fale connosco


2010-07-01

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

O companheiro Peinado foi de férias; já o sabia. Ir de férias é bom, sobretudo para quem trabalha diariamente como um desalmado para "amparar" a vidinha!  E quero dizer ao meu preclaro amigo Peinado que, embora eu não seja de Sarilhos Grandes ou nem mesmo Pequenos, não é minha intenção "deportar" para essas terras nenhuma boa alma. E pode estar descansado porque o temor duma possível intervenção do Fisco nos referidos negócios da Imobiliária  Celeste não tem razão de ser pois que nessas Paragens quem risca e dispõe é o "simpático" guardião do Paraíso e, pelo que me consta, lá ainda não são cobradas taxas desse teor.

O que interessa neste momento é arranjar nesses dias de férias disposição e arcaboiço para, como ficou combinado, em Setembro se entrar a todo o gás, quiçá não em outra pescaria, mas sim num safari montanhês no Ramiscal ou na Seida, disparando tiros e zagalotes. Nem tanto, digo eu: basta uma faca! 

Também, se Deus quiser, tenciono entrar de férias daqui a um mês e o que me está a preocupar  nessa contingência é o facto de não ir ter Internet que, como é sabido, já se tornou um vício para mim. Vamos ver o que se irá conseguir.

Podeis objectar e mesmo protestar: … "este desavergonhado diz que vai de férias? Vá mas é trabalhar, malandro!"  Mas eu retruco: … "Calma aí; eu trabalho e muito!" Passei todo o mês anterior a editar o filme do Grande Encontro de Alcobaça e não foi pêra doce. Mas já gravei o respectivo DVD que depois será distribuído por quem o pretender. 

Até lá boas férias a todos e um grande abraço!

2010-07-01

Alexandre Gonçalves - Palmela

Apesar de já ter comentado a "guerra civil", que invadiu a fala associativa, achei por bem acrescentar um suplemento. A primeira ideia refere-se ao patamar polémico atingido. Em rigor, a polemicidade revela crescimento e individuação. Quer na Palmeira, quer no Fale Connosco, e até no Forum, verifica-se que de algum modo destruímos a uniformidade, perigosamente corporativa, que podia afectar o carácter independente da associação. Cada um cultiva o seu jardim e as rosas que prefere. E usa os métodos que entende. Sem individualismos patológicos, preservámos uma utopia que é ser-se com os outros. Simultaneamente singulares e comunitários. É um projecto para uma vida inteira: ser-se. Não se sendo, não realizando cada qual a seu modo a sua singularidade, não há caridade que nos salve. Se eu não for ninguém, então os outros podem esperar sentados. O que eu tenho para lhes dar é aparência. Dito de outro modo: é uma fraude. Mas uma singularidade só cresce em ritmo relacional. Nenhum eu se define sem outros eus de relação, que partilham comigo a cidade.

Dizia eu que a polemicidade é uma prova de maturidade. Estamos a realizar uma utopia plural, dialogante, aberta à vida e à bondade do mundo. No entanto, e é esta a segunda ideia, não se resistiu à tentação de uma "partiparite" emocional. Já o disse, mas ao repeti-lo quero insistir na sua gravidade. Ninguém me investiu de poderes judiciais. Não condeno nem absolvo. Discordo. E fundamento a minha discórdia. Tanto mais quanto os excessos referidos se prendem a nomes influentes da vida associativa, de indiscutível empenhamento. Caros Arsénio e Aventino, sou dos primeiros a reconhecer-vos o mérito quer da escrita quer das prestações oferecidas à Associação. Porém, neste ponto particular, vocês fizeram-se cúmplices e apoiaram-se mtuamente numa atitude estranha, que merece divulgação. Como o Arsénio citou o Aventino, então eu cito o Arsénio: "Senti-me saudavelmente motivado pelo excelente post do Aventino. Então aqui vai ao correr da tecla.

Com Saramago morreu mais um pedaço do pouco que resta do comunismo. E quando morre mais um pedaço do comunismo eu sinto que o mundo pula e avança." (Fale Connosco, 20/06/2010)

Por amor de deus ou do diabo, esta tua página é uma ofensa à consciência universal, incluida a cristã. Nunca li nada tão reaccionário, tão obscuro, tão panfletário. É natural porque te saiu "ao correr da tecla". O pensamento não se improvisa. Pensar é mais do que citar números e muito mais do que produzir textos bombásticos e autoritários, como se fosses o filtro cultural da Europa. Não te atenua a distinção entre comunismo e comunistas. É uma questão de linguagem e de apuramento de conceitos. O mínimo que historicamente se pode concluir do comunismo/marxismo é que representrou uma utopia enorme, uma esperança para uma Europa velha e apodrecida. Que forneceu à boa consciência cristã o respeito pelos pobres, pelos operários, pelas imensas vítimas de um capitalismo brutal, que parece não merecer-te nenhum repúdio. O teu texto não disfarça uma longa sucessão de lugares comuns e apreciações bem datadas e claramente conotadas com fundamentalismos obsoletos.

Quanto a Saramago, ele não é só um escritor genial do nosso tempo. Ele é um HOMEM de coerência e de grandeza espiritual dificilmente comparáveis. E é filho da pobreza e desse ideal comunista que tu odeias. Felizmente, não são ódios como esses que tornarão o mundo mais humano, mais diverso, mais habitável. Saramago trouxe para a literatura aqueles que Jesus Cristo dizia serem dignos do reino dos céus. Se ele foi um "grande crente", então bendito o leito comunista que o amamentou. Admitamos por momentos que eu era um  ateu militante. Pegava no website da Palmeira e escrevia: "por cada católico que morre o mundo pula e avança". Não reconheces o paralelismo? Saramago nunca o disse e um comunista bem formado nunca o diria. Mas ficou escrito para sempre no Fale Connosco. Não sou comunista nem o seu oposto. Mas sempre direi que grandes nomes da cultura europeia e mundial se inspiraram na "esperança comunista" para escreverem grandes obras. A própria Igreja, quanto tardiamente acordou para a questão social, não ignorou os avanços e os ensinamentos  que o marxismo lhe levava nessa matéria.

Só uma pergunta: já que repudias tão veementemente tantos ismos, será que o nosso cristianismo, ontem e hoje, é uma virgem imaculada? Para acabar, Saramago dizia: nós os portugueses ou começamos a pensar a sério no nosso destino ou não temos futuro algum. "Pensar", disse ele.

2010-06-30

Peinado Torres - PORTO

Caros companheiros, daqui envio um abraço fraterno para todos. Vou de férias e regresso no próximo dia 19. Não se trata de uma prestação de contas, mas sim de uma infofmação aos meus amigos, da minha ausência desta bancada, pois em férias não quero ter comunicações, são manias Li num escrito do Arsenio do passado dia 21, de que o meu AMIGO E COMPANHEIRO Ricardo Morais pediu a demissão do cargo que exerce na AAAR e a sua saída da respectiva associação. Não é possivel. Ele pode ir para onde quiser, Macedo do Mato ou para o raio que o parta, mas será sempre um COMPANHEIRO, um AMIGO que muito prezo de o ter, quer no meu coração, quer na AAAR, pois alem da sua generosidade e qualidade foi um colega do meu CURSO.MORAIS assobia e chama ( O REBANHO ). Um segundo ponto. Além de ter saboreado a caldeirada de enguias, fiquei com mais conhecimentos pelo texto que o Diamantino escreveu. Amigo obrigado pele tua generosidade. E já agora não posso ir para férias sem me referir ao ilustre companheiro MARTINS RIBEIRO, poia este MALANDRO arranjou-me um caldo doe diabos com as FINANÇAS àcerca da imobiliária do Céu. É assim , os amigos às vezes nas suas boas intenções arranjan-nos cada sarilho! Para tratar destes e de outros assuntos , vamos reunir no próximo mês de Setembro algures em ARCOS DE VALDEVEZ, não há convites, mas há inscrições. Um abrço para todos . VOLTAREI
2010-06-26

Arsénio Pires - Porto

Homens passados e presentes, todos nós que manejamos as palavras como se fossem varas de jogar ao pau:
As palavras estão gastas e o tempo que nos resta é já pouco e nevoeirento.

Nada justifica a perca dum copo de vinho depois dum abraço suado e saudoso.

Quem somos nós para rasgar o passado?
Quem somos nós para safar da memória tudo o que nos une?
Que ideologia ou religião nos pode separar?
Quem nos pode afastar ainda que seja dos “abraços de atacado”?

O nosso futuro foi ontem.
Resta-nos a colheita da azeitona em dias de névoa e frio intenso.
Já não veremos o azeite sobre o pão!

Que “argumentos estatísticos” nos podem separar da amizade?
Que mãe ou madrasta desmerece o nosso amor por nos ter tirado das estevas, urzes e penedos?

E perdemo-nos lançando palavras ao vento como se aí estivesse a resposta.
Somos do norte, sul, este e oeste.
Mas antes fomos do centro. Do sítio onde as coisas todas nascem.

Raios partam as palavras sem sorrisos e abraços.

Desculpem mas eu não abdico de amigo nenhum!
Muito menos de todos vocês que são muito mais que amigos!
Ainda que o não queiram!

2010-06-26

António Gaudêncio - Lisboa

Juro, por esta rosa 

que toco

ou me suspende, 

que nada sei do mundo!

 

          ****

 

Não digas palavras 

vastas.....

porque é triste!

Lenta é a orfandade dum eco:

e ampla.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Estes versos de introdução são do poeta Jorge Amorim que era o pseudónimo de um Padre Redentorista que, no meu tempo, vivia, rezava e poetava na nossa casa da Rua Firmeza. Creio que só publicou dois livros : "ANJOS TRISTES" e " A BELEZA E AS LÁGRIMAS" Depois emigrou, julgo eu, para a América Latina e nunca mais soube nada dele. Alguém pode dar-me alguma achega sobre o seu paradeiro?

Mas isto só bem a propósito do que tenho lido nos últimos dias sobre "ismos" e Saramago.

Os amigos mais chegados sabem o que penso sobre os dois temas e os outros,certamente, não devem ter grande interesse naquilo que eu penso. 

Confesso, no entanto,que apareceram textos de grande qualidade nos últimos dias e se não refiro nenhum, aqui e agora,em especial é para não ferir susceptibilidades, uma vez que os houve de tendências bem contrárias e eu respeito,ou tento respeitar, todas as correntes mesmo as que me causam engulhos e azia.

Gostaria que, ao espreitar o nosso site, me "saltasse" sempre um bom escrito para irmos alimentando a nossa convivência pois é um bom modo de irmos fazendo a nossa catarse colectiva.         

 

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