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2010-07-30

Peinado Torres Porto - PORTO

Amigos e companheiros Sempre que me ê posssivel vou acompanhando o que por aqui se escreve, além da entrevista ao nosso amigo MARTIS RIBEIRO, fiquei deveras admirado , confuso e alegremente surpreendido com o entudiasmo amoroso, no relacionamento que teve com a sua loira encatada.Na vida já muito pouca coisa me surpreende, mas um jovem de 77 anos descrever tal facto com tanto entusiasmo e simplicidade deixou-me deveras maravilhado, parabéns Martins Ribeiro mantém essa juventude de espirito que faz bem a todos nós. Ontem finalmente consegui fafar com o companheiro e amigo HUMBERTO MORAIS, falamos de muitas coisas e claro que cortei na casaca de alguns que é coisa que os portugueses e não só tanto gostam de fazer. Martins Ribeiro começa a estar na hora de defenires a data do nosso almoço, que pela minha parte só pode ser a partir de 19 de SETEMBRO e não no dia 29etc dado que já estou ocupado, desde já te dugo que o HUMBEERTO MORAIS me informou que quer estqr presente, trata~se de u8m FILOSOFO, HISTORIADOR,PENSADOR,AGRICULTOR,BOM AMIDO e etc.etc. o meu reconhecimento para o GAUDÊNCIO PELA PESQUISA EFECTUADA PARA ENCONTAR O NOSSO AMIGO E COMPANHEIRO , GONÇALVES DIAS. Um abraço para todos e VOLTAREI
2010-07-28

manuel vieira - esposende

Apesar das últimas notícias que foram tristes, também vivemos com boas novidades. O nosso colega Fernando Echevarria recebeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/Correios de Portugal (APE/CTT) 2009 pelo livro "Lugar de Estudo", obra que já divulgamos e de temos publicado alguns poemas na rubrica "Solidão dos Agapantos". Mais informação pode ser lida em "notícias" mas o Fernando já nos habituou a estes sucessos e para ele vai um abraço de parabéns. Também um abraço para o Osório que teve a amabilidade de nos remeter a informação.
2010-07-25

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Caro Vieira, meta-se e linguareje á vontade que loiras, morenas ou ruivas, há-as de sobra e chegam para todos. Felizmente! Esta loira de que falo aqui existiu mesmo  e era, como se dizia então, uma "casque d'or" genuína, pois naquele tempo as "oxigenadas" pelos cabeleireiros ainda não estavam muito na moda! Nessa altura as loiras surgiam aos montes perante a fogosidade do nosso sangue quente e os trechos e poemas que elas inspiravam brotavam também, em catadupa, das nossas liras entusiasmadas. Eram reais e, algumas vezes, proveitosos.  Mas sabe? Agora estamos, de facto, no referido "tempo dos maduros" que, me parece, não tem assim tanto valor! Ele torna-se "valioso" porque nos permite desenterrar dos arcanos poeirentos as evocações de poemas esquecidos. E é o que nos resta!  Amigo Vieira, se você não vai em ambições desmedidas e lhe basta o essencial é uma opção sua, já eu … que remédio! Só peço, como diz o outro, "… deixem-me sonhar!"

2010-07-25

manuel vieira - esposende

Depois de ler "o valioso tempo dos maduros" que a todos nos enquadra no funesto destino de quem já fez percursos cinquentões, tropeço nos abrolhos do Martins Ribeiro, salvo seja, e também digo:"melhor tivesse juízo na sua mente desvairada".

Não é que as ditas loiras de pele fulgente não estimulem paixões, isto claro se as raízes dos tais cabelos sedosos não atraiçoarem o oxigenado feito na cabeleireira da esquina, em jeito de falsidade.

E se até agora eram as dunas que o Rui Reinho dos GNR soube imortalizar ainda no vinil, a exacerbar os mórbidos intentos passionais do nosso colega, a coisa pareceu ser séria e a doirada rapariga foi certamente advertida  dos percalços de uma doentia e excessiva paixão, "visionária e louca"até.

Já sei que o nosso amigo Ribeiro me vai apelidar de má língua, mas eu já não vou em ambições desmedidas e estou como diz o poeta recitado pelo Arsénio: "...para mim basta o essencial".

2010-07-23

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Aquela loira que eu vi numa cálida e abafada tarde de verão, aquela loira esbelta, de andar gracioso como gracioso era todo o seu porte, aquela loira de olhar brilhante e doce, de cabelos doirados despenteados pelo vento, de tez platinada, aquela loira, fatalmente, logo me prendeu.

Vi-a passar como passam muitas outras mas, qual será o motivo por que as coisas invulgares nos arrebatam de imediato, sem nos darem tempo para reflectir e nos arrastam após si como um herói famoso arrasta o povo admirado? Sentado na esplanada dum café, sentia-me alheado na leitura de um livro quando, olhando ocasionalmente para a rua, deparei com a fogosa loira que passava. Tentei continuar a leitura, mas já a minha atenção repousava na sua alucinante presença. Levantei-me alvoroçado e fui procurá-la para a ver e admirar mais de perto.

Sabeis como arde, de chofre, um montão de folhas ressequidas quando lhes cai em cima uma chispa de lume? Assim também se ateou o incêndio da paixão na minha alma com a faúlha de beleza lançada pela doirada rapariga. Arquitectei planos, sonhei em sonhos, senti-me embriagado pelo êxtase do seu amor, imaginei beijá-la febrilmente, congeminei possuí-la sem estorvos. 

E depois? Como sou visionário e louco! Línguas perversas semearam o desânimo no meu coração, enquanto iam bradando com escárnio e zombaria:

"… Melhor tivesses juízo na tua mente desvairada!"

"… Quem? Quê? Desistir? Nunca!"

Antes havia de morrer o Mundo, desfazer-se, desintegrar-se, mas aquela loira era a que devia ser a minha última paixão! Palmilhei  caminhos juncados de abrolhos, atravessei rios, vagueei pelas escarpas de montanhas, cansei nas  areias de praias extensas, mas atingi o meu fim. Vencendo a resistência do seu encantamento, consegui instalar a bandeira do meu amor no cimo do baluarte do seu coração, tal como os antigos guerreiros hasteavam o pavilhão do triunfo nas ameias dos castelos. E deixei de sonhar, já não imaginava utopias mas vivia numa doce realidade.

A ti, pois, minha divina e doirada rapariga te entoo um canto e te dedico um poema, como preito da minha admiração por ti!

E aquela loira que contemplei pela primeira vez numa cálida e abafada tarde de verão, aquela loira esbelta de andar gracioso como gracioso era todo o seu porte, aquela loira de olhar brilhante e doce, de cabelos doirados despenteados pelo vento, de tez platinada, foi uma mulher que eu amei. E se me perguntassem agora as antigas más línguas qual era o Ser que mais adorei neste Mundo, responderia sem vacilar:

Aquela loira …  que  eu amei!

 

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