fale connosco


2010-05-08

Alves Diamantino - Terras da Maia

Companheiros Estimados Rompi o silêncio, espero não estalar o verniz. O R tem validade. Reflexão “precisa-se”. Recorro a“ As palavras “de José Saramago. - As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam... As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do Disse ou Tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do Verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o"precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do acto. Há também o silêncio. O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.- No memorandum das minhas viagens, recordo, uma visita a uma exposição “Família e o Homem”, cujo objectivo, era a promoção do entendimento entre as pessoas. Não fique à porta,” teuer Herr”. Talvez, um dia me vereis…….o meu clube é a solidariedade Saudações do ex-seminarista Redentorista
2010-05-08

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Hoje resolvi dar uma volta por aqui e fiquei indeciso. Entro? Não entro? Vou entrar na "Praça", embora na atmosfera circule alguma poeira ( não me parece de origem vulcãnica...), talvez do rescaldo do nosso Encontro, que foi um sucesso e uma festa. A festa deveria perdurar e o sentimento de união manter-se, sem veleidades de alguém, eventualmente, desejar impôr o pensamento único. É importante que haja diversidade de pensamento e de acção. Ninguèm deve ser "julgado" por "delito de opinião". Ao Martins Ribeiro - só por isto entrei - quero dizer que continue firme,aqui, a lutar pelas suas ideias e convicções, como tem feito, com grande nobreza. Não deve bater com a porta, exibindo uma mágoa incontida de quem não pode ouvir opiniões por vezes duras e incómodas. Com isto não quero fazer juízos de valor. Parte das opiniões do M. Ribeiro não são totalmente coincidentes com as minhas ideias. Ainda bem que não há unanimidade. Por isso não o tenho em menor apreço. No último Encontro - em que o conheci pessoalmente - fiquei positivamente impressionado com o seu entusiasmo, boa disposição e intervenção, qualidades que fazem com que ele seja uma pessoa de absoluta importância na Associação. Martins Ribeiro, parabéns pelo excelente trabalho que fêz; o video está maravilhoso! Força! Para a frente é que é o caminho! A todos - talvez sem grande autoridade para tal- faço um apelo no sentido da tolerância e do equilíbrio. A tolerância, o bom senso, o equilíbrio que o Arsénio fêz perpassar nos escritos que aqui deixou, ainda que, hipotéticamente, tenha ferido alguém com Fátima. A mim disse-me aquilo que eu gostaria de ter dito. Diria mais, caro Arsénio: se Jesus Cristo cá voltasse, teria de se munir de "armas" de maior eficiência - o chicote está obsoleto! E antes de vir a Fátima, talvez passasse por Roma para resolver alguma questão de fundo. Pressinto o Vaticano a declará-lO "persona non grata". Abraço p/ todos,em especial o M. Ribeiro. Parabéns retroactivos para o Assis.
2010-05-08

manuel vieira - esposende

Meu caro Gaudêncio,

a achega foi mera resposta literal á tua observação, que tem nexo, mas como referes a distância é um obstáculo pois a nossa Associação tem uma composição muito pulverizada e há uma certa conveniência que sejam homens do norte a liderar por questões operacionais.

Mas os homens do sul podem dinamizar a sua área geográfica pois aí residem muitos ex-colegas nascidos no nordeste e beiras.

O importante é assegurar uma dinâmica que facilite o convívio e incremente o relacionamento e as mensagens que periodicamente remeto já vão para cerca de uma centena de endereços, o que é bom. O nosso  site já teve cerca de 7500 visitas desde Novembro, que é indicativo de movimentos comunicacionais com algum significado e que confirma que já nada é como dantes pois existe de alguma forma interacção.

Pode haver actores e bancadas, mas também estão disponíveis conteúdos diversificados que facilitam novos saberes e permitem reacções.

Podiamos viver sem isto mas já não era a mesma coisa... e se todos dermos um bocadinho do nosso tempo a coisa vai rolando sobre carris, mesmo que não sejam do Tua.

2010-05-07

António Gaudêncio - Lisboa

Meu caro M Vieira

Gostei dessa " charutada "  ( que eu mereço e bem )  se eu aparecesse nas Assembleias já teria ouvido que todos deveriam contribuir etc etc. Tens toda a razão . Mas ,  acaso eu fosse eleito , que apoio ou colaboração eu poderia dar a trezentos e tantos quilómetros de distância ?

Lembro-me que, aquando da feitura dos Estatutos , eu e o João Cruz ainda tentámos qualquer coisa para descentralizar algum Órgão da Associação para o Sul. Não conseguimos  ( e também não forçámos )  e por isso estava bem de ver que o ónus de dirigir a Associação estava destinada aos colegas do Norte.  Mas não enjeito a hipótese de algum dia me forçar a aceitar algum cargo nos Órgãos Sociais. Até lá um bem haja para os colegas que vêm mantendo a Associação a funcionar.

Associo-me nesse teu abraço ao amigão e companheirão que é o FRANCISCO ASSIS neste dia em que ele completa os 68 anitos . Que dures muitos, amigo Assis,  e que para o ano possamos festejar os teus  68A !!!!   UM ABRAÇO. 

2010-05-07

manuel vieira - esposende

Meus caros amigos,

 O Gaudêncio tem toda a razão quando diz que é importante que não sejam sempre os mesmos a trabalhar e se ele aparecesse nas Assembleias já tinha ouvido da minha boca esta frase repetida de que todos deveríamos passar por ali e os mandatos não se devem repetir, embora, verdade seja dita, o esforço das organizações seja desempenhado pelo Arsénio, Assis (que hoje faz anos)e pelo Nabais, essa trindade que alimenta a vida da Associação.

 Já muitos acederam a este site e apreciaram certamente o vídeo do Ribeiro e as fotos habituais que registaram o nosso Encontro.

Quanto ao fale connosco ele tem sido o nosso alimento e veio cortar um silêncio profundo, como diria o Alexandre, que separa um Encontro do outro.

 O nosso António Ribeiro tem andado desde Domingo um bocado ansioso por causa do Benfica mas tudo vai correr bem. Eu tenho uma amizade muito grande por ele e isso só foi possível devido à Associação, pois de outra forma não o conheceria e como tal nunca eu poderia esta renúncia anunciada. E como ele se ri muitas vezes dos combates virtuais que aqui se desenham até me doeu o coração, mas só se deve estas suas reacções ao nervosismo com que ambos vivemos até ao jogo do Rio Ave. "Cruzes canhoto" digo eu, mas vai correr tudo muito bem e vamos para a luta.

 Um abraço ao Assis pelos seus 68 e que se cuide pois para o ano os festejos merecem animação.

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