou e por isso não o questionamos, por outro lado não ficamos surdos e mudos em relação ao que o homem foi construindo e degenerando de conformidade com os valores de cada época e de cada concílio e lideranças.

Agradeço o convite feito pelo Francisco Assis e aceitaria de bom grado se a distância o facilitasse pois deve ser um lugar muito bonito tendo em conta as preferências do padre Boursicaud.

Não me importo de vez em quando de partir a loiça para animar a festa, mas não quero que nenhum dos cacos vá ferir alguém pois não é esse o propósito e discutir com algum calor só estimula a imaginação e permite conhecer melhor os intervenientes pois libertam-se das suas "peias" e abrem mais profundamente o livro, desde que se não estraguem as capas.

2010-05-09

Assis - Folgosa - Maia

Olá meus caros!

Antes de mais, uma palavra de agradecimento a quantos se lembraram de enviar seus votos de feliz aniversário. 68 anos são muito tempo de vida e, simultaneamente, muito pouco para aquilo que se fez ou se deveria ter feito. Olhando o passado, tenho um pouco a sensação de frustação. - ?Que fiz de proveitoso até agora? - Muito pouco. Mas também vos digo que não me vou martirizar por isso. Olho hoje o futuro e vou seguir o conselho dos mais velhos: "Viver um dia de cada vez" e vou seguir pelas "estradas secundárisa" do nosso amigo Alexandre. Nas auto-estradas não temos o encanto das coisas belas da natureza, e ela tem tantos...

Só agora, são 23, 58h, acabei de ver as magníficas imagens do Manel e do Martins Ribeiro e de ler os textos do "Fale connosco". Cheguei há momentos duma outra viagem às terras do oeste, fui a Alfeizerão, onde estive no início de Abril pp, passando pois, uma vez mais, por Valado de Frades. Fui encontrar-me com alguns dos colegas com quem trabalhei no Banco de Angola em Cabinda nos anos 70. Já os não via há trinta e sete anos. Digo-vos que mereceu a pena, embora neste encontro não tenha estado presente aquele mistério que os encontros da AAAR sempre encerram. Houve, contudo, muita amizade expessa nos abraços que nos demos, muitas recordações, muito passado feito actualidade pelas nossas palavras.

Ora, levei bastante tempo a ler quanto foi escrito pelos nossos associados desde o regresso do passeio a Fátima/Alcobaça, uma vez que estive com o Pe. Henri na minha casa de Orbacem praticamente toda a semana. Tenho de confessar que fiquei satisfeito com tanto "palavriado", no bom sentido do termo. E  não estou preocupado com a resolução tomada a "quente" pelo amigo Martins Ribeiro. Tudo voltará ao normal quando se refrescar com uns ares de Orbacém, estou seguro. E não só os ares lhe farão bem. Há por lá outras coisas boas que o farão anular a sua tomada de posição. Já em tempos me passou pela mente a ideia de o convidar, a ele e ao amigo J.Marques, para ali se encontrarem, pois o Pe. Henri diz-me muitas vezes que Orbacém é um pequeno paraíso terrestre... mesmo sabendo que lá não iriam encontrar, com toda a certeza, nem Adão e Eva, nem Deus a quem eles pudessem pedir para se sentarem preferencialmente à sua direita. O MR já conhece bem o caminho, pois já lá esteve por variadas vezes, e até está convidado para passar por lá na próxima semana.

Quanto ao JM, aqui lhe deixo o convite, assim como a quantos nos queiram visitar, podendo valer-se dos conhecimentos do perito Manel Vieira que fornecerá as coordenadas do mapa que  conduzirão até lá com toda a segurança.

E por aqui me fico com um abraço para todos, mas com a firme certeza de que nem o M. Ribeiro cederá aos argumentos do J.Marques, nem este se deixará converter por aquele.

2010-05-08

Alves Diamantino - Terras da Maia

Companheiros Estimados Rompi o silêncio, espero não estalar o verniz. O R tem validade. Reflexão “precisa-se”. Recorro a“ As palavras “de José Saramago. - As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam... As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do Disse ou Tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do Verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o"precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do acto. Há também o silêncio. O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.- No memorandum das minhas viagens, recordo, uma visita a uma exposição “Família e o Homem”, cujo objectivo, era a promoção do entendimento entre as pessoas. Não fique à porta,” teuer Herr”. Talvez, um dia me vereis…….o meu clube é a solidariedade Saudações do ex-seminarista Redentorista
2010-05-08

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Hoje resolvi dar uma volta por aqui e fiquei indeciso. Entro? Não entro? Vou entrar na "Praça", embora na atmosfera circule alguma poeira ( não me parece de origem vulcãnica...), talvez do rescaldo do nosso Encontro, que foi um sucesso e uma festa. A festa deveria perdurar e o sentimento de união manter-se, sem veleidades de alguém, eventualmente, desejar impôr o pensamento único. É importante que haja diversidade de pensamento e de acção. Ninguèm deve ser "julgado" por "delito de opinião". Ao Martins Ribeiro - só por isto entrei - quero dizer que continue firme,aqui, a lutar pelas suas ideias e convicções, como tem feito, com grande nobreza. Não deve bater com a porta, exibindo uma mágoa incontida de quem não pode ouvir opiniões por vezes duras e incómodas. Com isto não quero fazer juízos de valor. Parte das opiniões do M. Ribeiro não são totalmente coincidentes com as minhas ideias. Ainda bem que não há unanimidade. Por isso não o tenho em menor apreço. No último Encontro - em que o conheci pessoalmente - fiquei positivamente impressionado com o seu entusiasmo, boa disposição e intervenção, qualidades que fazem com que ele seja uma pessoa de absoluta importância na Associação. Martins Ribeiro, parabéns pelo excelente trabalho que fêz; o video está maravilhoso! Força! Para a frente é que é o caminho! A todos - talvez sem grande autoridade para tal- faço um apelo no sentido da tolerância e do equilíbrio. A tolerância, o bom senso, o equilíbrio que o Arsénio fêz perpassar nos escritos que aqui deixou, ainda que, hipotéticamente, tenha ferido alguém com Fátima. A mim disse-me aquilo que eu gostaria de ter dito. Diria mais, caro Arsénio: se Jesus Cristo cá voltasse, teria de se munir de "armas" de maior eficiência - o chicote está obsoleto! E antes de vir a Fátima, talvez passasse por Roma para resolver alguma questão de fundo. Pressinto o Vaticano a declará-lO "persona non grata". Abraço p/ todos,em especial o M. Ribeiro. Parabéns retroactivos para o Assis.
2010-05-08

manuel vieira - esposende

Meu caro Gaudêncio,

a achega foi mera resposta literal á tua observação, que tem nexo, mas como referes a distância é um obstáculo pois a nossa Associação tem uma composição muito pulverizada e há uma certa conveniência que sejam homens do norte a liderar por questões operacionais.

Mas os homens do sul podem dinamizar a sua área geográfica pois aí residem muitos ex-colegas nascidos no nordeste e beiras.

O importante é assegurar uma dinâmica que facilite o convívio e incremente o relacionamento e as mensagens que periodicamente remeto já vão para cerca de uma centena de endereços, o que é bom. O nosso  site já teve cerca de 7500 visitas desde Novembro, que é indicativo de movimentos comunicacionais com algum significado e que confirma que já nada é como dantes pois existe de alguma forma interacção.

Pode haver actores e bancadas, mas também estão disponíveis conteúdos diversificados que facilitam novos saberes e permitem reacções.

Podiamos viver sem isto mas já não era a mesma coisa... e se todos dermos um bocadinho do nosso tempo a coisa vai rolando sobre carris, mesmo que não sejam do Tua.

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