fale connosco


2010-05-12

JMarques - Penafiel

Tenho seguido de bem longe as imagens televisivas da visita de Bento XVI a Portugal e é notória a qualidade de organização e neste aspecto o nosso país não fica atrás de qualquer outro como ficou evidenciado com o Euro, a Expo e as Presidências no contexto da União Europeia. O nosso povo tem uma tradição católica ancestral embora seja diminuto o número de cristãos praticantes, o que evidencia um declínio da espiritualidade, com semelhança em toda a Europa, o que começa a ser hoje um dos problemas de estratégia da Igreja enquanto organização. Enquanto outros povos nomeadamente os asiáticos, adoram rios como o Ganges na Índia, as vacas (em países de muita fome)e o politeísmo é exercido com muita tradição, nós debatemo-nos neste espaço com dogmas indiscutíveis na opinião de alguns, indiferentes aos muitos milhões de pessoas que têm a sua religiosidade forte que nada tem a ver com o nosso Deus, como se esse ser misterioso uno, fosse propriedade exclusiva do Ocidente, a quem nos obrigamos pelo Baptismo imposto e não consciente. Jesus só foi baptizado quando era adulto, para servir de exemplo, mas os líderes da Igreja Católica impuseram fazê-lo à nascença para que o ser nascido ficasse logo com a chancela, argumentando receios através do Limbo ou Purgatório. Convictamente não sou ateu e interiorizei a existência de um ser criador do universo e não só da terra, mas percebo os argumentos de quem não tem a mesma fé do que eu, nomeadamente de quem defende uma certa dinâmica cosmológica assente em energias espaciais que resultaram na materialização conhecida. Mas essas discussões deixo-as para os teólogos e outros técnicos da fé pois a minha mensagem teve mais a ver com a oportunidade da visita de Bento XVI a esse país, numa altura em que a Igreja se debate com uma crise, que poderá servir para a purificar no meu entender.
2010-05-10

manuel vieira - esposende

Com a vitória do Benfica parece que a alegria regressou ao país e os seus reflexos serão visíveis nos próximos dias com a melhoria do rating.

Aproveito para referenciar a notícia sobre a palestra do nosso colega Pedrosa na igreja românica de S.Pedro de Rates, na abertura do V Ciclo de Música que está a decorrer naquela freguesia do concelho da Póvoa de Varzim.A palestra foi proferida no dia 2, um dia depois de uma outra no nosso Encontro em Fátima.

Devem consultar a rubrica "Notícias" deste nosso site.

2010-05-09

JMarques - Penafiel

É bom aperceber-me que a diversidade de opiniões é valorizada e protegida, independentemente das convicções afirmadas, algumas delas reforçadas estrategicamente para animar este "fale connosco".É bom que seja assim embora por vezes se entorne a sopa.

Procuro pesquisar na Internet tudo o que aparece sobre os Redentoristas em Portugal e no mundo e acho que o melhor espaço é este porque permite estas "conversas em família". Os nossos amigos brasileiros podem ficar perplexos com os nossos diálogos mais contundentes pois encaramos os nossos "dogmas" com muito interesse e curiosidade e se os evangelhos referem que Jesus transmitiu ao homem tudo o que Deus, o Pai, lhe comunicou e por isso não o questionamos, por outro lado não ficamos surdos e mudos em relação ao que o homem foi construindo e degenerando de conformidade com os valores de cada época e de cada concílio e lideranças.

Agradeço o convite feito pelo Francisco Assis e aceitaria de bom grado se a distância o facilitasse pois deve ser um lugar muito bonito tendo em conta as preferências do padre Boursicaud.

Não me importo de vez em quando de partir a loiça para animar a festa, mas não quero que nenhum dos cacos vá ferir alguém pois não é esse o propósito e discutir com algum calor só estimula a imaginação e permite conhecer melhor os intervenientes pois libertam-se das suas "peias" e abrem mais profundamente o livro, desde que se não estraguem as capas.

2010-05-09

Assis - Folgosa - Maia

Olá meus caros!

Antes de mais, uma palavra de agradecimento a quantos se lembraram de enviar seus votos de feliz aniversário. 68 anos são muito tempo de vida e, simultaneamente, muito pouco para aquilo que se fez ou se deveria ter feito. Olhando o passado, tenho um pouco a sensação de frustação. - ?Que fiz de proveitoso até agora? - Muito pouco. Mas também vos digo que não me vou martirizar por isso. Olho hoje o futuro e vou seguir o conselho dos mais velhos: "Viver um dia de cada vez" e vou seguir pelas "estradas secundárisa" do nosso amigo Alexandre. Nas auto-estradas não temos o encanto das coisas belas da natureza, e ela tem tantos...

Só agora, são 23, 58h, acabei de ver as magníficas imagens do Manel e do Martins Ribeiro e de ler os textos do "Fale connosco". Cheguei há momentos duma outra viagem às terras do oeste, fui a Alfeizerão, onde estive no início de Abril pp, passando pois, uma vez mais, por Valado de Frades. Fui encontrar-me com alguns dos colegas com quem trabalhei no Banco de Angola em Cabinda nos anos 70. Já os não via há trinta e sete anos. Digo-vos que mereceu a pena, embora neste encontro não tenha estado presente aquele mistério que os encontros da AAAR sempre encerram. Houve, contudo, muita amizade expessa nos abraços que nos demos, muitas recordações, muito passado feito actualidade pelas nossas palavras.

Ora, levei bastante tempo a ler quanto foi escrito pelos nossos associados desde o regresso do passeio a Fátima/Alcobaça, uma vez que estive com o Pe. Henri na minha casa de Orbacem praticamente toda a semana. Tenho de confessar que fiquei satisfeito com tanto "palavriado", no bom sentido do termo. E  não estou preocupado com a resolução tomada a "quente" pelo amigo Martins Ribeiro. Tudo voltará ao normal quando se refrescar com uns ares de Orbacém, estou seguro. E não só os ares lhe farão bem. Há por lá outras coisas boas que o farão anular a sua tomada de posição. Já em tempos me passou pela mente a ideia de o convidar, a ele e ao amigo J.Marques, para ali se encontrarem, pois o Pe. Henri diz-me muitas vezes que Orbacém é um pequeno paraíso terrestre... mesmo sabendo que lá não iriam encontrar, com toda a certeza, nem Adão e Eva, nem Deus a quem eles pudessem pedir para se sentarem preferencialmente à sua direita. O MR já conhece bem o caminho, pois já lá esteve por variadas vezes, e até está convidado para passar por lá na próxima semana.

Quanto ao JM, aqui lhe deixo o convite, assim como a quantos nos queiram visitar, podendo valer-se dos conhecimentos do perito Manel Vieira que fornecerá as coordenadas do mapa que  conduzirão até lá com toda a segurança.

E por aqui me fico com um abraço para todos, mas com a firme certeza de que nem o M. Ribeiro cederá aos argumentos do J.Marques, nem este se deixará converter por aquele.

2010-05-08

Alves Diamantino - Terras da Maia

Companheiros Estimados Rompi o silêncio, espero não estalar o verniz. O R tem validade. Reflexão “precisa-se”. Recorro a“ As palavras “de José Saramago. - As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam... As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do Disse ou Tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do Verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o"precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do acto. Há também o silêncio. O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.- No memorandum das minhas viagens, recordo, uma visita a uma exposição “Família e o Homem”, cujo objectivo, era a promoção do entendimento entre as pessoas. Não fique à porta,” teuer Herr”. Talvez, um dia me vereis…….o meu clube é a solidariedade Saudações do ex-seminarista Redentorista

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