fale connosco


2010-07-13

manuel vieira - esposende

Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do nosso colega José Luís do Vicente com 54 anos de idade, meu colega de curso.  Ainda pensei revê-lo no nosso último Encontro em Alcobaça pois na conversa que tive com ele pressenti que isso iria ser possível. Não foi. 

O Vicente reapareceu em 2006 em Fátima e logo mostrou grande entusiasmo pela vida da Associação. No Encontro da Beira Interior foi evidente o seu contributo  e com a sua esposa Maria José colaboraram na preparação da visita a Póvoa de Atalaia, de onde ela é natural e onde nasceu o escritor Eugénio de Andrade.´

A doença grave traçou-lhe o destino e deixou-nos ainda novo, privando-nos do seu convívio e da sua amizade, embora esta tenha laivos de eternidade.

A Zeca, como ele nos habituou a tratar a esposa, deu o seu contributo com alguns textos na nossa Palmeira em papel e esperamos contar com ela em outras oportunidades, pois a sua acção será o testemunho da presença do Vicente entre nós. A ela endereço toda a solidariedade e à família, muito triste porque se esvazia lentamente o tempo de vivência com os amigos.

2010-07-11

Assis - Folgosa - Maia

à NORA... É assim que eu me encontro, meus amigos. Como o burro que puxa a barra da nora, na esperança de ver o fundo ao poço, tento, em vão, ler com um mínimo de atenção todas  as mensagens que me são enviadas diariamente, bem como todas as intervenções no site da nossa associação. E como não sentir-me amarrado ao ronceiro sarilho, se passo como a incansável alimária metade do meu tempo agarrado ao arado?...se não é o arado, é algo bem parecido...

Portanto hoje, 11 de Julho, tento pôr minha leitura em dia. E que leitura? Filosofia, fina literatura e até alguma história...campos que prefiro em contraste com o tal debate (?) de ideias a que vínhamos assistindo. Não que eu odeie o debate, pelo contrário: adoro um bom debate de ideias. Mas, como já pensei que a verdade era coisa exclusiva de quem estivesse do meu lado e que todos os restantes estavam errados - opinião que o tempo me ajudou a mudar - procuro dar um pouco mais de atenção a quem pense de maneira diversa da minha. É que todos nós, por ainda não termos a capacidade de pensar livremente, quer pela nossa pouca idade, quer ainda pelas circunstâncias em que nos vimos envoltos - "O homem é o homem e as suas circunstâncias", dizia o filósofo castelhano - chegámos a defender o indefensável. O bom jornalista é aquele que é capaz de não tomar partido sendo, porém, fiel à verdade. Para tal, terá de ler os acontecimentos à luz que a própria verdade irradia. Terá de ler o que as partes contrárias escrevem ou defendem e terá de ser capaz de filtrar todas as palavras, doces ou amargas elas se apresentem...o que não é fácil. Daqui a minha preferência pelos temas agora tomados em mão por quantos entraram em campo nestes últimos dias, temas que só hoje pude ler. A todos eles o meu louvor e o meu abraço.


2010-07-10

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Vieira,  como soe dizer-se, não te metas! Porque tudo isso não passa de desabafos e divagações de um inveterado e lamecha animal romântico, saudoso de tempos que não voltam mais. Poiso o caso é que, ao ler o belo texto do Alexandre a filosofar fininho, pensei comigo mesmo; " …Ai ele é isso? Pega lá  então e apanha com as dunas que, ao menos nelas, sempre aconteceu alguma coisa de palpável e não foi só poesia abstracta e vaga". 

Por outro lado, ocorreu-me que também se deveriam diversificar os temas e os conteúdos pois a poesia, mesmo a que, supostamente, possa esconder algum escândalo, é uma linda maneira de falarmos uns com os outros. A grande maioria dos companheiros da Associação ainda sãobastante jovens e, quiçá, ainda não apreciem muito estes fantasiosos devaneios, mas lá virá o tempo  em que os hão-de valorizar.

Apreciei muito a animação sugerida pelo Arsénio, mesmo descontando as citações a Saramago, personagem que eu não suporto; mas esse, claro, é um problema meu!  

Se o alimento e os legítimos prazeres do corpo nos sabem bem, igualmente estes levezinhos condimentos do espírito nos deverão alegrar. E olhai que eu, destes, tenho muitos!

2010-07-10

Arsénio Pires - Porto

Estou a gostar.
O outro dizia “andam faunos na floresta” mas as musas, decentemente despidas e submissas, não se esconderam e em boa hora inundaram o “Fale Connosco”.

Parabéns aos excelentes textos aqui trazidos pelo Alex e pelo Martins Ribeiro.

Como estamos em maré de poesia, quero homenagear um grande ESCRITOR português enviando-vos  este sítio.

Não percam. Vale a pena!


http://flocos.tv/curta/a-flor-mais-grande-do-mundo/


2010-07-10

manuel vieira - esposende

Pois é. O Verão tem destas coisas e espevitam as elucubrações concupiscentes onde até a pele ebúrnea da mulher amada se deleita sobre as areias macias de qualquer praia lusitana e os desejos espúrios envolvem-nos como o vento torpe vindo do norte.

E o nosso amigo António de Terras de Valdevez amansa-nos o espírito sedento de voluptuosas formas e entorna sobre nós os descritivos sensoriais que nos levam aos ais, embora isto não devesse ser para rimar como em deleite poético.

E inexoravelmente a temática cai bem neste espaço porque sabe bem e os contornos debroados do objecto imaginário aceleram lentamente o compasso cardíaco.

O "fale connosco" até sabe bem com estes temperos destemperados...

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