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2010-04-18

jmarques - Penafiel

Não há fome que não traga fartura e o debate com o meu amigo Martins Ribeiro, carregado de irredutibilidade jacobina da sua banda, acabou por despertar anseios de intervir de alguns colegas, com alguma curiosidade pelo aparecimento do Alexandre Gonçalves das bandas da terra do bom vinho, Palmela, que nem tempo tem para "afagar os ditos", embora esse constrangimento tenha mais a ver com a motivação do que com os ponteiros do relógio.

Não lhe faltarão as ditas musas e as Nereides inspiradoras, pois não são exclusivas das terras de valdevez e folgo em não estar só nesta invocação das portas do céu para afagar o futuro.

Agora que o debate está em 3D, afigura-se-me mais potencial de diversificar a temática, embora me aperceba que haja alguma sintonia na problemática que afecta a Igreja Católica, com o Gaudêncio a perspectivar funções de fé para o Arsénio, o que eu estranho pelas suas discordâncias de base, tanto quanto me tenho apercebido em alguns conteúdos.

Nesta dialéctica de palco a quem deve faltar tempo é ao Arsénio e tenho pena da distância que me não facilita a vida para estar presente no Encontro de Alcobaça (ainda não percebi se é de Fátima ou Alcobaça).

Mas vou invocar as Musas para que as coisas corram bem.

2010-04-18

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Ora, seja bem vindo, caro Alexandre; folgo em que a sua informática, se bem que tudo seja muito simples, esteja aí p’rás curvas e bem afinada, para poder continuar. Como digo a alguns amigos quando querem entrar na liça e começam a lançar as suas “bojardas”, eu “tomo nota” do que expõe, desde que o não faça de forma capciosa. Para o restolho que fica de  alguns jacobinos, apenas lhe posso chegar um fósforo ou uma patanisca de isqueiro, esperando que façam muita labareda para, no caso de estar frio, ao menos se aproveitar alguma coisa disso. Estou em crer (aliás, tenho a certeza) de que o Alexandre é dos sãos, mesmo exibindo um espírito  inquieto e truculento. Grande abraço!

2010-04-18

António Gaudêncio - Lisboa

Gostei da última intervenção do Arsénio: calma, tolerante, sem toque de agressividade, enfim muito católica, ( embora eu pense que a Igreja, desde que no tempo de Constantino, se começou a organizar como INSTITUIÇÃO DE PODER, tem sido muitas coisas mas " tolerante " nunca ). E nos anos do Papa Karol, então foi um completo desastre: na cabecinha daquele tosco polaco o que interessava é que a sociedade se submetesse à Igreja não lhe tendo ocorrido que devia ser a Igreja a acompanhar a evolução da  sociedade. No pontificado dele creio que a Igreja retrocedeu, pelo menos 50 (cinquenta)  anos em relação à Igreja que surgira do Vaticano II. E que prometia!!!

  Mas voltemos ao meu amigo Arsénio ( sem eufemismos, hipocrisia ou coisa do género, confesso que tenho uma grande consideração, estima e amizade pelo Arsénio ) . É óbvio que havia uma clara provocação no meu escrito, sobretudo quando relacionei Fátima, Eucaristia e Encontro sabendo eu que ele é um dos que não regateia esforços para que a Associação saia sempre bem " em todas as fotagrafias " . ( E aqui muito muito à puridade, julgo que ainda hei-de ver o Arsénio como um bom Diácono ou até como um bom Padre casado desde que a Igreja reveja os seus conceitos sobre o celibato ). E para terminar, uma pequena brincadeira:  Arsénio, nunca te arrependas de fazer e pregar o bem e, agora, até podes exagerar  porque no tempo do Papa Karol arriscavas-te a ser canonizado como tantos outros com menos merecimentos como,  vg , Monsenhor Escrivá, os Pastorinhos etc.

Abraços, mas só abraços, porque não me vejo a dar beijinhos a matulões.  

2010-04-17

Alexandre Gonçalves - Palmela

Apesar de o tempo não me chegar nem para afagar os ditos, não resisti a entrar nesta amena cavaqueira, cuja leitura me elevou o espírito e a fúria. Explico. Primeiro, já não tenho desculpa para me calar. Um fedelho tecnológico encontrou-me a solução para o apoio logístico, por forma a que não me falte nunca o instrumento. Como se prova, pelo próprio acto de o dizer. Em segundo lugar, os contendores de serviço (J. Marques e Martins Ribeiro) são altamente estimulantes e persistentes. Bem servidos de verbos, são um exemplo a seguir para novos e mais ferozes combates. Os exfilhos de Afonso de Ligório não podem , não devem ser cães mudos.É urgente ladrar e se possível morder. A terra que habitamos foi ocupada pelo estrangeiro. Se o não podemos expulsar em guerra convencional, iniciemos sem escrúpulos a guerrilha! O estrangeiro é muita gente. E muito obscura. Com subtis interesses a comandar os seus actos e opiniões. Aproveito para saudar a fala desempoeirada do Rosa Gaudêncio. A Santa Madre não é flor que se cheire. Nós que estivemos no seu ventre temos um saber de vivências feito. Esta memória não se apaga com a idade. "Faz o que eu digo, não o que eu faço", diz uma voz pregadora. O espírito é forte mas a carne é fraca. Não há metafísica que resista a estes argumentos. E acrescenta um poeta qualquer: "as forças da natureza/ nunca ninguém as venceu." Os factos demonstram que os rios nunca morrem. Quando presos, desviam-se por outro lado.É por isto tudo que as questões levantadas são actuais. Vem ao de cima a aberração do celibato, a culpa que lhe está anexa, a solidão inútil que provoca, e os variadíssimos distúrbios da sexualidade. A Santa Madre, que de santa só já conserva o nome, sempre lidou mal com estes temas. E continua entupida com dogmas, carregados de poder e paganismo arcaicos. Por isso, ela está fora do tempo. A sua voz já não se ouve, tão longe ela fala dos homens. Como se isto já não fosse demais, ainda nega ou se absolve antecipadamente dos desvios de que é acusada. Falemos abertamente. Debatamos os sons que passam. Polémico? Isso mesmo! Com intensidade, com esperança e um imenso respeito por todas as diferenças!
2010-04-16

Arsénio Pires - Porto

Meus caros:

Bastante ocupado no trabalho conjunto com a equipa que prepara o nosso próximo Encontro em Alcobaça (nem digo Fátima para não ferir susceptibilidades mais espinhosas…), tenho-me ausentado deste espaço. Mas tenho acompanhado todas as intervenções!

É muito agradável verificar que já somos capazes de conversar sem fundamentalismos religiosos ou ateus, ou assim-assim.

Compreendemos bem que não estamos aqui em Missão! Ninguém converte ninguém. A conversão, em qualquer situação da vida, é sempre e só uma acção pessoal!

Estamos aqui num exercício de humildade (húmus, terra, barro!) já que o nosso ponto de vista é SÓ o nosso ponto de vista.

Estamos também aqui num exercício de tolerância e respeito pela diferença. O ponto de vista dos outros pode não ser coincidente com o meu. E, das duas, uma: um ajusto o meu ou continuo igual. Numa e noutra das situações, nunca perco nada (em princípio...).

O respeito pela diferença é MUITO difícil. Em actos e também em palavras.

Normalmente só nos damos conta da sua importância quando alguém não aceita a nossa diferença.

Bom. Nem sei bem por que razão escrevi o que escrevi. Mas… “o que escrevi, escrevi”, disse Pilatos. E ficou.

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